torredemoncorvoinblog@gmail.com

sábado, 10 de maio de 2008

Toda a cor da Primavera numa quimera


Dedaleira (Digitalis purpurea), junto à Foz do Sabor.
Maio, 2008

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Por esse rio acima

Depois de um voo nos ares do Reboredo, um passeio ao profundo vale onde um rio espera, espera.
A paisagem é magnífica e fotografei-a no dia 8 de Maio, durante a manhã, ao som de uma sinfonia de rouxinois, rolas e papa-figos.
Pela tarde choveu bastante. É possível que os peixes retidos no seu ímpeto reprodutor, tenham oportunidade de subir o Rio, por uma última vez.

Bico da Ribeira e baixo vale da Vilariça - vem aí um novo IP-2 ??


A zona da "Ribeira", vendo-se em primeiro plano, em baixo, a confluência da ribeira da Vilariça com o Sabor. Ao fundo, o encontro deste rio com o Douro e o meandro que este descreve em redor do monte Meão.
O dedo do parapentista aponta o troço já existente do IP-2, ao lado do qual se pretende construir um outro troço paralelo, do mesmo itinerário. Uma dupla estrada seria uma irremediável agressão à paisagem, atirando o troço existente, literalmente, para o lixo (mais um futuro vazadouro de entulhos e de sucatas). Para já o Estudo de Impacto Ambiental desta obra foi "chumbado", esperando-se que haja uma alternativa melhor... Em nome do património paisagístico...

Foto captada de parapente, pelo nosso amigo Tó Andrês, em 2.06.2004, e a quem agradecemos a autorização para publicação desta imagem, assim como das anteriores.

A "Ribeira" - no prelúdio do encontro dos rios...

"Sôbolos rios que correm..." - diria Camões.
Tal como no Porto chamam "Ribeira" ao Douro, no seu curso final que precede a Foz, também aqui se chama "Ribeira" ao Sabor, depois da sua confluência com a ribeira da Vilariça e antes de desaguar no Douro.
Em primeiro plano, a meio do rio, a chamada "ilha do espanhol". Nas margens, as famosas "courelas" de hortaliças e meloais. - Em tempos idos, dos séculos XV a XIX, aqui se produziu grande quantidade de cânhamo (o linho alcanave > cannabis) para as cordas e velame das naus da carreira das Índias...
Ao fundo, a povoação da Foz do Sabor e o Douro, de onde emerge o monte Meão, no sopé do qual floresce a Quinta do Vale do Meão, a última grande obra vitivinícola de D. Antónia Adelaide Ferreira, a célebre "Ferreirinha".

Foto captada de parapente, por Tó Andrês (Clube Ares da Minha Serra), em 2.06.2004.

Torre de Moncorvo vista dos céus....


O burgo antigo assemelha-se a um polvo, de onde partem os meandros tentaculares das avenidas novas e das vias de acesso. Estava ainda em construção, o troço de ligação ao IP-2.

Foto tirada de parapente, por Tó Andrez (do Clube Ares da Minha Serra), em 2.04.2004.

Voando sobre um ninho de corvos?


Vista aérea do velho burgo onde impera a majestática igreja. Foi já há uns anitos, ainda lá não estava a ferida da estrada nova - ligação ao IP-2. Rodeando o casario, avultam os montes onde se notam as plantações novas, vinhas e mais vinhas, que o pingato tem de vir de algum lado.
Ao fundo, no limite superior da fotografia, estende-se o vale da Vilariça.

Foto de Tó Andrês (do Clube Ares da Minha Serra), tirada em 8.08.2003, depois do momento da descolagem, na serra do Roborêdo.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Um recanto desconhecido que espera por si...


Um belo recanto... com um relvado onde se pode estender,
ouvindo o trinado dos pássaros, em tempo de Primavera...
Sabe onde é?? Pois, é... algures em Torre de Moncorvo... mas onde?
talvez não saiba, mas a verdade é que...
(sei que você não vai acreditar, por isso não sei se diga)
a verdade é que... (bem, acho que vou dizer)
embora talvez você não saiba,
a verdade é que...
- Este espaço é seu!!!
Prontos, já sabia que você não ia acreditar.
Mas, se tem dúvidas, procure a entrada para este pequeno Éden no nº. 7 do Largo Dr. Balbino Rego. - Se estiver fechado, peça a chave no nº. 9, numa porta verde, num 1º andar!
Bem vindo a casa!

Reflexos



Olhar para dentro, à procura dos reflexos da luz, lá fora...

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Começando pelo Princípio…

No Princípio, dizem,
foi uma modesta torre
plantada nas faldas do Roborêdo
por um certo capitão
Mendo Corvo de seu nome…
Depois a Torre fez-se aldeia
e a aldeia fez-se villa
pela mão do senhor D. Dinis,
de boa memória, O Lavrador,
que em 1285 lhe deu foral
- é o que a História nos diz.

