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domingo, 22 de novembro de 2009

ABÍLIO DO NASCIMENTO MARTINS DENGUCHO

Leio:baptizado a 6 de Agosto de 1809,na igreja matriz de Torre de Moncorvo;baptizado a 6 de Junho de1670 na igreja matriz.Duas datas de dois moncorvenses ilustres.Um ,Júlio Máximo de Oliveira Pimentel , Visconde de Villa Maior, presidente da câmara municipal de Lisboa,reitor da univerdidade de Coimbra ,autor de vários livros :”Douro Ilustrado “,”Tratado de Enologia”,”Manual de Viticultura”,etc..,é talvez a maior figura de Moncorvo.O outro é Francisco Botelho de Morais e Vasconcelos ,escritor membro da Real Academia Espanhola.Visito a igreja ,dirigo-me à pia baptismal ,olho e comovo-me a pensar que em Maio de 41 fui aí baptizado.É este sentimento de partilha da “pátria chica” que me invade e me leva às lágrimas .Eu também nasci em Moncorvo . É o orgulho que grita.

Leio numa revista de Macau uma entrevista com o Abílio Dengucho .Ele, o Abílio ,director geral do Banco do Oriente, com a sua assinatura nas notas de Macau ,emitidas pelo Banco Nacional Ultramarino, também é de Moncorvo. Quando termino , regresso à pia baptismal.Os outros foram ilustres dos séculos XVII,XVIII e XIX;o Abílio vive entre nós ,almoça no Jardim,janta no Lagar ,cruzamos com ele na rua. Abílio do Nascimento Martins Dengucho é uma das grandes figuras do séc.XX da nossa pátria moncorvense.

Lelo Brito




3 comentários:

Anónimo disse...

O meu comentário começa com uma pergunta, que é a seguinte:
- Alguém sabe que valores monetários (divisas e barras de ouro)deixaram os portugueses no banco central de Cabo Verde, Guiné, Moçambique... aquando da descolonização? Algum dia viram os políticos e os jornalistas interrogar-se sobre isso?
Pois o homem que, do ponto de vista técnico, esteve sempre presente na condução do processo foi Abílio Dengucho, na qualidade de administrador do banco emissor de moeda para as antigas colónias portuguesas.
E isso faz-me lembrar um desabafo de um outro Moncorvense, o general Tomé Pinto que, depois de regressar de Angola onde esteve 2 anos a chefiar uma missão de paz, dizia:
- Ninguém do governo nem da assembleia da república me perguntou nada, ninguém quis saber de nada, ninguém se importa com a experiência...E no entanto são as relações entre dois povos que estão em causa...
Na verdade, em ambos os casos foram assuntos de Estado que estiveram em jogo, assuntos tratados com grande lisura e dignidade por dois briosos Moncorvenses. E talvez por isso mesmo, por serem exemplarmente tratados é que ninguém com responsabilidades políticas os quis ouvir. Talvez pudessem ofuscar o brilho de outros... Certamente que a história se há-de encarregar de fazer justiça.

Júlia Ribeiro disse...

Um grande abraço ao velho colega e amigo Abílio Dengucho pela obra realizada em Macau e de que eu não tinha qualquer conhecimento.

Júlia

Abílio Dengucho disse...

Fugido no Brasil do frio que aí aperta, fui surpreendido pelo que aqui escreves a meu respeito. É um exagero (e elogio imerecido dói mais que crítica), só desculpável por ser fruto de uma velha amizade. Agora tens de me tirar da berlinda, já que o palco me assusta.
Um abraço para ti. Outro para a Maria Júlia, que, também por amizade, embarcou no teu exagero. E um abraço ainda para o Anónimo, sobre cuja identidade julgo não estar enganado.

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