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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

A Igreja

Nestes dias de procura interior em Moncorvo, sempre que passo pela Igreja vem-me à memória uma frase de Goethe: "A arquitectura é música petrificada". Ao Grande Arquitecto do Universo que nos transcende e limita a nossa condição humana: todos podíamos ser deuses, mas os homens abdicaram da partilha. E deus morre quando um homem morre, e deus nasce quando uma criança nasce.

2 comentários:

Anónimo disse...

Obrigado, Rogério, por lembrar Goethe na visão da nossa igreja. Neste caso, uma "música" de acordes graves, ainda com ressonâncias góticas nas gárgulas de olhar monstruoso e severo, que lá do alto nos fitam, sobretudo carrancudas quando apreciam as picardias que a rapaziada faz ao templo, ao longo do tempo. Felizmente, nos últimos dias, seja efeito dos alertas lançados, ou não, as picardias parecem ter parado. Ainda bem! Esta igreja é o rosto visível desta terra. Para os crentes, Casa de Deus. Para todos, é a nossa Domus. Talvez poucos ou ninguém saiba que os actos eleitorais no séc. XIX (ainda nos tempos da monarquia) se chegaram a fazer no interior da igreja?? - prova provada de que era a casa de todos os moncorvenses, aliás desde a sua construção sempre foi gerida a sua "fábrica" pelo senado da Câmara desta villa da Torre (até à lei da separação do Estado e da igreja). Sabiam?
Por isso, se é de todos, todos temos que nos preocupar com a sua preservação, ou, dito de outro modo, a todos cumpre esta missão de Guardiães do Templo.
n.

Júlia Ribeiro disse...

E Goethe acrescentou : " A música é a ponte entre o céu e a terra" . A metáfora continua e, por momentos, atravessamos essa ponte. Isto é, aqueles que souberam construir a sua alma ( sim, porque a alma constrói-se : branca ou negra, transparente ou opaca, honesta ou corrupta, forte ou fraca...e porque há os que nem sabem o que é alma, com este ou outro nome ) aqueles, os que conseguem atravessar a tal ponte, roçam o divino ou sentem até que o divino os inunda. Podem ser momentos fugazes, mas valem uma vida.
Ora, ora, ponto final na peroração e peço desculpa pela filosofia barata, que não está nada no meu jeito de ser.

Amigos Rogério e Nelson, aqui vos deixo um grande abraço.
Júlia

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