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domingo, 10 de maio de 2009

Secretária de Estado da Cultura visita Igreja Matriz de Torre de Moncorvo

No passado dia 7 de Maio, a igreja matriz de Torre de Moncorvo foi visitada pela Senhora Secretária de Estado da Cultura, Drª. Paula Fernandes, acompanhada da Directora Regional da Cultura do Norte, Drª. Helena Gil, Directora dos Serviços de Bens Culturais da mesma DRC-Norte, Arquitª. Paula Silva, além de vários técnicos do ex-IPPAR, e ainda com presença do Sr. Presidente da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo e da chefe de divisão cultural do município.

Esta visita da Secretária de Estado a Torre de Moncorvo inseria-se num périplo por diversos monumentos de Trás-os-Montes, a saber, os Castelos de Bragança (incluindo a Domus Municipalis), Algoso, Ansiães, etc.. Segundo noticia o J.N. (edição de 10.05.2009), o Ministério da Cultura, através das suas estruturas para o Património, pretende elaborar uma candidatura a fundos comunitários para a constituição de uma rota cultural, incluindo castelos, igrejas e sítios arqueológicos. Além dos monumentos atrás referidos há ainda outros em vista, ao longo do Douro, como sejam o santuário romano de Panóias (Vila Real), as ruínas romanas da Fonte do Milho (Régua), o Castelo Velho de Freixo de Numão (Foz Côa), etc..
Quanto à igreja de Torre de Moncorvo, além da resolução do problema do muro do adro (alvo de trabalhos de recuperação no ano passado, mas que entretanto revelou cedências), e outras peritagens estruturais, sabemos que voltou a ser discutida a recuperação do magnífico órgão do séc. XVIII (à espera de restauro há mais de 20 anos!!), e dos altares de preciosa talha barroca. Esperemos que esta candidatura se concretize, e estas obras se realizem, pois a igreja matriz é o ex-libris da nossa terra, e um dos monumentos mais visitados de toda a região.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Parabéns, 1 Ano À Descoberta

O Blogue À Descoberta de Torre de Moncorvo está de parabéns, completa hoje um ano de existência. Não sei bem qual é a escala para medir a idade de um Blogue, nem mesmo como medir a popularidade ou o sucesso. Os blogues são muito recentes e há quem diga que já estão em desuso, na Internet é tudo muito efémero.
Este Blogue nasceu da "provocação" do Nelson e é o quinto de um grupo de irmãos, dedicados a concelhos vizinhos. O mais bem sucedido até ao momento, por diversas razões, é o À Descoberta de Vila Flor, mas o quinto, estava, desde o início, destinado a ser diferente. Diferente desde logo pelo facto de ser dinamizado por um grupo alargado de colaboradores, com diferentes formações, diversificados interesses e a viverem em distintos locais. A essência manteve-se: descobrir o concelho através de textos e fotografias; pequenos retalhos que se vão unindo transmitindo múltiplas formas de conhecer, e, sobretudo, despertando a vontade de cada um partir fazendo as suas descobertas.
Parece-me que o Blogue preencheu um espaço, que se tornou uma ponte na vida de muitas pessoas. Despertou memórias, provocou reencontros, alimentou saudades, matou outras. Assim se explica o crescente sucesso que é ilustrado pelos números e pelos gráficos.
Durante um ano (5 de Maio de 2008 a 5 de Maio de 2009) foram publicadas 352 mensagens que mereceram 1431 comentários.
Foram feitas 73 160 visualizações do Blogue, por 28 261 visitantes, o que dá uma média de perto de 80 visitantes por dia. A evolução foi sempre crescente, até ao mês de Março, verificando-se a 12 de Abril a maior afluência, mais de 200. Os visitantes vieram de mais de 70 países diferentes, mas principalmente de Portugal, Espanha e Brasil.A existência deste Blogue foi muito positiva para mim. Em primeiro lugar porque me permitiu conhecer pessoas, umas ao vivo, outras só virtualmente, mas que possivelmente nunca conheceria. Em segundo, porque me levou a descobrir (ou redescobrir) além de Moncorvo, a Adeganha, Cardanha, Estevais, Castedo, Lousa, Junqueira, Foz do Sabor, Urros, Peredo dos Castelhanos, Felgueiras, Açoreira, Maçores, Mós, Carviçais, Felgar, Carvalhal, Larinho e Maçores. Esta descoberta foi bem real e em algumas destas freguesias estive duas e três vezes. Em quarto lugar porque me despertou a vontade de ler autores do concelho ou sobre o concelho, contribuindo também para o meu enriquecimento pessoal.
Embora tenhamos já discutido, entre os colaboradores, algumas linhas orientadoras para o blogue, para mim terá que ser sempre um incentivo À Descoberta, um local de partilha com/de prazer.
E ainda há tanto para descobrir...
Agradecemos a todos os colaboradores e visitantes do Blogue pelo sucesso alcançado.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Exposição - Moncorvo e o Colégio Campos Monteiro, 1936 - 1949

