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domingo, 20 de julho de 2008

Inventário de Arte Sacra

O PARM, desde o início dos anos 90 do século passado, iniciou um projecto ambicioso e importantíssimo, que consistiu na realização do inventário de Arte Sacra da Igreja Matriz de Moncorvo.

O trabalho, com algumas paragens, foi-se desenvolvendo, nomeadamente com a colaboração dos alunos do Curso CPC - Conservação do Património Cultural (1998-1999), e centrando-se na imagística e ourivesaria. Nesta fase, foi decidido realizar-se uma Exposição de arte sacra "O Tesouro da Igreja", no Verão de 1999, dando a conhecer a muitos Moncorvenses, imagens, livros e alfaias religiosas à muito retiradas do culto, mas com assinalável valor artístico.


Fachada principal da Igreja Matriz, a partir de uma reprodução fotográfica
do final do séc. XIX/inícios séc. XX (Arquivo Particular)



O Interior da Igreja nos meados do séc. XX (reprodução de um postal)

No decorrer deste ano a Direcção do PARM decidiu retomar este projecto, através de, numa primeira fase, digitalizar e informatizar o ficheiro existente em papel e, de seguida, continuar e tentar concluir o inventário nos seguintes quadrantes:

1. Paramentaria, no qual se inclui um espólio riquíssimo de casulas, estolas, dalmáticas, manípulos, capas de asperges ou pluviais, véus de ombros, sobrepelizes. Esta parte do espólio encontra-se disperso por toda a Igreja, havendo verdadeiras maravilhas.



2. Outros panos litúrgicos e decorativos, como frontais de altar, véus de sacrário, palas, véus de cálice, corporais, pendões ou bandeiras, os pálios, umbela, panos de armar, e outros de função mais ou menos conhecida.

























3. Ourivesaria e Prataria (Este foi um campo que já tínhamos alguns registos, mas que foram corrigidos e aumentados). Destacam-se as custódias, mas também cruzes processionais e crucifixos de pousar, cálices, patenas, turíbulos, navetas, resplendores, coroas, varas de funções diversas, adornos e vários objectos ofertados à Paróquia, candelabros, etc.






4. Escultura, Pintura e Imagística - trabalho já largamente desenvolvido, que agora foi completado.


Em suma, este trabalho tem vindo a ser muitíssimo importante pois pretende registar, conservar e divulgar um património riquíssimo, algum conhecido e muito oculto, que tem uma importância vital para a História de Moncorvo e da Igreja Matriz em particular.

A direcção do PARM

Fotos PARM e A. Basaloco

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Portfólio?

