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quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Bom 2009


Mesmo longe de casa, recorri a um quiosque internet para poder desejar a todos os vistantes do Blogue um EXCELENTE 2009.
Que o ano novo proporcione tudo aquilo que não conseguimos realizar em 2008. Amanhã cá nos encontraremos.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Borges filho de Moncorvo

TRANSMONTANOS DURIENSES - JORGE LUÍS BORGES



Nasceu em Buenos Aires em 24.08.1899. Faleceu em 1406/1986, de cancro hepático, em Genebra.

Deixou uma obra vastíssima e marcante. Chegou já a ser considerado o melhor escritor mundial da sua época. Porque o invocamos aqui? É porque ele era de origem portuguesa e transmontano pelo lado do bisavô. E fazia grande questão disso.

O caderno DNA (1998), dedicou-lhe uma série de páginas, assinadas por Eduardo Pita, Tiago Rodrigues e outros e, precisamente este último, em artigo intitulado do "O Bisavô Português, escreveu no lead: «José Luís Borges sempre se orgulhou das suas raízes portuguesas e interessou se muito pelos antepassados quando visitou o nosso país, em 1921 e em 1984. Sabia se que seu avô, Francisco Borges, saiu um dia de Torre de Moncorvo, com destino ao Rio da Prata. Em Trás-os-Montes, procurámos o rasto do homem que deu ao grande escritor o seu apelido". No corpo do texto reafirma se "Regressa a Portugal em 1984. Declara que essa visita é também uma homenagem ao seu bisavô português, Francisco Borges. Nessa ocasião, afirma saber que Torre de Moncorvo era a terra natal desse antepassado. Em Lisboa, numa visita ao Grémio Literário, encontra se com representantes da autarquia de Moncorvo que o declaram cidadão honório da pequena vila do nordeste transmontano. Borges quis saber coisas sobre essa terra do bisavô Francisco, da qual já ouvira falar, mas nunca chegou a visitá la". Pelo seu interesse transcrevemos todo o texto de Tiago Rodrigues: Rondaria os vinte e dois dias quando visitou Portugal. Em 1921, Jorge Luís Borges findava uma estadia de três anos em Espanha com a família. Conhecera Valle Inclán, lera Unamuno e vertera poetas germânicos para castelhano. É então que chega ao nosso país com o propósito de encontrar esses seus "mayores", a "vaga gente" do seu sangue. Cinquenta anos mais tarde, contará numa entrevista como tentou auscultar o paradeiro da família do seu bisavô português: "Quando consultámos a lista telefónica, havia tantos Borges que era como se não existisse nenhum. Tinha cinco páginas de parentes. O infinito e o zero assemelham se. Não podia telefonar a cinco páginas de pessoas e perguntar: "Digame uma coisa: na sua família houve um capitão chamado Borges, que embarcou para o Brasil em fins do século XVIII ou princípios do XIX?..." No entanto, descobri com tristeza que um inimigo de Camões se chamava Borges e tiveram um duelo». Por essa altura (1984) algumas redacções enviam jornalistas para a vila. É descoberta uma família Borges, ao que parece antiga, numa aldeia do concelho. Felgueiras, terra de famílias judaicas e de apicultores, parecia ser o ponto de partida desse homem que viajou até à América do Sul para oferecer outro sotaque ao seu apelido. Apesar da precaridade das provas, a tal família é apresentada como a raiz portuguesa do grande escritor argentino. Mas essa hipótese, essa pista genealógica, está condenada a cair por terra, uma vez que dos Borges de Felgueiras só há registo a partir do final do século XIX. As origens transmontanas do homem que escreveu "O Aleph" são, obviamente, muito mais remotas. A Biblioteca Municipal de Moncorvo seria local inevitável a ser visitado por Jorge Luís Borges, numa hipotética estadia na terra dos seus antepassados. Quem conseguisse esse roteiro imaginário, acabaria por encontrar António Júlio Andrade, bibliotecário e director do jornal "Terra Quente". Homem que se ocupa dos arquivos, ele tem procurado Francisco Borges em todo o tipo de registos e correspondências. Alguns dos documentos que descobriu são inéditos e permitem uma indicação mais precisa da sua origem. Que pode muito bem estar no Morgadio do Mindel, o mais antigo que há conhecimento na comarca de Moncorvo, pertencente a uma outra família Borges muito anterior à de Felgueiras. Esta família possuía, além de algumas casas na vila (agora já desaparecidas), uma quinta na Vilariça os campos mais férteis do concelho e todo o território da aldeia de Peredo dos Castelhanos.

O argentino D. Luís Guillermo de Torre, parente de Jorge Luís Borges e membro da Comissão Heráldica da Argentina, forneceu dados biográficos fundamentais sobre Francisco Borges. "Terá sido baptizado numa das paróquias de Moncorvo, talvez em 1782. Era filho de Manuel António Cardoso e de Maria Antónia. Ignora se o apelido da mãe, que se supõe ser Borges. Chegou ao Rio da Prata em 1817, na expedição do general Lecor. Casou em Montevideu, em 3 de Fevereiro de 1829, com a argentina Carmen Lafinur". Deste casal nasceu o avô paterno Francisco Borges Lafnur, que se casaria com a inglesa Frances Haslam Arner. Este avô é evocado em 1969, no poema "Alusão à morte do coronel Francisco Borges (1833/74)". Guillermo de Torre também aponta a data de morte. "Morreu em Montevideu em 1837, com 55 anos. Daí a data apontada para o seu nascimento". Estes são dados porventura recolhidos junto da família.

