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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Peredo dos Castelhanos, 20 de Fevereiro de 1974



Esta fotografia não fere pela nostalgia. Magoa pela resignação. Vejam o ar da professora ou regente ou mestra. A única luz, e muito diluída e filtrada, é a que vem de fora, quase metáfora do tempo que então se vivia. Ou da bata branca das crianças, um prenúncio de futuro (?). Não há um sorriso sequer. Esta fotografia não podia ter cor.
Foi tirada faz exactamente hoje 35 anos. Ilustra uma reportagem do Assis para o República. Lembro-me que fui com ele e com o Lelo à minha aldeia, Peredo dos Castelhanos. É uma reportagem que deveria ser recuperada. Fica ao cuidado do Lelo.
Reparem no ar triste da senhora, vestida de escuro, com um penteado de quem nunca frequentou a cabeleireira, com uma parede branca quase despida, apenas habitada por uma imagem da Nossa Senhora, também ela de ar sofrido e o crucifixo de um Cristo martirizado. Apenas um ramo de flores na secretária.
Esta fotografia respira uma profunda tristeza. A mestra confundia-se com qualquer mulher de aldeia. A única diferença é que sabia ler e tinha permissão de ensinar.
Ampliando a fotografia, atente-se nas frases escritas no quadro, só possíveis e inteligíveis num meio rural, familiares à cultura daquelas crianças: “O ninho do passarinho”; A mãe da Chica tira a palha do palheiro”; “Ela apanhou o livro que caiu no chão”; “Amanhã vou à horta colher uma couve”; “O coelho foi morto pelo caçador”.
Nas carteiras ainda há tinteiros para molhar o aparo. Contam-se mais de uma dúzia de crianças, na maioria filhas de emigrantes ao cuidado das avós. A escola, esta, fechou. O Peredo já não tem escola nem crianças.
Reparem nas mãos da mestra, tão recolhidas e recatadas, na tristeza que se revela no seu olhar para a câmara. Tão conformada e resignada! Estávamos a poucos meses do 25 de Abril. O que terá sido feito destas crianças, todas elas hoje com mais de 40 anos?


Rogério Rodrigues

11 comentários:

Anónimo disse...

De facto uma atmosfera de penumbra , esquecimento e resignação que ,no seu contraluz, permite recriar uma agonia imensa.
Um regime lodoso de mentiras , um povo ignorado. Que colhia no rude quotidiano o seu pão e uma possível dignidade . Que deixava os seus filhos para trás entregues aos avós na busca de trabalho ,algures , com sonhos amassados de solidão e de revolta.
Crianças que abriam os seus olhos para o mundo através de foscas janelas de medos e palavras mortas.
De facto - que foi feito de vós ?
Que esperanças vos demos?
Que caminhos vos mostrámos?
Que livros vos abrimos?
Que terras vos lavrámos?
Também vós nos terão de deixar os vossos filhos ?
Com cinzentas mestras apontando cinzentas frases de desalento , sem sentido ?
Também vós ?

