quinta-feira, 11 de setembro de 2008
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Adeganha

Mesmo sem as técnicas de construção actuais, mantêm-se em pé e operacionais.
Adeganha, 7 de Junho de 2008.
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Receita Tradicional - Batatas à Espanhola ou à Bispo
Colocar a panela ao lume (preferência ao lume a lenha)com água, desfiar o bacalhau e lava-se, colocar às camadas as batatas e o bacalhau, após tudo cozido escorrer bem a água, numa frigideira deitar cebola, azeite bastante, pimento e alho, misturar tudo num pote, tapar um bocadinho. Esperar 5 minutos, está pronto a comer, no caso de não pretender colocar o bacalhau e as batatas às camadas, também se podem misturar.
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Receita Tradicional - Tripas
Preparam-se as tripas e os pés do cordeiro, cozem-se com louro, salsa e sal, cortam-se aos bocadinhos, colocar num recipiente com azeite, louro, salsa e vinagre, unto ou pingo. Tudo isto é refogado. Após o refogado deita-se um bocadinho de água e pimento, migam-se e deitam-se as sopas, com dois ou três ovos batidos, servir tudo numa travessa. ( Prato usado durante a época das matanças).
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Vale da Vilariça

Entre a Foz do Sabor e as Cabanas de Cima, olhei em direcção à Quinta da Portela. O cenário parecia uma pintura a óleo.
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Afonso Praça homenageado
A vasculhar papéis, descobri a mensagem que o Afonso Praça enviou quando foi homenageado pela Câmara Municipal de Moncorvo, no âmbito do 7º centenário da vila. Coube-me a mim ler a mensagem do Afonso, já que ele ,or motivos profissionais, ão pode vir a Moncorvo. A cerimónia decorreu no Cine-teatro. Pela importância e significado do texto que nunca foi publicado e apenas uma vez, por mim, lido, aqui o deixo a todos os frequentadores do blog. O texto é uma imagem quase perfeita daquilo que era o Afonso Praça. É um texto, na minha opinião, particularmente valioso, para a memória do concelho de Moncorvo. Então aqui vai:
"Decidiu a Câmara Municipal de Moncorvo celebrar o 7º centenário da Vila, aproveitando a oportunidade para, segundo palavras do presidente do município, prestar "homenagem pública a alguns 'filhos da terra' que, de algum modo, se tenham superiorizado nalgum ramo de actividade"
Mentiria se não dissesse que fiquei surpreendido ao ver que o meu nome fora incluído na lista dos alvos da referida homenagem pública, mas seria falsa modéstia escusar-me à distinção. Sem curar de saber quais os critérios que presidiram à elaboração da lista, na qual o meu nome é incluído, terei de afirmar, no entanto, que muito me sensibilizou tal decisão e por dois motivos:primeiro , porque a iniciativa partiu da Câmara Municipal, um órgão do poder local, livremente eleito pela gente da minha terra; segundo, pela boa companhia que, na lista, me é oferecida, entre moncorvenses que, na verdade, muito se têm distinguido nos respectivos campos de actividade, alguns dos quais eu conto entre os meus melhores amigos.
Não quer isto dizer que eu mereça a distinção. Pelo contrário, estou sinceramente convencido de que a lista, além os inevitáveis pecados de omissão, contém um erro de monta: o meu nome.
Mas enfim, uma vez que o mal está feito, aos responsáveis resta a obrigação de se penitenciarem e, a mim, empurrado para estas lutas de evidência que não pedi, não esperava e nem sequer mereço, o dever de endossar a mercê a todos os meus conterrâneos sem excepção, aos do Felgar e aos vizinhos, embora me fosse grato referir alguns em particular, nomeadamente os que já não pertencem ao número dos vivos.
Nenhum homem existe isolado, nenhuma vida se constrói no vazio, sem alicerces e fora de um contexto. Por isso, neste momento a que a Câmara da minha terra quis imprimir solenidade, gostaria de invocar, se mo permitem, a memória de meu pai, lavrador por destino e homem de sete ofícios por necessidade, que morreu uma semana depois de eu ter partido para a primeira viagem pelo mundo, ainda menino, a merenda na taleiga, uma cântara de barro cheia de água fresca do chafariz do Felgar. Gostaria ainda de recordar minha mãe, tecedeira, que ao tear consumiu a vida e que, hoje, muito velha e quase cega, vive em Lisboa um exílio todo feito de saudades dos montes da nossa terra. E homem de palavras que sou, já que a palavra é a ferramenta indispensável ao duro ofício de jornalista, quero aproveitar a oportunidade para lembrar o professor que me ensinou a ler: Amândio Augusto Cosme, natural do Souto da Velha.
Se bem ajuizo, a homenagem que a Câmara Municipal de Moncorvo decidiu prestar a alguns 'filhos da terra', neste ano em que se comemora o 7º centenário da fundação da vila, contempla moncorvenses que, por um motivo ou por outro, têm de desenvolver a sua actividade longe da terra que os viu nascer.
Por mim, gostaria que a homenagem juntasse no mesmo abraço todos os moncorvenses, e ainda os que, sendo de fora, elegeram esta terra para terra sua. Mas apegando-me à letra da decisão da Câmara, não posso deixar de repartir a parte que me toca com os filhos da minha terra que foram obrigados a partir, muitas vezes em circunstâncias dramáticas, à procura de melhor vida noutras paragens -- nas Américas, na África e na Europa. No mundo.
É provável que nem todos se tenham superiorizado no seu ramo de actividade, passando ignorados e esquivos,como clandestinos. Mesmo assim, deixem-me que afirme que muitos foram superiores na força de vontade, na coragem e na aventura.
Se puder, um dia regressarei a Moncorvo, ao Felgar, mas não é provável. Os homens, como as árvores, também se habituam à terra para que foram transplantados. Mas ao contrário das árvores, os homens não esquecem nunca a terra onde criaram as primeira raízes.
Afonso Praça"
domingo, 10 de agosto de 2008
Futebol feminino


