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terça-feira, 16 de junho de 2009

Recomeçar

Nunca é tarde para recomeçar, quando um recomeço representa uma partilha de conhecimento e aprendizagem. O código genético deste blogue assentou sempre na partilha, interclassista e intergeracional. Na tolerância que o habita, jamais se perguntou a alguém o seu credo político ou a sua crença religiosa. Nem prosélitos nem militantes. De e para Moncorvo apenas. O que nos assiste é Moncorvo, não como um espaço mítico, mas como o nosso espaço, em tempo de Luz ou em tempo de Trevas, seja para os que o habitam, seja para aqueles que aqui nasceram. Não é um espaço de nostalgia nem de revivalismo, tão somente um espaços de encontros e memórias vários. E todos são importantes, não sendo estabelecidas hierarquias desde os profundos conhecedores de informática até quem fotografa e nos transporta e nos envolve na beleza fixada e até àquele que nos mergulha em memórias partilhadas. Moncorvo é mais do que nós, porque é uma das nossas referências, nos momentos de felicidade mas também nos momentos de melancolia. Faz parte do nosso tempo, seja o de ontem, seja o de hoje. Estou certo que nenhum dos colaboradores --é minha convicção profunda-- está neste blogue que não seja por motivos de afecto e procura de um Moncorvo que a todos nos marcou e continua a marcar. Moncorvo como concelho, do passado ao presente, é o nosso espaço, a nossa geografia sentimental. Todos os que aqui viajam não são náufragos, nem pilotos. Antes passageiros de um barco, informaticamente bem dirigido, que resiste aos séculos, no qual navegamos descobrindo novas paisagens e novas gentes. Atingir a simplicidade é uma das procuras mais complexas da vida. Recomeçar. Recomecemos,pois.

5 comentários:

Júlia Ribeiro disse...

As palavras do Rogério exprimem exactamente o que todos os colaboradores do Blog pensam e sentem quanto a este espaço que, embora virtual, tem momentos tão reais , tão vivos, que a sua partilha nos une num imenso nó de afecto.
Este abraço envolve todos os passageiros do barco, blogueiros, comentadores e visitantes.
Portanto, por Moncorvo, continuemos a partilhar imagens, saberes, histórias e memórias, experiências, ideias e projectos .
Obrigada, Rogério.

Abraços
Júlia

Anónimo disse...

«Estou certo que nenhum dos colaboradores --é minha convicção profunda-- está neste blogue que não seja por motivos de afecto e procura de um Moncorvo que a todos nos marcou e continua a marcar. Moncorvo como concelho, do passado ao presente, é o nosso espaço, a nossa geografia sentimental»
- De entre as certeiras palavras do Rogério, destaquei as que acima cito. O que se terá passado nos bastidores da cena é algo menor e sem interesse para o público que, mesmo que não tenha pago o bilhete, está nesta imensa sala da blogosfera, veio ao nosso teatro e, como tal, merece todo o nosso respeito. Há concepções do (e no) mundo divergentes e, nesse passo, ocorre-me sempre aquele título sugestivo de uma obra do moncorvenso-descendente Jorge Luís Borges: "El jardin de los senderos que se bifurcan" (traduzindo: "O Jardim dos Caminhos que se bifurcam"). - Um imenso jardim era o Blogue (independentemente do seu nome), com vários jardineiros. Todavia isto de jardinagem tem que se lhe diga e é natural que haja concepções divergentes sobre a gestão e o funcionamento do jardim. Há quem prefira jardinar à sua maneira, o que temos de respeitar. E, tal como numa cidade há vários jardins (e, dirão habitantes e visitantes, com a falta de espaços verdes, quantos mais melhor!) é natural que haja, também aqui, vários espaços a contento. Como foi decidido, entre os que reentrámos para esta "casa", que não se lavasse "roupa suja", nem se respondesse ao quer que seja, por mais ínfimas que sejam as alusões, e porque preferimos trabalhar em colectivo (mais vale bem acompanhados, ainda que discutindo, porquanto é da discussão que nasce a Luz, como diria o sábio Werner Heisemberg), vários de nós resolveram voltar aqui, esclarecidos todos os equívocos, dispostos a recuperar e continuar todo este património já gerado.
Após "crises de crescimento" (sinais de maturidade), por vezes as reestruturações são necessárias para que se renasça. Tal como se podam as parreiras e se limpam as árvores pela Primavera para que rebentem com mais força e se produza mais e melhor, como o sabem bem os nossos lavradores e camponeses.
Por isso, é tempo de Renascer, é tempo de Recomeçar, neste espaço que se pretende de Todos os Moncorvenses e não só!... - pois que, para nós, "Moncorvenses" são todos os Amigos de Moncorvo e que desejam o melhor para nossa terra e região. Volto à parábola dos vimes que já aqui um dia glosei. E, retomando-a, direi apenas que, ainda que percamos um ou outro vime, na essência o feixe tem de continuar unido para fazer a força e, com mais acuidade, cumprir o objectivo da afirmação regional. A união faz a força e, no meu modesto entender, julgo que isso se poderá conseguir melhor actuando na base de um colectivo.

- Esta é a minha opinião, sem "arrogâncias" nem desejos de "protagonismos". Até já!
N.

Anónimo disse...

Olá!
Muito bem escrito M.
O IMPORTANTE é Moncorvo e Trás os Montes!
Tudo que a essa terra é pertinente me (nos)interessa!
O resto é apenas conseqüência do relacionamento humano onde sempre houveram divergências e sempre continuará havendo.
Este espaço e todos os demais que vierem para falar dessa querida terra,´serão colocados nos meus favoritos.
Abraços
Wanda
São Paulo, 17 de junho de 2009

A. Manuel disse...

As palavras do RR sintetizam aquilo que me motivou a estar e sentir este espaço:
Partilha, aprendizagem e conhecimento.
Encontro com a memória.
E afecto, naturalmente. É isso que nos humaniza.

Recomecemos, pois!

A. Manuel

Anónimo disse...

Como se diz na minha terra e aldeia querida Açoreira, e por vezes esquecida no Blogue, o tempo é que amadura o fruto, como se diz ó tempo volta para trás, veremos se vale a pena se a minha alma não será pequena.

Força para os que ficaram os que resolveram sair o tempo o dirá se fizeram bem, mas existe sempre espaço para voltar, penso que caso o queiram, nunca é tarde para recomeçar nem que seja por Moncorvo.

Deixem interesses para trás.

Farinha - Torres Vedras

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