Quanto aos que referem Torre de Moncorvo como sua terra natal, apoiam-se provavelmente em recordações do que Francisco Borges teria eventualmente contado. Talvez seja também esta, de resto, a justificação para o facto de Jorge Luís Borges mencionar Moncorvo, quando nos visitou em 1984. Tudo indica, portanto, que Francisco Borges pertencesse aos tais Borges do Morgadio do Mindel. Família ainda mais portentosa porque dela fazia parte Frei Miguel da Madre de Deus, um homem que chegou a ser arcebispo de Braga. No seu tempo, esteve sempre nas boas graças do Príncipe Regente, hoje, ensombra a sacristia da Igreja matriz de Moncorvo. É por este ilustre antepassado que é possível encontrar uma árvores genealógica dos Borges. Isto porque a Igreja investigava a carga genética dos seus bispos, buscando qualquer rasto de sangue judeu até à sétima geração. Guillermo Torre afirma que o pai de Francisco Borges se chamava Cardoso, um nome judeu. Talvez esse nome como era comum acontecer fosse revertido para um nome mais cristão, como Cruz, apelido bem usual entre os Antónios da família Borges de Moncorvo. A possível alteração dos nomes de origem judaica torna muito difícil descobrir a filiação de Francisco Borges na árvore genealógica de Frei Miguel, mas há vários casais cujos primeiros nomes e datas de nascimento coincidem com os que poderiam ser os dos seus pais. Se procurarmos o próprio Francisco Borges, encontramos três homens, nascidos à volta de 1870, com esse nome. Todos eles irmãos e sobrinhos de Frei Miguel. Um deles até nascido em 1782, data apontada para o nascimento do bisavô português de Jorge Luís Borges. Só que este foi cavaleiro fidalgo e vereador da Câmara de Moncorvo numa data posterior à da partida da armada do general Lecor para o Rio da Prata. As coincidências levam a acreditar que, investigando mais a fundo, encontraríamos Francisco Borges nesta família de Torre de Moncorvo. Entretanto, existe pelo menos uma prova irrefutável de que ele nasceu nesta vila, o registo dos homens que, com a Sétima Companhia de Fuzileiros, embarcaram em 1821 para o Rio da Prata. Este documento, do Arquivo Histórico Militar, revela que dois homens com o nome de Francisco Borges partiram nessa armada do General Lecor. Ambos tinha nascido na comarca de Moncorvo. Um era alferes e outro tenente. Mas nenhum outro dado nos permite apontar se algum deles era o futuro bisavô do homem que escreveu "O Jardim dos Caminhos que se Bifurcam".

Em Torre de Moncorvo, o escritor dá hoje o nome a uma avenida moderna. A Av. Jorge Luís Borges, de bom asfalto, onde fica o terminal das carreiras. Lugar de chegada e partida, lugar onde se cruzam pessoas e mercadorias. Mesmo ao alto da avenida, está uma fonte antiga, que se chama de Santo António, da qual se diz que quem beba aquela água há de casar em Moncorvo. Esquivo também antes da morte, o bisavô Francisco foi casar à Argentina.


FONTE[DOUROPRESS]

Borges é o último gigante literário de que se pode falar

O escritor José Saramago defendeu em 14-12-2008 que Jorge Luís Borges é "o último gigante literário" de que se pode falar, considerando que "há mundos que existem a partir do momento em que ele os criou".
Saramago falava na inauguração do Memorial ao escritor argentino, da autoria de Federico Brook, no jardim do Arco do Cego, a poucos metros da residência do Nobel português e da embaixada argentina.
Por isso, disse, por morar perto "talvez virá" com a sua mulher, Pilar del Río, ao jardim, sentar-se num banco e "para estar ao pé dele".
Saramago salientou que Borges é um "grande escritor e humanista" que "descobriu a literatura virtual".
Um conceito que reconheceu ser-lhe difícil de explicar mas que se aplica à prosa e poesia na medida em "há mundos que existem a partir do momento em que Borges o criou".
Antes, a viúva de Borges, Maria Kodama, que se referiu a Saramago e à sua mulher como «anjos providenciais», recordara que Borges considerava que a palavra «saudade» lhe estava no sangue, apesar de não ter um conhecimento claro da sua família portuguesa que seria originária de Torre de Moncorvo (Trás-os-Montes).
"Pouco se sabe da família Borges" que serão de Trás-os-Montes, concordou Saramago, rematando: "parece que a família existiu para produzir este José Luís Borges e depois não deixou rasto".
Presente na cerimónia, o embaixador argentino, Jorge Faurie, considerou que o memorial "será um marco das relações históricas entre Portugal e a Argentina".
É "um elo palpável entre Portugal e Argentina", acrescentou, recordando que as relações entre os dois povos existem "desde o tempo das descobertas", de que deu como exemplo a exploração portuguesa da região de La Plata.


