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domingo, 27 de setembro de 2009

SOPAS DE CAVALO CANSADO

SOPAS DE CAVALO CANSADO

Ora, em maré de galináceos, de poleiros e de eleições, aí vai mais uma estorinha de burros.

Era uma vez um belo burrico ruço, já não muito novo , mas que ainda trabalhava no duro, porque percebia perfeitamente que, se nem sempre a manjedoura era de primeira, isso só acontecia, porque a dona velhota não podia dar-lhe melhor. A dona nova esfalfava-se a trabalhar e ele, Ruço, alombava com carradas de lenha para fazer “andar o forno”, carregava enormes sacos de pinhas para vender na Vila e, no verão quando todas as aldeias estavam em festa,
o Ruço sabia que, Sábados e Domingos, em vez de descansar como manda a lei e a Santa Madre Igreja, lá tinha ele de carregar os cestos de amêndoa coberta - arrobas de amêndoa coberta - mais a tábua e as pernas da mesa que as donas armavam no largo da capela, para as bandas do coreto e, de há dois anos para cá, ainda tinha de carregar o cestinho onde dormia a dona mais pequenina. Mas essa nem contava como peso. Era só um contrapeso...
Os caminhos é que eram carreiros de cabras e não sendeiros para burros. E léguas a calcorrear, que trotar já não era com ele .
- Amanhã vamos partir bem cedinho, para não apanharmos a força do calor. Eu já ando tão devagar , filha...
- E eu também - dizia o Ruço e a menina ria para ele. Só ela é que entendia o que o burrico dizia.
- Estás a rir-te? É que tu não vais à pata – dizia a mãe, feliz por ver a filhita a rir.
- Pois não. Vai às minhas cavalitas – o Ruço piscava o olho e a menina , que, no seu caminhar ainda bamboleante, vinha fazer-lhe uma festinha . Só lhe chegava ao joelho. As carícias daquela mãozita eram mimos que o Ruço agradecia com o olhar e ficava muito quieto, com receio de mexer alguma pata e ferir a miúda.

- Vá, senta-te para eu te lamber a mão. Eu sei que tu gostas. – Com uma risada a pequenita sentava-se.
- Aqueles dois até parece que se entendem. – comentava a avó.
- Elas nem sonham que nós nos entendemos. Dá cá a mão. Vamos à lambidela. E agora dormir, que amanhã são cinco léguas até ao Cabeço. É longe p’ra burro, salvo seja, que eu já devia estar a gozar a minha mais que merecida reforma.
A avó ia-se lamentando enquanto se deitava : - Eu já sou um estorvo.
- Não diga isso, mãe. Bem sabe que preciso de si, para tomar conta da menina.
- Pois é, filha...Vamos lá dormir umas 4 ou 5 horitas.

(Ler mais...)
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- Vá, toca a levantar. O que vale é a lua cheia alumiar como se fosse dia. Se calhar, antes das 10 da manhã estaremos lá.
- Ai, mãe, eu queria estar antes das 9.
- Nem penses... as minhas pernas...
- E as minhas – queixava-se o Ruço já carregado.
A menina dormia no cestinho, pousado na tábua, entre os dois grandes cestos laterais, pesados que nem chumbo. Coitado do Ruço!

Após a chegada, já com o sol a malhar nos lombos, descarregaram o burro. Ao lado, a menina a fazer chichi no pó do largo e a querer amassar em seguida. A mãe a ralhar enquanto lhe lavava as mãos:
- Isso é porcaria. Não posso estar a lavar-te a toda a hora.
A avó a levar o pobre do burro para uma sombra e a dar-lhe água numa lata em que depois deitou cevada: - E não a entornes, olha que só voltas a comer ao fim da tarde. Vê lá se tens juizo. Não te desprendas, senão um cigano leva-te.