Exposição - Moncorvo e o Colégio Campos Monteiro, 1936 - 1949
Está a ser organizada uma exposição por antigos alunos e conterrâneos de Moncorvo subordinada ao tema Moncorvo e o Colégio Campos Monteiro, 1936 - 1949. Vai ser inaugurada no dia 6 de Junho, no Encontro anual, em Moncorvo. Documentação sobre esse período (cadernos diários, exercícios escritos, cadernetas, fotos...) que possam dispensar para ser exposta, agradecemos que nos contactem através dos seguintes endereços:
Ester Lopes: 939528002
Conceição Salgado: 223798766 ou 932884505
colegio.campos.monteiro@gmail.com
Agradecemos a divulgação desta iniciativa junto de ex-alunos de que, eventualmente, tenham a morada ou telefone, e nos comunique esse contacto. No dia da inauguração serão homenageados os alunos que frequentaram o colégio nesse período.



domingo, 19 de abril de 2009

Apresentação de livros - 25 de Abril

No dia 25 de Abril serão lançados em Torre de Moncorvo três novos livros. Entre eles está "Fantasmas de uma revolução" de António Sá Gué.

Não resisto a transcrever alguns parágrafos do livro "Contos dos Montes Ermos", que ando a ler:
"Nas levadas, as meruges e rabaças, ensopadas em água, como se matassem uma sede mirífica, dificultavam a defluxão, construindo pequenos, açudes, onde o passaredo se espojava. O richa-cavalinhos, nas manhãs frias de geada, quando a terra codilhada range debaixo dos botins, e se arreganha a mostrar dentes de velha, vinha relinchar enquanto voava, anunciando mudança de tempo. Um melro de bico amarelo repotreava-se na figueira do Toino Varal, que tinha os melhores figos pingo-de-mel que aqueles vergéis aluviais davam.
Um casal de vaidosos pintassilgos vinha construir o ninho entre as frondes de uma rescendente malapeira, que os ganapos já haviam descoberto, pelo que o desvelo posto na vigilância do ninho fora tanto ou tão pouco que a pintassilgo acabara por enjeitá-lo. Os láparos desciam das lorgas que tinham lá no alto e vinham derriçar os talos carnudos das tronchas galegas que orlavam as hortas e haviam de ser ceia na noite de consoada. Os tourões fedorentos, pela calada da noite, esgadanhavam as abóboras porqueiras, acabando por estragar mais do que comiam. Os javalis, no tempo da castanha, desciam do moitedo e não havia ouriço que não fosse esventrado, quando embicavam pelas hortas, levando tudo a eito: a rodriga do feijão era tombada, o cebolo arrancado, os tomateiros pisados - parecia que o diabo se havia espojado ali."

domingo, 12 de abril de 2009

Felgar, Março de 74

Como vários Felgarenses se têm mostrado interessados em ver / saber coisas de outros tempos sobre a sua terra, aqui vão o texto do Assis Pacheco e fotos minhas, em homenagem às tecedeiras, oleiros, fogueteiros e a todos que passaram pela Banda.




Nota : No dia 20 de Junho estará patente ao público, no Centro de Memória de Moncorvo, uma exposição da reportagem “Moncorvo, Zona Quente na Terra Fria”, de Fernando Assis Pacheco (texto) e Leonel Brito (fotos), publicada no jornal “República”, em Março de 1974 . As 17 páginas da reportagem serão exibidas em painéis .
Também vão ser expostas fotografias dessa época, de Leonel Brito, com textos de Rogério Rodrigues.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Começou a Primavera! - comemoração nos jardins do Museu

Segundo nos informa o Seringador (Reportório crítico-jocoso e prognóstico diário para 2009), entrou hoje, dia de Santa Eufémia, pelas 11;44 horas, a Primavera!

Correspondendo ao Equinócio da Primavera (hoje o dia e noite terão exactamente a mesma duração, continuando depois os dias a aumentar e as noites a diminuir, até ao Solstício de Verão, na noite de S. João, a mais curta do ano...).


A Primavera era saudada, pelos povos da Antiguidade, com uma série de ritos relacionados com a Natureza e a fecundidade. Contudo, não sabemos se algum desses povos tinha por hábito plantar uma árvore nesta altura do ano, coisa pouco provável, pelo menos numa Europa ainda povoada de vastas florestas, até à conquista Romana.

Assim, o Dia da Árvore só viria a ser instituído no séc. XIX, mais precisamente em 1872, nos Estados Unidos da América (estado do Nebraska), e era em Setembro. A "Festa da Árvore", como se designou, depressa se expandiu por vários países do Mundo, tendo-se celebrado em Portugal, pela primeira vez, em 9 de Março de 1913.

Só em 1971, por proposta da Confederação Europeia de Agricultores, a FAO (organismo da ONU para as questões da Alimentação mundial) instituíu o Dia Florestal Mundial, com objectivo de sensibilizar as populações para a importância da floresta e manutenção do ecossistema global. Para o hemisfério Norte, foi estabelecido o dia 21 de Março (inícios da Primavera), sendo esta data celebrada pela primeira vez em 1972 por inúmeros países, entre os quais Portugal. No hemisfério Sul, nomeadamente no Brasil, o Dia Mundial da Árvore e da Floresta coincide com o dia 21 de Setembro.