A magia de uma data (por Dr. Armando Pimentel)

De todas as datas a que maior fascinação exerce sobre o homem, a que mais lhe impressiona os sentidos e cativa a alma é sem dúvida a do Natal.
Vem de longa data o encantamento. Já na velha Roma do paganismo se celebrava o Natale Solis invicti, festa consagrada ao astro rei – à luz que dissipa as trevas. Não tendo o sabor do Natal cristão, de cujo talvez esteja na origem, já traduzia um jubiloso sentimento de fraternidade motivado por uma ideia-força que a todos entusiasmava – o sol que nasce e vem para libertar o homem da prisão da noite. Era como que um “muito obrigado”, ao grande amigo – gritado em coro, de mãos dadas e coração ao alto.
Pode dizer-se que o Natal é festejado em todo o mundo – embora com simbolismo diverso e diferentes exteriorizações de alegria. Crentes e incrédulos são tocados pela magia desta data.
Olhos postos no Céu – vendo o Bambino Sublime – os crentes transportam-se à origem, viajam regressivamente no tempo, e, como se na hora de Belém, festejam o nascimento do “verdadeiro sol” (como lhe chamou s. Cipriano), do “novo sol” (como lhe chamou Santo Ambrósio) – festejam a Luz que chega para iluminar a Noite da História que assombra e onde sossobra a alma das gentes.
Os homens cultos e os ignorantes já conheciam os deuses – os mitológicos deuses que (bem podemos dizer) eram “pau para toda a colher” – mas não conheciam o Deus Verdadeiro, o do Amor, da Bondade, da Fraternidade… aquele que veio ao mundo para dar ao homem a Grande Dimensão que lhe faltava – aquela que de si fez Um Outro Homem.
No tempo – o acontecimento de Belém foi notícia que correu e não pôde ser ignorada… nem pelos que tapavam os ouvidos para não ouvir, nem pelos que fechavam os olhos para não ver. Nascera Um Menino… que era mais do que um menino. Os homens de bom coração e boa fé – os crentes – viram logo que “nele estava a vida e a vida era a luz dos homens”.
Os incrédulos olharam-se – e olhar-se já queria dizer que alguma coisa de estranho lhes acontecia… “a Luz resplandece nas trevas” mas, porque eram de pouca fé, “os homens não compreenderam”.
Os que compreendem e os que não compreendem irmanam-se neste dia e festejam o Natal.

Festeja-se. Em volta de uma mesa a família está reunida - o patriarca preside, perora e dá a bênção. Cantam-se hinos ao Deus Menino junto do Presépio. É o Natal cristão.
Festeja-se. Estoiram as garrafas de champanhe. Dá-se à perna ao ritmo endiabrado do yé-yé. Este é o Natal pagão.
Que magia será a desta data que assim enfurece as almas em volta de dum Presépio ou duma garrafa de champanhe – insuflando-lhes ânsias de um outro ritmo de vida! Que magia será esta que aqui sentimentaliza o homem arrancando-lhe do fundo da sua dor uma lágrima de saudade, na hora da ceia, perante a cadeira vazia de um ante querido que anda por longes terras (mas há-de voltar) ou se perdeu nos mistérios do Além (e a cadeira ficará sempre vazia)! Que magia será esta que ali torna o homem folgazão e festejeiro – um espectáculo gritante de uma vida que transborda!
É a magia do Natal.

A magia – como o mistério – olha-se e respeita-se … para que continue.

… e quando assim não for…
Acreditem que a hora do Apocalipse está próxima.

Dr. Armando Pimentel

Texto da autoria do Dr. Armando Pimentel, no Jornal "A Torre", publicado em 30 de Dezembro de 1965.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Dr. Armando Pimentel

Voz amiga comunicou-me o falecimento do dr. Armando Pimentel, figura de referência do último meio século do Nordeste Transmontano. Muito se pensou em fazer-lhe uma entrevista de vida. Chegámos tarde, tanto eu como o Nélson. Durante anos colaborou no Torre de Moncorvo, infelizmente extinto e no Primeiro de Janeiro com destino quase semelhante. Tinha uma biblioteca invulgar e podendo ter sido tudo, antes e depois do 25 de Abril, o que diz da sua independência, não quis nada. Solteiro, refugiou-se no seu ermitério dos Estevais ( Mogadouro). Lembro-me dele quase diariamente em Moncorvo a visitar os amigos. Mas os amigos foram morrendo. Com a sua morte fecha-se um ciclo de vida de Moncorvo. Não é este o tempo nem a oportunidade para reflectirmos sobre o ciclo que agora finda. É tempo sim de penarmos um pouco por não termos sabido aproveitar, em tempo próprio, a memória e a cultura do dr. Armando Pimentel. E de nos inclinarmos, com pesar, perante alguém que passou para o desconhecido.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Ainda sobre a terra dos nevoeiros…


Como se tem registado fotograficamente aqui no blog, há vários dias que o nevoeiro não nos deixa a vila, funcionando como uma tampa de arca frigorífica a conservar a geada, congelando-nos os ossos e os pavimentos, e, com estes deslizantes, aqueles fracturados, o que já aconteceu em várias quedas de que temos notícia (assim também se explica o topónimo da velha rua do Quebra-costas).

