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sexta-feira, 19 de junho de 2009

aromas e espinhos

Opuntia ficus-indica ( Foto: João Costa)

Aproxima-se o tempo dos figos -da- Índia ou figos palmeiros. Estes exemplares, fotografados em Moncorvo, estão na maturação ideal para serem consumidos - nem muito verdes, nem muito maduros. Entretanto deve-se ter muito atenção a um sem número de minúsculos picos/pêlos que se podem cravar na pele. Por isso há que lhes retirar a "casca" com a ajuda de uma faca e de de um garfo. É mais uma lição da natureza a alertar-nos para os contratempos associados ao prazer e outros valores.

3 comentários:

Júlia Ribeiro disse...

Olá, Vasdoal:
Em Moncorvo nunca comi figos palmeiros.Nem na minha meninice. Comi pela 1ª vez no México lombo assado acompanhado de fatias de figos-da-Ìndia. Uma delícia! Como sobremesa, aparecem normalmente cortados a meio e comem-se com colher.
Como se vê, de Moncorvo ao México não é assim tão longe...

Um grande abraço
Júlia

Anónimo disse...

A Drª Júlia tem razão, pois este tipo de cacto é originário do México. Dado o clima mediterrânico da chamada "Terra Quente transmoontana", esta planta dá-se muito bem pela nossa região. E como não é de cá originária, chamaram-lhe as mais diversas coisas: "figos palmeiros" (se bem que nada tenha a ver com palmeiras!!! - só o exotismo o explica); da "Índia", explica-se obviamente porque eram as ìndias ocidentais; mas também "figueira do diabo", levando o mafarrico com as culpas do exotismo da coisa, com os seus picos quase invisíveis (só podia ser um fruto do dito...). Como e quando se introduziu, eis a questão. Talvez via Espanha, já que o México era colónia sua. E deve ter vindo por aí acima, desde a Andaluzia, a partir do séc. XVI. Pode cá ter chegado no séc. XVII, cou XVIII, ou até XIX. Não conheço registo escrito, mas dada a sua vulgarização, é bem provável que tenha sido há muito tempo (mais de 150 anos, talvez).

Unknown disse...

O tempo dos figos, destes e dos outros, está ai a chegar.
É o tempo da vida, afinal.
Um tempo fluindo em ciclos que, quando parecem completar-se, recomeçam sempre com um diâmetro maior e mais abrangente.

E não se esqueçam: [i]uns comem os figos, aos outros rebentam-lhes os beiços"[/i].

A. Manuel

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