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sexta-feira, 27 de junho de 2008

Igreja de Torre de Moncorvo


Torre de Moncorvo


Moncorvo em flor


Rio Sabor


Stop

Torre de Moncorvo - Antiga muralha, com vestígios de uma porta.
"Stop". Quiçá uma metáfora da defesa do património.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Chi Pardelinha no Museu do Ferro





Algumas mulheres de Chi Pardelinha que visitaram o Museu do Ferro em Março de 2007.

Partidela Colectiva


Convidados de uma"partidela de amêndoa", em Novembro de 2005.
Museu do Ferro & da Região de Moncorvo

Amêndoa - Partidela tradicional e solitária

Sequeiros, Torre de Moncorvo, Outubro de 2007.

Amêndoa

Torre de Moncorvo é a uma das regiões do nordeste transmontano, onde se pode encontrar alguns hectares de amendoeiras, trazendo na altura da amendoeira em flor uma grande afluência de visitantes a esta região, que ficam maravilhados com os mantos brancos que as amendoeiras nos proporcionam. Também são famosas as amêndoas doces, de Torre de Moncorvo.

Torre de Moncorvo

Rua Visconde de Vila Maior, Torre de Moncorvo.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Foz do Sabor

Encontro entre o Sabor e o Douro.
Na Foz do Sabor, aldeia do concelho de Torre de Moncorvo, podemos encontrar uma praia fluvial, que tem muita afluência na época balnear.
É um excelente sítio de lazer.


Verdes são os campos ...

... mas cada um vê com seu olhar.
Porta, na Rua da Misericórdia. Torre de Moncorvo.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Vende-se


Janela, na Rua do Castelo, em Torre de Moncorvo.

O mundo de Trás-da-Serra

A serra a que nos reportamos é, obviamente, a do Roboredo. Pelo que a designação de "trás-da-serra" ou "aldeias de trás-da-serra" para denominar Açoreira, Maçores, Urros e Peredo, terá sido aposta pelos da banda Norte da serra, os da vila, a altaneira Torre de Moncorvo, sede da fiscalidade, das justiças e dos poderes municipais.


Talvez Felgueiras escapasse à designação, por ficar no meio da serra, situada no meio de um U topográfico, para cujo lado aberto corria (e corre) a ribeira de Santa Marinha, afluente da ribeira de Mós, que vai desaguar ao Douro, lá para as bandas de Barca de Alva.
Numa breve digressão de fim-de-semana, subimos a esse braço de serra que separa os termos de Felgueiras e Maçores, e que se denomina de Citoque (será uma denominação popular para o marco geodésico que aí se encontra, ou o lugar já teria esse nome?).

Daí espreitámos a ribeira de Santa Marinha, para ver se a Fraga do Arco ainda estava no mesmo sítio. E estava.
Retomando o percurso, por Maçores, com rumo a Urros, aí se passou um excelente fim-de-tarde, vendo o regresso dos gados e o belo conjunto dos palheiros, culminando a jornada numa amena esplanada...

Vista geral do mundo de Trás-da-Serra, a partir do alto do Citoque, com Maçores ao fundo da encosta, em primeiro plano.
Vertente Sul da Serra do Roboredo e Carvalhosa (antigas minas de ferro da Ferrominas), vista do alto do Citoque.

Fraga do Arco (freguesia de Maçores), um capricho da natureza que a Geologia poderá explicar, numa vertente sobre a ribeira de Santa Marinha - é um monumento geológico que deverá ser classificado e protegido.
Vista actual de Urros, a antiga Orrios do foral doado pelo senhor rei D. Afonso Henriques, no ano de 1182...
Serão casas "castrejas"? Não, são os célebres palheiros de Urros! belíssimos... e parecem aí estar desde os tempos do senhor D. Afonso Henriques.