Daniel

N. disse...

Caros amigos, de facto, a foto é um documento de época, ou até já um bocadinho fora de época (o que se explica pela periferia de periferia que o Peredo representava, a aldeia mais longínqua em relação à sede do concelho), pois a professora tem o ar ainda das regentas do período áureo do Estado Novo (anos 40-50), a quem se aconselhava a modéstia e o decoro, até como exemplo e referência social (a professora e o padre eram a pessoas mais importantes da aldeia, não esqueçamos). Assim, onde o Rogério vê resignação (o q implica o calar de alguma revolta, que, no caso vertente duvido que existisse por parte da senhora, pois isso implicaria um certo nível de consciencialização política pouco previsível numa professora primária da província), eu vejo antes uma formatação derivada de um certo modelo educativo. Eu concluí a escola primária em Angola pouco antes dessa data e não era bem assim, e mesmo a professora tinha outra "pose" (outros mundos? talvez). As frases no quadro podem parecer "naïfs", mas iam ao encontro da realidade que as crianças conheciam e entendiam e que a professora decerto utilizava desde o início da sua carreira. A realidade da emigração, deixando os filhos para trás? um fenómeno histórico-social datado, tal como hoje a desertificação do interior, com o fim das aldeias (emigração para a urbe), com os lares de 3ª idade em vez das escolas, sendo que estas, curiosamente, chegaram às mais remotas aldeias durante o regime (atenção: não estou a fazer a apologia do regime!! estou antes a procurar fazer uma desconstrução e uma análise histórica desapaixonada). Além disso, parece-me que, se nuns aspectos se passou do 8 para o 80, noutros passou-se do 80 para o 8: veja-se a complexidade das contas de multiplicar, com n algarismos, que denunciam problemas mais complexos ainda, com quilogramas (Kg) e hectogramas (hg), pressupondo muita tabuada (e certamente muita reguada... - mais uma vez, não estou a defender isto, ok?); a verdade é que todos esses que terão agora os tais 40's se não tiverem calculadora à mão, ainda serão capazes de fazer algumas contas assim; já os miúdos de hoje, mesmo com o mágico "Magalhães" e a falar inglês (será que?) não farão decerto outro tanto... (dir-me-ão: ah, mas fazem outras coisas! talvez, falta-nos saber da sua utilidade futura em termos de repercussão soco-económica para o conjunto da sociedade e tb para a boa formação do indivíduo).
Por outro lado, a escolaridade era mais curta/breve, porque cedo as pessoas tinham que "se fazer à vida", e nem havia dinheiro para se "darem estudos" aos filhos (embora o fenómeno da Emigração, também nisso, tivesse sido um abrir de portas, como o resto da entrevista que o Rogério refere, sugere - está num recorte que ficou lá atrás, neste blogue). Por isso, a directriz era aprender/ensinar muito num lapso de tempo curto. Isso exigia uma maior concentração (e o tal de "respeitinho", concedo, apanágio do regime). Hoje temos uma espécie de prolongamento da infância até aos 18 anos, com o índice de desresponsabilização que todos conhecemos (pronto, já vou levar porrada também dos pedagogos das novas pedagocias e da "inteligência emocional", blá, blá, blá!...). Foi mau? decerto. É agora melhor? tenho algumas dúvidas... Como sempre digo, repetindo os velhos filósofos gregos, se calhar a virtude estaria no meio (nem 8 nem 80, ou, como diz o nosso povo, "nem tanto ao mar, nem tanto à terra"...).
Nota: só espero não ser mal interpretado.
Em todo o caso é uma excelente fotografia e, concordo: uma metáfora do tempo (todos os símbolos estão lá - faltando apenas o retrato do Presidente da República e do Presidente do Conselho, que também havia na minha escola primária, mesmo em longínquas paragens).
Abraço,
N.

Anónimo disse...

Pois é, pois é.
Fotografia linda que me deixa, a mim que fiz a 4ª classe um ano atrás,imensas saudades.
É do tempo em que funcionava a santa Lúzia ou a vara, em que as crianças eram às dezenas, em que se ensinava e se aprendia bem e, sobretudo, em que havia RESPEITO, quer pelo mestre(a) e pelos demais...,
Ai que saudades ...que sobrelevam bem o ar sombrio deste documento.
Melhor que isto só ir reler mais logo o conto do Trindade Coelho sobre o seu 1º dia de aulas e escrito no dia da sua formatura.
bom fim de semana a todos !

Anónimo disse...

Que relíquia !!!

Pois é… Sou uma das crianças que se encontrava na sala esse dia. E venho também dar o meu testemunho, que ao contrário do que foi traçado, me transmite a mim um cenário não tão sombrio, mas de uma simplicidade ternurenta. Está bem caracterizado na foto, “escola” como símbolo de aprendizagem, zelo e respeito.
Recordei assim, a visão colorida, que a imagem a preto e branco, não permite.

Anónimo disse...

