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terça-feira, 25 de agosto de 2009

Festa de Senhora do Amparo (Felgar)

Aconteceu este fim de semana a festa de Nª. Senhora do Amparo do Felgar.
A história do culto da Senhora do Amparo e da respectiva festa, começou com um barco em risco de naufrágio, no alto mar, num certo dia do século XIX, entre Portugal e o Brasil. O barco era de pavilhão inglês e chamava-se Iteamer.


Réplica do barco Iteamer, evocando a atribulada viagem do Comendador Pires (foto N.Campos)

Ia a bordo um felgarense, que viria a ser comendador, chamado Francisco António Pires (nascido em 29.06.1837; falecido em 7.03.1901), que, no meio da aflição geral, fez uma promessa de edificar uma capela e celebrar uma festa em honra da Senhora do Amparo, se se salvassem, o que veio a acontecer. E a promessa foi cumprida.


Imagem da Senhora do Amparo, no interior do Santuário (foto N.Campos)

Esta história, com uma réplica antiga do barco, e muitas fotografias de beneméritos, e todo o tipo de “souvenirs” e “ex-votos” podem apreciar-se na Casa dos Milagres do santuário.
A festa do Felgar enraizou-se ao longo de todo o século XX, sendo das romarias mais concorridas de todo o Leste do distrito de Bragança.

A devoção popular acende velas à Senhora, talvez uma reminiscência dos fogos sagrados, dos templos de Roma (foto N.Campos)
A devoção dos felgarenses pela sua Senhora do Amparo aumentou durante o período da guerra do ultramar (1961-1974), em que os soldados desta freguesia levavam consigo um pequeno retalho do manto da Senhora. Dizem que nenhum morreu durante essa guerra, apesar de alguns terem sido atingidos.

Procissão da Senhora do Amparo, em 1972 - o militar fardado, segurando o pendão, em promessa pelo seu regresso são e salvo, é César Rebouta (arquivo particular de Agripino Paredes, a quem agradecemos)
Mas, para mais detalhes e fotos, aqui fica a deixa para os colaboradores e amigos felgarenses.

5 comentários:

Anónimo disse...

Um agradecimento especial ao Drº. Nelson pela reportagem aqui publicada sobre as Festividades em Honra de Nª:Sª:do Amparo em Felgar, em que todos os anos nos honra com a sua presença na nossa terra.
Na foto cuja data é de 1972 ainda se pode ver a Estação da CP e ao lado esquerdo o Casarão do Srº. Moita, que viria a arder alguns anos depois.
A. C.

Anónimo disse...

Caríssimo amigo A.C.,
Eu é que tenho que agradecer a vossa hospitalidade pucareira, sentindo-me honrado por aí ter tão bons amigos (dos de certo!), pelo que sinto que é uma obrigação que tenho estar com eles nesta ocasião tão especial. E, para além disso, há a festa, claro! e a imagem enternecedora da Virgem do Amparo que será quem nos resta, depois de desalojarem o pobre do S. Lourenço de onde sempre esteve. Mas isto são contas de outro rosário.
Realmente, foi bem notado, ao fundo da fotografia antiga, o tal casarão dos Moitas(de que restam ainda altas ruínas), e a estação, a que já se referiu aqui o Tó Manel.
Também as barracas atrás da procissão merecem atenção - a tal relação de festa-feira, sendo talvez algumas de comes e bebes (onde não havia o bacteriologicamente limpo das ASAE's) e nada a ver com as roulotes de agora. Outros tempos!
Aqui fica um abraço para si e para todos os amigos felgarenses!
N.

Anónimo disse...

Em tempo:
Ainda sobre a festa do Felgar de 2009 (e não só!), podem ver a reportagem mais completa no site de António Cristino, neste endereço:
http://antoniocristino.no.sapo.pt/

Anónimo disse...

Caro amigo Nelson:
Volto aqui ao comentário deste post, para dizer que o 3º comentário a seguir ao seu não foi ali colocado por mim e como já não é a primeira vez que alguém faz referência á dita página fazendo-se passar por mim, agradecia o favor de tentar saber quem será a pessoa, pois será fácil ter acesso ao IP. É muito desagradável alguém tentar fazer-se passar por outro.
Cumprimentos
António Cristino

N.Campos disse...

Caro António Cristino,
Essa informação sobre o seu "site" foi postada por mim, mas esqueci-me de assinar. Aliás, ela decorria da informação anterior, por isso escrevi "em tempo", querendo significar: "aditamento". Por acaso deduzi que o 1º comentário fosse de sua autoria, pelas iniciais, mas como não tinha a certeza, não quis adiantar mais. Entretanto, em pesquisa realizada via Google descobri o vosso site (de cuja existência já sabia) e vi lá as fotos da procissão, e resolvi dar essa informação. Portanto, neste caso, não foi terceira pessoa, mas sim eu, pedindo as devidas desculpas por não ter assinado. A intenção foi boa, visando apenas a divulgação do vosso "site" e mais fotos da festa, pois infelizmente este ano perdi essa parte.
Abraço,
N.

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