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segunda-feira, 30 de junho de 2008

Peixe do rio em calda


Aqui, neste caçoilo, fica a receita da srª Júlia, sempre que quiserem aventurar-se neste testemunho gastronómico que envolve um património humano, faunístico e botânico.
O peixe
Amanha-se o peixe (o que vier à rede), lava-se e corta-se aos bocados (o grande). Tempera-se com sal, alho e erva-peixeira. Depois frita-se em azeite quente. Estando frito, retira-se para um caçoilo de barro.
A calda
Ao azeite da fritura junta-se o alho, um ramo de salsa, louro, colorau doce, "guinda" ou malagueta, um pouco de vinagre, sal e um pouco de água. Deixa-se arrefecer esta calda, deita-se por cima dos peixe e, se não resistir, coma o petisco no próprio dia. Caso resista, pode deixar que que o molho vá macerando o peixe, fazendo com até as espinhas sejam apetitosas.
Atenção: não troco este pelo da Foz

Portfólio?

Temo fazer de cardeal diabo, mesmo no tempo em que o Papa não é propriamente um santo e é muito dado ao fashion italiano, no vestir e no calçar.
À Descoberta de Moncorvo começa a ter mais paisagens, árvores, arbustos, pássaros e outras circunstâncias do que homens ou histórias de homens. Um centro de memória, como me parece este blogue, na categoria de embrião, deveria recolher experiências e relatos de uma humanidade e mesmo algum surrealismo em que Moncorvo foi sempre fértil.
Há personagens que melhor farão compreender a evolução de Moncorvo e as suas idiossincrasias. A título de exemplo, o Emídio Carteiro já falecido que contava, com colorido, vocabular e gestual, a investida da Legião Portuguesa, comandada pelo dr. Amável, contra o baile dos Bombeiros que estava a arredar clientela ao baile pequeno burguês, hig-life de um jet- subset da sociedade moncorvense. Lembrar, com um grande texto, o papel do eng.Monteiro de Barros de quem tive o privilégio de ser amigo, homem que já lia o Herberto Hélder (ofereceu-me uma primeira edição), enquanto os seus comparsas não passavam do Guerra Junqueiro; que já assinava, desde o primeiro número, o Paris Macth e o Canard Enchainé; o homem que tinha ar condicionado na sua casa, apenas na garrafeira; o homem que deixou uma belíssima mensagem, qual Petrónio, na hora da sua morte, do seu suicídio à patrício romano. A carta existe.
Uma homenagem é precisa ao Arnaldo que, durante décadas, alimentou o humor de uma sociedade fechada como a de Moncorvo. Está hoje praticamente em estado vegetal. Mas as grandes histórias, algumas das quais eu gravei (material que tenho que procurar na desordem dos meus materiais), foram elaboradas como autênticos guiões pelo Arnaldo. Além disso, o Arnaldo foi das personalidades de Moncorvo aquela que mais terá seduzido e mesmo ajudado gerações de jovens da terra.
Sinto-me comovido ao ver fotografias de algumas flores e arbustos da minha infância. A visão leva-me ao universo recuperado de aromas antigos. Suportem pois, este meu papel, esta minha vontade de ver escritas mais histórias, do Rambóia de Açoreira, o imbatível na desgarrada, do Manquinho de Açoreira que, com a sua rabeca, animava bailes de aldeia em aldeia. Acabava sempre bêbedo, mas era enquanto bêbedo que a rabeca melodiava mais sentimento. O Leva-Leva de Vilarinho da Castanheira e a sua resposta sábia ao cónego Almeida. O Horácio Espalha que durante anos e anos foi o reviralhista encartado, "mentor" de algumas gerações que ainda cultivavam a utopia. E mais personagens há que ilustram o universo de Moncorvo, ricas no contraste e na especificidade.
Como acho que os blogues devem ser curtos, redimo-me do pecado inicial e fico-me por aqui. Procurem histórias. Cruzadas uma com as outras, encontra-se uma unidade na diversidade. E compreende-se melhor o Moncorvo de hoje.
Não só a arqueologia das pedras, mas também a dos homens, nos faz compreender melhor o presente.

Açoreira

Fonte de canelas.
Inscrição presente numa habitação póxima à capela.

Casa tradicional situada em frente à capela.


Açoreira - Cascata de S. João a decorar a capela.

Pormenores deliciosos captados numa deslocação à fonte de Canelas, na freguesia de Açoreira, para abastecimento da saborosa água.

Igreja - Torre de Moncorvo


Desta vez, visitei a "catedral" com os olhos à sombra dos seus granitos.

Panorâmica de Estevais


A fotografia de hoje, mesmo com imperfeições técnicas, mostra que não é necessário ser uma grande aldeia para ter brilho, receber bem quem visita e proporcionar bem estar aos que lá vivem. Fiquei encantado com a minha visita a Estevais, freguesia de Adeganha.

domingo, 29 de junho de 2008

Digressões


Aproveitando uma visita à Igreja durante esta semana, lembrei-me de subir aos sinos e tirar umas panorâmicas de Moncorvo, um pouco como fez o saudoso Eng. Monteiro de Barros na década de 50 do século passado. Depois de aqui chegarmos, compreendemos porque nos custa deixar para trás esta terra....




a MÃE Vilariça e a majestosa filha que a espreita...


o velho burgo a braços com a alteração da paisagem!


Este é o caminho para próximas digressões, se conseguir dominar
a vertigem de estar no tecto de Moncorvo!


(Texto e fotos a cor de RL. Fotos a p/b de Eng. Gabriel Monteiro de Barros)

sábado, 28 de junho de 2008

Na Serra do Reboredo


Azedas e cravinas-bravas (Dianthus lusitanus), na Serra do Reboredo (24-05-2008).

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Igreja de Torre de Moncorvo


Torre de Moncorvo


Moncorvo em flor


Rio Sabor


Stop

Torre de Moncorvo - Antiga muralha, com vestígios de uma porta.
"Stop". Quiçá uma metáfora da defesa do património.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Chi Pardelinha no Museu do Ferro





Algumas mulheres de Chi Pardelinha que visitaram o Museu do Ferro em Março de 2007.

Partidela Colectiva


Convidados de uma"partidela de amêndoa", em Novembro de 2005.
Museu do Ferro & da Região de Moncorvo

Amêndoa - Partidela tradicional e solitária

Sequeiros, Torre de Moncorvo, Outubro de 2007.

Amêndoa

Torre de Moncorvo é a uma das regiões do nordeste transmontano, onde se pode encontrar alguns hectares de amendoeiras, trazendo na altura da amendoeira em flor uma grande afluência de visitantes a esta região, que ficam maravilhados com os mantos brancos que as amendoeiras nos proporcionam. Também são famosas as amêndoas doces, de Torre de Moncorvo.

Torre de Moncorvo

Rua Visconde de Vila Maior, Torre de Moncorvo.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Foz do Sabor

Encontro entre o Sabor e o Douro.
Na Foz do Sabor, aldeia do concelho de Torre de Moncorvo, podemos encontrar uma praia fluvial, que tem muita afluência na época balnear.
É um excelente sítio de lazer.


Verdes são os campos ...

... mas cada um vê com seu olhar.
Porta, na Rua da Misericórdia. Torre de Moncorvo.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Vende-se


Janela, na Rua do Castelo, em Torre de Moncorvo.

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