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sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Moncorvo - a Avalon

Um semi-frio de Natal


Só o cume do Roboredo teve direito ao sol.

Negrilho branco

Roupa velha












Assim se amansam as azedas.




Este é o meu embrulho para os colaboradores e visitantes do blogue.

12 comentários:

Xo_oX disse...

Belo conjunto!
É pena que o cheio (e a temperatura) não sejam registados pelas câmaras fotográficas, mas o ambiente é muito sugestivo e cada um sente à sua maneira.

N. disse...

Brumas e poções mágicas... cozinhadas por fadas do lar! Os druidas adivinham-se. Quando chega o rei Artur??
Vinde ao meu país em gelo!... vinde ver o sincelo que se pendura das árvores e das cascatas em estalactites de vidro pelas "manhãs submersas"...
vinde ver a nossa estepe montanhosa!
- Moncorvo ou Moscovo?

P.S. -O meu Obrigado ao Vasdoal e parabéns pelo seu olhar de poeta (e de lambareiro, hehe). Abraço,
N.

angel disse...

Hasta el lado de acá llegan los cheiros.Este Vasdoal siempre dando donde duele.
Ropa vieja,también se le llama a un plato que se hace con las sobras del cocido en casi toda España:"olla podrida "diría D.Quijote.
Para resucitar un muerto.
Un abrazo,y feliz navidad.
Ten cuidado Vasdoal,que estas cosas se sabe como empiezan,pero nunca como acaban.Recuerda los peixes.
Angel

Daniel de Sousa disse...

Para um transmontano "emigrado" em Lisboa como eu já foi prenda suficiente a recente descoberta deste magnífico blog, mas estas sugestões fotográficas ainda mais me emocionaram pelas profundas memórias que me evocam , raízes que o tempo não desfaz e de que muito me orgulho.
Parabéns pelo vosso trabalho, pela sua grande qualidade e sobretudo pelo mérito de manterem vivo o orgulho ancestral de ser e sentir-se transmontano, como eram os meus Pais e os meus Avós .
Bem hajam e bom Natal para todos!

Anónimo disse...

Angel,
O Quixote é a nossa bíblia laica e como mandam os livros sagrados está lá tudo.
Vetusta, la muy noble y leal ciudad, corte en lejano siglo, hacía la digestión del cocido y de la olla podrida, … -
La Regenta de Leopoldo Alas «Clarín, o maior romance do sec.19 de toda literatura em castelhano .
Esta arrotativa tirada é só inveja e fome de anteontem. Com rabanadas e vinho fino para acamar a roupa velha e o tinto não há nevoeiro que entre. Mais comida, nem que seja virtual. Os olhos também comem.
Zé do cabo

N. disse...

A Àngel siempre le duele quando le llegan los "cheiros", eheeh :)
Y esso de la "ropa vieja" (o "olla prodrida" = panela podre, em tradução literal, para português)es una información preciosa que solamente nos muestra que hay muchos puntos de contacto en la cultura iberica!
E não sabia da devoção do nosso amigo Zé do Cabo pelo Quijote! Más uno, Ángel, para nuestra írmandad de los Quijotescos!... (como logo localizou a "olla podrida" numa obra tão extensa, e citada en castelhano!... muy bien!... E já agora aproveito para lhe dizer, caro Zé do Cabo, que o nosso amigo Àngel (já ficam apresentados) foi quem me falou pela primeira vez desse livro, "La Regenta", que por sinal ainda não li... E foi a propósito de me ter levado a um belíssimo "botequín" decorado com ambiente da época do livro (inícios do séc. XX, tipo "arte nova"), em Salamanca. Se lá fôr, não perca, que é fabuloso! Ah, e agora até já tem um cicerone, pois o Angel tem sempre muito gosto em mostrar a sua cidade, a excelsa, histórica e sábia ciudad de "Salamanca, la blanca"!...
Não quero ainda terminar sem uma palavra de apreço pelo tocante comentário do Sr. Daniel Sousa, que é, sem dúvida, um bom presente de retribuição pelo presente que recebeu. Bem vindo, caro conterrâneo, que este espaço pretende ser isto mesmo: um elo de ligação de todos os moncorvenses e transmontanos da diáspora! - e já agora pode dar uma olhada pelos concelhos vizinhos, pois há por aí outros "À descoberta de..." ciceronizados pelo nosso grande Aníbal, não cartaginês, mas carrazedense, vilaflorense, moncorvense, mogadourense, etc...
Somos todos de "por aqui".
Abraço a todos e boas entradas!
N.
P.S. - bem, lá estou a estender-me outra vez, ehehe:)

Anónimo disse...

