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terça-feira, 25 de novembro de 2008

Caça à raposa

Ao ver o anúncio da batida ao javali, lembrei-me que no álbum de família havia umas fotos de caçadas. E esta pareceu-me a mais indicada para reforçar a tradição cinegética de Moncorvo. Muitos reconhecerão os intervenientes desta caçada à raposa no Reboredo, nos anos 60. Eu lembro-me de alguns nomes e muitas alcunhas, mas não as menciono, embora pense que hoje fazem parte do património cultural da vila. A Universidade de Évora editou um livro sobre as alcunhas no Alentejo e creio ser um bom tema para o Centro de Memória e um desafio ao Nelson.

Leonel Brito

5 comentários:

jed disse...

Caro Leonoel Brito,

sigo as vossas novidades, com alguma atenção. Numa ou noutra já apareceram referências a um dos meus avós.
Nesta fotografia aparece outro dos meus avós. Interessava-me muito saber se tem mais fotos desta caçada ou similares.
Poderá encontrar-me com facilidade no meu email: joaoediogo@gmail.com

Obrigado

abraço
joão emanuel diogo

N. disse...

Esta foto é, de facto, um documento! E, apesar de haver tanto caçador naquele tempo (e locais), parece que haveria mais caça que agora.
Parece-me também interessante a interacção com os "visitantes" do Blog, que aqui reencontram as suas origens - o Centro de Memória que preconizámos é exactamente isto!
Seria interessante a identificação de cada um dos homens da foto, ou então dos que fosse possível.
Em 2º plano, em baixo, parece-me ser o sr. Frederico Mesquita e em 1º plano, 3º a contar da direita, o sr. César "espanhol" (?). Esta, por exemplo, será um alcunha que não é muito "chata", mas o problema das alcunhas é que normalmente há muitas pessoas/famílias que não gostam que lhas nomeiem. É o tipo de estudo que se pode fazer, mas nunca publicar (ou então publicar só as autorizadas, pois mexe com questões delicadas). No caso do Alentejo isso será mais fácil, pois as famílias alentejanas dos estratos sociais do campesinato tinham todas uma alcunha e isso foi transformado em apelido (assumido), daí os apelidos curiosos e até anedóticos de muitos deles. Aqui no Norte os camponeses (3º Estado), e sobretudo jeireiros, também só tinham o nome próprio e distinguiam-se ou pela alcunha (que raramente era nomeada perante o próprio) ou pela pertença de acordo com o nome do pai ou ascendentes (quando miúdo) ou pelo cônjugue (depois de casar: "o Manel da Maria", ou a "Maria do Antonho"). Era assim, em grande parte das pessoas, até ao séc. XVIII. A adopção de muitos apelidos parece ser coisa recente, já no séc. XIX e tê-lo-á sido por influência dos padrinhos (normalmente gente "grada", que por vezes lhes escolhiam os nomes e lhes davam o próprio apelido da família - em alguns casos também lá saberiam porquê). Mesmo assim, apesar de terem já um apelido, a classe dos jornaleiros (jeireiros), tal como no Alentejo, tinham quase sempre o "alcunho" que se lhes agarrava à pele para toda a vida, quando já não era herdado, às vezes de várias gerações. Por exemplo, aqui em Moncorvo, os antigos bairros com mais jornaleiros (o proletariado agrícola) eram o Prado de Baixo, a Loureira e o Carrascal, onde, por isso, havia uma maior densidade de alcunhas ou "nomeadas". Com a emigração e a elevação do nível social e de condições de vida, também essas alcunhas se vão perdendo, para gáudio de alguns representantes de famílias visadas, embora também se dê o caso de pessoas que procuram reassumir essas alcunhas (como se fossem brazões de família) por questões identitárias.
Em Torre de Moncorvo/vila, a melhor fonte para o estudo dessas alcunhas é um homem que também não fugiu à "marca" deste tipo de "baptismo", que é o Acácio Fernandes, mais conhecido por Acácio "Rato" (só aqui refiro a alcunha, porque de outro modo ninguém saberia quem era, e, por outro lado, sei que ele não se importa). Pelo que sei (e proque já lhe ouvi desfiar o rol) Acácio é a grande enciclopédia das alcunhas antigas de Moncorvo.
Em todo o caso, retratando o fenómeno, o próprio escritor Campos Monteiro, na primeira metade do séc. XX, nomeia alguns personagens por essas alcunhas antigas. Por exemplo, quem sabe ainda quem são os "Sugões" (que ele lá menciona) em Torre de Moncorvo?? Perguntem aos mais velhos (não me perguntem a mim).
Entretanto esperemos que o Leonel continue a rebuscar na sua arca de recordações e aqui nos deixe alguns tesourinhos destes. Deixo-lhe uma proposta: nas vésperas do grande jogo entre o GDM e o V.Setúbal, talvez fosse pertinente aquelas fotos (que sei que tem) do mítico jogo do Moncorvo (seria ainda Sporting de Moncorvo?) e o Futebol Clube do Porto. E talvez fosse interessante contar de como se emborracharam os jogadores do Porto, no dia seguinte ao jogo principal, antes de um 2º jogo (de desforra), acho que tudo isto ainda no campo da Corredoura. Penso que era guarda-redes, nesse tempo, o meu bom amigo e vizinho ti-João "Falapão" (cá estão as alcunhas) de saudosa memória...
N.