Antes do meio dia chegou a banda. Eram vários padres para dizerem a missa. O sermão era sempre demasiado longo, pelo menos para as doceiras que não queriam ficar com amêndoas nem súplicas nem económicos a encherem-se de pó pela noite dentro. Os mordomos, ali bem firmes, com o sol na moleirinha e a suarem na sua paramenta de festa grande. Ao fim da missa começava a procissão: três padres debaixo do Pálio (o sol escaldava). A banda que tocava a compasso, os andores , os anjinhos, os pagadores de promessas e depois o povo. Os foguetes estralejavam e os morteiros estrondeavam.
O Ruço zangou-se com tanto barulho. Zangava-se sempre. A avó teve de ir acalmá-lo. A miúda correu para a avó ou para o Ruço. Caiu, bateu com o nariz numa pedra e o sangue nunca mais parava. Ia começar a venda e a mãe com a menina ao colo a estancar-lhe o sangue.
Acudiu a Tia Maria Trovões.
- Está a ver, Tia Maria Trovões? Está a ver as minhas ajudas?
- Deixa lá , mulher. Eu fico na tua mesa, enquanto pões a criança a dormir. Ela já comeu?
- Já. A única que ainda não comeu, sou eu. Mas já nem me apetece nada. O nariz já não sangra e já está dormidinha. Vou deitá-la aqui no cestinho debaixo da mesa. Fica à sombra e posso sempre olhar por ela.
- Então, se precisares, chama.
- Obrigada.

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Ao fim da procissão iam aparecendo os mais sequiosos ou os apreciadores do licor de canela que já apetecia, mas com pouca aguardente, que a tarde ainda era comprida e a noite muito mais longa. As pessoas que compravam amêndoa aos quilos para mandar por conhecidos e amigos para parentes que estavam nos Brasis, era agora que se despachavam, enquanto os bailaricos não levantavam poeira. Pela tardinha , já o sol ia bem baixinho, chegou a segunda banda e então revezavam-se nas marchas e nos corridinhos. Também pelo começo da noite as grandes taleigas da amêndoa ainda estavam razoavelmente brancas, mas a amêndoa estava no fim. Agora só já se vendiam saquinhos de 100 e 200 gramas: eram os namorados a oferecer às cachopas. Os bailes animavam cada vez mais. Os foguetes subiam no ar, suavemente, sem barulho, e desfaziam-se em girândolas de cores, em leques de lágrimas, em catadupas de estrelas que nasciam e morriam... As pessoas, de pescoço no ar, faziam coro: “Ah” !! “Oh” !!
A criança dormia, o Ruço zurrava e outros burros acompanhavam-no.
Pelas 3 , 4 horas da madrugada só já iam ficando os mais borrachos que continuavam a beber garrafinhas de licor, agora sem aguardente nenhuma, para não fazer mal, como explicavam as doceiras. Pela madrugada , lá no cimo do cabeço começava a arrefecer.

Uma banda de música ficava para, no dia seguinte, dar a volta que os mordomos tinham aprazado, mas a outra banda ia embora. Pelas 7 horas vinha cabeço acima, sempre em 1ª, resfolegando num esforço tremendo, uma camioneta aberta buscar os músicos e os instrumentos, porque ainda tinham outra festa em outro qualquer lugar. Já era costume de muitos anos darem boleia às 3 ou 4 doceiras de Moncorvo e à Tia Maria Trovões e às filhas. Mas a Antónia, a mãe e, agora, a menina, não podiam aproveitar a boleia por causa do Ruço.
- Mas burro na camioneta, junto com os instrumentos? Nem pensar.
Iam os cestos e, dentro deles, os sacos vazios e o tacho que já não tinha comida e a cafeteira sem pingo de café e aquele grande e necessário carrego que era a mesa de armar. Aquela tralha toda na camioneta , era um grande favor!
- Depressa, que se faz tarde – dizia o chefe da banda – Eh, mulher, dê cá também o sombreiro.
- Não, que a minha mãe vai no burro com ele aberto para resguardar a menina. Guarde os meus tarecos , Tia Trovões.
- Está descansada, Antónia.
Quando iam aparelhar o burro, a avó disse: - Filha, não comeste nada um dia inteiro e uma noite tão comprida! Deus meu, o bocadinho de frango com massa azedou com tanto calor. Não podes ir assim sem nada no estômago. Quando o sol apertar, ainda cais para o lado.
- E o que há que se coma?
- Olha, fiquei com dois “quedornos” da Maria Trovões e um grucho de vinho. Faço-te umas sopas de cavalo cansado , com uma pitada de açúcar que há-de estar por aí ...
- Mas faz onde, minha mãe? Já não temos tacho nem púcaro.
- Faço aqui, no prato fundo da balança. Vou lavá-lo bem e trato já disso enquanto dás de mamar à menina. Olha, filha, tiras-lhe a mama só depois das festas.

