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terça-feira, 30 de junho de 2009

Epidemias



No espólio de meu Pai (muitos manuscritos, sobretudo poemas, fotografias, recortes de imprensa e outras coisas de índole pessoal), encontrei este registo que data de 1929. O conjunto, escrito num formato jornalístico e de cuidada caligrafia tinha ele 20 anos, e que intitula de "Cópias das notícias remetidas à secção regionalista do Diário de Notícias", reporta uma epidemia de gripe que efectivamente ocorreu nesse ano e teve , pelos vistos, reflexos na recôndita aldeia de Urros. Em Urros vivia então com os meus Avós ainda antes de se casar e fixar depois em Moncorvo.
Numa altura em que tanto se fala de uma nova epidemia de gripe, achei curioso divulgar este documento que, para além do seu valor sentimental que peço me relevem , traduz talvez uma sonhada vocação jornalística nunca concretizada...

3 comentários:

Anónimo disse...

Obrigado ao Daniel por nos revelar este interessante documento. Bons tempos em que até havia um correspondente do D.N. na recôndita Urros! Ah, e também havia feira ou mercado concorrido. Ou seja ainda laivos de antiga "vila".
Quanto à gripe seria a "espanhola" ou pneumónica, que tanta gente "ceifou", por essa altura?
(que não em Urros, à data, pelo menos...). Aguardamos mais algumas páginas dessa espécie de "caderneta de lembranças" de seu pai. Digamos que era uma espécie de blogue (em papel e tinta, com aparo de molhar), daqueles tempos!...
N.

Angel disse...

Hola amigos.
Que pena que todos estos documentos con el tiempo desaparezcan,(gracias a la informática).
Yo que soy un inútil escribiendo a mano,siento una sana envidia cuando veo esta escritura,perfectamente inclinada,equilibrada,con la complejidad de la pluma y la tinta.
No creo tuviera que ver con la gripe "llamada española" de una década anterior,y que tuvo su punto alto en el otoño.Mas bien siendo el mes de enero,tendría que ver con el frio de la sierra.
Un fuerte abrazo.Angel

Júlia Ribeiro disse...

Este documento merece uma profunda reverência: pela sua vetusta idade, pela escrita (hoje já não se vê nada que se lhe compare) e pelo cuidado posto na recolha e comunicação da informação. Uma maravilha, Daniel.

Abraço
Júlia

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