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sexta-feira, 10 de julho de 2009

Insónia

Cinco da manhã. Mais coisa menos coisa.
Ainda o galo não tinha cantado, já o rapaz andava às voltas na cama.
Acordar precoce?...
Há dias assim. Então o melhor é aproveitar.
Em vez de ficar à espera do sono que teimava em não regressar, levantou-se e foi desfrutar um momento mágico: o nascer de um novo dia.
Já na varanda olhou para o recorte da vila. A máquina fotográfica estava ali ao lado a pedir uso. Colocada no tripé fez o serviço que lhe competia.
O rapaz, esse, ficou sentado a contemplar. Não sei se em êxtase, se em notória falta de umas quantas horas de sono reparador.

Mas que foi bonito, lá isso foi.

Ora vejam lá.
E ouçam, se puderem.

Bom dia!

7 comentários:

Wanda disse...

Olá!


A aurora recolhe
as lágrimas da noite
em gotas transparentes
pingentes de cristal
penduradas nos galhos
como brincos roubados
do cofre da madrugada
para enfeitar a vida
na paisagem preferida
de todos os poetas,
que guardam na retina
a imagem fotográfica
do instante mágico
dos beijos do orvalho
na boca das manhãs.



Abraços!
Wanda

São Paulo,10 de julho de 2009

Anónimo disse...

Parabéns ao rapaz madrugador (mesmo que obrigado pela in-sónia...); neste caso, obrigado, in-sónia...
Eu sei de há muito que o rapaz é artista, e dos melhores!!! basta olhar para o cabeçalho deste blogue, do mesmo autor! o mesmo raiar do dia... mais uma dia, sobre uma vila secular... mais um dia de calor... o recorte dos telhados, a silhueta maciça daquela torre... Mas, convenhamos, o "rapaz", fotógrafo exímio, artista consumado, poeta do olhar e da objectiva, também é um previlegiado por morar num ângulo que lhe permite estas vistas e, dessa maneira, obter a sequência do amanhecer... Um luxo, A.Manel, um luxo!! e um luxo termos-te aqui como colaborador!
Grande abraço,
n.

Anónimo disse...

Magnífico - e é pouco para dizê-lo!
Sobretudo aqueles momentos finais, com o sol a romper e uma pequena ave em cima.Para mais com o Pat Metheny a acompanhar as imagens - e as emoções.
As mesmas que guardo de quando saía de Moncorvo pela estrada de Carviçais, e era sempre de manhã muito cedo. O Sol a nascer era igual a despedida. Ou quando ia encontrar de manhã o meu Pai já a trabalhar na oficina e a luz entrava por aquela janela voltada à serra.Não sei bem se como uma benção.
Obrigado a A. Manuel por estes momentos.
Daniel

Anónimo disse...

Errata:
No post anterior, onde se lê "previlegiado", naturalmente deve ler-se: "privilegiado". Peço desculpa pelo "lapsus calami" (ou antes, "lapsus teclae", mais conforme à actualidade).
N.

Anónimo disse...

Belíssimo trabalho ,que revela a sensibilidade do autor. Apenas um senão: como justifica ,perante os outros pucareiros, estas imagens de um enamorado da vila ?! Sei que bebeu água na fonte das Aveleiras o que é um bom argumento para o advogado de defesa, mas as coisas complicam-se se o advogado de acusação é o nosso Pucareiro. Por mim ,um moncorvense com raízes no Felgar ,não só está perdoado, como está de parabéns .E essa da insónia não pega ...

Só hoje me foi possível escrever este comentário. Ao António Manuel ,as minhas desculpas e até á Senhora da Teixeira.

Júlia Ribeiro disse...

Abençoada insónia que nos deu este momento de esplendor!
Obrigada ao A. manuel pelo breve, mas intenso, regresso à minha meninice.
Júlia

Anónimo disse...

Segunda-feira, 13 de Julho de 2009 14H43m WEST.

Este texto ,postado antes do da Júlia,leva assinatura de Leonel Brito.Ao António Manuel as minhas desculpas.

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