Todavia há que lembrar que sempre esta terra foi atreita a este fenómeno meteorológico. Senão vejamos o que nos diz o Abade de Miragaia, continuador da obra de Pinho Leal, o Portugal Antigo e Moderno (vol. V, 1875), no artigo sobre "Moncorvo":

“Em Dezembro de 1843 e Janeiro de 1844, estiveram os povos d’estes sítios 20 dias sem ver o sol, por causa de um densíssimo nevoeiro. Estava tudo coberto de neve, e o frio chegou a 3 graus abaixo de gelo (sic – seria de zero) – Chegou a gelar o leite!
Principiou o nevoeiro a 13 de Dezembro e durou até ao 1º de Janeiro, sobrevindo n’este dia uma chuva branda que o dissipou. A neve causou grandes prejuízos, destruindo com o seu peso, muitas árvores, principalmente oliveiras.
Esta calamidade abrangeu todo o espaço que vai desde os Estevais de Mogadouro até Macedo de Cavaleiros, chegando, em Trás-os-Montes, muito abaixo de Mirandela; e na Beira Alta até à vila da Meda”.


É verdade que os reinos mágicos (como o que evocou o nosso amigo Vasdoal – vd post anterior), são envoltos em brumas… e que estas sempre nos sugerem a esperança da chegada de um qualquer D. Sebastião que nos tire da eterna crise, também é certo. Para além disso, Londres, a capital do nevoeiro, não deixa de ter, por isso, uma certa mística (aliás, em inglês, névoa, diz-se: “mist” – talvez daí a “mística”, apesar de a londrina ser mais para o “fog”). Mas, em todo o caso, temos de convir que os nossos avoengos medievais que deixaram a vila de Santa Cruz da Vilariça “por razão de o dito sítio ser doentio” (assim o diz um documento do séc. XV), acabaram por não encontrar uma alternativa muito melhor…

Foto e txt. (excepto citação): N.

Moncorvo - a Avalon

Um semi-frio de Natal


Só o cume do Roboredo teve direito ao sol.

Negrilho branco

Roupa velha












Assim se amansam as azedas.




Este é o meu embrulho para os colaboradores e visitantes do blogue.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Desertificação

Distrito de Bragança está a "desaparecer"




FONTE:[RBA]

No distrito de Bragança nascem cada vez menos pessoas e morrem cada vez mais. É apenas uma das conclusões que traçam um quadro negro para o Nordeste Transmontano que podem ser lidas no Anuário Estatístico Regional do Instituto Nacional de Estatística, relativo a 2007. Analisando os concelhos do distrito brigantino é fácil constatar que os vários indicadores da população estão abaixo da média nacional.
O dado mais preocupante é quando observamos a taxa de natalidade e a taxa de mortalidade. Em Portugal, o valor médio está fixado em 9.7 nascimentos por cada mil habitantes, no distrito, todos os doze concelhos apresentam valores bem abaixo. Bragança, a capital de distrito, com 7.6 por mil, é compreensivelmente o concelho onde nasceram mais crianças, seguida de perto por Freixo de Espada à Cinta e Carrazeda de Ansiães com 7.4 e 7.2, respectivamente.
Torre de Moncorvo é o concelho onde nasceram menos crianças no ano de 2007, um valor de 4.3 nascimentos por cada mil habitantes. Mas se o número de nascimentos já é preocupante, o que dizer da taxa de mortalidade? Todos os concelhos de Bragança estão acima da taxa nacional de 9.8 mortes por mil habitantes. Vimioso, Freixo de Espada à Cinta e Carrazeda de Ansiães no ano passado tinham 19 mortes por igual número de habitantes. O que pode indicar um elevado envelhecimento da população nestas vilas. No tópico da Densidade Populacional, o valor é de 115 habitantes por quilómetro quadrado. No distrito, Mirandela é o concelho com o valor mais elevado, com 39 habitantes por quilometro quadrado. No extremo oposto está Vimioso, com apenas dez pessoas a viverem por cada quilómetro quadrado. Há, portanto, poucas pessoas no espaço geográfico do distrito de Bragança. Face a todos estes indicadores, não é portanto de estranhar que o crescimento da população no nordeste transmontano seja negativo. Se a nível nacional, o valor centra-se no 0.17 por cento, em todos os concelhos transmontanos esse valor é negativo. É fácil concluir que em Trás-os-Montes morrem cada vez mais pessoas e nascem cada vez menos.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Dias de Nevoeiro em Torre de Moncorvo

É este o cenário com que deparamos em dias de Outono em Torre de Moncorvo.
Parece que o mar vai engolir esta vila do Nordeste Transmontano.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Acontecimento do ano - Votação

Bom, depois de ouvidas todas as tendências, chegou o momento de se proceder à votação do "Acontecimento do ano", em Torre de Moncorvo, em 2008. Os candidatos indicados foram todos aceites, à excepção de Torre de Moncorvo, porque esse incluiria todos os restantes e a votação deixaria de ter razão de ser. Não há nenhum Óscar, simplesmente mais uma oportunidade de reflectir um pouco no ano que agora termina.
Os candidatos são:

  • Desempenho do GD de Torre de Moncorvo na Taça de Portugal
  • Surgimento do Blog "À Descoberta de Torre de Moncorvo"
  • Criação do grupo de teatro Alma de Ferro
  • Início da barragem do Baixo Sabor
  • Trabalho desenvolvido pelo Museu do Ferro
  • Entrega de casas novas no Bairro Social
  • Criação do Centro de Memória de Torre de Moncorvo
  • Nomeação dos Myula na categoria de melhor música
Possivelmente poderia haver muitos outros acontecimentos, mas ninguém os indicou.
A votação pode ser feita na margem direita do blog. Só é possível votar uma vez, embora se possa escolher entre 1 a 3 candidatos. No dia 30 termina a votação. Divirtam-se.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Acontecimento do ano

