quinta-feira, 16 de outubro de 2008
sábado, 11 de outubro de 2008
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Isto de viver em Lisboa
Andando eu com o Leonel Brito (encontrámo-nos de propósito há dias em Lisboa) à procura de darmos algo ( gratuitamente, é bom que se sublinhe) a Moncorvo, nas correspondências a que vou tendo acesso acabo por perceber que chego a Moncorvo e regresso a Lisboa e esqueço-me de Moncorvo. É uma ideia e eu tolero sempre a ideia dos outros. Por outro lado, registo, sem qualquer juízo de valor, que, de quando em quando, "escrevo uma coisas". Não é opinião que me incomode, mas é opinião que registo. Poderia, não fosse parecer-me inútil, enunciar algumas coisas que fiz e tenho feito (graciosamente, insisto) por Moncorvo e pela sua imagem. Mas não vale a pena. Não devo nada a Moncorvo, insisto, nem um favor, nem uma cunha, nem uma benesse. Mas também Moncorvo não me deve nada. Neste capítulo estamos, pois, quites. Como dezenas e dezenas de moncorvenses vivo fora da vila. Ninguém se interroga pelo que os outros têm feito pela memória de Moncorvo. Passarão por lá uma semana de férias, mais como detentores de uma nostalgia revivalista do que numa perspectiva de presente ou num olhar de futuro. São mais cómodos e são mais pacíficos. O Moncorvo deles é o Moncorvo que eu quero que não seja. Estamos com um projecto, o Leonel e eu, de que não queremos nem um euro. Vale a pena? Temos as nossas vidas e damos semanas das nossas vidas ( graciosamente, insisto) à memória de Moncorvo. Valerá pena? Eu sei que santos da terra não fazem milagres. Mas eu não sou santo, nem sequer acredito em milagres. Não sou sombra de ninguém e também não sou luz. Gostaria, isso sim, de dar a Moncorvo, o que Moncorvo não me deu, eu que "escrevo uma coisas" e (não) me esqueço de Moncorvo. Peço desculpa por usar esta blogue para uma reflexão que a única pessoa que pode ferir é a mim mesmo. Necessito de dizer aos meus companheiros de blogue que é esta a última intervenção a que vos obrigo. Isto de escrever uma coisas não cabe na dimensão literária, ética e estética deste blogue.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Rua de Mós

Bonita rua de Mós, onde as casas recuperadas convivem harmoniosamente com as mais antigas.
terça-feira, 7 de outubro de 2008
É vinho

A sair do lagar para o pio. Ainda não é vinho, já não é sumo, é uma promessa.
Dia 2, no Larinho.
sábado, 4 de outubro de 2008
Panorâmica do Larinho

