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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Acontecimento do ano

Num comentário foi lançada a ideia de se fazer a "eleição" do Acontecimento do Ano de 2008, em Torre de Moncorvo (concelho). Porque não fazê-lo? Assim, talvez tenhamos oportunidade de passar em revista alguns dos momentos mais marcantes da vida do concelho, durante o ano de 2008. Para já, é necessário começar a indicar os acontecimentos dignos de realce (de acordo com o entendimento de cada um).
Se se conseguir uma lista de acontecimentos interessantes podemos talvez proceder a uma votação.
A indicação de candidatos a "Acontecimento do Ano" pode ser feita nos comentários, ou na janelinha que existe na margem direita do blog, no topo.

17 comentários:

Anónimo disse...

O nosso BLOG e grupo de teatro ALMA DE FERRO são os grandes acontecimentos culturais do ano.

Anónimo disse...

Moncorvo merece ser o acontecimento do ano .
Tem setecentos anos e com orgulho no passado cria um Cento de Memória.
Infestada de canais televisivos e cria um grupo o teatro Alma de Ferro.
Tem as maiores minas de ferro da Europa abandonadas e cria o Museu do Ferro.
È parte integrante do Douro Património da Humanidade.

N. disse...

Lapidar, caro anónimo! Acho que, no conjunto, será mesmo essa a conclusão a tirar. Em todo o caso, gostávamos de aferir das preferências dos moncorvenses relativamente a cada um dos aspectos que mais lhes tocou. Sendo certo que será o somatório de tudo que constituirá O Acontecimento. Em certa medida você já se antecipou à conclusão que pretendíamos, mas, mesmo assim, vamos à votação.
Bom Natal.
Nelsn

Anónimo disse...

O 2º anónimo sou eu; o Zé do Cabo

Anónimo disse...

Creio que também era importante saber o Não Acontecimento do Ano.
O que falhou ?
Que vazio creou?
Porquê?
Zé do cabo

N. disse...

Caro Zé do Cabo,
Acho que uma eleição de "não-acontecimentos" resultaria noutra polémica inútil que interessaria pouco ao colectivo e daria logo azo a politiquices. Pelo que é nosso entendimento que se deve procurar promover Torre de Moncorvo pela positiva, se é que queremos (como queremos) que este seja "o blog de todos os moncorvenses". É a minha opinião e, julgo, a dos outros colaboradores do "À descoberta de T.M."
Nelson R.

Anónimo disse...

Caro N.,
Creio que tem razão. Falar de coisas que falharam pode provocar divisões inúteis.
Continue a moderar o Blog com saber e tacto que todos agradecemos.
Zé do cabo

Anónimo disse...

O primeiro texto foi escrito de um tiro e incompleto.
O que penso e com vaidade o digo, é que:

Moncorvo merece ser o acontecimento do ano .
Tem setecentos anos e com orgulho no passado cria um Cento de Memória.
Infestada de canais televisivos cria um grupo de teatro “Alma de Ferro”.
Tem as maiores minas de ferro da Europa abandonadas e cria o Museu do Ferro.
Isolada, fora dos principais eixos de comunicação , cria blogs para manter a diáspora unida.
E é parte integrante do Douro Património da Humanidade.

Zé do cabo

N. disse...

Também subscrevo o que disse o nosso caro Zé do Cabo. Só com uma pequena correcção: se, muito embora o que nos toca do Douro Património Mundial é uma nesguinha muito pouca, nas ladeiras da Lousa, em compensação, sempre lhe direi que não são 700 anos, mas sim já 723, a caminho de 724, desde o Foral de D. Dinis atribuído à Torre de Mendo Corvo (12.04.1285). Mas, como este foral praticamente repete o da "vila velha" de Santa Cruz da Vilariça (6.06.1225), e como o grosso da população passou da Vilariça para a actual sede do concelho, podemos dizer que seriam 783 anos. No entanto, o lugarejo que já aqui existia, chamado Torre de Mendo Corvo, e que era lugar com igreja dependente de Santa Cruz da Vilariça, deve remontar ao tempo das torres feudais da Reconquista, que têm o seu apogeu no século XII. Concluindo, bem podemos atirar para os oito séculos ou mais, ou seja, a idade aproximada da nacionalidade portuguesa. E não se sabe bem se não houve aqui povoamento romano (como sugerem alguns indícios encontrados em escavações em contexto urbano) - nesse caso, não andaríamos longe os 2.000 anos. Só falta comprovar melhor!...
Esperemos que tão grande e glorioso Passado seja uma garantia de um Futuro perene! viva a Torre de Moncorvo e seu entorno/concelho!

Anónimo disse...

Viva!
Zé do cabo

Anónimo disse...

Que viva a nesga e todo o resto, incluindo o tinto ,as bogas, as caldeiradas na ribeira,o presunto e a alheira, a posta do Artur e o chouriço preto, sem esquecer a amêndoa coberta e o vinho fino. Mas maior de tudo é a gente de Moncorvo e seu entorno.
Sinto, ao escrever estas linhas e de vadiar pelo blog que o acontecimento do ano devia ser entregue a vocês: os RESISTENTES.
Bom Natal a todos .
Um moncorvense exilado na Lisboa de mui e desvairadas gentes.
Zé do cabo

N. disse...

Viva, Zé do Cabo! Obrigado pela parte q nos toca, mas, na verdade, viver em Trás-os-Montes, para além de ser um privilégio, é, ainda, um acto de resistência... Quando nos tiram os SAP's e os hospitais e as maternidades... E, se alguém cai e parte um braço e tem de percorrer 100 km com um braço partido, para ir de Torre de Moncorvo ao hospital de Bragança, como me aconteceu com pessoa de família... ou se morre na estrada e se espera 4 horas que se decida como se vai e para onde se leva o falecido, porque as viaturas dos VMER não podem transportar cadáveres, como aconteceu há pouco tempo acima da TRindade (Vila Flor), com o pai (falecido) de um amigo meu, de Torre de Moncorvo; ou com o senhor que caíu no quintal da casa e andou de "seca para meca" até que houvesse um helicóptero q o mandasse logo para o Porto... etc, etc.. Isto só para falar no plano da saúde, sem falar no resto.