A avó fez as tais sopas de cavalo cansado , e foi desprender o burro , porque já não estava vivalma no cabeço. O Ruço, apesar de velho, ou justamente porque estava velho, precisava de se mexer. Também ele estava com fome. Procurou ervas entre as fragas, pois que , se algumas houvera mais suculentas pelo chão, ou entre as pedras mais miúdas, tinham desaparecido. A avó foi lavar a cara e as mãos e a neta tinha acabado de mamar.
- Vou lavar a cara e o rabo à menina e vamos às sopas que se faz tarde.
Lavada e de papinho cheio, a criança estava feliz.
- Onde estão as sopas , mãe?
- No prato fundo da balança, em cima daquela pedra... Olha, o prato não está lá.
- A mãe tem a certeza que foi além que o pôs?
-Tenho, pois. Estou velha, mas ainda sei o que faço. E começaram ambas à procura das sopas de cavalo cansado.
Encontraram o prato da balança, sim senhor. Muito direitinho, no chão, lavadinho que até espelhava. Nem gota de vinho, nem migalha de pão, nem pó de açúcar.
As duas exclamaram a um tempo: - O burro! Foi o Ruço!

E ele nem sequer estava à vista. Chamaram-no. Voltaram a chamar. Qu’é do burro? Foram encontrá-lo, deitado à sombra da capela, de barriga para o ar, dormindo a sono solto.

De nada serviu chamá-lo, puxar-lhe o rabo e as orelhas. A avó cortou um ramo de esteva para picá-lo na barriga, mas a esteva era verguia e o Ruço apenas ressonou mais fundo e, deliciado, continuou a dormir. Foi uma bela sesta de duas horas!
- Ah, malandro que nos deixaste sem comer!
- Ai, minha mãe, o pior é que temos de ir pela força do calor. A minha vontade era deixá-lo por aí, por essas fragas...
Mas sentaram-se ali à sombra, à espera que passasse a bebedeira ao burro. Quando ele acordou, arreganhou os dentes, respirou fundo, levantou-se devagar, sacudiu-se, esticou o pescoço e pôs-se muito direito. Foi então que disse, piscando o olho para a menina: - Que boas são as sopas de burro cansado!


Leiria, 27 de Setembro de 2009
Júlia Guarda Ribeiro



NOTA: HOJE É DIA DE IR “BOTAR” !! NÃO SE ESQUEÇAM !!

16 comentários:

Anónimo disse...

Mais um belo conto, como já nos habituou a ilustre companheira de blogue, Drª Júlia Guarda Ribeiro. Suponho que este (como outros, de sua autoria) tem mais de realidade que de ficção, suponho que com um forte fundo auto-biográfico, muito de coisa séria (e até dramática) àparte o chiste da arte de contar, a que se acrescenta o picaresco e o burlesco que animal-burro e suas tropelias sempre empresta à narrativa (estamos a lembrar-nos do saudoso 91, que ficou lá atrás, neste blogue).
Aqui, num certo dramatismo neo-realista, conta-se a saga das doceiras de amêndoa de Torre de Moncorvo, pelas romarias da região. E, neste capítulo, não posso deixar de fazer uma pergunta à Drª Júlia (se a bruma da memória lhe permitir a resposta): quanto tempo levariam as doceiras neste percurso entre Torre de Moncorvo e o santuário do Cabeço? (para quem não sabe, o santuário do Cabeço, dedicado a Senhora da Assunção, fica na freguesia de Vilas Boas, concelho de Vila Flor). E qual o trajecto seguido? (atalhavam pelo Nabo? passavam em Vila Flor?) - Pergunto isso porque acho que, por mais cedo que saíssem de Torre de Moncorvo, não sei como conseguiriam chegar à romaria pelas 9 ou 10 horas. Pelos meus cálculos, à velocidade de marcha de um burro e mais duas pessoas apeadas, uma das quais idosas, deveriam levar mais de um dia de marcha, pois são talvez mais de 5 léguas de distância entre a nossa vila e o santuário do Cabeço.
Bem sei que o que conta no conto é a história em si, até com toda a liberdade da ficção, e não estes preciosismos, mas pode dar-se o caso de a Júlia ter ficado com essa informação oral eventualmente partilhada por sua mãe ou outras doceiras cá da terra, verdadeiras embaixadoras de Moncorvo, com as suas amêndoas cobertas, por estas terras nordestinas, à custa de dias de fome e de canseiras, como bem retratou. Do ponto de vista histórico-geográfico, interesso-me por estas questões do cálculo do tempo em função das distâncias (através dos caminhos velhos), antes da era dos automóveis. Infelizmente já poucas pessoas podem responder a isto, daí a necessidade imperiosa de se procurar averiguar este tipo de informação.
Abraço e felicitações.
n.

