Vocês sabiam que...
O Museu do Ferro já tem Site?
Faltam só limar umas arestas, colocar uns textitos e pronto.
espreitem
http://www.museudoferroedaregiaodemoncorvo.net
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Curiosidade
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Antes que o verde se apague
São flores ou alvas nuvens que desceram do céu para dar alegria ao verde?
Umbelíferas junto ao Rio Sabor.
08-05-2008
terça-feira, 3 de junho de 2008
Sanchas (in Contos de Rodapé)
Chegou o dia de fazer a ronda lá naquele sítio, onde as multas eram como as sanchas, por causa do bicho da caça. Os moradores entendiam que os limites já ultrapassavam tudo e, por isso, preparam uma recepção ao Inácio e ao Acácio que vinham à pata desde o posto da vila de Moncorvo. Saiu-lhes na rifa do serviço a visita ao martirizado povo da Lousa, enquanto o sargento da G.N.R. montava a única mota de soco, designação bem popular para o side car, que existia no quartel.A caminhada fez-se logo de manhãzinha e, passado algum tempo, já os dedos dos pés se zangavam com as paredes das botas. Tiveram o préstimo de umas fragas que lhes ajudaram a encolher a língua que teimava lamber o queixo. O caminho ainda estava meio por cumprir e os bornais batiam-lhes nas costas a pedir para serem aliviados, mas o repasto só seria num banco da taberna no local de destino. Podia ser que ainda apanhassem algum caçador em contramão, ou algum filho menor de pastor com o rebanho! Assim o rol de multas podia fazer brilhar os galões da falta de bom senso.
À hora que os bornais de cotim militar, recheados de pão, chouriça e queijo, deixaram de beliscar as capas dos guardas, estavam estes a escolher um banco mais recôndito da taberna.
- Ora muito bom dia, traga cá dois copitos para fazer escorregar melhor esta merendola ! – fumegavam as palavras dos encapotados.
- É para já meus senhores ! Bem precisam de comer e beber porque a faina é pesada! – remordeu o taberneiro com um olhar seco.
- Pois está claro, também não viemos aqui por umas cascas de alho...
- Os alhos irão ser engolidos inteirinhos! - remoeu o homem, enquanto lavava o sarro de uns copos.
As espingardas que tinham estado a descansar, encostadas à parede do tasco, desapareceram num bocejo e voltaram depois, nas mãos de uns manganões lá da terra.
- Não sabem no que se metem! Passem para cá as armas! - berraram os guardas.
- Oh, oh! Não se deve deitar fora a nossa energia antes de se começar a trabalhar! Poupem-se bem poupadinhos, porque o arado já está à vossa espera. E já agora, vamos até àquela horta, para aparelhar as crias! - ordenava, entre risos sérios, um dos malandrecos.
Não faltaram mãos amigas a colocar-lhes a belfa no cachaço, a canga e todos os arreios. Assim que estavam prontos, rebentaram as vozes de incentivo aos rebocadores do arado. Até o burro da horta juntava a sua voz à da população, agraciado com menos um cibo de terra para virar.
Mais esverdeados que duas sanchas, não só pelo esforço de revolver o cabelo da terra, mas também pelo medo à gente da Lousa, lá regressaram ao posto com o coiro moidinho, os pés de chumbo e o bornal a dançar ao sabor das passadas.
Nossa Senhora de Fátima

Esta imagem de Nossa Senhora de Fátima, no Castedo, está situada num rochedo junto ao parque infantil, no lugar conhecido como paragem. Perto deste parque, fica o Bairro Novo (antiga Rua do Curvato).
(01-06-2008)
domingo, 1 de junho de 2008
Vigiando o vale
No Dia da Criança, tentei tirar os meus dois rebentos da frente dos ecrãs que os (nos) escravizam. O passeio foi longo, mas um dos momentos mais entusiasmantes foi quando fizemos uma incursão, monte a dentro, junto a Cabeça de Mouro. A paisagem que se avistava era magnifica e não resisti a tentar captar toda a imensidão numa só fotografia. A tarefa foi árdua, eis o resultado.