Equipa de futebol feminino do Santo Cristo que, com muito mérito, conquistaram a taça, em Zedes, no dia 10/08/2008.
sábado, 9 de agosto de 2008
Receita Tradicional - Ovos Doces
DEITA-SE ÁGUA E ACÚCAR NUMA SERTÃ.DEIXA-SE DISSOLVER O ACÚCAR.PARTEM-SE OS OVOS PARA DENTRO, E DEIXA-SE COZER.COMEM-SE COM PÃO. É COMIDA FORTE, USADA DURANTE O INVERNO.CONFECCIONA-SE E COME-SE NO MOMENTO.
terça-feira, 5 de agosto de 2008
domingo, 3 de agosto de 2008
sábado, 2 de agosto de 2008
À memória do Urgel
Ao chegar de Agosto, fazia as malas em Lisboa e regressava à aldeia, a Peredo dos Castelhanos, sempre para o encontro marcado com o Urgel, vindo de França. Era um ritual que se repetia há anos. Trazia-me sempre um maço de cigarros Gitanes e bebíamos, ao correr do tempo, cerveja.
Até para o ano. Mas este Agosto, com ida que vou adiando, vai ser diferente. O Urgel morreu. Só muito mais tarde o soube. Hoje a sua ausência é em mim uma presença que queima. Como que a aldeia e Agosto já não são os mesmos. O Urgel é uma amizade antiga, tão amigos que ocultávamos, por pudor, também por timidez, a intensidade dos afectos. Amigos de aldeia quando, de tão crianças, ainda parecemos felizes, durante anos os nossos caminhos não se cruzaram. Soube que foi à guerra e na guerra, creio que em Moçambique, foi condecorado. Salvara da morte, abnegado e generoso como sempre foi, o seu pelotão. Nunca se julgou um herói. O que ele fez, fê-lo pelos outros, como faria pela vida inteira. Foi o solitário mais solidário que eu conheci até hoje. Os pais foram convidados pelo Governo a ir passar férias com ele a Moçambique.
Terminada a tropa, regressou à aldeia. Trazia com ele uma condecoração e nada.
O mundo diferente, a amargura e o sofrimento dos dias passados, já lhe tornavam impossível regressar à pureza inicial da aldeia. Partiu para a França. A memória, a solidão, o álcool e o desemprego às vezes, iam-no corroendo lentamente. Nunca casou nem amores se lhe conheceram.
A última vez que o vi, no Agosto passado, os cabelos brancos, mas ainda crespos, o rosto um mapa enrugado, mas sempre disponível para todos, anunciava já um fim precoce.
Este mês, Urgel, quando chegar à aldeia, beberei cerveja como se estivéssemos juntos, numa conversa cheia de silêncios, e acenderei um Gitanes. Já que não consigo ser tão solidário como tu, permite-me ao menos que recorde para sempre, com lugar cativo na minha memória, a tua bondade. A tua presença na tua ausência.
Pedro Castelhano
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
quinta-feira, 31 de julho de 2008
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Os tons do estio, em Mós

Em redor da Capela de Santa Bárbara, avistam-se quilómetros de montes e vales. Aos tons frios do horizonte, misturei as cores quentes do primeiro plano, com flores secas, de cardos. Espinhosas, recortadas, cheias de sementes mais leves do que as nuvens, mais suaves do que a seda .
De um ponto tão elevado, compreendemos um pouco a razão da importância de Mós na história.
Basta levantar os braços e deixar-se levar, encosta abaixo, serpenteando os montes, qual ribeira, de encontro à passagem estreita que rasga as fragas, antes de se fundir nas água já sempre domesticadas do Douro. Ou então, visitar Santa Bárbara, última guardiã dos altos, agora já sem castelo.
Adoura-se a erva com o estio, mas com ele vem a festa, a devoção, a procissão, a música, o arraial. Assim como as estações vão dando lugar umas às outra sem se esgotarem, também nós, vimos e partimos, nascemos e moremos, mas as aldeias permanecem, lutando como os cardos, que esperam pelas chuvas que farão de novo brotar flores.
