Wanda disse...

Olá!

Que história encantadora! A narração perfeita, a nossa imaginação viaja a ponto de sentirmos o carinho da miúda, o cansaço da mãe e a velhice da avó.
É bom viver, na imaginação ,a vida que não vivemos e sentir emoçoes que nunca haviamos sentido.No seu jeito especial de escrever, Júlia nos faz sentir que cada dia neste mundo, mesmo que estejamos passando por momentos difíceis, vale à pena, pois tem poesia e mágica em cada instante, até na sopa de cavalo cansado.
Agradeço o texto!
Abraço
Wanda

São Paulo, 28 de setembro de 2009

Anónimo disse...

A graça, o humor, o cómico ,a ternura comovem-nos e fazem-nos rir.Desfrutei de belos momentos de leitura.Que posso acrescentar? Só agradecer e pedir mais.

Maria da Misericórdia

Anónimo disse...

Julinha, já me fartei de rir com a sua história. Faz bem à gente assim uma história destas no meio de coisas muito sérias.
Conte mais , è bom sinal. E eu que as leia.

Obrigada
Maria da Querdoira

Júlia Ribeiro disse...

Olá, Amigos:
Obrigada a todos Vós.
Vou tentar responder ao Nelson: a estorinha passou-se há quase 70 anos: a 2ª Grande Guerra havia começado há cerca de 10 meses. Nesse verão ainda houve açúcar para cobrir amêndoa. A partir do ano seguinte , só no mercado negro. Mas isso é outra história.
Pois há uns 70 anos não havia de Moncorvo para o Cabeço ( nem para outros lugares) as estradas asfaltadas que há hoje. Anos depois houve umas estradas estreitinhas macdamizadas. E já eram um luxo. Mas quando eu tinha 2 anitos a caminhada de Moncorvo ao Cabeço era uma odisseia. No dia anterior íamos para a cama entre as 19 e as 20 horas, para levantar à uma da manhã, a fim de conseguir estar co Cabeço entre as 9 e as 10 horas. Eram portanto cerca de 8 a 9 horas de caminhada para palmilhar 5 léguas paridas. Mas a passada da minha avó já era lenta. As doceiras mais jovens levavam à volta de 5 a 6 horas. Não sei qual era o percurso, mas não se ia por Vila Flor.
A tal camioneta dos músicos era de caixa aberta, com dois bancos corridos, um de cada lado e mais parecia uma daquelas coisas da 1ª Grande Guerra, com um capot muito comprido, que abria para o alto em duas folhas, deixando ver um motor monstruoso, os pneus eram enormes... Tudo de ferro e ferrugento. O barulho do motor era até fazia estremecer o chão. Só subir para ela era já um acto de coragem ! Porém, era a única que chegava lá ao cimo. Outras camionetas, mais modernas, ficavam no sopé do Cabeço e os músicos iam então a pé. Homens e rapazes esperavam-nos para lhes levarem os instrumentos, o que dava sempre aso a piadas e larachas: "Cuidado, rapaz, não me dês cabo da gaita" e outras quejandas.

Um grande abraço
Júlia

Paulo Patoleia disse...

Revivi nesta bem narrada histórinha tantas outras nesta minha vida de feirante filho de almocreve, tal como a Julinha por certo viveu em criança. com a lutadora da sua mãe, doceira e cobrideira. Assim como outras lutadoras; recordo a tiua Lígea a sua irmâ Maria a tiua Rosa doceira entre outas...que saiam de madrugada nas camionetas do Peleiro ou Girão para as festas e feiras, dormindo nas mesmas, nos três dias dos Gorazes homens para cima mulheres para os pés, uma epopeia de esforço, mal comidos e dormidos. Espero com ansiedade a suite desta e doutras histórinhas, com a beleza que define esta gente simples e a sua terra, parabéns pela memória notável da autora Júlia «Biló», outro rosto transmontano.
Paulo Patoleia.

Anónimo disse...

A nossa Julinha Biló até nos comentários tem graça. E olhe que me ri a sério com a partida que o burro vos pregou. Um burro do catantcho! E nós a chamar-lhe burro . Ora, ora...

Zé da Tesoura

Daniel de Sousa disse...