Asphodelus ramosus
Com a sua haste depois de seca, faziam as flechas para os arcos, nas brincadeiras de infância ( Açoreira - Torre de Moncorvo).
Fotografada em 13-4-2006, Torre de Moncorvo.
Flora de Brincadeiras
Os botões da tasneirinha ( Senecio vulgaris L.), com as suas cores verde e amarela, prestavam-se para fazer espargos com ovos. ( Torre de Moncorvo).
Esta pequena flor de Jasione Montana representava um queijinho nas brincadeiras e passatempos infantis, sobre culinária ( Torre de Moncorvo / Freixo de Espada à Cinta).sábado, 31 de maio de 2008
Madressilva - Lonicera implexa

Madressilva - Lonicera implexa (?), na Serra do Reboredo (24-05-2008).
quarta-feira, 28 de maio de 2008
terça-feira, 27 de maio de 2008
O antigo combustível
Mesmo fardado, há que enfardar, porque o tractor fica cada vez mais caro...
Fotografado em Sequeiros- Torre de Moncorvo
Flora " maldita"
Xanthium spinosum
Planta espinhosa, comum em locais húmidos e quentes. As suas sementes são uma praga que se prende ao pêlo dos animais.
Fotografada junto à Fonte de Canelas - Açoreira - Torre de Moncorvo.
(Fotografado em Sequeiros- Torre de Moncorvo)
domingo, 25 de maio de 2008
Lampaça

(Echium Vulgare)
À semelhança de outras plantas,
as crianças, brincavam com estas plantas
arrancando a flor para lhes" chupar o mel".
Torre de Moncorvo.
Contos de rodapé
Uma vez que a edição de "Contos de Rodapé" de João P. V. Costa está esgotada, pedi autorização ao autor para publicar aqui alguns dos textos que, de alguma forma, possam fazer referência a Moncorvo. Com a utorização obtida, passaremos a contar com mais esta temática, embora, tal como garantiu o autor, possam ocorrer alguns retoques no texto e imagem originais. Mas também poderão surgir alguns inéditos...
Verbasco
Simão vigiava o rebanho por ali e viu realmente passar a caravana dos ciganos. Mal soube do desaparecimento dos objectos dos vizinhos, correu a informá-los dos suspeitos que àquela hora já estariam acampados perto da Meda. Os homens que acabavam de arrear da jeira largaram o cabanal e carregaram a fundo no sentido do acampamento. Pelo caminho, a raiva era tão forte que não sentiam os pés de sola natural, apesar de muitos atalhos serem a galgar paredes e espinheiros.
Já perto das tendas, enquanto as rondavam, foram interceptados pelo chefe que lhes pediu a razão de tanta espreitadela.
- Queríamos ver se tinham por aqui umas coisas para vender!
- E que coisas, meus senhores ?
- Uma charrua boa para lavrar, como nos disseram por aí!
- Não temos nada disso e podem ver à vossa vontade!
Com o anoitecer, a fome e o frio começaram a roer a roupa colada às costelas e o pescoço desconfiado de Jaquim Manel ia vendo cada vez menos o acampamento deixado há um bom naco de tempo.
Juliana vivia sozinha num casebre, desde que o marido tinha partido. Nessa noite, veio cá fora apanhar uma roupa esquecida no arame. Teve a impressão de ver mais duas sombras do que as que tinha estendido a secar, ao meio dia e um arrepio de sincelo percorreu-lhe a espinha até ao cabelo mais branco.
- Boa noite, minha senhora. Não se assuste connosco! Já vimos de muito longe, sempre a pé e gostaríamos que nos deixasse dormir por aí num canto. Pensávamos que os ciganos nos tinham roubado umas ferramentas, mas afinal os desgraçados não têm nada e nós nada temos!- disse Manel Jaquim a tiritar de frio, ao mesmo tempo que o nariz se ia reduzindo a uns pingos a quem o braço cortava a trajectória.
