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sábado, 10 de maio de 2008

Estação do Pocinho, 2008,Maio


Yeeeh.... meu! o combóio do Pocinho chigou bué de cool!!...

Arte ou vandalismo? - Neste caso voto pela Arte.

Mais juventude, mais cor, quebrando o cinzentismo de uma empresa

que há muito parece alimentar o secreto desejo de fechar esta estação...

Oxalá cativem a Juventude e o Turismo, com arte e imaginação

e encontrem novos públicos para a Sustentabilidade desta linha!

3 comentários:

Vila Antiga de Mós disse...

Enfim tudo está para diferente neste Portugal, nem os comboios escapam, contributo do americanismo.
LOPES

sarilhos disse...

"Enfim tudo está diferente"... mas nem sempre para melhor... As representações gráficas que vemos na imagem nada têm de Arte Urbana, mas sim muito de vandalismo. Este é mais uma face da nova geração que indigna, com a sua (falta de) educação, de cultura e de cidadania.

Segundo alguns, há que os desculpar, porque é uma forma de irreverência e até é engraçado. Mas, ao mesmo tempo ficam muito indignados com o seu comportamento no dia-a-dia, e se questionam pelo que afinal estes jovens se interessam e o seu futuro...

É preciso entender qual é a origem destas representações e o seu significado. É verdade que há arte urbana, vulgo "graffitis", com qualidade, interesse, mas o que vemos aqui não é mais do que uma série de rabiscos. Por outro lado os jovens que fazem isto, tanto pintam comboios (a alguns acham graça), como pintam os monumentos que este blog tanto preza e valoriza.

Em suma, é preciso ter muito cuidado como que se valoriza e defende.

PS: Parabéns por este blog, mais um valor a acrescentar a Moncorvo.

Nelson disse...

Bem um blog é isto mesmo: um fórum de discussão e de troca de opiniões. Por isto mesmo, mando também a minha: devo dizer q não me chocam estas pinturas nas carruagens, pois quebram um bocado a monotonia cinzenta e desde sempre quase igual. É de facto, a irreverência da Juventude, talvez cultura de ghetto e submundo urbano, importado das Américas pela globalização, como disse o nosso amigo "Moseiro" (da antiga vila de Mós). Mas a verdade é que vivemos o tempo da globalização e isto é uma nota de contemporaneidade, de nosso tempo. Daí ser interessante terem-se postado aqui estas fotos, porque elas querem dizer que este tempo chega aqui, hoje, ainda pela via do caminho de ferro, assim "vandalizado". São ícones. São século XXI. São assinatura de um tempo, de uma época. Não sei se a pintura foi propositada/encomendada ou se foi "marginal", ou se foi tolerada.
Mas de foi encomendada ou tolerada, felicito o conselheiro de marketing da CP, pela visão moderna. Como é lógico, isto não é aceitável num monumento antigo, onde as tintas se entranham e dificilmente são removidas sem danos; por outro lado, o monumento tem que ser percepcionado em função do tempo que representa. já numa carruagem de c.f., ela representa um elemento transitório, e até "em trânsito", ou seja, a efemeridade. Quanto à estética, é como tudo; isto é uma linguagem gráfica, mas tem uma estética subjacente, tem cor, e, tem algo de artístico (tal como certos caracteres chineses, ou mesmo árabes) - arte caligráfica. Isto pode ser um futurismo de banda desenhada futurista, de mundos Enki Bilal, mas não deixa de ser arte. Representará a perplexidade das contradições de um tempo, tempo de fusões, em ritmos hip hop. Era do vazio? talvez. Voltamos ao campo das opiniões, ou até mesmo constatações. Caro Sarilhos, se todos os problemas da juventude fossem estes, não teríamos tantos "sarilhos", eheheh

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