Num comentário foi lançada a ideia de se fazer a "eleição" do Acontecimento do Ano de 2008, em Torre de Moncorvo (concelho). Porque não fazê-lo? Assim, talvez tenhamos oportunidade de passar em revista alguns dos momentos mais marcantes da vida do concelho, durante o ano de 2008. Para já, é necessário começar a indicar os acontecimentos dignos de realce (de acordo com o entendimento de cada um).
Se se conseguir uma lista de acontecimentos interessantes podemos talvez proceder a uma votação.
A indicação de candidatos a "Acontecimento do Ano" pode ser feita nos comentários, ou na janelinha que existe na margem direita do blog, no topo.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

“Street Marketing Douro” anima 19 concelhos

Uma comitiva de 21 automóveis está a percorrer a Região Demarcada do Douro, numa acção de sensibilização e promoção do potencial da sua actividade turística organizada pela comissão instaladora da Turismo do Douro.


A iniciativa “Street Marketing do Douro” culminará com a realização do “I Concerto Ano Douro”, no Teatro Ribeiro Conceição, em Lamego, no próximo dia 27 de Dezembro. Os automóveis que participam nesta acção inovadora animam os 19 concelhos que constituem a mais antiga região demarcada do mundo, numa viagem que pretende provocar um impacto positivo junto da população local e incrementar o seu sentimento de pertença em relação a este território.

Na sede dos concelhos, os veículos concentram-se em frente às câmaras municipais. A Turismo do Douro, com futura sede em Vila Real, compreende o território abrangido pelos municípios de Alijó, Armamar, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Lamego, Mesão Frio, Moimenta da Beira, Murça, Penedono, Peso da Régua, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, S. João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço, Tarouca, Torre de Moncorvo, Vila Real e Vila Nova de Foz Côa.

A nova estrutura terá por missão promover a oferta turística no mercado interno e colaborar na definição da promoção da região no mercado externo, identificando e dinamizando os produtos turísticos regionais





Fonte:[Notícias de Vila Real]

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Ainda Alma de Ferro

Mal eu sabia que um post meu de satisfação e conforto por ter visto nascer um grupo de teatro na minha terra, Torre de Moncorvo, iria dar tanta polémica, alguma profunda, outra oportuna e ainda outra, porventura, leviana. Não levei nada a mal as críticas que foram feitas, sobretudo por Elizabet Almeida que não tenho o prazer de conhecer e que, julgo eu, ela não tem a pouca sorte de me conhecer. A sua utilização da metáfora tem imanente um conceito de classe de que eu não comungo. E digo porquê: dizer que dou uma no cravo e outra na ferradura é como se eu fora ferrador, o que é um ofício digno, diga-se, e que não me ofenderia, se o tivesse. Por outro lado, o Alma de Ferro não é uma besta que se ferre. Quando digo que fiquei muito sensibilizado é porque me recordo de que quando fui professor em Moncorvo pus em cena com os meus alunos finalistas, o Auto da Barca do Inferno de Gil Vicente. Era uma forma de estudarmos Gil Vicente eu e os meus alunos. O talento, a encenação e tudo o mais ficava a milhas do que eu vi no teatro de Alma de Ferro. Foi uma actuação muito pior e eu um muito mau encenador em relação às encenações que vi na noite do Celeiro. E senti-me vingado da minha ignorância. De qualquer modo quero dizer que o cine-teatro esteve cheio e a bilheteira ajudou à viagem dos finalistas que foram visitar o República e assistir ao primeiro espectáculo da Comuna (com João Perry, Jorge Silva Melo, João Mota), a Ceia, ainda numa sala improvisada, junto à cervejaria Portugália, na Almirante Reis ( Lisboa). O facto de falar nas adaptações que falei, foi mera sugestão. Eu estou sempre disposto a aprender, raramente a ensinar. Porque eu tenho um lema na vida: não é sábio o que já sabe muito, mas o que continua a aprender. Gostaria imenso que em volta deste teatro (e eu imagino bem as dificuldades que terão, pelo emprego, pela profissão, pelo tempo de trabalho) se criassem profundas solidariedades que nunca, mas nunca, significam a unicidades ou acriticismos. E por aqui me fico, saudando, mais uma vez, o teatro Alma de Ferro.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Pesca Rio Sabor

Concessão de Pesca do Rio Sabor - concelho de Torre de Moncorvo


Despacho n.º 8496/2001 (2.ª série), de 23 de Abril, Alvará n.º 73/2001, de 21 de Julho

Atribuída ao Clube de Caça e Pesca de Torre de Moncorvo, a concessão de pesca no troço do rio Sabor, numa extensão de cerca de 5 Km, limitado, a montante, pelo açude denominado "Calço da Laranjeira", e a jusante, pela ponta sul da "Ilha do Espanhol", concelho de Torre de Moncorvo. A concessão é válida até 21 de Julho de 2011.



Abrir Ficheiro


Fonte:[Ministério da Agricultura]

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Época Natalícia - 2008

Vem aí mais um Natal!
É este o cenário que encontramos nas ruas de Torre de Moncorvo em Época Natalícia.
Quem passe pela praça, depara com este espectáculo de luzes, a que já estamos habituados todos os anos. É uma época linda, em que este tipo de iluminação enche de extrema beleza as ruas da vila.