A estória que a fotografia me sugeriu contar

Fiz a 2ª classe em Moncorvo, em 1968, seis anos antes da data desta fotografia.
O meu pai tinha vindo à metrópole de licença graciosa. Era uma licença de seis meses,insuficiente para completar um ano de escola. Eu e a minha irmã para não “perdermos” esse ano, ficámos outros seis em Moncorvo, com a minha mãe, em casa dos meu avô Aleixo e da minha avó Angélica. O meu pai entretanto, regressara sozinho a Moçambique.
Este facto por si só basta para notar o quão importante eram os estudos para aqueles que, por uma razão ou outra, não o puderam fazer. Como a minha mãe. Que não só levou um enxugo de porrada do meu avô por se ter matriculado na 3ª classe, como não pôde ir além da 4ª pelas razões comuns aos que menos tinham. Porém, projectou esse querer nas filhas. Ainda hoje me diz, “ fui para África para vocês puderem estudar”
Foi para África como ficou em Moncorvo naquele ano de 1968.
A escola onde então fiz a 2ª classe ficava no Largo da Corredoura e a minha professora chamava-se D. Branca. A sala de aula era, em tudo, idêntica à da fotografia . Com pouca luz, vasinhos nas janelas, carteiras com tinteiros, crucifixos na parede e meninas (só meninas) de bata branca…. mas nem todas. Algumas, vestiam uma bata azul e branca aos quadradinhos.
Eram as meninas que vinham do asilo.
Porém, não foi este cenário nem as indumentárias que começaram a construir em mim a memória do regime, foi o preconceito. No 1º dia de aulas, a minha mãe foi falar com a professora, e ela disse-lhe “os raparigos que vêm de África são todos burros”. E eu ouvi aquela frase e a certeza daquela professora que só não me marcou porque eu, alheia a este “trato do regime”, sempre fui fascinada pelas letras e pelos números, gene da minha mãe, talvez… e sabia-a enganada.
Entretanto descobri que o regime também organizava a sala de aula da escolinha do Largo da Corredoura. Havia uma fila para os burros. E eu que era suposto estar nela como todos os burros que vinham de África, andava por ela, para traz e para a frente mas para ajudar a professora a ensinar “afinal alguns raparigos de África são espertos”….. Manuela ensina a prova dos 9 á Helena e depois a divisão à …. E eu ensinava…
Hoje sou professora e quem sabe não descobri o “talento” naquela época?!... não sei…
Sei da metáfora fora do tempo que me envaidecia, a minha caixinha de lápis de cor, de 36 lápis de todas as cores , aquela que todas as meninas da sala me pediam para pintar os desenhos.
Ninguém tinha uma igual mas também ninguém, como eu, tinha vindo de uma terra tão colorida como África!
Uma terra onde as meninas da minha escola eram brancas, amarelas, castanhas e negras, de todas as cores como os lápis da minha caixa.

Manuela Aleixo

Júlia Ribeiro disse...

Nela, querida afilhada em 2º grau:

Vi agora mesmo o teu comentário. Fiquei feliz por te encontrar aqui e muito orgulhosa por teres mostrado a pessoas preconceituosas, fechadas - vivendo num tempo e num espaço fechado - que afinal eras uma "menina esperta". Tão esperta, que eras mesmo uma "menina inteligente".

Dia 14 de Março, apresentação do meu continho "Primeira Comunhão" em Moncorvo. (Biblioteca, 15 horas). Não queres aparecer? Almoço no "Lagar" , às 13 horas. A preferência vai para a posta mirandesa.

Um beijinho da tua 2ª madrinha,

Júlia

Anónimo disse...

Pois é… Sou uma das crianças que se encontrava na sala esse dia.
E as outras meninas quem são ?Sa bem desta foto ?Com mais trinta e cinco anos...e os filhos gostaram de ver as mães meninas?

Júlia Ribeiro disse...

