domingo, 21 de fevereiro de 2010
Inauguração da XXIV Feira de Artesanato de Torre de Moncorvo
sábado, 3 de outubro de 2009
IV Mostra de Vinhos, Amêndoa e Stocks
Foi ontem (dia 2 de Outubro) inaugurada a IV mostra de Vinhos, Amêndoa e Stocks de Torre de Moncorvo, a qual ficará patente até final de Domingo no pavilhão Gimnodesportivo do Largo da Corredoura.
Esta feira é organizada pela ACIM (Associação de Comerciantes e Industriais de Moncorvo), em parceria com o município.Fotos: N.Campos
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Às Cobrideiras de Amêndoa de Moncorvo
Um dos ex-libris de Torre de Moncorvo é a famosa "amêndoa coberta", isto a par do trabalho do ferro e, em termos monumentais, da igreja matriz da vila. A confeitaria da "amêndoa coberta" está enraizada nesta terra talvez há mais de 200 anos, com referências documentais desde há cerca de século e meio.
Assim, e ainda em jeito de homenagem à Drª. Júlia de Barros Guarda Ribeiro, para os moncorvenses Júlia Biló, aqui vai mais um poema, este de sua autoria, dedicado às cobrideiras de amêndoa de Torre de Moncorvo:
À COBRIDEIRA DE AMÊNDOA DE MONCORVO
(à memória de minha mãe e de todas as cobrideiras de amêndoa)
Ninguém sabe nem pressente
Que de teus dedos ardidos
Brota o tom luminescente
Do açúcar feito flor
Das doces rosas-amêndoas.
Ninguém sabe nem pressente
Que de tuas mãos fortes e hábeis
Brotam as pétalas-bicos
Brotam as pétalas frágeis
Das doces amêndoas-rosas.
Ninguém sabe nem pressente
Que de teus gestos sofridos
Repetidos, sempre iguais
De incompleto remar
Brotam como espuma do mar
As doces rosas-amêndoas.
Horas sem minutos,
Dias sem nomes,
Anos que teu ventre calcinaram
No teu corpo dolorido.
Do teu salgado suor
Do teu esquecido labor
Nasceram as amêndoas-rosas
As doces rosas-amêndoas
Amêndoas do teu amor.
Júlia de Barros Biló (1954), in: Somos poeira, somos astros, Magno Edições, 2000, págs. 52-53
Parabéns Júlia!...
Permitam-nos os nossos leitores e visitantes que aqui felicitemos a nossa Colaboradora e Amiga, a professora e escritora Drª. Júlia Biló, por ocasião da celebração do seu aniversário (hoje, 17 de Agosto), com um grande abraço dos Amigos Blogueiros, que lhe desejam as maiores felicidades e muitos anos de vida!... Os nossos sinceros Parabéns!
I
As doceiras de Moncorvo
Tinham fama em todo o lado
Nas festas de povo em povo
Moncorvo estava representado
II
Eram as doceiras nas festas
Uma forte tradição
Vendendo amêndoas cobertas
Que se compravam como recordação
III
Onde houvesse romarias
Lá estavam as doceiras
Com as suas doçarias
Para servir as romeiras
IV
Bom era o licor de canela
Bebido pela garrafinha
Acompanhando com ela
Uma súplica docinha
V
Económicos e rebuçados
As amêndoas e o licor
Pelos romeiros eram comprados
Por ser bom o seu sabor
A toalha que cobria a mesa
Branquinha e bem passada
Sujava-se na certeza
Quando a festa estava animada
VII
Também tinham o seu pregão
Que tinha a sua piada
A tia Antónia Biló então
De todas era a mais engraçada
Toda a gente se ria com ela
Como ela também se ria
Vendendo o seu licor de canela
E os bons doces que fazia
IX
Moncorvo tinha doceiras
Alegres e divertidas
Honradas e trabalhadeiras
Que não podem ser esquecidas
X
As doceiras vão acabando
Nas festas não se vêem mais
Mas é bom ir recordando
Coisas que eram boas demais
Autor: J. M. Remondes


