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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Forro


Forro de passas
licor do suor
congelado no tempo
sensações atadas
à mãe natureza
a vida aqui está
servida à mesa
Nota à margem do poema : Quantos forros de madeira já não conhecem este costume?

6 comentários:

Anónimo disse...

E em alguns forros havia um rebordo ao longo da parede onde também se metiam maçãs. Era a "reserva da formiga" para o tempo frio do Inverno. Habitualmente a "reserva" chegava até ao Natal e dia de ano novo, quando sobretudo se comiam as ultimas passas. Os mais abonados tinham também para o Natal, metido na tulha do cereal, algum melãozito dos de casca dura. Outros tempos!...
O meu Obrigado ao Vasdoal, por mos relembrar. Com abraço,
n.

Anónimo disse...

Bonito poema e fotografia a condizer (como é costume)!
Gostei de vê-las assim, mas em minha casa, penduravam-se de outra forma:
"Em finais de Setembro, o zumbido das abelhas invadia o corredor da casa. Dependuradas em pregos na tira de madeira que separava o tecto do tabique, pareciam arrecadas em orelhas femininas. Era meticulosamente que as mulheres tiravam as melhores uvas da colheita da cesta, as atavam uma de cada lado do pé, com fios de algodão, e as embarravam, por fim. Em geral aparelhadas seguindo o critério da cor, onde bagos brancos e pretos se unem, conservavam tal matrimónio até à quadra natalícia. Que bem que sabem e se deixam comer durante as mornas tardes de Outubro, nas escaleiras ou nas soleiras das portas, com um bocado de pão!
(Isabel Mateus, "Penduras", in Outros Contos da Montanha.)

Isabel

Anónimo disse...

Lo mismo que en esta zona amigos.Melones y pasas para la navidad.
Aunque no todas las variedades eran buenas para ello.La malvasía de esta zona al tener la piel muy delicada no servía para este fin.
Yo tengo en el pueblo unas moscatel colgadas desde el año pasado en la bodega y todavía están para comer.
Fuerte abrazo a toda la gente trasmontana y hasta el sábado,(si me dejan).Angel

Wanda disse...

Olá!
Desconhecia esse processo! São coisas que nunca vivi!
As passas são deliciosas! É a natureza complementada pela inteligência do ser humano.
O perfume exalado desse forro deve ser bom, porque as passas cheiram bem!


Abraço
Wanda
São Paulo, 15 de setembro de 2009

Anónimo disse...

viva Angel! pero que bueno saber que vienes en el sabado! En cuanto a los costumbres, que tanta cosa tenemos en común, sin ningunas fronteras artificiales.
E foi muito oportuno o trecho do livro da Isabel (já não me lembrava dessa passagem!). Apenas acrescento que, ao cabo de algum tempo, todas essas uvas "colgadas" (como dice Angel), passariam a "moscatéis"!... Por causa disso é que na casa dos meus avós se escaldavam bem antes de se comerem. Depois de enxaugadas e secas, que bem que sabiam e sabem, porque em minha casa esta costumeira ainda não se perdeu (agora ficam na adega).
n.

Júlia Ribeiro disse...

Na velha casinha da minha avó as penduras ficavam colgadas em pregos bem compridos à volta das quatro paredes de tabique do pequeno quarto que era o meu e o dela. Depois de penduradas as uvas, e porque era preciso aproveitar o exíguo espaço, colocavam-se então algumas tábuas longas e estreitas (pouco mais largas que réguas escolares) sobre as quais se depunham, com extremo cuidado, duas ou três dúzias de maçãos bravo-de-esmofo. Até os sonhos eram perfumados!.

Abraços para o Vasdoal, (bela fotografia, lindo poema), para o Nelson, para a Isabel e Wanda

Júlia

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