Anónimo disse...

Amigo Nelson,dejando a parte que te considero un amigo,pienso que es un lujo tenerte en cualquier foro.
Toda España está llena de apodos(alcunhas) que decis vosotros.Masueco por ejemplo tiene "ratas,pulgas,gallos,hormigas,etc".Imagino que en Portugal pasará lo mismo.
En cuanto a que haya gentes que les moleste;en un pueblo de Malaga(Villanueva del Trabuco),se publicó a petición del pueblo y el alcalde apoyó,una guia telefónica con el listado por alcunhas,y es que los del pueblo si querian llamar al vecino,no sabían su nombre(de pila)o apellido que decimos aquí, si no por el mote.
Esta parte de la Iberia es así.Un fuerte abrazo.Angel
P.D.El vino y el presunto se van a estropear.

Anónimo disse...

LISTA INCOMPLETA

O Sr.Adriano (trabalhava na Conservatória do Registo Predial)
O Sr. Edmundo (C.R.Civil)
Dr. Teixeira
Professor Mendes
Adelino Menezes
Sr. António (fiscal da camara)
Eng. Serra
O filho do Manuel do Reboredo (trbalhava no soto da Dona Beatriz)
Sr. César (lista do N.)
Fredico Mesquita (lista do N.)

Vamos completar a lista com a ajuda de todos.

N. disse...

Caro Angel, muchas gracias por tu comentário y tu consideración elogiosa, pero la opinión de los amigos són siempre suspechosas :) En cuanto a los apodos, eso parece que es un dato universal por nuestra Iberia; y si ahy algunos que convertieron en apellidos (para los amigos portugueses, el nombre "de pila" és lo mismo que "nome de pia", que se subentende: pia baptismal) hay otros que eran más malevolos (con intencion zombetera) de que resulta problematico dicirlos a los proprios. Creo que pro ahí seguiria siendo lo mismo. Aqui se decia que en los pueblos adonde hube muchos judíos (o judios conversos) habería más apodos (alcunhas). Ellos mismos los ponian unos a otros, además los que los "cristiano viejos" les pondrian. Puede ser que sea verdad, por que en el pueblo de mi madre (Vilarinho dos Galegos) con fuerte presencia judía, muchos apodos habia, unos antiguos (de herencia) otros que se ponian por qualquiera circunstancia, por veces exterior al indivíduo, como por ejemplo uno a que llamavam el "Fala bem" (habla bien) porque una vez su suegra hay dicho: "O meu genro é que fala muito bem" (el genro era de la vila y ja no hablava como los aldeanos); así los otros luego le han puesto el apodo de "fala bem". Pero en ese mismo pueblo, havia (y todavía hay)los "cambistas", "netos", "Fai-fai", "beniras", "rato", "tabaco", "chico-negro", "Chico-chico", "caguças", "gigante", "Nosso Senhor", "Pulgão" y muchos más... Pero a pocos les gusta que le digan su apodo y por parte de los otros se evita la utilización, en presencia del proprio, mientras todos lo digan en sus espaldas! Así, esa idea de la Lista telefónica, por aqui no seria mucho aceptable.
- Bem, e agora em português, para o informador seguinte (creio que o Leonel, apesar de não ter assinado), agradecia que nos fizesse corresponder os nomes que mencionou com os números que estão na foto do "post" seguinte. Julgo que assim é mais fácil e interessante saber "quem é quem". O tal "Centro de Memória" virtual...
Abraço e desde já Obrigado!
Nelson

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