Antecipando o Dia da Árvore (que será amanhã), hoje, nos jardins do Museu do Ferro & da Região de Moncorvo, foram plantadas, pelas crianças do Agrupamento Vertical de Escolas de Torre de Moncorvo, algumas árvores da região, nomeadamente laranjeiras, amendoeiras, carvalhos e um azevinho. Foi ainda inaugurada uma mostra de trabalhos dos alunos, tendo estes escutado, no auditório do museu, uma palestra sobre a importância da árvore e da floresta, pela professora Marlie Andrês (coordenadora da acção) e Engª. Mariana (engenheira florestal do município de Torre de Moncorvo).


Mais informação sobre este evento em: http://parm-moncorvo.blogspot.com/

Mais se informa que na próxima Segunda-feira, dia 23 de Março, pelas 10;00 horas, também no Auditório do Museu, será realizada uma outra palestra, ilustrada com imagens, sobre as Aves e Árvores da região, pelo Engº. Afonso Calheiros, presidente da direcção do PARM; esta acção é também sobretudo orientada para os alunos das Escolas (igualmente com participação do Agrupamento de Escolas), mas obviamente podem assistir todos os interessados, que poderão apreciar uma exposição de desenhos de alunos do 5º. ano, sobre diversas aves da região.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Jornada de apresentação de “A primeira comunhão”, de Júlia Guarda Ribeiro


Como aqui foi anunciado, decorreu, no passado sábado, dia 14 de Março, a apresentação pública, em Torre de Moncorvo, do livro de Júlia Guarda Ribeiro (cá na terra conhecida por Júlia “Biló”, o outro nome literário com que costuma assinar as obras mais referentes à nossa região), intitulado: “Primeira Comunhão”.
Depois de um excelente almoço-convívio num restaurante cá da vila, entre familiares e amigos/as (incluindo alguns “blogueiros”) a sessão de apresentação decorreu na biblioteca municipal, perante numeroso público.
Estiveram na mesa, além da Autora, o Presidente da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, Engº. Aires Ferreira, a Presidente da Junta de Freguesia de Torre de Moncorvo, Milú Pontes, o Dr. Adélio Amaro (editor), Doutora Graça Abranches (professora universitária e amiga da autora), e Drª. Lucinda Antunes (colega de infância da autora).
O Presidente da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, Engº. Aires Ferreira, gracejando, principiou por referir que estava ali, com o sr. editor, a “servir de jarra”, apenas para cumprir as quotas de presença (masculina, neste caso). Anunciou, de seguida, a reedição dos anteriores livros de Júlia Biló, “Contos ao luar de Agosto” (por já se encontrarem esgotados), e outros passos da política cultural do município para os próximos tempos.
Por sua vez, o editor, Adélio Amaro, replicou que o facto de “servirem de jarra”, significava que estavam rodeados de “lindas flores”, referindo-se às senhoras que estavam na mesa, suscitando a hilaridade e aplauso dos presentes. Fez, de seguida, uma apresentação geral do livro, a qual foi aprofundada por Graça Abranches, contextualizando-o na época em que a “acção” decorre (período do “Estado Novo”, finais dos anos 40), sendo a autora, juntamente com sua mãe, as principais protagonistas, sobrelevando o moralismo eclesial da época, os preconceitos sociais, as mentalidades e o enquadramento político (ditadura). Referiu-se ainda à capacidade “contística” da autora, já patente nos seus livros anteriores, fazendo uma análise intelectual, citando teóricos da literatura (que estudaram a literatura oral e, sobretudo, a arte de “contar” histórias) e da sociedade, mormente no aspecto da estética, como Walter Benjamin.
A Drª. Lucinda Antunes, que foi colega de Júlia Biló, na sua infância e adolescência passada em Torre de Moncorvo, referiu-se a esses tempos de companheirismo, enaltecendo as suas qualidades e recordando algumas peripécias.
Por fim, a autora, agradecendo as palavras dos intervenientes e das pessoas que quiseram estar presentes, explicitou melhor o contexto e a história de vida (pessoal) que foi objecto deste livro, assim como de outros, como os contos recolhidos junto das mulheres da Corredoira, analfabetas, mas carregando toda uma literatura (oral) e histórias de vida fantásticas. Evocou, por exemplo, a história do homem daquele bairro, que gostava de a ouvir ler histórias, e que muito se admirava por aquilo que ela dizia estar contido nos “risquinhos” que eram as linhas e as letras que estavam no livro: “ - A minha alma está de joelhos!”, foi a exclamação do velho homem, que Júlia Biló nunca mais esqueceu. Tendo lido alguns excertos do livro, terminou com uma referência ao nosso blogue e a alguns amigos que através deste espaço conheceu ou reencontrou, como foi o caso de Leonel Brito, Rogério Rodrigues e Daniel de Sousa, moncorvenses que estão longe da sua terra, mas que dela não se esquecem. Do Dr. Daniel de Sousa, médico cirurgião algures na região de Lisboa, leu a bela mensagem que fez questão de enviar e dois poemas, da sua colectânea “Café Il Greco”; de Rogério Rodrigues, jornalista e escritor, leu um poema intitulado “Femina, Femina”, dedicado à Mulher.
Houve, a encerrar, uma concorrida sessão de autógrafos e um Porto de Honra, servido no ambiente aprazível dos jardins da biblioteca, em ambiente de convívio e descontracção até ao fim da tarde.

