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domingo, 10 de maio de 2009

Secretária de Estado da Cultura visita Igreja Matriz de Torre de Moncorvo

No passado dia 7 de Maio, a igreja matriz de Torre de Moncorvo foi visitada pela Senhora Secretária de Estado da Cultura, Drª. Paula Fernandes, acompanhada da Directora Regional da Cultura do Norte, Drª. Helena Gil, Directora dos Serviços de Bens Culturais da mesma DRC-Norte, Arquitª. Paula Silva, além de vários técnicos do ex-IPPAR, e ainda com presença do Sr. Presidente da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo e da chefe de divisão cultural do município.

Esta visita da Secretária de Estado a Torre de Moncorvo inseria-se num périplo por diversos monumentos de Trás-os-Montes, a saber, os Castelos de Bragança (incluindo a Domus Municipalis), Algoso, Ansiães, etc.. Segundo noticia o J.N. (edição de 10.05.2009), o Ministério da Cultura, através das suas estruturas para o Património, pretende elaborar uma candidatura a fundos comunitários para a constituição de uma rota cultural, incluindo castelos, igrejas e sítios arqueológicos. Além dos monumentos atrás referidos há ainda outros em vista, ao longo do Douro, como sejam o santuário romano de Panóias (Vila Real), as ruínas romanas da Fonte do Milho (Régua), o Castelo Velho de Freixo de Numão (Foz Côa), etc..
Quanto à igreja de Torre de Moncorvo, além da resolução do problema do muro do adro (alvo de trabalhos de recuperação no ano passado, mas que entretanto revelou cedências), e outras peritagens estruturais, sabemos que voltou a ser discutida a recuperação do magnífico órgão do séc. XVIII (à espera de restauro há mais de 20 anos!!), e dos altares de preciosa talha barroca. Esperemos que esta candidatura se concretize, e estas obras se realizem, pois a igreja matriz é o ex-libris da nossa terra, e um dos monumentos mais visitados de toda a região.

4 comentários:

Anónimo disse...

E limpar o adro ,de ervas e dos dejectos dos aflitos ,colocar as colunas no seu sitio,completar as cruzes...
Ter sempre disponivel um guia.Uma igreja de que nos orgulhamos, é, também ,muitas vezes a nossa vergolha.Devolver a dignidade perdida com tanto desleixo da Cúria (q.p.) e IPPAR.Quero voltar a ouvir o orgão.

Anónimo disse...

Li no blogue: dia 6/06 encontro dos antigos alunos do Campos Monteiro.
Pois, caros amigos ,aí está um bom momento para mostrar-mos o nosso moncorvismo.
Defender a Igreja contra a incúria que cria em nós um sentimento de revolta. Defender o nosso património com a força que se defendeu a construção da barragem.
É um dever cívico, a todos diz respeito e não podemos dizer que não sabíamos .Há muito tempo que não vou a Moncorvo, blá ,blá, blá…
Um abaixo assinado à câmara afirmando que apoiamos todos os passos que forem dados para recuperar, restaurar ,comprar ,reclamar em todos os fóruns para que não nos levam mais para Bragança ou Lisboa o que é nosso .Devolvam o que nos roubaram .Assim sem papas na língua.
Ir à lista do Abade Tavares ,ao Arquivo, ao Museu ,e organizar uma lista da pilhagem ,outra do abandono, E com o papel na mão ir a todos os sítios.
Que diria o Embaixador Janeira se visse como está o Lagar da Cera na sua/nossa Felgueiras?
Que diria o Campos Monteiro se visse a sua casa?
Que diria o General Claudino se visse o Solar onde nasceu?
DIA SEIS ,dia de Abaixo Assinado!

Um moncorvense que se comove a falar da sua terra.

Anónimo disse...

É de facto uma VERGONHA!

Marco Deus disse...

Não pude deixar de comentar em relação a este post. É de facto lastimável o estado avançado de degradação em que se encontram alguns edifícios e estruturas históricas do Concelho. No entanto não será fácil suportar toda a manutenção reestruturação desses mesmos edifícios, logicamente essas acções implicam custos (elevados), sendo que esses devem ser suportados ou pelos órgãos concelhios ou por fundos externos. Como todos nós sabemos esses mesmos fundos ou subsídios não abundam nos dias correntes (o tempo das “vacas gordas” já lá vai). Mesmo aqueles que eram patrocinados pela Comunidade Europeia deixaram à muito de abundar. A alternativa passaria pela acção de privados, a meu ver muito dificilmente alguma empresa ou indústria Moncorvense poderia apresentar soluções credíveis (posso eventualmente estar equivocado), mesmo a indústria turística e hoteleira não mostrou nenhum interesse nessa matéria, sendo que os lucros dai gerados beneficiariam maioritariamente esses dois sectores. Louvamos no entanto alguns projectos de recuperação ocorridos nos últimos anos, principalmente os de arruamentos e recuperação de edifícios na zona histórica da Vila. Uma situação difícil de compreender é a das ruínas do Castelo, durante vários anos foram projectadas intervenções arqueológicas, tendo sido algumas levadas a cabo, no entanto nunca terminadas e verificamos o deplorável estado de abandono e das estruturas “trazidas” ao de cima com as escavações. Além disso a própria área junto aos CTT, não se consegue perceber o que é pretendido com o aglomerar de lixo, ervas e vestígios arqueológicos. Essa zona está de tal forma tão mal estruturada que a própria rampa de acesso para deficientes se encontra barrada pela “cerca” (se assim lhe podemos chamar) que foi ali colocada. A conclusão a que chegamos é a de total indiferença, digo isto porque tratando-se daquela que é talvez a zona mais visitada por turistas a par da Igreja Matriz, apenas me pergunto qual será a impressão deixada aos mesmos? A recuperação é fundamental, mas devem ser definidos primeiramente objectivos e pontos de acção prioritários, obviamente não se podem resolver todos os casos simultaneamente, no entanto este caso julgo ser flagrante, trata-se da zona histórica de Moncorvo! E convenhamos não está a viver o seu melhor momento.

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