- Como me parecem ser boas pessoas, entrem cá e cheguem-se às brasas porque o frio ainda vos tempera de uma vez por todas! Também devem vir com fome?
- Se nos desse uma buchita para a barriga deixar de roncar!..
- Ficamos muito agradecidos !
Os setenta e nove anos de Juliana limaram-lhe a maior parte dos dentes e deram aos dedos das mãos uma espécie de ferrugem, assim o bacalhau era desfiado com as mós e com as gengivas. Jaquim Manel ficou agoniado e desmontou uma desculpa para não comer o bacalhau. Ficou-se por um bocado de pão. A dona do casebre também lhes arrumou um enxergão de palha e uns cobertores, num canto da cozinha.
O pedaço de pão de Jaquim não durou para calar o estômago e por isso levantou-se durante a noite para fazer um rebusco completo. Não podia acender a candeia, por isso teve de contar só com a luz dos olhos. E foram estes que viram tremeluzir alguma coisa numa fresta da parede xistosa. Embicou para lá o nariz e engoliu um troço de toucinho semi-oculto por um rasgo de folha de couve. Serviu, ao menos, para calar o rato que parecia sair pela garganta.
De manhã, já a senhora os fazia levantar com uma canecada de café e ia perguntando se tinham passado bem a noite. A resposta foi a de um agradecimento enorme. Repararam então que, de repente, a senhora se sentiu um pouco entristecida.
- A senhora parece triste ? Não é por irmos embora ?!
- Não, não. É que eu já não tinha mais barbasco para pôr nas minhas almorródias e arranjei um pouco de toucinho que estava guardado ali na parede. Agora estou muito sentida com os senhores, porque ele desapareceu.
A agonia de Quim Manel parecia descolar-se de dentro das tripas e regar todo o caminho até casa.
Os arreios e a charrua nunca mais foram vistos e a carne de toucinho era interdita no prato de Jaquim.
Na véspera do dia de feira, a freima foi enorme em arranjar a carga para o burro. Toda aquela lenha das Quintas até Freixo seria mais uma bicada para alimentar o ninho. Porque o seu António herdara aquela doença, na primeira grande guerra, em África, era ela, agora, que mais lutava. E, pelo longo caminho até à vila, com as passadas de cor, fazia o rol das trocas que aquela carga lhe iria dar. Ia recordando os tempos em que o António, pelo trilho de Mazouco, contrabandeava com o outro lado do rio. A lenha, nessa altura, escondia a farinha espalmada no lombo do burro, não fosse o olho de algum guarda dilatar o tempo da fome.
Lá estava a Torre e a Matriz. Já faltava pouco para aliviar o animal daquele ganha-pão. O local de descarga foi mesmo ali ao lado de uma feirante que calcetava o chão com os barros cozidos. Angélica atou o burro e, depois de esfriar o bolso de moedas pelo despacho da mercadoria, foi dar uma espreitadela pela feira. Havia ali muita coisa que apeteceria levar para casa, mas o dinheiro pesava sempre menos que as gotas de suor. Comprazia-se, assim, em deixar que toda a feira lhe ferisse o azul do olhar.
Junto de uma banca com sacas, o cobre da lenha acabara por se desfazer em farinha. Desta forma, ficaria a semana preenchida com o pão.
De repente, a feira parecia estar entornada. Um remoinho de braços e berros alastravam à volta do burro. Ora nem mais! O animal acabara de fisgar uma parceira e resolvera pôr a conversa em dia. Afinal nem só aqueles que os levavam à rédea tinham na feira um dia de encontros, como de um Domingo se tratasse. Esticou a ânsia e levou pela frente púcaros, bilhas, alguidares e todo o resto da artilharia de barro que o impedia de chegar à aparição daquele pêlo. Foi o cabo dos trabalhos! Angélica nem queria acreditar, mas a dona dos barros não se ficou pelos berros. Queria tudo pago!