Sobre a autora e o livro “Primeira Comunhão”, ver:
http://livros.paravenda.net/produtos/932-j%C3%BAlia_guarda_ribeiro_primeira_comunh%C3%A3o.aspx

Texto: N. Campos
Fotografias: Xo_oX

sexta-feira, 13 de março de 2009

Comemoração do Dia Internacional da Mulher, em Torre de Moncorvo

Comemorou-se, no passado Domingo, em Torre de Moncorvo, o Dia Internacional da Mulher, numa iniciativa organizada pela Junta de Freguesia de Torre de Moncorvo. Como forma de assinalar a data, foram oferecidas rosas às moncorvenses e outras visitantes que nesse dia se encontravam de passeio pela nossa vila. Houve ainda uma palestra sobre a condição feminina, na Biblioteca Municipal, pela Drª. Adília Fernandes.

Num folheto dustribuído pela Junta de Freguesia de Torre de Moncorvo, salienta-se que esta data (8 de Março) pretende relembrar às jovens e mulheres de hoje os direitos conquistados ("de estudar, escolher a profissão, ter conta bancária, de viajar, vestir o que lhes apetece, de casar ou coabitar com quem amam (...) de votar"), mas que nem sempre foi assim. E acrescenta-se no mesmo texto: "No início do século XX ainda a maior parte das universidades europeias não permitia o ingresso de mulheres e a luta pelo direito de voto foi uma das mais acesas do séc. XIX, onde mulheres com muita ou pouca cultura e com mais ou menos bens económicos reivindicaram vivamente esse direito (...)".

Aspecto da sessão comemorativa do Dia Internacional da Mulher, na Biblioteca Municipal de Torre de Moncorvo.

sábado, 7 de março de 2009

VI Feira dos Produtos da Terra e Stocks

Foi inaugurada no passado dia 5 de Março, pelas 17;30h, a VI Feira dos Produtos da Terra e dos Stocks, no pavilhão multi-usos da Corredoura, em Torre de Moncorvo (organização da ACIM/Associação de Comerciantes e Industriais de Torre de Moncorvo e Câmara Municipal de Torre de Moncorvo).

Aí poderá encontrar os mais diversos produtos regionais (vinhos, queijos, enchidos, amêndoa coberta, vestuário de todos os tipos, etc) da região e não só. Pode ainda aí almoçar e jantar, e depois dar um pé de dança, no recinto do largo, estando previstos para hoje (dia 7) pelas 22;00 horas os “La Salsa” e para amanhã (dia 8, domingo), pelas 16;00h, o famoso Quim Barreiros.


Secção de vestuário

Secção de enchidos.

Ao fundo: secção de restauração.
Esta feira encerra no dia 8 de Março, pelas 18;00 horas, por isso, aproveite!!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Programa Amendoeiras em Flor 2009

PROGRAMA AMENDOEIRAS EM FLOR 2009 - TORRE DE MONCORVO


AUTOR:- TURISMO MONCORVO


VISITE O CONCELHO DE TORRE DE MONCORVO


Programa Festas Amendoeiras em Flor - 2009 - Torre de Moncorvo

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Exposição de Fotografia


Exposição de Fotografia: Detalhes em Ferro
Fotografias de Aníbal Gonçalves
Abertura da exposição no dia 21 de Fevereiro às 15:30, no Museu do Ferro, em Torre de Moncorvo.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Programa das Amendoeiras em Flor 2009


21 de FEVEREIRO (SÁBADO)
11.00H
........Abertura da XXIII FEIRA DE ARTESANATO com actuação da
........Banda Filarmônica de Carviçais
........Largo da Corredoura
12.00H
........Inauguração da Exposição" Arquitecturas da Paisagem
........Vinhateira" - Museu do Douro
........Patente até 21 de Março - Centro de Memória
15.00H
........Actuação da Banda Filarmônica de Carviçais
........Praça Francisco Meireles
22.00H
........Actuação de Viva Brasil e Márcia Valli
........Largo da Corredoura

22 de FEVEREIRO (DOMINGO)
14.00H
........Actuação de David Caetano
........Largo da Corredoura
16.00H
........Actuação de DJ (Anos 80, Música Brasileira e Música Latina)
........Largo da Corredoura

24 de FEVEREIRO (TERÇA- FEIRA Carnaval)
15.00H
........Actuação de José Alberto e sua Banda
........Largo da Corredoura

28 de FEVEREIRO (SÁBADO)
22.00H
........Actuação de Claudisabel e Eduardo Santana
........Largo da Corredoura

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Moncorvo, Zona Quente em Terra Fria


Devido à actualidade dos temas abordados na reportagem “Moncorvo, Zona Quente em Terra Fria”, de Março de 74, no jornal República (da autoria de Fernando Assis Pacheco e fotos minhas), creio ter interesse publicar, por temas isolados, a reportagem na íntegra. Já saíram, neste blogue, “ O sonho das minas” , "A vila passada a pente fino”, "... e lá se foi o castelo”, “Os vizinhos ajudam os vizinhos a partir a amêndoa no inverno” , ”As contas do guarda-rios”. Hoje é a vez de “Gil Vicente entre os jovens,”com encenação do pai do Tiago Rodrigues...
Nota: O grupo “Alma de Ferro””apanhou-me” por acaso em Moncorvo na noite da estreia. Surpreendeu-me pela qualidade. A recuperação do antigo celeiro é notável. Estamos todos de parabéns.

