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quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Isto de viver em Lisboa

Andando eu com o Leonel Brito (encontrámo-nos de propósito há dias em Lisboa) à procura de darmos algo ( gratuitamente, é bom que se sublinhe) a Moncorvo, nas correspondências a que vou tendo acesso acabo por perceber que chego a Moncorvo e regresso a Lisboa e esqueço-me de Moncorvo. É uma ideia e eu tolero sempre a ideia dos outros. Por outro lado, registo, sem qualquer juízo de valor, que, de quando em quando, "escrevo uma coisas". Não é opinião que me incomode, mas é opinião que registo. Poderia, não fosse parecer-me inútil, enunciar algumas coisas que fiz e tenho feito (graciosamente, insisto) por Moncorvo e pela sua imagem. Mas não vale a pena. Não devo nada a Moncorvo, insisto, nem um favor, nem uma cunha, nem uma benesse. Mas também Moncorvo não me deve nada. Neste capítulo estamos, pois, quites. Como dezenas e dezenas de moncorvenses vivo fora da vila. Ninguém se interroga pelo que os outros têm feito pela memória de Moncorvo. Passarão por lá uma semana de férias, mais como detentores de uma nostalgia revivalista do que numa perspectiva de presente ou num olhar de futuro. São mais cómodos e são mais pacíficos. O Moncorvo deles é o Moncorvo que eu quero que não seja. Estamos com um projecto, o Leonel e eu, de que não queremos nem um euro. Vale a pena? Temos as nossas vidas e damos semanas das nossas vidas ( graciosamente, insisto) à memória de Moncorvo. Valerá pena? Eu sei que santos da terra não fazem milagres. Mas eu não sou santo, nem sequer acredito em milagres. Não sou sombra de ninguém e também não sou luz. Gostaria, isso sim, de dar a Moncorvo, o que Moncorvo não me deu, eu que "escrevo uma coisas" e (não) me esqueço de Moncorvo. Peço desculpa por usar esta blogue para uma reflexão que a única pessoa que pode ferir é a mim mesmo. Necessito de dizer aos meus companheiros de blogue que é esta a última intervenção a que vos obrigo. Isto de escrever uma coisas não cabe na dimensão literária, ética e estética deste blogue.

6 comentários:

Pedro Morgado disse...

Para reflectir…!
Agradecia os vossos comentários.

AGoncalves disse...

Gostava de responder ao amigo Rogério, mas receio não alcançar o verdadeiro sentido das suas palavras. Digo apenas que temos muito gosto em o ter entre nós (dinamizadores deste Blogue), e que reconsidere e continue a brindar-nos com os seus escritos. Vivemos tempos difíceis... resistir é a melhor forma de sobreviver e até viver.
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N. disse...

Faço minhas as palavras do Aníbal. O seu contributo é importante neste espaço e para além dele. Todos somos poucos para promover a região, que julgo ser o mais importante. Ass.: Nelson R.

Anónimo disse...

Amigo y sin embargo desconocido Rogerio.Desde la lejanía del otro lado del Duero (y sin entrar en asuntos que desconozco),dejarías a este que escribe,sin alguna de esas hermosas leyendas que sueles colocar en el blog.Quiero recordar:O lindo menino,por ejemplo.
Un fuerte abrazo,y como decía D.Quijote,teme a Dios que en el temerle está la sabiduría,y siendo sabio no podrás herrar en nada.Angel

Anónimo disse...

A canalha só atira pedras às arvores com fruto

Anónimo disse...

Lembram-se do dr. Horacio? Foi presidente da camara quando se construiu o jardim da praça nova.Despediu um trabalhador por trabalhar demais e perturbar a calma establecida.Pensou,até ,que era comunista...

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