BOM NATAL!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Plano do Regadio do Vale da Vilariça concluído ao fim de 40 anos


O Plano de Regadio do Vale da Vilariça beneficia cerca de 800 agricultores transmontanos, abrangendo cerca de 1500 hectares de terras, ao longo dos concelhos de Vila Flor, Alfândega da Fé e Torre de Moncorvo, no distrito de Bragança.
O Primeiro-Ministro, José Sócrates, fez questão de frisar que os transmontanos têm sido “gente com paciência”.
Para o ministro da Agricultura, Jaime Silva, o Vale da Vilariça é um dos bons exemplos de como se podem e devem aproveitar os fundos comunitários disponíveis para o sector. Lembrando que os pequenos agricultores têm ajudas asseguradas, sublinhou que, “em momentos de crise, a agricultura é dos poucos sectores de actividade que pode criar emprego e desenvolvimento no interior do país”, garante.
Tratando-se de um vale com terras bastante férteis, com o seu aproveitamento hidroagrícola será possível aumentar em cerca de 35 por cento o valor das produções, nomeadamente olival e hortofrutícolas.
Com esta última barragem do plano de regadio, orçada em 19 milhões de euros, aumenta em 25 por cento da superfície regada e em 30 por cento a eficiência de rega.
O presidente da Associação de Beneficiários do Regadio da Vilariça considera que “mais importante que os subsídios é a construção deste tipo de infra-estruturas” já que “elas ficam e no futuro as pessoas saberão tirar delas a devida riqueza” refere Fernando Brás.
Este responsável salienta ainda que é preciso aproveitar as estruturas existentes para mudar a agricultura do vale e aumentar o rendimento. “A associação tem ideias que se prendem com a organização da ocupação cultural do vale para dar dimensão às propriedades e tirar daí o máximo rendimento” adianta Fernando Brás.



Fonte: Jornal Terra Quente

Teatro - Alma de Ferro


Assisti à primeira sessão do teatro "Alma de Ferro" de Moncorvo no Celeiro e fiquei surpreendido. É minha convicção que Moncorvo sempre gostou de teatro e que a sátira social é o que melhor se adapta à terra, pois não nos podemos esquecer que a gente de Moncorvo sempre teve um sentido crítico em relação aos vários poderes, reais ou virtuais. A primeira peça, o Jasmim, mais intimista, tinha, no meu ver, uma carga de despedida e de libertação por pecados ou opacidades anteriores. Pareceu-me como uma espécie de justificação, ponderada, como uma encenação em que mais do que a Luz eram as sombras que prevaleciam num gesto espontâneo de libertação. Vieram a seguir dois entremezes em que a disponibilidade dos actores fez esquecer alguma leviandade do texto. E, sem querer, descobri um diamante em bruto, pela voz, pela expressão, pelo movimento, uma jovem que me disseram ser de Felgueiras. Mas, na minha perspectiva, é esta a via a seguir.
Por outro lado - e não quero com este texto diminuir o que foi feito, pelo contrário, sou um defensor do que foi feito - penso existir falta de tarimba e de algum trabalho colectivo. É minha convicção de que um texto de alguém deve ser trabalhado por todo o grupo, com as correcções necessárias, interpretando as características de cada um. Ainda que o texto possa ser assinado por uma pessoa, ele deve ter uma contribuição colectiva, após várias leituras em que cada um pode dar as suas sugestões (sejam elas aceites ou não).
Defendo também a adaptação de alguns textos, sejam eles clássicos ou não, transportados para a realidade de Moncorvo. Estou a pensar no "Avarento" de Molière e mesmo numa adaptação dos Ares da Minha Serra, sobretudo na novela em que um um homem aceita ser condenado só para defender a honra de uma rapariga por quem estava apaixonado. O texto do Campos Monteiro dá azo a uma leitura em que os códigos de honra são valorizados. E depois há outras personagens típicas de Moncorvo. Uma adaptação aos dias de hoje daria uma bela peça, com drama e com crítica social, além do pícaro. O mesmo diria sobre o conto A Rebofa, não fora ele criar uma relação, ainda que forçada, com a construção da barragem do Sabor. Mas é uma história de amor e ódio que merecia ser teatralizada. E penso não ser difícil.
Creio, sinceramente, que o grupo de teatro tem pernas para andar. Precisa de muito debate e não ser muito voluntarioso. Sei, pelo que me foi dito e observado, que o tempo de cada um é escasso e reconheço que pouco mais se pode pedir. Quanto a mim, na medida da minha disponibilidade e escassas competências, estou disponível para o que o grupo de teatro precisar.
Penso também que poderiam conseguir uma ou duas pessoas mais velhas que colaborassem com o grupo, enquanto actores, pois haverá algumas peças que possam exigir, para lá da sempre possível maquilhagem, alguém com voz e corpo e imagem mais velhos.
Já vai longo o blogue, mas não queria terminar sem registar a encenação (sobretudo no monólogo) cujos escassos meios foram, e bem, substituídos pela criatividade.
Em suma, eu penso que o caminho do Alma de Ferro passa por peças que, simultaneamente, sejam capaz de expressar emoções e provocar o riso, entre o drama e a crítica, pensando no público alvo e nas características do quotidiano de Moncorvo. Por agora é tudo. Agradeço-lhes e louvo o esforço.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Souto da Velha - Idoso atacado por javali


Um idoso terá sido atacado por um javali, ontem à tarde em Souto da Velha, no concelho de Torre de Moncorvo.

