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quarta-feira, 17 de junho de 2009

Das entranhas do Roboredo

Breves linhas do ferro na imprensa do século XIX

* "Jazigos de ferro de Roboredo" ("PJ", 1896. 06. 27, p. 1, c. 3 )
* "Saint-Hilaire, representante do Syndicat Franco-Etranger, pretende explorar uma grande parte dos jazigos de ferro de Moncorvo." ( "PJ", 1897. 06. 13, p. 2, c. 3 )

* "Um ingenheiro francez /.../ tem andado, desde o dia 9 do corrente, a proceder aos primeiros trabalhos graficos de um traçado para o caminho de ferro, de via reduzida, que deve ligar aquella villa e o monte Roboredo com a linha ferrea do Douro, e que é destinado ao transporte do mine rio d' esse monte e do cabeço da Mua". ("PJ", 1898.03. 05, p. 1, c. 4-5)

* "Traçado da linha férrea para a exploração das mina de ferro."(“PJ",1898.03.20, p.1,c.2)

* "Terminaram os trabalhos do estudo da linha ferrea para a exploração das minas do Roboredo" ("PJ", 1898.04.06, p. 1, c. 4-)

* "Esteve entre nós o sr. Saint-Clair, arrematante das minas de ferro do Roboredo, tendo regressado ao Porto" ("PJ", 1898.06.08, p. 1, c. 5)

* "Partiu o sr. Saint-Clair para o Porto. Volta em Agosto".("PJ", 1898.07.02, p. 1, c. 5-6)

* "Enviados pelo governo, acham-se n' esta villa alguns ingenheiros para proceder á demarcação dos terrenos mineiros do Rovoredo. O sr. de Saint­Clair, concessionario das minas, chegou hoje /.../”. ( "PJ", 1899.03.09, p. 1, c. 5 )

* "Já aqui estiveram mais alguns ingenheiros em commissão d' uma casa importante de Londres. Visitaram por vezes os jazigos ferriferos de Reboredo, levando algumas amostras de minerio".("PJ", 1899.04.01, p. 1, c. 2)

* “Saint-Clair já arrendou casa nesta vila.” ("PJ", 1899. 04. 02, p. 1, c. 2),

* "Nos trabalhos das minas do Roboredo andam já uns 80 homens e continua a ser admittida gente". (PJ", 1899.04.21, p. 1, c. 3-4)

* "No Roboredo (minas) trabalha actualmente um grande numero de homens". ("PJ", 1899.05.27, p. 1, c. 3)

Fonte: Hirondino da Paixão Fernandes, Bibliografia do Distrito de Bragança, in Revista Tellus, nº21,1993.

Nota: Depois de descer ao interior da alma com " Stabat Mater" de Rogério Rodrigues, tive que viajar ao interior da terra, com estas linhas da história de Moncorvo.

8 comentários:

Anónimo disse...

Com referência às informações aqui postadas por Vasdoal (ecos na imprensa da época), sobre os trabalhos no jazigo mineral de ferro de Moncorvo nos finais do século XX, temos a dizer que não passaram de prospecções, ainda que em larga escala, e por conta de um importante empório ligado ao sector minero-metalúrgico da época, que era a Schneider (capitais alemães e franceses). Estes estudos culminaram, mais tarde, numa publicação da maior relevância, intitulada "Criadero de mineral de Hierro de Moncorvo (Portugal)", de autoria do geólogo espanhol Primitivo Hernández Sampelayo, editado em Madrid, 1929, onde se faz uma síntese dos estudos empreendidos pela Schneider (existe uma edição original desta obra no Centro de Documentação do Museu do Ferro, proveniente do Fundo Engº Gabriel Monteiro de Barros). Estes trabalhos preparatórios, ou melhor, exploratórios, culminaram nos estudos em profundidade (com abertura de galerias), dirigidos pelo engº de minas alemão Gustav Schoenflick (que figura na fotografia aqui apresentada, proveniente do espólio de sua filha, D. Ilse Semmler, de que ofereceu cópia ao Museu do Ferro, figurando no catálogo do Museu, na pág. 77), inicialmente ainda trabalhando para a Schneider, em 1929-30. Mais tarde este empório desmembrou-se por outras companhias às quais continuou ligado o Engº Schöenflick, até 1942. Entretanto, com a 2ª Guerra Mundial este engenheiro e as empresas para as quais trabalhava desapareceram ou desinteressaram-se pelo ferro de Moncorvo e foi então, já no pós-guerra, que surgiu a Ferrominas, fundada por dois professores-engenheiros do IST-Lisboa, em 1951. Desde esta data até aos anos 80 é que ocorreu a exploração em escala industrial das minas de Moncorvo. É a fase de que os moncorvenses melhor se lembram, desconhecendo que desde a segunda metade do século XX houve todo um oceano de expectativas, eternamente adiadas e, no final de tudo (após 1985), completamente frustradas. Restou um Museu onde se conta toda esta história e onde se tem reunido informação sobre as minas de Moncorvo. - Para saber mais, é obrigatória uma visita presencial. Entretanto, pode espreitar este site: http://www.museudoferroedaregiaodemoncorvo.net/

N

Anónimo disse...

Esse magnífico céu do fim de tarde de Moncorvo que agora serve de postal de entrada e boas -vindas, nunca mais o esqueci.Desde miúdo que o guardo na minha memória. Um rubro morrer do dia que se esvai por detrás dos montes num poente magnífico como um deus. Hei-de falar dele um dia.
Daniel

Anónimo disse...

Bem observado, Daniel! Apetece-me dizer quem é o autor desta belíssima fotografia, tirada da janela de sua casa, mas receio que este nosso colaborador, na sua modéstia, prefira não ser "denunciado". Um trabalho magnífico, bem à altura deste projecto! Parabéns ao autor, esperando que se "denuncie".

Anónimo disse...

Esta evocação de Vasdoal às "entranhas da Serra", com um grupo de homens que dela sai (a fotografia foi tirada à boca da mina da Cotovia, por volta de 1936), evoca-me o sagrado arcano: "Visita Interiorem Terrae Rectificando Invenies Operae Lapidem" (traduza e descodique quem souber).
n.

Anónimo disse...
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rogerio rodrigues disse...

VITRIOL, tem muito que se lhe diga,Nélson. Iríamos entrar numa de esoterismo muito interessante...
RR

rogerio rodrigues disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Anónimo disse...

Os meus conhecimentos são meramente profanos, caro RR... ou seja, mais para o exoterismo, interessando-me neste mais na sua vertente psicológica e sociológica (e tb arqueológica, claro). Aos Esoterismos não chego... Mas serei aluno atento se nos quiser revelar algo.
abraço,
N.

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