Leonel Brito

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Pesca Rio Sabor

Concessão de Pesca do Rio Sabor - concelho de Torre de Moncorvo


Despacho n.º 8496/2001 (2.ª série), de 23 de Abril, Alvará n.º 73/2001, de 21 de Julho

Atribuída ao Clube de Caça e Pesca de Torre de Moncorvo, a concessão de pesca no troço do rio Sabor, numa extensão de cerca de 5 Km, limitado, a montante, pelo açude denominado "Calço da Laranjeira", e a jusante, pela ponta sul da "Ilha do Espanhol", concelho de Torre de Moncorvo. A concessão é válida até 21 de Julho de 2011.



Abrir Ficheiro


Fonte:[Ministério da Agricultura]

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Plano do Regadio do Vale da Vilariça concluído ao fim de 40 anos


O Plano de Regadio do Vale da Vilariça beneficia cerca de 800 agricultores transmontanos, abrangendo cerca de 1500 hectares de terras, ao longo dos concelhos de Vila Flor, Alfândega da Fé e Torre de Moncorvo, no distrito de Bragança.
O Primeiro-Ministro, José Sócrates, fez questão de frisar que os transmontanos têm sido “gente com paciência”.
Para o ministro da Agricultura, Jaime Silva, o Vale da Vilariça é um dos bons exemplos de como se podem e devem aproveitar os fundos comunitários disponíveis para o sector. Lembrando que os pequenos agricultores têm ajudas asseguradas, sublinhou que, “em momentos de crise, a agricultura é dos poucos sectores de actividade que pode criar emprego e desenvolvimento no interior do país”, garante.
Tratando-se de um vale com terras bastante férteis, com o seu aproveitamento hidroagrícola será possível aumentar em cerca de 35 por cento o valor das produções, nomeadamente olival e hortofrutícolas.
Com esta última barragem do plano de regadio, orçada em 19 milhões de euros, aumenta em 25 por cento da superfície regada e em 30 por cento a eficiência de rega.
O presidente da Associação de Beneficiários do Regadio da Vilariça considera que “mais importante que os subsídios é a construção deste tipo de infra-estruturas” já que “elas ficam e no futuro as pessoas saberão tirar delas a devida riqueza” refere Fernando Brás.
Este responsável salienta ainda que é preciso aproveitar as estruturas existentes para mudar a agricultura do vale e aumentar o rendimento. “A associação tem ideias que se prendem com a organização da ocupação cultural do vale para dar dimensão às propriedades e tirar daí o máximo rendimento” adianta Fernando Brás.



Fonte: Jornal Terra Quente

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Souto da Velha - Idoso atacado por javali


Um idoso terá sido atacado por um javali, ontem à tarde em Souto da Velha, no concelho de Torre de Moncorvo.

O homem de 77 anos ficou gravemente ferido nos membros inferiores e foi transportado para o Centro de Saúde de Moncorvo pela ambulância com Suporte Básico de Vida, onde recebeu ainda apoio por parte da equipa de Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) de Bragança.

A vítima foi posteriormente transportada para o hospital da capital de distrito, onde foi submetido a uma intervenção cirúrgica e está ainda internado, mas fora de perigo. O alegado ataque de javali é um fenómeno raro, pois estes animais, por norma, só agem com violência sobre humanos quando estão feridos.

Fonte: RBA

sábado, 6 de dezembro de 2008

Vias aproximam distrito

Depois de anos de reivindicações por vias condignas para Trás-os-Montes, ei-las todas de uma assentada. Esta terça-feira foi assinado o contrato para construir o IC5 e o IP2. Dentro de 15 dias é a vez da auto-estrada Vila Real-Bragança.

"Finalmente podemos dizer que vão construir-se", acentuou o primeiro-ministro, José Sócrates, ontem, em Vila Flor. Este concelho foi o palco da assinatura do contrato entre a Estradas de Portugal e o consórcio que vai construir e explorar a "Douro Interior".

É a concessão que engloba o Itinerário Complementar nº 5 (IC5), que vai ligar o IP4, no Alto do Pópulo (Murça) e Miranda do Douro, e o Itinerário Principal nº 2 (IP2), desde Vale Benfeito, Macedo de Cavaleiros (distrito de Bragança), e Celorico da Beira (distrito da Guarda).

Mas Vila Flor também foi o palco das emoções dos autarcas dos concelhos servidos por aquelas duas vias, encarnadas na pessoa do presidente anfitrião, Artur Pimentel.

