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domingo, 2 de novembro de 2008

Cruzeiro no Cabeço da Mua - Felgar

Corria o ano de 1939. Talvez 1940, dizem alguns.

Um grande cruzeiro em granito foi colocado no alto do Cabeço da Mua, freguesia de Felgar.

Quis o destino que no ano seguinte o cruzeiro fosse derrubado pelo “ciclone”


Assim permaneceu até ao dia 12 de Março de 2005, dia em que foi de novo reerguido.

Se circularem na estrada nacional indo de Moncorvo em direcção a Carviçais, depois de passarem pelo Carvalhal olhem para a esquerda, para o alto do Cabeço da Mua.

Se puderem subam! Vale a pena.

Uma nota: ainda há que se lembre desse temporal. Daria um bom tema a explorar. Mas é melhor não perderem tempo.

António Manuel

6 comentários:

N. disse...

Saúdo com satisfação a estreia do Tó Manel aqui no Blog, e logo com um diaporama épico, o da reedificação do cruzeiro do cabeço da Mua. Gostei de ver a evolução de uma obra marcante, execuada por felgarenses num espírito de união (passando por cima de barreiras partidárias, acima de qualquer divergência). Olhando para a complexidade do trabalho, mesmo na era das máquinas, mais nos surpreendemos de como foi possível, nos anos 30-40 executarem o primeiro cruzeiro sem gruas, nem acessos facilitados (e, talvez,com transporte de pedras em carros de bois!). Como diz o António Manuel, é melhor não se perder mais tempo na recolha dessas estórias, pois as pessoas mais antigas vão morrendo, e, com elas, vão-se as memórias. Devolvemos-lhe o repto: porque não enrevistas quem ainda se lembra de como foi edificado o primeiro cuzeiro.
Só um reparo aos actuais construtores: não teria sido mais seguro um elemento de ligação (numa liga metálica não oxidante) entre as pedras do fuste e também a segurarem os braços da cruz? Acho que ficaria mais seguro, pois o cimento pode-se ir degradando e um dia pode haver outro ciclone...

António Manuel disse...

Na verdade as diferentes pedras foram interligadas por espigões de aço que não oxidará dado que os orifícios foram preenchidos com massa adequada.
Numa pedra os espigões cravados. Na outra o orifício de encaixe. Imagina a dificuldade em acertar. Foi um trabalho ao milímetro, sem margem para erros.
O homem da grua era guiado por gestos de um só homem. Não se podia correr o risco de dar ordens divergentes.
Havendo tanta gente envolvida, o silêncio era invulgar. Sentia-se o peso da responsabilidade. O Manuel Salgado orientava. Ninguém dizia mais do que o necessário.
No final descomprimimos de cotovelos assentes em mesa farta.

Cumprimentos, Nelson.

Tó Manel

Xo_oX disse...

Bemvindo António Teixeira.
Bela abertura para começares as tuas participação neste blog. Espero um dia ter tempo para subir ao alto do cabeço, apreciar a paisagem e o cruzeiro.
O vídeo está fantástico...

um abraço

António Cristino disse...

Valentes os Felgarenses que com muito trabalho, dedicação e determinação ergueram de novo o cruzeiro.

N. disse...

Viva, Caro Tó Manel,
Obrigado pelo esclarecimento - é que no diaporama não era perceptível o tal elemento de ligação (os espigões de aço). Se assim foi, então é obra segura! Realmente a competência técnica do Manel Salgado & Cª. não deixaria créditos por mãos alheias. E quanto ao repasto final, não duvido!!!...
Acho que o cruzeiro vale uma visita, pois independentemente do simbolismo religioso a paisagem que daí se divisa é impressionante! É o melhor miradouro para se ver o Sabor subir, quando se alagar o vale de Silhades...
Abraço, N.

bruno moreira disse...

Parabéns pela excelente reportagem!!
Abraço,

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