Anónimo disse...

O reino maravilhoso do Torga é uma invenção do Doutor Adolfo Correia Rocha com consultório na Portagem em Coimbra.
Se vivesse na Lousa nos anos cinquenta ,sem agua corrente, electricidade e telefone.
Onde os pitos e os recos eram multados por pisar a palha das canelhas e os G.N.Rs lavravam com ajuda da canga e guiados pelo aguilhão. Se tivesse que subir a fragada dos Estevais de burro para assistir a um parto.Se tivesse que vir, encima de um macho, do Peredo, atravessar o Reboredo e passar a noite à chuva , para apanhar o comboio. Caro N.,outro reino cantaria .
Zé do cabo

N. disse...

Bem, eu acho que o Dr. Rocha conhecia um pouco disso lá para os lados de S. Martinho de Anta. E, na verdade, nesse tempo era um pouco assim por todo o país rural (q era cerca de 90% de Portugal), por isso não se notava muito. A expressão nasceu, creio eu, num poema recitado no 2º Congresso de Trás-os-Montes e Alto Douro, promovido pela Casa dos Trasmontanos de Lisboa, salvo erro em 1942.Não esqueçamos que esse congresso foi apadrinhado pelo então presidente da República, general Óscar F. Carmona, que era oriundo de Chaves (terra de seus pais) e, como tal, se considerava Trasmontano. Por isso era natural que o ainda jovem Dr. Rocha não se pusesse para ali com prosas neo-realistas, que pudessem estragar a festa, ainda por cima, poetando sobre realidades que eram comuns em toda a parte. Então o que fez? Cantou as maravilhas do Reino distante (o congresso decorreu em Lisboa, mas com digressão posterior por Trás-os-Montes), que é sempre o discurso da nostalgia quando se está longe... ou seja, há dois discursos sobre Trás-os-Montes: o nosso, para nós (em que nos lamentamos do ancestral esquecimento e daqueles q nos esquecem pq estamos cá para trás das fragas) e que culmina no orgulhoso: para cá do Marão...; e há o outro, o que usamos quando falamos para o interlocutor "estrangeiro": isto é a melhor terra do mundo (e eu tb acho que é!!), até o frio e o nevoeiro se transforma em metáfora de reino mágico, não há nada como a nossa alheira, o nosso salpicão, a nossa posta mirandesa, etc., ou sejam, todos os ingredientes do tal Reino Maravilhoso... Por isso, desculpemos o Dr. Adolfo Rocha, e assumamos o seu lado "Torga" mesmo que não vivesse a dura realidade quotidiana, in loco, do tio Antonho, do Manel, ou da Maria Lionça. Retratou-os, retratando-nos, ajudando a construir a nossa mística. É o nosso Yeats, o Poeta da Pátria Trasmontana, do Douro, do nosso rincão sagrado e que até conseguiu pôr o nosso primeiro ministro (actual) a gostar das "fragas" (segundo declarações recentes do próprio...).
Ah, só um àparte: segundo informação do meu saudoso mestre Padre Rebelo, o Dr. Adolfo Rocha/M. Torga, que era um devoto de Santo Huberto, costumava vir caçar para a zona de Moncorvo, Urros, Carviçais... Talvez daí um texto que escreveu dedicado ao Roborêdo que seria oportuno plasmar aqui no blog. Se o encontrar ponho-o cá (está num dos diários).
Termino desejando ao Zé do Cabo e a todos os visitantes uma boa noite de Consoada, na companhia da família e do "fiel amigo", dos tronchos e da batatinha cá da terra, regadinhos com o fino azeite e o melhor vinho das terras durienses!... (quem disse q não é "reino maravilhoso", apesar das agruras o trabalho e destemperos do clima?)

Anónimo disse...

Parece-me que alguns destes comentários, especialmente do moderador Nelson fariam mais sentido no sítio dos posts,pois alem de terem mais interesse do que alguns dos ditos,tambem passam mais despercebidos e ficam um pouco dispersos.
Apelo ao Nelson para ser mais breve nos comentários e a dedicar-se a postar mais assuntos pois é uma pessoa profundamente conhecedora do nosso concelho.

N. disse...

Respondendo ao último comentário, e começando pelo fim, bem, agradeço o elogio e perdoo-lhe o exagero quanto ao meu suposto conhecimento "profundo" do concelho. Sei alguma coisa, muito pouca, fruto da curiosidade e, de certa forma, do meu "métier" (passe o galicismo). Aceito que pudesse "postar" algumas coisas mais na "montra" do blog, mas não sou muito expedito nas "novas tecnologias", para além de não ter grandes fotografias que ficam sempre bem para ilustrar os textos. Além disso, também não quero monopolizar o espaço, nesse lado principal. Outra razão ainda: gosto mais de comentar deste lado pq se propicia mais ao diálogo (ainda q também parece q eu tenha a tendência para monopolizar a discussão/conversa, pelo que me penitencio). Bem, tentarei mandar umas bocas mais breves e vou ver se arranjo tempo para "postar" (adoro estes neologismos internéticos, ehehe) algo mais!
Abraço natalício a todos(as).

Anónimo disse...

Caro N.,
Como sempre, apost no diálogo.
Zé do cabo

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