Urros, ainda. O regresso do gado, ao fim de tarde, é sempre um momento bucólico que me faz lembrar um célebre quadro de Silva Porto (existente no Museu Soares dos Reis, no Porto)

Não fossem as casas novas, ao fundo, e poderia ser uma imagem captada a bordo da cápsula do tempo, muitos séculos atrás... Terá sido a abundância de gados que ajudou a fomentar a tecelagem de Urros, noutros tempos, que hoje os teares silenciaram-se de vez...

"Canhonas" (ovelhas) e "borreguinhos" na côrte. Aqui ainda se sentem os cheiros medievais...

sábado, 21 de junho de 2008

Dedaleira - Digitalis purpurea

Dedaleira - Digitalis purpurea, na Serra do Reboredo (24-05-2008)

sexta-feira, 20 de junho de 2008

guardiões do temp(l)o

Mesmo que me mostre viril
hei-de ficar bem senil.
Lá se vai a minha vista!

Daqui avisto o Sabor
e mui projectos em redor.
Igreja Matriz de Torre de Moncorvo.

Igreja de Torre de Moncorvo

Para que o tema não arrefeça, fica mais uma fotografia da Igreja de Torre de Moncorvo.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Os berrões

Museu Nacional de Arqueologia - Lisboa
" Exposição - Religiões da Lusitânia"

Já que as alheiras estão por perto, aqui estão alguns berrões (4) referidos nas " Religiões da Lusitânia", por J. Leite de Vasconcelos, encontrados nas Cabanas - Torre de Moncorvo.

lareira tradicional - santuário dos apetites

santíssima trindade.

O deus das saborosas cousas.

pão, ovo, canela, açúcar... pecados!

Ai a coalhada, um branco sabor celestial!

Trufas de Moncorvo - aperitivo para os deuses descerem à terra!

Fica-se cá c'uma telheira ( alheira vizinha da telha), com estas auréolas divinais !

Todas as fotografias foram obtidas em terras de Moncorvo, com diferentes câmaras fotográficas. Uma delas não resistiu, como é natural, e deu-lhe o pifo!

Junqueira - Alminhas

Alminhas, na Junqueira (24-05-2008).

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Igreja de Torre de Moncorvo

Forografia do interior da Igreja de Torre de Moncorvo.

terça-feira, 17 de junho de 2008

E pintar com quantas cores o vento tem


...
Tu dás valor apenas às pessoas
Que acham como tu sem se opor
Mas segue as pegadas de um estranho
E terás mil surpresas de esplendor
Já ouviste um lobo uivando no luar azul
Ou porque ri um lince com desdém
Sabes vir cantar com as cores da montanha
E pintar com quantas cores o vento tem
E pintar com quantas cores o vento tem
Vem descobrir os trilhos da floresta
Provar a doce amora e o seu sabor
Rolar no meio de tanta riqueza
E não querer indagar o seu valor
...
Canção do filme da Disney, Pocahontas.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Ainda sobre a Vila Velha de Santa Cruz da Vilariça




Poema de Henrique de Campos (1990), sobre fotos de Nelson Campos.

Caminho Antigo e Ponte do Sabor

".........................olhando ao longe a estrada

que vinha de Moncorvo, em íngreme calçada,
entestar com a ponte..."

Ilustrando estes versos de Campos Monteiro, aqui fica uma fotografia dos anos 50, onde se vê ainda a casa dos cantoneiros da J.A.E.. (do lado direito) e uma outra, em xisto, que segundo a tradição foi estalagem dos almocreves. Ambas as construções foram demolidas pouco antes da construção do troço do IP-2 entre o Pocinho e esta ponte, no final dos anos 80. A partir da casa dos cantoneiros e subindo a encosta, vê-se ainda o antigo caminho medieval, em uso até aos anos 30 do séc. XX, e a que fizemos menção no "post" anterior.