Temo fazer de cardeal diabo, mesmo no tempo em que o Papa não é propriamente um santo e é muito dado ao fashion italiano, no vestir e no calçar.
À Descoberta de Moncorvo começa a ter mais paisagens, árvores, arbustos, pássaros e outras circunstâncias do que homens ou histórias de homens. Um centro de memória, como me parece este blogue, na categoria de embrião, deveria recolher experiências e relatos de uma humanidade e mesmo algum surrealismo em que Moncorvo foi sempre fértil.
Há personagens que melhor farão compreender a evolução de Moncorvo e as suas idiossincrasias. A título de exemplo, o Emídio Carteiro já falecido que contava, com colorido, vocabular e gestual, a investida da Legião Portuguesa, comandada pelo dr. Amável, contra o baile dos Bombeiros que estava a arredar clientela ao baile pequeno burguês, hig-life de um jet- subset da sociedade moncorvense. Lembrar, com um grande texto, o papel do eng.Monteiro de Barros de quem tive o privilégio de ser amigo, homem que já lia o Herberto Hélder (ofereceu-me uma primeira edição), enquanto os seus comparsas não passavam do Guerra Junqueiro; que já assinava, desde o primeiro número, o Paris Macth e o Canard Enchainé; o homem que tinha ar condicionado na sua casa, apenas na garrafeira; o homem que deixou uma belíssima mensagem, qual Petrónio, na hora da sua morte, do seu suicídio à patrício romano. A carta existe.
Uma homenagem é precisa ao Arnaldo que, durante décadas, alimentou o humor de uma sociedade fechada como a de Moncorvo. Está hoje praticamente em estado vegetal. Mas as grandes histórias, algumas das quais eu gravei (material que tenho que procurar na desordem dos meus materiais), foram elaboradas como autênticos guiões pelo Arnaldo. Além disso, o Arnaldo foi das personalidades de Moncorvo aquela que mais terá seduzido e mesmo ajudado gerações de jovens da terra.
Sinto-me comovido ao ver fotografias de algumas flores e arbustos da minha infância. A visão leva-me ao universo recuperado de aromas antigos. Suportem pois, este meu papel, esta minha vontade de ver escritas mais histórias, do Rambóia de Açoreira, o imbatível na desgarrada, do Manquinho de Açoreira que, com a sua rabeca, animava bailes de aldeia em aldeia. Acabava sempre bêbedo, mas era enquanto bêbedo que a rabeca melodiava mais sentimento. O Leva-Leva de Vilarinho da Castanheira e a sua resposta sábia ao cónego Almeida. O Horácio Espalha que durante anos e anos foi o reviralhista encartado, "mentor" de algumas gerações que ainda cultivavam a utopia. E mais personagens há que ilustram o universo de Moncorvo, ricas no contraste e na especificidade.
Como acho que os blogues devem ser curtos, redimo-me do pecado inicial e fico-me por aqui. Procurem histórias. Cruzadas uma com as outras, encontra-se uma unidade na diversidade. E compreende-se melhor o Moncorvo de hoje.
Não só a arqueologia das pedras, mas também a dos homens, nos faz compreender melhor o presente.

Igreja - Torre de Moncorvo


Desta vez, visitei a "catedral" com os olhos à sombra dos seus granitos.

domingo, 29 de junho de 2008

Digressões


Aproveitando uma visita à Igreja durante esta semana, lembrei-me de subir aos sinos e tirar umas panorâmicas de Moncorvo, um pouco como fez o saudoso Eng. Monteiro de Barros na década de 50 do século passado. Depois de aqui chegarmos, compreendemos porque nos custa deixar para trás esta terra....




a MÃE Vilariça e a majestosa filha que a espreita...


o velho burgo a braços com a alteração da paisagem!


Este é o caminho para próximas digressões, se conseguir dominar
a vertigem de estar no tecto de Moncorvo!


(Texto e fotos a cor de RL. Fotos a p/b de Eng. Gabriel Monteiro de Barros)

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Torre de Moncorvo


Stop

Torre de Moncorvo - Antiga muralha, com vestígios de uma porta.
"Stop". Quiçá uma metáfora da defesa do património.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

guardiões do temp(l)o

Mesmo que me mostre viril
hei-de ficar bem senil.
Lá se vai a minha vista!

Daqui avisto o Sabor
e mui projectos em redor.
Igreja Matriz de Torre de Moncorvo.

Igreja de Torre de Moncorvo

Para que o tema não arrefeça, fica mais uma fotografia da Igreja de Torre de Moncorvo.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Os berrões

Museu Nacional de Arqueologia - Lisboa
" Exposição - Religiões da Lusitânia"

Já que as alheiras estão por perto, aqui estão alguns berrões (4) referidos nas " Religiões da Lusitânia", por J. Leite de Vasconcelos, encontrados nas Cabanas - Torre de Moncorvo.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Igreja de Torre de Moncorvo

Forografia do interior da Igreja de Torre de Moncorvo.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Ainda sobre a Vila Velha de Santa Cruz da Vilariça




Poema de Henrique de Campos (1990), sobre fotos de Nelson Campos.

Caminho Antigo e Ponte do Sabor

".........................olhando ao longe a estrada

que vinha de Moncorvo, em íngreme calçada,
entestar com a ponte..."