"Obrigado, senhor primeiro-ministro!", exclamou. E nesta onda de contentamento lembrava que entre os autarcas transmontanos e durienses se passaram "horas e horas de luta e de reuniões". Uns pelo IC5, outros pelo IP2 e outros mesmo pela auto-estrada transmontana. "O que nunca sonhávamos era que viessem todas num bolo único", realçou.

Chegam todas de uma vez "por uma questão de justiça", reiterou José Sócrates, e apesar de "todos os obstáculos e contrariedades, vão andar para a frente". O primeiro-ministro garantiu que "as obras vão começar já em Janeiro" de 2009, devendo estar concluídas em finais de 2011.

José Sócrates aproveitou também para anunciar que no próximo dia 10 de Dezembro estará em Bragança para assistir à assinatura do contrato para a construção da auto-estrada entre Vila Real e Bragança.

"Isto significa fazer uma aposta no desenvolvimento de uma zona do interior que estava a ficar para trás", frisou o chefe de Governo, acrescentando que a região abrangida pelo distrito de Bragança e pelo norte do distrito da Guarda "não teve o investimento que o Estado devia ter feito para garantir infra-estruturas de acessibilidade".

Às razões de "justiça e solidariedade" que justificam o investimento na região, Sócrates acrescentou-lhe a razão "económica". "Porque as novas estradas vão servir e beneficiar a economia regional, mas também a nacional". Mais: "estas estradas vêm trazer melhor qualidade de vida aos cidadãos destas regiões e mais segurança rodoviária".

A concessão do Douro Interior vai beneficiar directamente cerca de 330 mil habitantes dos concelhos de Alijó, Carrazeda de Ansiães, Vila Flor, Alfândega da Fé, Mogadouro, Miranda do Douro, Macedo de Cavaleiros, Torre de Moncorvo, Vila Nova de Foz Côa, Meda, Trancoso e Celorico da Beira, entre outros.

A título de exemplo refira-se que encurta em cerca de uma hora a ligação Murça-Miranda do Douro e em 40 minutos a viagem entre Bragança e a Guarda.

O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, lembrou que quando chegou ao Governo estava apenas executado metade do Plano Rodoviário para esta região.

Fonte: Diário de Trás-os-Montes

Curiosidades:- Será que é desta?

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

GDM está de parabéns!!!

O GDM (Grupo Desportivo de Moncorvo) fez História, ao bater uma equipa da 2ª divisão, ultrapassando assim uma barreira mítica, e obrigando agora um clube da 1ª liga a deslocar-se à nossa gloriosa vila de Torre, para connosco disputar o acesso à Taça!!!
Recorde-se que o GDM está no 3º lugar da 3ª divisão (série B), em igualdade de pontos com o primeiro classificado.
Por mais este feito, parabéns ao clube da nossa terra!
e preparemo-nos todos para ir apoiar o GDM!!
(em princípio o jogo será no dia 27 de Novº., em Torre de Moncorvo).

Antes do jogo Peniche-G.D.Moncorvo, que seria ganho pelos moncorvenses (1-3). Foto cedida pelo Sr. Paulo/Tropicália, a quem agradecemos.


Taça Portugal (3.ª eliminatória): Torre de Moncorvo segue em frente
O Torre de Moncorvo, da III Divisão, garantiu, este domingo, a continuidade na Taça de Portugal, depois de derrotar, em jogo em atraso da terceira eliminatória, o Peniche, por 3-1.
Com este triunfo, o Moncorvo ganhou o direito de defrontar o Vitória de Setúbal, da 1ª Liga, em jogo agendado para 19 de Novembro, que encerra a quarta eliminatória da Taça de Portugal.

in: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=125&id_news=358052

Definição de nova data, segundo notícia do "Record":

JOGO DA TAÇA em Moncorvo no dia 27 - Falta apenas a confirmação federativa

V. Setúbal e Torre de Moncorvo chegaram a um acordo praticamente definitivo sobre a data do jogo da 4.ª eliminatória da Taça de Portugal: 27 de Novembro, quinta-feira, às 19.30. A data, a três dias da disputa da 10.ª jornada da Liga, carece ainda de confirmação por parte da federação.

in: http://www.record.pt/noticia.asp?id=811722&idCanal=23

Do jornal O Setubalense, de 14.11.2008:

(...) Finalmente, na quinta (dia 27) para a Taça de Portugal Millennium, e agora sim data confirmada pela FPF depois das hipóteses avançadas de 19 e 20 (esta última entretanto abandonada porque coincidia com a data de aniversário do Vitória), em Torre de Moncorvo, às 19.30h, a resolução da eliminatória com o vencedor deste desfecho já com adversário à espera, saído do sorteio que hoje mesmo, no auditório da FPF, se realiza.