Fotografia dos anos 50 do séc.XX. Autor Engº Gabriel Monteiro de Barros (Arquivo PARM/MFRM)

Para melhor se compararem as diferenças, aqui fica outra fotografia (2006), antes das obras actuais (ver fotos de Aníbal Gonçalves, no "post" de 14.06.2008):


Ponte do Sabor, vista do mesmo ângulo da anterior. Foto de Rui Leonardo, 2006

Ainda uma vista do mesmo lado, durante uma cheia. Foto de N.Campos, 25.11.2006

O alardo da Vilariça

"... e este foi o mais formoso alardo
que até ali em Portugal fôra visto.
Fernão Lopes - "Chronica de D. João I"

N'essa primaveril manhã de Pentecoste,
d'el-rei D. João Primeiro a fatigada hoste
acampara no plaino à beira do Sabor.
Temendo uma surpresa, el rei mandara pôr
esculcas na colina, olhando ao longe a estrada
que vinha de Moncorvo, em íngreme calçada,
entestar com a ponte. A rude soldadesca,
dos álamos à sombra apetitosa e fresca,
descansava da marcha abrupta da montanha.
............................................................................ (continua)

- Campos Monteiro, Musa irónica, Porto, 1924 (2ª ed.)


Este excerto de um poema do escritor moncorvense Campos Monteiro (ver "posts" anteriores, de autoria de Rogério Rodrigues) baseia-se num episódio relatado pelo cronista Fernão Lopes, que foi o encontro das hostes de D. João, Mestre de Avis, e de D. Nuno Àlvares Pereira, algures nos campos da Vilariça (em Maio de 1386), já depois da batalha de Aljubarrota, a qual se deu, como é sabido, a 14 de Agosto de 1385. Aqui se realizou, no dizer do cronista, "o mais fermoso alardo" que até então se vira em Portugal.

Um "alardo" era um exercício de tropas em parada, de infantaria e de cavalaria, tendo reunido, neste caso (e segundo Fernão Lopes) cerca 4.500 lanças. Deveria ter sido, de facto, um espectáculo formidável, com as cores dos pendões, das aljubas, os loudéis, e o reluzir das armaduras, dos elmos e das pontas das lanças, brilhando ao sol... Como é óbvio este "espectáculo" tinha também o seu quê de propagandístico, procurando afirmar uma nova realeza e uma nova dinastia (a de Avis).


Vista do vale da Vilariça (à direita) a partir do miradouro de S. Gregório. À esquerda, o morro da Vila Velha/Santa Cruz da Vilariça

Não sabemos o exacto local do alardo, mas não seria de admirar que fosse nas imediações de Santa Cruz da Vilariça, que nessa altura já era uma povoação fantasma. Em todo o caso, imaginamos que se deve ter povoado pelo menos por esse dia, tal como os montes em redor, com as gentes de Torre de Mencorvo e de Vila Frol (que tinham tomado o partido do Mestre de Avis), assim como de todas as aldeias cercanas, para assistirem, do alto, a um tão grande e belo (e bélico) acontecimento!... Além disso, nos pontos altos, certamente que se postaram "esculcas" (sentinelas de atalaia), como imaginou Campos Monteiro. Onde a imaginação do escritor falha é no pormenor da ponte, que não é credível que já existisse, pois é do século XVI.

De Torre de Moncorvo à ponte do Sabor vinha ter, de facto, um caminho antigo, seguramente medieval, utilizado até aos princípios do séc. XX (antiga Estrada Real), que atalhava para o rio depois do "Sobreiro da Meia Légua". Aqui havia ainda um atalho, conhecido por Atalho das P..., o que não deixa de ser curioso como tão longe se postavam no seu "ofício" as mulheres mundanas, pois é local muito afastado, quer de Santa Cruz da Vilariça, quer de Torre de Moncorvo. Ou o topónimo/designativo, terá tido outra origem/sentido?

No início dos anos 80 do séc. XX, na parte terminal do caminho, da margem esquerda antes da ponte, havia ainda um troço de calçada, destruído pelo IP-2. O mesmo IP-2 que se prepara agora para desfigurar o lado Poente do cabeço da Vila Velha e sabe-se lá mais o quê... (esperemos que do mal, o menos).

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