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terça-feira, 15 de julho de 2008

Açoreira


Fotografia panorâmica da Açoreira.
13 de Julho de 2008

3 comentários:

N. disse...

Açoreira, uma das aldeias da Trás-da-Serra, num dos contrafortes da Serra do Roborêdo, talvez tivesse sido outrora um ninho de Açores...
Algures no termo da freguesia há vestígios da época romana e/ou dos povos indígenas que por aqui andavam nesses tempos de "Romanização" - prova disso? a berroazinha da Açoreira, uma escultura proto-histórica que infelizmente se encontra em Lisboa, no Museu Nacional de Arqueologia...
Foto excelente, mostrando a aldeia em quase toda a sua extensão, enquadrada pelos montes, secos e aparentemente estéreis. Aqui, onde "sobreviver" continua a ser um poema homérico, qual Tróia cercada pela desertificação, pela fuga da juventude, o envelhecimento da população, e outros "factores" a que nos vota o ostracismo do poder central, a miopia política das élites governantes, na Lísbia como em Broxelas, desculpando-se com o sinal dos tempos em que uma humanidade louca se precipita para junto de um mar de onde já nem peixe nem especiarias vêm... Será que só 2 ou 3 meses de praia justificam a morte lenta destas terras ancestrais??? Oh Deuses do meu perdido Olimpo Transmontano, castigai-os severamente, e oxalá que a Fome que em breve devorará a Urbe não os faça voltar a estes paraísos perdidos, a esgadunhar os estreitos vales entre as parcas serras, para lhes arrancar a batatinha, e o azeitinho e o excelso pingato que só vós, sábios deuses, sabeis apreciar....
Quanto à fotografia, talvez o Autor saiba (que o olho do Fotógrafo também é sábio!) que este é um registo para a Posteridade... Quando os telhados caírem e as paredes igual, alguém descobrirá esta foto e chorará sobre ela como os antigos choraram sobre as ruínas de Tróia... ("campus ubi Troia fuit!"). - Açoreira, que de aço se julgava, como todas as aldeias naturalmente desaparecerá um dia... infelizmente!

angel disse...

Extraordinario pensamiento Nelson.Tu profecía sobre la caida del imperio romano es obvia.Se lleva unos años legislando contra natura y eso solo puede llevar a la autodestrución.
Cuando pasamos del dicho:"Por mucho trigo nunca es mal año",a multar si las vacas te dan mucha leche,algo no va bien.
Subvencionar por no sembrar ni pan ni vino,por abandonar cabras,ovejas etc. O te hacen burocraticamente la vida imposible por mantenerlas ,estamos hipotecando el futuro de toda nuestra descendencia.
Si no aprovechamos toda la vegetación que natura nos da,no hará falta ningún Nerón,la naturaleza misma se neronizará.
El sino del genero humano:no aprender nunca.
Un abrazo Angel

N. disse...

Gracias Angel amigo, por tu apreciación. Yo veo que has compreendido lo que los "sábios" de Brujellas no lo veen... o no quieren veer (Y yo no creo en Brujellas, pero que las hay, hay...). Seguiremos desarrollando estes pensamientos en sabado cercano, día 19, en la Foz de Sabor, cierto? Desarrollando los pensamientos y "desarolhando" (ahora en portuguès) botellas.
Traducción: "desarrolhar" en port., es lo mismo que quitar la "rolha" (se pronuncia: "rolla"), lo mismo que "corcho", ok?
Abrazo,
Nelson

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