In: http://www.osetubalense.pt/noticia.asp?idEdicao=251&id=9155&idSeccao=2073&Action=noticia

Para saber mais sobre o GDM, clicar em: http://www.zerozero.pt/equipa.php?id=3611

... E veja a grande reportagem sobre o GDM, no Jornal de Notícias on line, de 18.11.2008: http://jn.sapo.pt/paginainicial/Desporto/interior.aspx?content_id=1045873

Para ver as fotos da mesma edição do J.N., clique neste endereço: http://jn.sapo.pt/multimedia/galeria.aspx?content_id=1046025

S. Martinho de Maçores


Realizou-se neste fim de semana (dias 8 e 9) a tradicional festa de S. Martinho de Maçores. Apesar do dia de preceito ser o 11 de Novembro, os organizadores resolveram antecipá-la por calhar em dia de semana (também aqui a tradição a ceder aos ritmos dos novos tempos…)

Continuou a fazer-se a ancestral “procissão” com o caldeiro cheio de vinho, pelas ruas da aldeia, com acompanhamento do gaiteiro vindo das terras de Miranda, e o magusto colectivo nas Eiras. A animação nocturna ficou a cargo do impagável Quim Barreiros (que já aqui tinha actuado há poucos anos) e de um conjunto da região, isto além do programa religioso.



Mas, aproveitando o tema, será bom recordarmos excertos de um texto do nosso saudoso mestre Padre Joaquim M. Rebelo, incluído nas Actas de um congresso intitulado: “A festa popular em Trás-os-Montes”, realizado em Novembro de 1993 (a publicação é de 1995). Começando pelo princípio, aqui vai:

“Resumo biográfico de S. Martinho

S. Martinho nasceu na Panónia (Áustria, Hungria?), cerca do ano 316, de pais pagãos. Depois de aos 18 anos receber o baptismo, renunciar à carreira militar e ter viajado pelo Oriente, onde se iniciou na vida monástica, fez, por algum tempo, vida de ermitão.

Fundou alguns mosteiros mas o mais famoso foi o de Ligugé (França) onde levou vida monástica sob a direcção de Santo Hilário.

Foi depois ordenado sacerdote e mais tarde eleito bispo de Tours.

Pregou o Evangelho pelos campos da Gália numa linha de extirpar os restos de paganismo, a superstição e a ignorância do povo e foi durante muitos séculos o santo mais popular da Europa Ocidental pela nobreza de carácter, pela sua bondade (a capa de S. Martinho…), humildade, etc..

Morreu no ano de 397.

A sua memória litúrgica é a 11 de Novembro.”


Ou seja, na sua biografia nada o relaciona com o vinho. Aliás, o padroeiro dos vinhedos do Douro, não é S. Martinho, mas sim Santa Marta (que, ao que conste, também não era nenhuma “borrachona”!...).

A associação de S. Martinho ao vinho parece derivar apenas do facto de o ciclo da fermentação e apuramento do mosto, transmutado em Vinho, se consumar por volta da data consagrada ao referido santo (a vida agrícola regulava-se pelo calendário a que o Cristianismo associou os seus santos mártires e festas litúrgicas, normalmente sobrepostas às festas pagãs pré-cristãs).

Assim, quanto ao S. Martinho, foi ainda o Pe. Rebelo quem recolheu os seguintes ditos populares: “Pelo S. Martinho, todo o mosto é bom vinho”; “No dia de S. Martinho (11/11) prova o vinho, mata o porco e põe-te de mal com o vizinho”; “No dia de S. Martinho (11/11), lume, castanhas e vinho”.


Mas, voltando à festa de S. Martinho de Maçores, devolvamos a palavra ao Pe. Rebelo, que a descreveu a partir de uma recolha que fez em 1990:


“(…) A festa mais (típica, semi-pagã) do concelho de Torre de Moncorvo, embora, ultimamente, esteja a ser adulterada com a introdução dos conjuntos musicais, é a do S. Martinho, freguesia de Maçores, que se celebra a 10 e 11 de Novembro (…).

‘É uma festa que nada se assemelha a das outras vizinhas’, diz-me um velhote a viver intensamente a festa.

‘Há três coisas que não faltam na festa – acrescenta o idoso – o vinho na caldeira, as castanhas e o gaiteiro’.

‘É uma festa muito alegre, até se diz que é a festa dos bêbados’.

No dia 10 chega o gaiteiro, ‘cuja chegada é anunciada com o estralejar dos foguetes’.

Depois o gaiteiro é ‘sorteado pelas mordomas para ver quem irá dar o alojamento ao mesmo’.

Logo que chega, o gaiteiro, acompanhado por ‘alguns homens de diversos níveis etários’, dá volta à povoação, não se calando até à hora do jantar (cear).

À noite, há o arraial com um ‘conjunto’ e a arrematação de prendas oferecidas pelas moças.

Dia 11 é o grande dia. Da parte da manhã, o gaiteiro percorre novamente as ruas tocando e os acompanhantes cantando e dançando.

De tarde há a missa e a procissão acompanhada pelo gaiteiro que toca canções religiosas, como o ‘Queremos Deus’, ‘Santos e Arcanjos’…etc.’

A seguir, para estes camponeses chega a parte mais importante da festa – o magusto, ‘porque, segundo o tal velhote, se o S. Martinho fosse vivo, era quem mais cantava e dançava’.



O magusto comunitário iniciou-se por volta das dezasseis horas. Antes, porém, o gaiteiro percorreu, novamente as ruas da aldeia acompanhado de muitos homens e rapazes com uma caldeira enfiada numa vara de cerca de dois metros de comprimento segurada por dois jovens, e na qual foi deitado o vinho oferecido pelos proprietários da terra.