Então vou meter a foice em seara que me não é de todo alheia. Fui professora , oficialmente, 39 anos. E não oficialmente, perdi-lhes a conta. O Dr. Ramiro punha-me a dar aulas de matemática às turmas dos miuditos. E a verdade é que os garotos se portavam na linhaça.
Bom, vamos então a esta sala de aula : cinzenta como quase todas nessa época. Uma nota de vida e frescura, para além das crianças, obviamente: os junquilhos numa
jarra sobre a secretária. Portanto, devia ser Primavera. Mas a sala continuava cinzenta.
Falemos da professora: aquele rosto tão triste e, sobretudo, a resignação que nem esconde com um leve sorriso e aquelas mãos que não sabe onde colocar ou como colocar... A sua postura confrange-nos.
Quase apostaria que era 'Regente Escolar', insegura quanto ao seu posto de trabalho, pois não pertencia a um quadro.
Mas repare-se como a sua letra é bem desenhada: as vogais são exactamente do mesmo tamanho; as consoantes d - t - l- h- sobem rigorosamente até ao mesmo nível; as caudas do q e do p descem precisamente até ao mesmo ponto. Dir-me-ão : e para que serve
isso? Responderei : era exigido e obrigatório . E, da minha lavra acrescentarei: para que serve a poesia? Mas é linda, não é? Ainda hoje gosto de uma letra bonita e de uma escrita sem erros ortográficos... e vê-se cada vez menos.
Quanto à matéria que a professora estava a leccionar: cliquem na fotografia e verão, por baixo do alfabeto, os digramas nh e lh .
Era a matéria nova e exemplificada nas frases : 'O ninho do passarinho' , 'A mãe da Chica tira a palha do palheiro' , 'Amanhã vou à horta colher uma couve' , 'O coelho foi morto... ' etc. etc. Qual o contexto? Qual o enquadramento? Pois , o que seria mais natural para aquelas crianças. Pior seria o que vinha no livro : "A avozinha colheu um ramalhete de junquilhos que cheiram muito bem".
E também se observa que o digrama ch já fora dado, pois aparece apenas duas vezes para consolidação.
Portanto, esta profesora , esta (quase sem dúvida) regente escolar sabia o que estava a fazer. Mas nota-se em toda a sua postura que tinha medo, medo de perder o seu posto. (Aliás, era esta a palavra: posto). E é esse medo que as pessoas sentiam e que as atava - e notamo-lo no rosto da professora nesta fotografia - que não podemos perdoar ao fascismo.
Será bom que esse medo não volte.

Quanto às crianças: pelo que me toca e pelo que recordo, achávamos tudo isso natural, pois não conhecíamos outro mundo. A escola em que andei, atrás da Igreja, dentro de Moncorvo, vila e sede de concelho, não tinha sequer uma sanita. Nem água corrente. Claro que hoje acho mal, acho horrível; mas entendo as pessoas que escreveram no blog que sentiam a alegria própria das crianças que então eram e que , afinal, aprenderam...
Mas, se me perguntarem se é isso que eu HOJE desejo para os meus netos, ah, ISSO NÃO! ISSO NUNCA MAIS!
Mas não quero terminar sem deixar bem claro que o Rogério tem razão no que diz.
E aqui está a minha "foiçada".

Peço perdão por me ter alongado tanto, correndo o tremendo risco de me tornar maçadora. Mas os professores têm esta pecha...
Júlia

Anónimo disse...