Ilustrando estes versos de Campos Monteiro, aqui fica uma fotografia dos anos 50, onde se vê ainda a casa dos cantoneiros da J.A.E.. (do lado direito) e uma outra, em xisto, que segundo a tradição foi estalagem dos almocreves. Ambas as construções foram demolidas pouco antes da construção do troço do IP-2 entre o Pocinho e esta ponte, no final dos anos 80. A partir da casa dos cantoneiros e subindo a encosta, vê-se ainda o antigo caminho medieval, em uso até aos anos 30 do séc. XX, e a que fizemos menção no "post" anterior.

Fotografia dos anos 50 do séc.XX. Autor Engº Gabriel Monteiro de Barros (Arquivo PARM/MFRM)

Para melhor se compararem as diferenças, aqui fica outra fotografia (2006), antes das obras actuais (ver fotos de Aníbal Gonçalves, no "post" de 14.06.2008):


Ponte do Sabor, vista do mesmo ângulo da anterior. Foto de Rui Leonardo, 2006

Ainda uma vista do mesmo lado, durante uma cheia. Foto de N.Campos, 25.11.2006

O alardo da Vilariça

"... e este foi o mais formoso alardo
que até ali em Portugal fôra visto.
Fernão Lopes - "Chronica de D. João I"

N'essa primaveril manhã de Pentecoste,
d'el-rei D. João Primeiro a fatigada hoste
acampara no plaino à beira do Sabor.
Temendo uma surpresa, el rei mandara pôr
esculcas na colina, olhando ao longe a estrada
que vinha de Moncorvo, em íngreme calçada,
entestar com a ponte. A rude soldadesca,
dos álamos à sombra apetitosa e fresca,
descansava da marcha abrupta da montanha.
............................................................................ (continua)

- Campos Monteiro, Musa irónica, Porto, 1924 (2ª ed.)


Este excerto de um poema do escritor moncorvense Campos Monteiro (ver "posts" anteriores, de autoria de Rogério Rodrigues) baseia-se num episódio relatado pelo cronista Fernão Lopes, que foi o encontro das hostes de D. João, Mestre de Avis, e de D. Nuno Àlvares Pereira, algures nos campos da Vilariça (em Maio de 1386), já depois da batalha de Aljubarrota, a qual se deu, como é sabido, a 14 de Agosto de 1385. Aqui se realizou, no dizer do cronista, "o mais fermoso alardo" que até então se vira em Portugal.

Um "alardo" era um exercício de tropas em parada, de infantaria e de cavalaria, tendo reunido, neste caso (e segundo Fernão Lopes) cerca 4.500 lanças. Deveria ter sido, de facto, um espectáculo formidável, com as cores dos pendões, das aljubas, os loudéis, e o reluzir das armaduras, dos elmos e das pontas das lanças, brilhando ao sol... Como é óbvio este "espectáculo" tinha também o seu quê de propagandístico, procurando afirmar uma nova realeza e uma nova dinastia (a de Avis).


Vista do vale da Vilariça (à direita) a partir do miradouro de S. Gregório. À esquerda, o morro da Vila Velha/Santa Cruz da Vilariça

Não sabemos o exacto local do alardo, mas não seria de admirar que fosse nas imediações de Santa Cruz da Vilariça, que nessa altura já era uma povoação fantasma. Em todo o caso, imaginamos que se deve ter povoado pelo menos por esse dia, tal como os montes em redor, com as gentes de Torre de Mencorvo e de Vila Frol (que tinham tomado o partido do Mestre de Avis), assim como de todas as aldeias cercanas, para assistirem, do alto, a um tão grande e belo (e bélico) acontecimento!... Além disso, nos pontos altos, certamente que se postaram "esculcas" (sentinelas de atalaia), como imaginou Campos Monteiro. Onde a imaginação do escritor falha é no pormenor da ponte, que não é credível que já existisse, pois é do século XVI.

De Torre de Moncorvo à ponte do Sabor vinha ter, de facto, um caminho antigo, seguramente medieval, utilizado até aos princípios do séc. XX (antiga Estrada Real), que atalhava para o rio depois do "Sobreiro da Meia Légua". Aqui havia ainda um atalho, conhecido por Atalho das P..., o que não deixa de ser curioso como tão longe se postavam no seu "ofício" as mulheres mundanas, pois é local muito afastado, quer de Santa Cruz da Vilariça, quer de Torre de Moncorvo. Ou o topónimo/designativo, terá tido outra origem/sentido?