Na minha primeira visita ao Larinho fui positivamente surpreendido. Em primeiro lugar pela simpatia das pessoas, que me mostraram recantos da sua aldeia com muito carinho e entusiasmo. Depois porque estava à espera de uma pequena aldeia, cinzenta, deserta e encontrei uma aldeia com espaços amplos, com muitos motivos de interesse e ainda muito povoada.
Tenho pena de não ter conseguido encontrar a ponte romana, mas esta é uma boa "desculpa" para voltar ao Larinho, para captar outros pormenores que me escaparam nesta primeira visita.
A fotografia de hoje é a "colagem" de quatro fotografias, tiradas de junto da capela de Santa Bárbara.
(nota: estou com dificuldades em arranjar um site onde alojar imagens maiores do que o normal; O Blogger apenas aceita imagens até 1600 pixels. Se alguém tem conhecimento de algo melhor, agradeço a informação. O Panoramio, sítio que usei até hoje, deixou de permitir colocar as imagens, aqui, no Blogue).
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
No reino de Baco
Uma visita ao Larinho, levou-me a presenciar algumas fases do tratamento do vinho, num lagar tradicional. Grande parte das uvas do concelho já estão vindimadas, mas no Vale da Vilariça, a colheita continua.
A quantidade de uvas é boa e o tempo seco que se tem feito sentir talvez ajude a qualidade dos vinhos. Ficamos a aguardar...
terça-feira, 30 de setembro de 2008
a fraga do arco - Maçores
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Gente do Norte
Em 1977, com apoio da Gulbenkian, o Leonel Brito na realização e eu, no argumento, realizámos um documentário sobre Moncorvo, intitulado Gente do Norte. Além do Prémio da Crítica Internacional do Festival da Figueira da Foz, o filme correu mundo, foi passado na televisão e ganhou vários prémios. Do filme existe ainda uma cópia em bom estado que nós vamos recuperar para um projecto que ainda está no segredo dos deuses. Mais tarde contaremos o que está acontecendo. O projecto, com uma grande, grande probabilidade, envolverá o nosso amigo Nélson. Mas ainda é cedo para falar nisso. Deixo-vos de qualquer modo a letra da canção do filme, escrita, musicada e cantada por José Mário Branco, editada então num single, hoje raríssimo. Ando a ver se o consigo passar do vinil para o CD. Tenho esperanças. De qualquer modo aqui vos deixo já a letra:
Moncorvo terra e gente
pobre-rica, rica-pobre
nobre serva, serva nobre
entre passado e presente
entre presente e ausente
Foi das pedras
foi das pedras e das águas
do calor, do rosmaninho,
foi da torga, foi das fráguas
que nasceu
este império pequenino
Foi do sol
foi do sul e foi do gelo
foi do sonho e da roda
do Picôto e do Covêlo
que nasceu
este império à nossa moda
Moncorvo torre e gente
pobre-rica, rica-pobre
nobre serva serva nobre
entre passado e presente
entre presente e ausente
Foi do calo
foi da pedra descoberta
da terra desempedrada
que nasceu
esta mina já deserta
Foi do roxo
foi do arrojo e do Douro
do tesouro de caliça
foi do velho e do vindouro
que nasceu
o sangue da Vilariça.
José Mário Branco fez-se acompanhar pelos músicos José Pratas, Luís Pedro Faro e Carlos Guerreiro.
Gostaria em tempos próximos de oferecer um CD desta canção ao Nelson que pode publicá-lo no nosso blogue.
Estamos a recuperar também, eu e o Leonel, alguns filmes para a televisão que fizemos, com texto meu, como "Estevais, Ano Zero", a "Encomendação das Almas", com intervenção filmada (o que é raro) do padre Rebelo, "Artes e Ofícios", com uma tecedeira do Felgar que era a mãe do Afonso Praça e ainda um filme que deu polémica e debates na televisão sobre "Guerra Junqueiro".
Há tempos que não escrevia para este blogue, mas está-me a parecer que a preguiça, sendo um fenómeno nacional, também nos atacou a todos. Um abraço deste exílio citadino.
Armando Martins Janeira - actividades a não perder !



Vejam também o site dedicado a este ilustre Moncorvense, que foi embaixador de Portugal no Japão e insigne japonólogo, em:
http://armandomartinsjaneira.net/
terça-feira, 23 de setembro de 2008
terça-feira, 16 de setembro de 2008
sábado, 13 de setembro de 2008
P’ra lá do portão

P’ra lá do portão,
Onde o tempo se apaga,
E a luz se acende,
O espírito ascende.
Sobe a montanha,
Que o sol afaga,
P’ra lá do portão.
Porta da vida,
Entrada, saída,
Por lanças guardada.
Ponto de encontro,
Do tudo, e do nada.
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Adeganha

Mesmo sem as técnicas de construção actuais, mantêm-se em pé e operacionais.
Adeganha, 7 de Junho de 2008.
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Receita Tradicional - Batatas à Espanhola ou à Bispo
Colocar a panela ao lume (preferência ao lume a lenha)com água, desfiar o bacalhau e lava-se, colocar às camadas as batatas e o bacalhau, após tudo cozido escorrer bem a água, numa frigideira deitar cebola, azeite bastante, pimento e alho, misturar tudo num pote, tapar um bocadinho. Esperar 5 minutos, está pronto a comer, no caso de não pretender colocar o bacalhau e as batatas às camadas, também se podem misturar.
