O homem de 77 anos ficou gravemente ferido nos membros inferiores e foi transportado para o Centro de Saúde de Moncorvo pela ambulância com Suporte Básico de Vida, onde recebeu ainda apoio por parte da equipa de Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) de Bragança.

A vítima foi posteriormente transportada para o hospital da capital de distrito, onde foi submetido a uma intervenção cirúrgica e está ainda internado, mas fora de perigo. O alegado ataque de javali é um fenómeno raro, pois estes animais, por norma, só agem com violência sobre humanos quando estão feridos.

Fonte: RBA

domingo, 7 de dezembro de 2008

Zona Quente em Terra Fria

Mais uma reportagem do Assis Pacheco, a última sobre Moncorvo (a ordem é arbitrária, embora neste caso, foi a pensar no Nelson e no seu ferro).

1ª O sonho das minas..., sempre as minas no imaginário dos moncorvenses . O Museu do Ferro nasceu para não esquecermos o passado e inventarmos um futuro sem esse sonho que bloqueou a vila durante gerações. O futuro estava nas minas! E não havia outra saída. Assim se pensava. Grande erro, que tão caro nos saiu. Afinal, havia outras alternativas. O concelho desenvolveu-se noutras direcções e hoje, quando regressamos, sentimo-nos em casa, na nossa casa restaurada, melhorada e conservando o seu carácter.
A rua do Quebra-Costas já não está vazia, com as casas abandonadas às criadas. Está lá a Biblioteca, moderna, funcional e aberta a TODOS. Não é preciso ir à boleia ao Sabor para tomar banho. Vamos a pé ao Marmeleiro, onde a câmara construiu as piscinas. Já não trazemos pastéis de Bragança, Vila-Real ou Porto para os que tinham ficado. Compramos os económicos, as empadas, as amêndoas cobertas, os bolos-reis, as alheiras, o presunto, o salpicão, o vinho...para degustarmos e oferecermos e dizermos com orgulho: Come, é bom, é da minha terra.

2.ª A vila a pente fino. E se hoje se juntassem outros quatro moncorvenses com um jornalista e voltassem a passar a vila a pente fino? Sem anonimato, não ao M1,2,3,4, mas com os nomes próprios. O Assis Pacheco, quando esteve em Moncorvo, descobriu um jornalista disfarçado de professor, de nome Rogério Rodrigues.
Do trabalho que fiz com o Assis, sobraram umas 50 fotos que ilustram essa época e, voltar a percorrer esses caminhos para novas imagens, é para mim uma obsessão. Rogério, vamos a isso? Porque sei que também é a tua vontade.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Vias aproximam distrito

Depois de anos de reivindicações por vias condignas para Trás-os-Montes, ei-las todas de uma assentada. Esta terça-feira foi assinado o contrato para construir o IC5 e o IP2. Dentro de 15 dias é a vez da auto-estrada Vila Real-Bragança.

"Finalmente podemos dizer que vão construir-se", acentuou o primeiro-ministro, José Sócrates, ontem, em Vila Flor. Este concelho foi o palco da assinatura do contrato entre a Estradas de Portugal e o consórcio que vai construir e explorar a "Douro Interior".

É a concessão que engloba o Itinerário Complementar nº 5 (IC5), que vai ligar o IP4, no Alto do Pópulo (Murça) e Miranda do Douro, e o Itinerário Principal nº 2 (IP2), desde Vale Benfeito, Macedo de Cavaleiros (distrito de Bragança), e Celorico da Beira (distrito da Guarda).

Mas Vila Flor também foi o palco das emoções dos autarcas dos concelhos servidos por aquelas duas vias, encarnadas na pessoa do presidente anfitrião, Artur Pimentel.

"Obrigado, senhor primeiro-ministro!", exclamou. E nesta onda de contentamento lembrava que entre os autarcas transmontanos e durienses se passaram "horas e horas de luta e de reuniões". Uns pelo IC5, outros pelo IP2 e outros mesmo pela auto-estrada transmontana. "O que nunca sonhávamos era que viessem todas num bolo único", realçou.

Chegam todas de uma vez "por uma questão de justiça", reiterou José Sócrates, e apesar de "todos os obstáculos e contrariedades, vão andar para a frente". O primeiro-ministro garantiu que "as obras vão começar já em Janeiro" de 2009, devendo estar concluídas em finais de 2011.

José Sócrates aproveitou também para anunciar que no próximo dia 10 de Dezembro estará em Bragança para assistir à assinatura do contrato para a construção da auto-estrada entre Vila Real e Bragança.

"Isto significa fazer uma aposta no desenvolvimento de uma zona do interior que estava a ficar para trás", frisou o chefe de Governo, acrescentando que a região abrangida pelo distrito de Bragança e pelo norte do distrito da Guarda "não teve o investimento que o Estado devia ter feito para garantir infra-estruturas de acessibilidade".

Às razões de "justiça e solidariedade" que justificam o investimento na região, Sócrates acrescentou-lhe a razão "económica". "Porque as novas estradas vão servir e beneficiar a economia regional, mas também a nacional". Mais: "estas estradas vêm trazer melhor qualidade de vida aos cidadãos destas regiões e mais segurança rodoviária".