A caldeira, que leva, talvez, mais de 10 litros, está cheia e ‘agora levada pelas ruas por jovens, com o gaiteiro. Toca-se, canta-se e dança-se, dá-se de beber a quem passa.

E todos os estranhos que neste dia aparecem em Maçores são obrigados a beber de bruços na caldeira. Se não beberem mete-se-lhe a cabeça dentro da caldeira.


O cortejo encaminha-se para o lugar das Eiras, onde o magusto se vai realizar.

Durante esta ‘procissão’, que o gaiteiro e o povo fizeram pelas ruas da aldeia, antes de chegarem ao lugar do magusto, cantam quadras como estas:


Ai eu hei-de morrer na adega,

Ai o tonel seja o caixão

Ai o vinho seja a mortalha

Hei-de morrer com o copo na mão.


Minha sogra morreu ontem,

O diabo vá com ela,

Deixou-me as chaves da adega

E o vinho bebeu-o ela (…)


O cortejo chegou finalmente ao largo das Eiras onde se vai fazer o magusto. A palha espalha-se no largo e as castanhas, em grande quantidade, são lançadas nessa palha à qual se ateia fogo. (ver foto acima)

Os foguetes estralejam, as castanhas removidas por homens, com compridas varas, estoiram aqui e ali provocando a hilaridade que contagia velhos e novos.

As pessoas vão aproveitando, não há fronteiras sociais, para comerem as que lhes parecem melhores, deixando as glórias ou piadas (castanhas encruadas) e as queimadas.


(…) Entretanto, os rapazes, e não só, aproveitam o fim do magusto para enfarruscar sobretudo as raparigas, que lhes retribuem na mesma moeda ‘ficando negros como carvoeiros’. Entre uma gargalhada, uma castanha, um gole de vinho e uma enfarruscadela à parceira ou parceiro do lado, acaba o magusto.



Regresso à aldeia. E a festa continua pela noite dentro com o gaiteiro resfolegando e a malta, já meio enrouquecida, cantando”.


Desta feita, em 2008, já no século XXI, a festa perdura e ainda foi mais ou menos assim. Terminando com o Quim a debitar: “e o cavalo do teu pai, e a égua da tua mãe, e o porco do teu irmão, "…etc. para já não falar da sua mais romântica canção (diz ele): "quero cheirar o teu bacalhau, Maria!..."



Para o ano há mais!


Texto: N. Campos e Padre J.M.Rebelo, artigo citado (em itálico).

Fotografias: de autoria de Filipe Camelo, tiradas nos dias 8 e 9 de Novembro de 2008.


Nota1: Entretanto, pode visitar o fórum de Maçores (é preciso registo prévio): http://www.macores.pt.vu/

Nota2: ainda sobre este tema, pode ainda visualizar algumas excelentes fotos da festa de 2006, da autoria do nosso colaborador António Basaloco, em: http://www.antoniobasaloco.org/gentes97.htm

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Barragem das Olgas

A Barragem das Olgas, em Maçores destina-se ao fornecimento de água potável a Torre de Moncorvo, Sequeiros, Açoreira, Maçores, Felgueiras, Urros, Peredo dos Castelhanos, Quinta das Centeeiras. Também se destina a abastecer Ligares pertencente ao concelho de Freixo de Espada à Cinta.
Ao que parece, a barragem de Vale de Ferreiros não tem cumprido tudo o que se esperava dela. A futura barragem funcionará em conjunto com a Barragem do Arroio, por forma a garantirem o abastecimento urbano a 100% (a 5.000 habitantes). Está prevista a ligação entre as duas, de forma que uma possa suprir as necessidades da outra.
A barragem será implantada na ribeira do Arroio, na freguesia de Maçores, afluente do rio Douro, a cerca de 170 metros, a jusante da junção da ribeira do Arroio com um seu afluente, a ribeira das Olgas.

A cerca de 1,8 km, medidos em linha recta, a sul da barragem das Olgas, situa-se a Barragem do Arroio, em exploração desde 1992, a partir da qual são actualmente abastecidas as povoações de Peredo dos Castelhanos, Urros, Quinta das Centeeiras e Ligares.
A vida útil da barragem está prevista em 40 anos, mas vivendo nós em Portugal, sabemos que estará connosco "até que a morte nos separe".
Ao contrário de outras barragens, a área que vai ser utilizada na criação desta, não inclui nenhuma área sensível, nem incluiu o habitat de nenhuma espécie animal ou vegetal de interesse comunitário. Há a preocupação que as terras retiradas sejam utilizadas para a regularização de outros terrenos nas imediações e que os poucos pés de oliveiras que é necessário arrancar, possam ser transplantadas para locais muito próximos. Apesar do pequeno caudal da ribeira, está prevista a manutenção de um caudal ecológico (espero que venha a ser cumprido).
Os habitantes de Maçores já olham para a infraestrutura com vaidade. Espero sinceramente que a mesma venha a traduzir-se na melhoria da qualidade/quantidade de água no abastecimento público neste concelho tão carente deste bem (e o Douro ali tão perto!).

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