Magnifico registo fotográfico, sem dúvida uma selecção digna e reconfortante. Folgo em saber que existe muita e boa gente que faz questão de "adoçar" os sentidos e reconfortar a alma triste da saudade, "aos da Terra", que carregam o fado de estar longe de CASA.
Obrigado.
Marco Deus

Anónimo disse...

De Salamanca, o Lazarillo de Tormes, a Praça Mayor e algum Unamuno :
...Si en todas partes del mundo el hombre es hijo de la tierra,en las arribas del Duero la tierra es hija de los hombres…
Antes de Salamanca ,caro N. uma perna de cabrito nas brasas e tinto do Peredo .Quem vai para o mar prepara-se em terra. O Angel é marinheiro.
Zé do cabo

N. disse...

Já agora, Zé do Cabo, se fôr a Salamanca, além do "La Regenta", tem também um bar muito acolhedor que creio que se chama "D. Miguel" (subentende-se o de Unamuno), mas estando lá, logo percebe que Miguel será esse, pelas fotos que decoram as paredes. Salamanca, onde a Literatura vende e ajuda a vender. Quanto ao Lazarillo, cuidado se o convidarem a ouvir alguma ruído que venha de dentro do touro da Ponte (que é um berrão, primo dos nossos). Plaza Mayor dispensa comentários, é a mayor!
E antes de Salamanca, muito antes, fica a bodega do Ángel (La Solana), aqui bem perto, num pueblo que tem uma irmanação linguística do lado de acá: Mazueco/Mazouco... (a perna de cabrito ele arranja, mas o tinto do Peredo pode-se levar, perguntando-se ao Rogério quem no terá lá do melhor, o que é difícil pq no Peredo não há vinho mau). - Quanto ao Angel, não é marinheiro, mas "pesca" bem... no prato! (quem o viu lá baixo na Foz do Sabor, eheh). Além de um bom amigo é um grande amigo del Mesón... e pode ser que nos brinde com um dos seus poemas gastronómicos!
Vale a pena espreitar-lhe o blog: http://labodegadelasolana.blogspot.com/

angel disse...

Por alusiones.
Llevais hablando de comida todo el día y me rugen las tripas.
Zé do Cabo, a estos que se les llena la boca de cabrito,de porco en sus dos versiones:Presunto y lechón,me deben una visita,para ponerse "morados"en la bodega;pero siempre están ocupados.
Esperemos que de esta primavera no pase.
La famosa cascada del "pozo de los humos",en el río Huces,estará entonces cayendo bien.Ya somos mas.
El mesón de la solana,que funcionó en la época de Lazarillo de Tormes,fue donde trabajó la madre de Lazaro,cuando a su padre según comenta, le estiraron en demasía el pescuezo por quedarse con lo que no era suyo.
Un fuerte abrazo a todos.Y por cierto Nelson,no me extraña que no te guste madrugar.

N. disse...

Viva , Angel Amigo! pues bien sabes que soy como D. Quijote, no tan magrito ni amigo de montaría, pero gran madrugador!... Es que se puede madrugar, antes o después de dormir (pero saberás que estuve trabajando hasta esas horas tardas, para ver se acabo unas cosas antes del fin del año - he pasado la Navidad trabajando, noche y día, y creo que lo haré en la noche de fin de año). Así espero tener unos diazitos libres, antes de la Primavera, para nos ponermos "morados" en tu nuevo Mesón de La Solana!! Haberemos de hacer aí una excursion de los amigos del blog! Prepara los cascos y los jarros para una memorable pelea entre los vinos de la Ribera y del Duero trasmontano! con piernas de cabrito o cordero, ou aquellas partes del nuestro dios, El Cerdo/Porco/Cochino/Reco que nuesttros mayores han memorado en los Verracos/Berrões de piedra!
Ah, y para la digestión, es verdad, el paseo siempre adiado a el Pozo de los Humos, que me gustaria de veer las pinturas rupestres que hay por aí.
Grande Abrazo por arriba de esa frontera imaginaria! y un buen año nuevo para ti y tu familia (ah para el Mariquelo!)
N.

Anónimo disse...

E uma degustação da matança/ chacina do reco/cerdo para fazer boca antes da primavera?E um roteiro gastronómico ;
Da Foz a Mazueco by N.Angel
Se aceitam o repto pagos umas migas de bacalhau com batatas.
Zé do cabo

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