Aquilo que o burro desperdiçou em pão arregalava, agora, os olhitos das crianças. Nunca tinham visto tanto caco para brincar. A penúria dos mais velhos partiu-se em fartura para os mais novos.
Ao deitar, Angélica desfez um dos nós do lenço da mão e retirou duas sementes de gala crista. Colocou-as, depois, nos olhos, para que aquela poeira da má sorte fosse expulsa durante a noite e permitisse um dia seguinte mais azul.
No aeroporto, dá-se algum aos funcionários já conhecidos para que estes extintores da saudade possam entrar numa casa portuguesa no Canadá. Durante o voo, Adelaida parece levar um novelo na garganta de tão preocupada com a separação dos bocados da terra que lá vão noutro local do avião, mas o sono chama-a por umas horas.
De repente, o estômago subiu-lhe aos lábios numa velocidade incontrolável e foi então que ficou a conhecer a utilidade daquele saquito que tinha no banco. A turbulência do avião transitou logo para uma preocupação angustiante. Se as alheiras tivessem saltado do aparelho? Seria um caso sério o embate de um enchido destes na cabeça de um possível presidente do país sobrevoado nessa altura. Não havendo qualquer indisposição diplomática, poderia o turismo rural agradecer a sua expansão internacional, caso o produto levasse consigo o certificado de qualidade e proveniência.
Calíbio! Tudo não passou de um susto. Segundo uma voz que rebentava do tecto do avião, tinha sido um poço de ar o responsável por toda aquela saraivada de solavancos e abanicos. Com esta explicação, a mulher segredava ao tecido do banco uma outra descoberta:
- Se há poços de ar que soltam o vento, também os deve haver de água que destapam a chuva...e, em tapando essa mina, muita enxurrada acabará lá em baixo!
Com estas considerações, o avião até se despachava mais, só para se livrar do passageiro que dialogava com o banco. Daqui a pouco estaria na posse dos comandos do aparelho...
Estava, finalmente, a chegar a viagem ao seu extremo. Não tinha graça nenhuma andar tanto tempo suspensa no ar! Por um postigo do avião já se via muita gente no aeroporto. De certeza absoluta que estavam à espera!
Depois do enorme pássaro já estar pousado há uma boa meia hora, aparece Adelaida, pintada de uma alegria azeda.
- Ó mãe, que é que lhe fizeram para demorar aí dentro tanto tempo?
- Oh! Valha-me Santo António! Vamos mas é imbora!...
Fez-se serão para arrumar as malas, pôr a conversa em dia sobre a terra e contar os segredos da viagem. No fim do relambório todo saiu o mais azedo:
- Quando ia buscar a trouxa, ouvi um aparelho a apitar. Disseram que era o detonador de metais e que a mala tinha qualquer coisa. Abriram-ma e desfizeram-me uma alheirinha toda. Era aquela mesma que tinha o focinho do reco caseiro, ainda com o arganel.
- Ó mãe, tem cada uma que nem duas!
As outras que não tinham estômago de lata escaparam ao detector, mas também não passaram desse dia, tal como as azedas que as acompanharam.
Afinal, o recheio de um bom produto é o próprio rótulo de qualidade.
in Contos de Rodapé, 2001
1 dia passado em Moncorvo
No dia 24 de Maio foi dia de - À Descoberta - no concelho de Torre de Moncorvo. A desculpa foi a sessão de Birdwatching, organizada pelo Museu do Ferro & da Região de Moncorvo, mas, o meu passeio, começou antes e prolongou-se até ao final da tarde, quando os últimos raios de sol se infiltraram nas encostas da Vilariça.
