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terça-feira, 6 de maio de 2008

"Ode ao Douro"


Ao escritor e poeta transmontano, António M. Caldeira Azevedo, natural de Freixo de Espada à Cinta, que deixou hoje o "Reino Maravilhoso", mas que ainda teve tempo de nos oferecer um dos mais belos poemas sobre Douro.

4 comentários:

Xo_oX disse...

Mas que fantástica vista?!! De onde foi tirada a fotografia?

vasdoal disse...

Foi tirada a cerca de 2/ 3 km do lugar de Sequeiros, freguesia de Açoreira, Moncorvo. Fui dar uma caminhada até ao rio e depois quis apanhá-lo todo. Então a solução foi trepar a corta mato, com a ajuda das piorneiras até escolher o melhor ângulo. Na escalada, fui colhendo alguns espargos para ajudar ao paladar da visão. Mesmo na altura dos disparos passou mesmo por cima da minha cabeça uma nuvem que deixou a sua marca na imagem.
Quando quero encher os pulmões de natureza, vou até este local e abraço o mundo. Dedico esta foto ao meu saudoso amigo e poeta António Azevedo, falecido hoje, e que trazia o Douro desde o bolso da infância.

N. disse...

Bela é a foto, belo é o Douro, belas as tuas palavras de despedida de um amigo, apesar da má nova. Nunca conheci António Azevedo embora tivesse tropeçado várias vezes no nome (um estudo sobre Panóias, um convite recente da Câmara de Freixo de E.C. para ir ao lançamento das tais Odes, num texto sobre património religioso), e nunca soube quem era. Há pouco tempo reproduzimos o seu nome no blog do PARM, a propósito de uma palestra que teria lugar na Sé de Vila Real, no dia mundial dos monumentos e sítios, em que falou dos espaços sagrados. Faltei a essa parte do programa, e só depois um colega me disse que António Caldeira Azevedo era freixenista. Fiquei com vontade de o conhecer pessoalmente, mas, pelos vistos, o Fado trocou-nos as voltas.
No seu discurso de 18 de Abril, na Sé de Vila Real (editada pela D.R. da Cultura do Norte), citava Ricardo Reis: "os Deuses não morrem /partem para o Infinito". Poderemos acaso dizer o mesmo dos Poetas, sobretudo dos bardos que emergiram das margens ou das águas deste grande rio....

Orlando Sousa disse...

Em 1995 ouvi pela primeira vez o nome de António Manuel Caldeira Azevedo. Professor de Filosofia do Ensino Secundário em Vila Real, tinha um trabalho sobre o Santuário de Panóias (escrito em 1991), intitulado "Do significado religioso de Panóias".
Editado em 1998, altura em que o conheci, esse livro foi mais um importante contributo para o estudo e divulgação daquele Monumento.
Á mesa da Pastelaria Gomes várias vezes trocamos impressões sobre o Santuário.
Os nossos caminhos voltaram a cruzar-se, quando em 2003 foram inaugurados os vitrais da Igreja de S. Domingos/Sé de Vila Real, pois António Azevedo escreveu sobre aquelas obras de arte contemporânea.
Este ano, por proposta do meu amigo e colega Engº Fernando Pádua, a Direcção Regional da Cultura do Norte convidou António Azevedo para, no âmbito do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, em 18 de Abril, sobre o tema Património Religioso e Espaços Sagrados, nos oferecer uma "oração".
Tive o privilégio de, no fim dessa comunicação, ouvir o Bispo Coadjuvante de Vila Real dizer, referindo-se a António Azevedo, "o sr. é o nosso anjo-intérprete!".

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