terça-feira, 1 de dezembro de 2009
TORRE DE MONCORVO
«Espero ainda que o correr de Outono se torne mais lento e que as árvores se dispam devagar. Se os perfumes e silêncios forem prolongados viverei mais, antes do Inverno que já se anuncia por detrás daquelas colinas talhadas em degraus onde pousaram vinhas. A luz era amarela e à tardinha havia uma névoa ligeira que indefinia os contornos e enchia as veredas de mistérios. Um passo lento, de regresso, de saudade, a bater nas calçadas, a ecoar nos portões. As luzes a surgir, a desenhar figuras, a iluminar desejos. Tanto amava aquele viver!
Estendia os braços e cantava velhas canções esquecidas.
Era o tempo de voltar às águas donde parti.»
Jacinto de Magalhães, 1985.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)









Sem comentários:
Publicar um comentário