Tinha esperança que o dia não trouxesse chuva, a fim de permitir a realização das actividades previstas. Ao início da manhã havia muitas nuvens, mas os raios de sol iluminavam a Junqueira que parece atraí-los. Encostada entre o vale e as fragas, parece atrair a luz que a torna visível mesmo de longas distâncias, como quando vou à aldeia abandonada do Gavião, em Vila Flor.
Não me demorei muito, às 10 horas estava a chegar ao Museu do Ferro onde iria decorrer o encontro ornitológico. Já se montava no pequeno jardim que existe nas costas do museu, uma rede para apanhar aves.
Para ser sincero, e apesar da ornitologia ser uma das minhas paixões desde sempre, não costumo frequentar encontros deste género. Às vezes é por dificuldade em conciliar interesses, outras vezes é porque exige despesas que não estou disposto a suportar. Para quem estiver interessado neste tipo de actividades, a Associação Aldeia, costuma organizar, na região, encontros sobre este tema.
A sessão foi orientada pelo Eng. Afonso Calheiros e Meneses. Com o apoio de uma apresentação electrónica mostrou as principais espécies de aves agrupando-as por habitats. O grupo de pessoas presentes, muito heterogéneo em idades, mostrou grande interesse e interveio sem grandes formalismos.
A localização do sala não podia ser melhor, porque, à medida que os slides iam passando, chegavam até nós os melodiosos cantos de estorninhos (Sturnus vulgaris) e de rouxinóis (Luscinia megarhynchos), que desafiavam em riqueza tónica e melódica todas as espécies de aves que povoam os quintais em redor de Moncorvo.
Seguiu-se depois uma amostra do material usado na anilhagem de aves, feita pelo sr. Joaquim Norberto dos Santos, que foi mesmo levada à prática, com a anilhagem de um chamariz ou milheiro (Serinus serinus), que entretanto ficou preso na rede colocada. Foi grande o entusiasmo nesse momento.
O almoço foi no restaurante O Lagar. Escolhi este restaurante porque é um ambiente familiar para mim, onde sempre gostei de comer e onde sou muito bem atendido.
Acompanharam-me no almoço alguns familiares e amigos, de Moncorvo. Eu pedi entrecosto, que como neste restaurante há mais de uma década, e não me arrependi. Acabei por deixar esquecidas as batatas fritas e servi-me de arroz de feijão, da travessa destinada a outra pessoa. Adorei o almoço.
Para facilitar a digestão e enquanto não chegava a hora para o passeio pedestre pela Serra do Reboredo, fiz uma visita à igreja, acompanhando os meus familiares que nunca ali tinham estado.
Caiu uma boa bátega de água, mas não foi suficiente para demover os afoitos observadores de aves, que, sem medo, partiram serra acima. Com o Eng. Afonso na parte da flora e fauna, e o Dr. Nelson Rebanda na geologia e história, cedo se percebeu que não ia ser um simples passeio de observação de aves.
Não vou descrever em pormenor o que se passou, porque, em contacto com a natureza, todos os sentidos são estimulados. É difícil descrever os sons, as cores, os odores, a euforia ou a fadiga.
O percurso seguiu pelo limite inferior da Mata Nacional do Reboredo, passando pela capela da Senhora da Conceição em direcção à Quinta do Mendes. Cortámos à esquerda em direcção à Quinta Diogo Vaz e descemos depois à estrada N220 perto do convento, no Larinho. Apanhámos depois a Ecopista junto à Quinta da Água, de regresso a Torre de Moncorvo. Percorremos aproximadamente 8 quilómetros.
Já em Torre de Moncorvo, e depois do grupo se ter separado, aproveitei ainda para fazer algumas fotografias pela vila. A chuva que nos atormentou quase o dia todo, deu lugar a um céu com boas abertas de uma luz quente num céu azul.
De regresso a casa, ainda me senti tentado a uma rápida passagem na Foz do Sabor a admirar a calma das águas a invadirem o Rio Douro, num cenário magnífico.