A concessão do Douro Interior vai beneficiar directamente cerca de 330 mil habitantes dos concelhos de Alijó, Carrazeda de Ansiães, Vila Flor, Alfândega da Fé, Mogadouro, Miranda do Douro, Macedo de Cavaleiros, Torre de Moncorvo, Vila Nova de Foz Côa, Meda, Trancoso e Celorico da Beira, entre outros.

A título de exemplo refira-se que encurta em cerca de uma hora a ligação Murça-Miranda do Douro e em 40 minutos a viagem entre Bragança e a Guarda.

O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, lembrou que quando chegou ao Governo estava apenas executado metade do Plano Rodoviário para esta região.

Fonte: Diário de Trás-os-Montes

Curiosidades:- Será que é desta?

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Una copa de oporto



O Assis faleceu a 30 de Novembro de 1995 e o poema do Rogério lembrou-me que tinha nos meus papeis este belo poema, em castelhano, que lhe foi dedicado.

Leonel Brito

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Brasão, em Carviçais


Brasão, numa casa em Carviçais.

domingo, 30 de novembro de 2008

Cartão de Boas Festas

Como sou alérgico a cartões, não quero deixar, contudo, de dar as Boas-Festas a todos os autores do blogue e aos seus frequentadores, assíduos ou circunstanciais que sejam, pelo que resolvi enviar estes toscos versos antes que o Natal chegue e nos consumamos em lugares comuns. Espero que não levem a mal.

Quando o Natal chegar...

Quando o Natal chegar
liberta o pirilampo e liberta a Luz
arruma a ternura e arruma a casa.
E areja o sótão da tua infância.
Quando o Natal chegar
dá música aos surdos
e palavra aos mudos
afaga laranjas nas mãos frias
e figos secos ao luar
e amêndoas de Agosto a quem chegar
e limões, e ácidos limões, em teu lugar.


Quando o Natal chegar
à beira do rio olha a outra margem
cheia de sombras, pedras e perdas
e abre os braços, colunas e pontes
e começa a tocar a alma qual piano
na translúcida mágoa de nada tocar.


Quando o Natal chegar
Jesus já passou sem passar
na barca do tempo, entre margens
sem rio, mas à beira de naufragar.
Quando o Natal chegar
não leves granadas para casa
nem bombas para qualquer lugar.
Caça pombas ao anoitecer, morcegos
da tristeza, olhares cegos, vazios e frios.


Quando o Natal chegar
olha os filhos como se só então nascessem
e os dias fossem cristais
partindo grãos de romã,
tão sensíveis ao ouvido
mas sem pena nem sentido.


Quando o Natal chegar
adormece à beira dos violinos
com a loucura dos deuses
e a tristeza de Mozart.
Que os deuses devem estar loucos
porque a lareira está-se a apagar.


Quando o Natal chegar
cuida das prendas e ofertas
aos que nunca mais vão chegar.
Entre pedras e perdas
guarda o amor de guardar
que a face da mãe ondeia
e o pai adormece a lacrimejar.

Quando o Natal chegar
a nordeste de tudo, mais vale
encher o saco de Nada
e percorrer a noite, até ao abrigo
dos campos da quimera calcinada.
Com o saco cheio de Nada
visita a Índia e o Afeganistão.
Toca às portas da Palestina
e canta dor às portas da prisão.


Quando o Natal chegar
enche o saco de Nada.
Pode ser que por tanto Nada
algo te queiram dar:
um filho, um sorriso, talvez luar.


Quando o Natal chegar
talvez amor e amar.
Dádiva por dádiva,
aceita, é de aceitar.


Rogério Rodrigues

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Caça à Raposa II


Dado o interesse que tem suscitado o "quem é quem" da caçada à raposa (post anterior), para melhor identificação aqui fica a mesma fotografia, mas com uma numeração sobre cada caçador, para que os nossos visitantes possam dizer quem são, individualmente.
Basta clicar sobre a foto para aumentar e ver melhor os números; na opção "Comentários" podem dizer-nos quem lhes parece que sejam.
Como é evidente este é um "jogo" sobretudo para os mais velhos, ou para os descendentes dos representados na foto. Agradecemos desde já a vossa participação, devendo evitar, contudo, eventuais alcunhas que não sejam do agrado dos próprios ou seus familiares.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Caça à raposa

Ao ver o anúncio da batida ao javali, lembrei-me que no álbum de família havia umas fotos de caçadas. E esta pareceu-me a mais indicada para reforçar a tradição cinegética de Moncorvo. Muitos reconhecerão os intervenientes desta caçada à raposa no Reboredo, nos anos 60. Eu lembro-me de alguns nomes e muitas alcunhas, mas não as menciono, embora pense que hoje fazem parte do património cultural da vila. A Universidade de Évora editou um livro sobre as alcunhas no Alentejo e creio ser um bom tema para o Centro de Memória e um desafio ao Nelson.

Leonel Brito

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Adoração à chuva

No dia em que começaram a cair algumas gotas de chuva, lembrei-me desta fotografia, que tirei na Mata do Reboredo, depois da uma grande chuvada.
Penso que se trata de frutos da cebola-albarrã (Urginea maritima).

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