No início dos anos 80 do séc. XX, na parte terminal do caminho, da margem esquerda antes da ponte, havia ainda um troço de calçada, destruído pelo IP-2. O mesmo IP-2 que se prepara agora para desfigurar o lado Poente do cabeço da Vila Velha e sabe-se lá mais o quê... (esperemos que do mal, o menos).

sábado, 14 de junho de 2008

Entre a ponte do Sabor e as ruinas da Vila Velha


O desafio de partir À Descoberta do concelho de Torre de Moncorvo, não tem nada de difícil, só é necessário partir. Desta vez escolhi dois motivos bastante próximos: a Ponte do Sabor e as ruínas da Vila Velha de Santa Cruz.
A tarde não estava muito convidativa. Quem vive ou já viveu em Moncorvo, sabe o que significa fazer calor, nestas paragens! Talvez por isso, o Rio Sabor já era frequentado por um número considerável de pessoas, a pescar, a brincar na água, ou mesmo a apanhar sol, que apesar de encoberto, cada vez que se mostrava, “queimava” a pele.

Parei o carro mesmo junto à ponte do Sabor, na EN325. Esta foi intervencionada recentemente, ao nível dos pilares, do tabuleiro, da pavimentação e dos passadiços marginais, estando agora com um aspecto impecável. A ponte mostrava já o peso da idade, apresentando mesmo algum risco ao trânsito. O seu futuro é incerto. Não “encaixa” no traçado do IP2, e, com a tão badalada Barragem do Sabor, corre o risco de ficar submersa. Na estrada, entre a ponte e a Quinta da Portela está marcada nas rochas, a cal, a cota 139 metros. Terá essa marcação algum significado? A ter, a água chegaria muito perto das casas da Quinta da Portela!

Desci ao rio a jusante da ponte. Um casal de aves de rapina fazia um gracioso bailado e enormes peixes debatiam-se nas águas pouco profundas sobre um banco de areia ali próximo. Penso que a época da desova já passou!
Disparei algumas fotografias em direcção à ponte. A sapata dos pilares foi reforçada e todas a juntas estão tapadas. Os sete arcos de volta redonda são desiguais. Há olhais rectangulares sobre cada um dos fechos dos arcos. Os passeios apoiam-se numa cachorrada, como a que existe em algumas igrejas! As guardas são de ferro, novas. As antigas foram substituídas na última interverção. A ponte foi construída na idade média, mas foi alterada no Séc. XIX. O seu aspecto a montante e a jusante, é bastante semelhante, à excepção dos contrafortes do arco central que apresentam reforços, a montante.

Na erva verde da margem do rio encontrei as primeiras flores de fel-da-terra (Centaurium umbellatum), com o seu rosa característico, que encontraria em quantidade no alto do cabeço.
A subida até às muralhas da antiga vila de Santa Cruz da Vilariça, Vila Velha de Santa Cruz da Vilariça ou Derruida, foi penosa. Caí na asneira de ir de calções. Além dos danos causados nas pernas, cheguei ao fim do passeio com quase meio quilo de sementes espetadas nas sapatilhas e nas meias, de cada pé! Apesar de a pujança de Maio e Abril já ter passado, ainda há muitas plantas em flor e rapidamente me esqueci das dificuldades, para começar a desfrutar do passeio. Encontrei muitas borboletas, abelhas, aranhas e toda a qualidade de bicharada. Também o cuco fazia ouvir o seu canto lá para os lados das Cabanas. O perdigão procurava parceira num monte próximo. À medida que ia subindo, ia-se alargando o horizonte e compreendi porque razão o homem aqui se fixou, desde o Séc. XII.