A Regente ( se o era )sabia ,sim, o que estava a fazer .Hoje, há professores licenciados a quem o curso superior pouco acrescentou ao pouco que já traziam da escola primária .São estes os tempos de hoje. É-se professor ,na maioria dos casos, porque é (tem sido )o “posto” de trabalho mais fácil de encontrar .Que importa a ausência de conhecimentos da disciplina que se lecciona, do rigor ,da motivação, do gosto verdadeiro pelo ensino? Claro que há excepções, e tenho muita ,muita pena daqueles que têm “talento” para o ensino e se vêem obrigados a exercer outras profissões :varredores de ruas ,taxistas, empregados de caixas em supermercados...
Felizmente já não há medo de regresso ao fascismo . Mas a angústia que também “ata” essas pessoas, nota-se no seu rosto .Fui professora e dói-me ver ex-alunas brilhantes ,aplicadas, trabalhadoras atender-me em caixas de supermercados.
È louvável o entusiasmo com que a Júlia defende o rigor da “regente escolar”.Quantos licenciados de hoje não seriam melhores professores se ,na primária ,ela os tivesse como alunos?
Também é verdade que muitos de nós ,hoje professores aposentados, não precisamos de fazer um grande esforço de memória para nos lembrarmos da maçada que representavam muitas das nossas aulas ,enquanto estudantes, da imagem do professor cheio de (pouca ) sabedoria ,que nos transmitia ,muitas vezes sem convicção ,os conhecimentos frequentemente desordenados e sem preparação prévia. Lembro-me ,com desgosto ,das aulas de História dadas pela professora que “só sabia nomes ,datas e nada mais” (não é verdade ,Júlia?);que obrigava os alunos a “ recitar” a lição da aula anterior .Briosa e interessada ,apesar de tudo, pela disciplina ,sofria verdadeira humilhação sempre que ,na minha “recitação “ ,eu era censurada por não decorar, palavra por palavra, o que vinha no compêndio. Recordo também as monótonas aulas de Ciências Naturais .Como olhava tantas vezes para o relógio , esperando que a campainha tocasse! E o velho professor de Matemática e Físico-Química ,interrompendo vezes sem conta as aulas para tratar de assuntos que nos eram estranhos e entrando aos berros na sala ,porque não tínhamos ficado em silêncio enquanto se ausentava! Andava sempre “armado “ com uma grossa e comprida vara que ,sem motivos ,fazia vibrar nas carteiras (e nas cabeças!) dos alunos. Lembro-me bem como entrava sempre aterrorizada na sala e como o meu interesse baixou ,apesar de, nos anos anteriores, ter gostado da disciplina e ter sido boa aluna.
Felizmente não foram só deste tipo os meus professores. Tive outros que me orientaram como pessoa ,me ensinaram com rigor ,me despertaram o desejo de exercer esta profissão. Foi ,em primeiro lugar ,a minha professora da primária .Possuidora de rara sensibilidade ,transmitia ,através de meios como o desenho ,a pintura, a música e a poesia ,o que pretendia ensinar. Durante a infância a minha brincadeira preferida era “ fazer de “professora ,imitando-a ,dos raparigos da rua. O meu brinquedo predilecto era um quadro negro oferecido por alguém da família. Também no Colégio houve professores que me “marcaram”. O ambiente sereno ,pleno de actividade e animação ,aliado ao rigor da matéria ensinada ,faziam das aulas de Inglês .leccionadas por uma senhora já de certa idade, os momentos mais desejados do horário. Talvez a minha experiência como aluna moldasse a professora que fui.
Muito mais teria a dizer sobre professores( bons e maus) que tive durante a minha vida académica, mas noto que o texto já vai longo e que me afastei do que, provavelmente, se pretendia com a foto do Leonel e o texto do Rogério. As minhas desculpas
Abraço para todos, em especial para a Júlia

Anónimo disse...

sim, também acho que isto não tinha nada a ver com fascismos/democracias; os tempos eram outros e bons e maus profs sempre houve e há-de haver, como em todas as profissões. Embora pareça que o nível de exigência, naqueles tempos, eram maiores, sobretudo pondo a tónica nas memorizações. Hoje há a memória do "Magalhães" que resolve tudo, já não vale a pena estarmos a cansar os neurónios das criancinhas. Por isso é que há dias vinha um artigo no JN em que se dizia que estamos a fazer gerações com os cérebros mais "preguiçosos"...
Desculpem-me também meter aqui a "foiçada".

Anónimo disse...

O cinzetismo é a pedra de toque daquilo que remói, ou seja, que vem após o fim das convulsões e as prolonga lavarmente até que haja nlugar a novo(s) ciclo(s). Formatação também há hoje, de outra maneira, com a rapaziada dos seis aos 10 anos agarrada ao sr. dr. magalhães e os outros a seguir jogando horas a fio a matar gente na net. também à cinzentismo as seguir a amores ou até amizades que não deram certo, mas, isso, hoje, a sociedade exorciza bem, eleva bem alto quem mais cai. Até o campo do(s) medo(s) é muito discutível, altamente problemático ao analisar-se. Há coisas de que quero ter medo, fugindo para novas paragens, como os do Tibete fizeram ou sugerem.

Carlos Sambade

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