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segunda-feira, 28 de julho de 2008

Os tons do estio, em Mós


Em redor da Capela de Santa Bárbara, avistam-se quilómetros de montes e vales. Aos tons frios do horizonte, misturei as cores quentes do primeiro plano, com flores secas, de cardos. Espinhosas, recortadas, cheias de sementes mais leves do que as nuvens, mais suaves do que a seda .
De um ponto tão elevado, compreendemos um pouco a razão da importância de Mós na história.
Basta levantar os braços e deixar-se levar, encosta abaixo, serpenteando os montes, qual ribeira, de encontro à passagem estreita que rasga as fragas, antes de se fundir nas água já sempre domesticadas do Douro. Ou então, visitar Santa Bárbara, última guardiã dos altos, agora já sem castelo.
Adoura-se a erva com o estio, mas com ele vem a festa, a devoção, a procissão, a música, o arraial. Assim como as estações vão dando lugar umas às outra sem se esgotarem, também nós, vimos e partimos, nascemos e moremos, mas as aldeias permanecem, lutando como os cardos, que esperam pelas chuvas que farão de novo brotar flores.

2 comentários:

N. disse...

Paisagem soturna emoldurada a ouro, ouro espinhoso e seco, expressão perfeita da transmontaneidade e destas terras que foram sinistros coutos de homiziados...

- Pouco a pouco, vamos dispondo de uma extraordinária colecção de postais (virtuais)... Obrigado Aníbal, por mais este!!

Anónimo disse...

Obrigado por este momento para quem está longe, sempre recorda, algo que apenas conheceu hoje por mero acaso ao consultar un página onde voçês estão direccionados mas penso que o autor de onde voçês estão direccionados também terá a haver com voçês??

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