É não só uma magnífica estorinha, como Júlia a classifica, de texto escorreito e perfeita legibilidade, como mais uma manifestação do seu dom único de nos comover. E este dom, que é uma receita tão enternecedora como a do licor de canela, faz certamente de nós seres melhores. Mais sensíveis, mais generosos, porventura mais solidários. O seu comentário sobre a caminhada de cinco léguas paridas de Moncorvo ao Cabeço e a camioneta dos músicos traduz uma visão profundamente humana da realidade que de há 70 anos se projecta no mundo de hoje como uma lição de orgulhosa resistência - à paisagem física e à adversidade.
Saibamos ler nas entrelinhas da quase ingénua ironia do texto a profundamente comovente lição de humanidade e de alegria de viver.
Daniel

Anónimo disse...

Muito agradeço a resposta da Drª Júlia, de uma precisão notável. Na verdade, 8 a 9 horas de caminhada contínua, era obra. Sempre pensei que fossem fazendo o caminho por etapas e que levassem um dia inteiro, ou de um dia para o outro. Não deixa de ser interessante que fizessem a caminhada nocturna, seguramente com lampiões, se não houvesse luar. Mas compreende-se que assim fosse, para evitarem o calor. Quanto à sua descrição do camião, realmente é de uma memória fotográfica! Obrigado, uma vez mais por mais esta achega, tão valiosa quanto o conto.
Abraço,
N.

Anónimo disse...

O blogue está muito bom!!! É mais uma coisa que enriquece a terra.
Com mais uma ou outra foto cá do burgo e arredores, e mais um piqueno noticiario semanal, á segundafeira por ezemplo, então é que era a cereja no bolo. Ficava o melhor blogue que conheço. E não custava muito fazer isso. Isto não é desfazer do que está é só um sujestão de amigo.
Quero dizer á dra. Julia que este conto está muito bem feito.Era assim mesmo que as coisas se passavam e ela tem uma graça especial a contar. Não sei nada destas coisas de escrever, mas fico senpre a compará-la a Trindade Coelho. E se um dia que ela cá viesse, nos contá-se como faz os contos . Não era uma ideia?
Parabens de um amigo larinhato.

Anónimo disse...

O conto da Sra Dra Júlia é de uma enorme beleza e muito enternecedor. Tenho muita pena de não conhecer a obra desta grande autora. Tenho procurado em algumas livrarias os seus livros mas não consigo encontrar. Por favor ajudem-me e digam-me onde poderei encontrar as obras da Dra Júlia.
Muito obrigada

Anónimo disse...

A minha tia fazia umas sopas de codornos duros regadas com vinho branco e assúcar amarelo.Chamava-lhe migas de chá.Para a vizinha, eram migas de mula guitcha.
O blog abre outros espaços com estas estórias.Bem haja.
Lélia Rebordina

Anónimo disse...

A nossa J.B. é a foto peixe da nossa memória ,como já aqui foi dito ,creio por H.E.j.É o disco rigído da nossa identidade.É a nossa cópia de segurança.Com a Julinha sabemos que nada fica no olvido.
Como diz o Larinhato ,o blog precisa de se abrir às pequenas coisas para se tornar no cantinho de todos nós.E está no bom caminho.
um leitor repartido.

Isabel Mateus disse...

A história emocionou-me e os comentários também, mas apertou-se-me o peito e vieram-me as lágrimas aos olhos por pensar na Graça divina de um seio de mãe ter leite sem nada ter comido e depois de tanto cansaço. Ainda bem que o leitinho abençoou a Menina...

Parabéns, Júlia.

Um abraço,

Isabel

Júlia Ribeiro disse...

Olá, caríssima Isabel:
E lá vai ficar o truque da narradora totalmente revelado... Ouçamos a primeva contadora : " Sou doceira há que tempos e nunca metia nem uma súplica nem nem um económico à boca. Agora, a dar de mamar, resguardo sempre no bolso do avental um ou dois económicos dos mais estrampalhados. Se a festa está a dar e eu sem tempo para comer, vou mastigando esses dois ou três mordos e, com um púcaro de água em cima, solta-se-me o leite que até parece um regador...".
A aura de mistério esfumou-se , o toque mágico desapareceu...

Um grande abraço
Júlia

Júlia Ribeiro disse...

Olá, Amigos:
A dar resposta à Isabel, esqueci-me de agradecer ao Daniel, ao Paulo, à Lélia, ao Nelson, ao amigo Larinhato e aos amigos anónimos pelos vossos comentários tão afectuosos.
Abraços
Júlia

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