Foi um dia em cheio: deslumbrantes paisagens; aves de rara beleza com cantos mais doces que os melões da Vilariça; uma almoço memorável; uma mistura de estações com oscilações constantes entre a Primavera e o Inverno; uma igreja omnipresente, de que de certeza voltaremos a falar. E, para temperar tudo isto, a companhia de amigos que partilham o mesmo gosto e respeito pela natureza quer sejam aves, plantas ou rios.
O mapa do percurso pedestre pode ser visto aqui.
Mais reportagem no Blog do PARM.
sábado, 24 de maio de 2008
X Encontro Internacional de Teatro, de Torre de Moncorvo
Vai realizar-se, entre 25 de Maio e 2 de Junho a X edição do Encontro Internacional de Teatro de Torre de Moncorvo como habitualmente uma realização conjunta da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo e Teatro em Movimento.
De salientar a importância do evento, que tem surgido ininterruptamente ao longo da última década.
Estarão como parceiros, nesta décima edição, o FITEI e A ANTA (Associação Nacional de Teatro Amador).
Para esta edição vai ser lançado um catálogo sobre os 10 anos de existência do Festival que conta, este ano com presenças portuguesas de Tomar, Amadora e Coimbra, além da própria companhia organizadora que apresentará três espectáculos em estreia, dois deles com elementos provenientes das duas acções de formação desenvolvidas ao longo do ano anterior.
PROGRAMA:
Dia 25.05.2008 (Domingo):
16;00h - actuação do Grupo Folclórico do Agrupamento de Escolas de V. N. de Foz Côa, na Praça Francisco Meireles;
21;30h – O Senhor Ibrahim e as flores do Corão, realização de Produções Margarida F. Silva (Coimbra), no Celeiro;
23;00h – Recital de Poesia Teatro, por Leandro Vale, no Auditório do Museu do Ferro;
Dia 26.05.2008 (Segunda-feira):
21;30h – La fiesta del Anerno, por NMS (Alicante, Espanha), no Largo da Corredoura.
Dia 27.05.2008 (Terça-feira):
18;00h – A Debulha, por Teatro em Movimento (Leitura teatralizada do conto de Florêncio terra, integrada nos 150 anos do autor), no Celeiro;
21;30h – Anjos e Demónios, por Pandora (Brasil), no Celeiro;
Dia 28.05.2008 (Quarta-feira):
16;00h – Citac, (Coimbra) – Estado de Excepção (Vídeo) – Documento histórico dos 50 anos do Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra, na Biblioteca Municipal;
21;30h – Nut Teatro, por Psicose (Galiza), no Celeiro;
Dia 29.05.2008 (Quinta-feira):
21;30h – Meridith Kitchen, por Disappeaning Acts (Austrália),
Dia 30.05.2008 (sexta-feira) – Dia Mundial da Criança
10;00h – Artonus, (Tomar), Danças com Mozart, na Escola Visconde Vila Maior;
21;30h – Artonus, (Tomar), O Jardim dos Sortilégios, no Largo da Corredoura;
Dia 31.05.2008 (Sábado):
21;30h – Passagem de Nível, por Fatos de fogo, no Celeiro;
Dia 01.06.2008 (Domingo):
21;30h – Uma Alma Gémea, por Teatro em Movimento, no Celeiro
Dia 02.06.2008 (segunda-feira):
21;30h – O Clown que não sabia fazer rir, por Teatro em Movimento, no Celeiro.
Aqui vem a janta
Primeiro, uma sopinha de legumes, feita à lareira (fogueira com toros de amendoeira e cascas de amêndoa tradicional), em pote de ferro.

Finalmente, este "brasume" lembrando que " Em Maio, comem-se as moelas ao borralho".
Bom apetite!
Sequeiros, Torre de Moncorvo
Não sei quando
