Não foi a primeira vez que visitei estas ruínas, já aqui tinha estado em 1992. Sempre gostei de passear nestas montanhas! Tinha prazer em fotografar os lírios em flor, que aqui abundam. Curiosamente encontrei frutos com sementes de lírio (Iris germanica), estava convencido que apenas se reproduziam por caules (rizomas)!
As ruínas da vila, que além das designações que já disse contou ainda com a de Vila Rica, Mesquita, Roncal e São Mamede, estão situadas num cabeço com 245 metros de altitude, entre a Ribeira da Vilariça e o Rio Sabor. Estranhamente poderá ter sido esta proximidade a tanta humidade que ditou a sua morte, contrariamente à lenda do ataque de formigas, que já tantas vezes ouvi contar.
No início do séc XIII Vila de Santa Cruz da Vilariça, recebeu, de D. Sancho II, uma carta foral que lhe concedia importantes isenções a regalias fiscais e penais. A mudança da população para Torre de Moncorvo deve ter-se dado no final desse século, sendo possível que os dois povoados tenham coexistido.

A localidade tinha muita importância, era sede de concelho na Idade Média, abrangendo parte dos actuais concelhos de Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães, Vila Flor e Torre de Moncorvo.
Percorri toda a plataforma antes de me dirigir ao ponto mais alto, ao centro. A muralha ainda está bastante preservada, tem vários metros de altura nalguns locais, sendo ainda intransponível. Há pontos em que se distingue mais de uma muralha. A poente são bem visíveis os restos de dois torreões, circulares, que deviam ladear a única entrada. Em vários pontos distinguem-se restos de paredes de casas e de caminhos.

Por fim, dirigi-me ao ponto mais elevado das ruínas. Aqui existem sepulturas escavadas nas rochas, junto do local onde se pensa ter sido a igreja. Ainda se distinguem algumas paredes e encontrei blocos de granito rusticamente aparelhados. Todas as muralhas e paredes interiores são construídas em xisto, por isso chama a atenção a existência de granito neste ponto. Também há argamassa presa a algumas pedras, não sei se se trata de cimento. É um sinal mais do que evidente da existência de uma construção até uma data bem recente. Não me admirava que depois da vila ter sido abandonada, aqui se tenha mantido a igreja, ou uma capela, durante vários séculos.

Já por diversas vezes aqui foram feitas escavações. É uma pena não haver um estudo mais aprofundado deste local. Imaginei-me a participar nas escavações, deve ser muito interessante esse tipo de trabalho. O local está em completo abandono. Cresce mato por todo o lado e, mesmo para aqueles que se interessem em o visitar, não é uma tarefa fácil. Pior do que subir ao local, que pode ser feito por um caminho partindo da Quinta da Portela, é a circulação em volta e no interior das muralhas. Nalguns lugares é mesmo impossível circular.
Do alto do cabeço tem-se uma vista ímpar sobre o vale. Procurei um lanço de muralha mais segura e instalei-me para saborear o final de tarde. Não pude deixar de sorrir com a velocidade com que os veículos circulam ao longo do vale! O som do acelerador a fundo perturba a calma do morro. Que feliz me sinto por poder desfrutar destes momentos de paz!
O sol foi-se encolhendo. A luz subiu pelo Reboredo acima com a mesma calma com que as águas do Sabor se diluíam no Douro, lá ao fundo, na Foz. Os insectos pareciam agitados, tentando aproveitar os últimos raios de sol. Também eu queria aproveitar todos os momentos. Liguei o flash e “persegui-os”, até nos momentos mais íntimos.

Quando só já havia silêncio em redor, desci a encosta, de novo em direcção à Ponte do Sabor.
Não me arrependi das escolhas que fiz para este passeio. Dividi-me entre a ponte e a vila, entre a água e a montanha, entre a história e a suposição, entre a beleza das pequenas formas de vida e a imensidão de um vale que nos surpreende e encanta, sempre que paramos para o olhar.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

o ferro... e a alma


quinta-feira, 15 de maio de 2008

Zoom à Teixeira





Frescos no exterior.
Capela da Nª Sª da Teixeira , Sequeiros
Torre de Moncorvo, Março de 2005.

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