E a villa cresceu…
Era Torre de Mem Corvo.
Teve castelo altaneiro
e quis ter catedral
(mesmo com pouco dinheiro)
para com ela vir a ter um bispo
que a elevasse ao sonhado papel
de cidade episcopal.
E a catedral fez-se,
demorou tempo, mas fez-se!
mas bispo não houve
que a Miranda foi parar.
E nem o ser a maior comarca do reino,
nem todo o cânhamo da Vilariça
para as cordas e velas das naus da Índia,
nem os celebrados melões do mesmo vale
para a (sobre)mesa de el Rei,
nem todo o ferro da serra do Roboredo
para as espadas e balas de canhão,
no ardor das guerras lutando,
nem a fineza da nobreza,
nem o trato dos mercadores,
nem o suor do povo labutando
sofrendo frios e calores,
nada disto nos bastou
para se cumprir o Sonho
da villa ser Cidade…

No entanto muitos assim a chamam
e dizem catedral da nossa igreja
porque o que parece é,
mesmo não o sendo.
Resta a distinção e o porte altivo do casario,
o casco e a cascata urbana,
apinhando-se no morro do Castelo,
ombreando com o prisma coroado da torre,
que parece ter um diadema de rainha.

Lá mais acima o Roboredo espreita,
monte de ferro e de druídicos carvalhos.
Cá em baixo o Douro e o Sabor abraçam-se
enquanto a Vilariça, cheia de preguiça,
entra no cortejo... e lhes prega um beijo!

É Torre de Moncorvo,
esperando a sua visita!!!

* * *

Peço desculpa aos nossos fotógrafos-poetas
Por este ‘entremezzo’ de palavreado.
E aos leitores que não gostam de tantas tretas,
Desculpem-me este poema destrambelhado!

Ainda por cima sem imagens
A não ser as pretensamente literárias;
Sobram-nos as belas paisagens
Das vossas fotos extraordinárias!

Henrique de Campos, 07.05.2008

Maio, aMarelo


Maio é um mês com cores fantásticas, em trás-os-montes. Ao passarmos pelo Carvalhal, mesmo que apressados pelos quilómetros do dia a dia, este é um dos cenários que podemos apreciar. Enquanto os olhos se deliciam com a paisagem, o olfacto é estimulado com o aroma a pão quente. É impossível resistir.
04-05-2008

terça-feira, 6 de maio de 2008

seiva da terra

revolve-se a fraga
ninho de flor e amêndoa

"Ode ao Douro"


Ao escritor e poeta transmontano, António M. Caldeira Azevedo, natural de Freixo de Espada à Cinta, que deixou hoje o "Reino Maravilhoso", mas que ainda teve tempo de nos oferecer um dos mais belos poemas sobre Douro.

à volta do ferro


A Matriz com o anel
de ferro e do tempo

Indignação


pois é... agora ninguém vai à Igreja...
antigamente inda vinha o padre d´Alfândega... agora nem esse cá vem,
não le dá prás despesas..."
Adeganha 2005

in "gentes de moncorvo" http://www.antoniobasaloco.org

Rua Visconde Vila Maior

Fotografia da Rua Visconde Vila Maior, em Torre de Moncorvo, tirada no dia 4 de Maio de 2008.

Ligações úteis

Ligações para sítios web relacionados com o Concelho de Torre de Moncorvo ou com as suas gentes.

Instituições
O concelho

Adeganha
CarviçaisCastedoFelgarFelgueirasLarinho
MaçoresMós

Peredo dos Castelhanos
Cultura
GeraisSe conhece outros sítios web, fóruns ou blogues sobre os lugares ou gentes de Moncorvo, não se inibas de os indicar, prontamente será acrescentado a esta listagem.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

O Repto

Este blog parte de uma descoberta e de um repto. Há pouco tempo, deambulando pela blogosfera em viagem pela linha do Tua, fomos “aportar” a uma “estação” que tinha por nome: “À descoberta de Carrazeda de Ansiães”, sendo o “chefe” da dita o professor Aníbal Gonçalves.

Daí fomos saltitando para outras estações/“descobertas”: “À descoberta de Vila Flor”, “À descoberta de Mogadouro”, “À descoberta de Miranda do Douro”… Estes últimos sem a quantidade informativa e ilustrativa dos dois primeiros, mas não menos interessantes. O grafismo era excelente e os conteúdos não lhe ficavam atrás… “Descobrimos” nós que o prof. Aníbal era homem de mil artes, amante da natureza, do património, das caminhadas, da fotografia, ornitologia, etc… Ah, e de permeio, uma extraordinária recolha fotográfica de elementos de ferro forjado, de grande beleza estética, que originou uma exposição no centro cultural de Vila Flor. Daí a um convite para vir expor ao nosso Museu do Ferro foi um passo (mostra em perspectiva para depois do Verão).

Ontem, o Aníbal, acompanhado da sua família, veio visitar-nos. E lançámos-lhe um repto: o de completar o elo perdido da cadeia das “descobertas”: entre Miranda do Douro/Mogadouro e Carrazeda/Vila Flor, faltava Torre de Moncorvo. Aqui está.

Esperamos o contributo de todos, especialmente dos amantes da fotografia e do património (natural e cultural), no sentido de darmos a conhecer também a nossa terra.

A Direcção do PARM

Abertura do Blog

Hoje, 5 de Maio de 2008, uma nova aventura começa, desta vez À Descoberta de Torre de Moncorvo.
O objectivo deste Blog é a divulgação do concelho de Torre de Moncorvo, com um forte ênfase na fotografia, mas não desprezando outros registos, dependendo somente da vontade e da criatividade de quem queira participar (mais activamente) nesta descoberta.

eXTReMe Tracker