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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

ICONOGRAFIA REPUBLICANA



Curioso rótulo de vinho do Porto, Quinta do Sabor, de Manuel Joaquim Pinto [estabelecido em Vila Nova de Gaia desde 1889, com armazéns de vinho do Porto, M.J.P. compra propriedades vinícolas no Douro (1898) e na Foz do Sabor estabelece a sede da sua actividade]. - J.M.M.
No blogue "Bernardino Machado" faz-se referência à preocupação deste ilustre republicano (que por duas vezes viria a ser Presidente da República, em 1915-1917 e 1925-1926), sobre a questão vitivinícola: "Para Bernardino Machado o problema vitícola nacional esteve sempre presente, quer no governo de 1893, quer durante a República. No Congresso Vitícola Nacional, realizado em Fevereiro de 1895, proferiu um discurso que reproduzimos do folheto "Os Vinhos Portugueses" [segue-se edição do discurso em fac-símile - ver o blogue citado, clicando sobre o seguinte endereço electrónico:

http://manuel-bernardinomachado.blogspot.com/2010/02/bernardino-machado-e-viticultura.html )

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

A Vilariça e a Foz do Sabor, lembrando as "rebofas" de antigamente

2009 despediu-se chuvoso e com fortes ventanias, alagando os campos e o vale da Vilariça, embora ainda sem atingir a dimensão das grandes "rebofas" de outros tempos.
No seguimento do post anteiror, aqui ficam algumas imagens do Vale e da Foz do Sabor, captadas hoje ao fim da manhã por um nosso conterrâneo:

Vale da Vilariça, visto da estrada da Foz, junto ao troço do IP-2
Foz do Sabor - se estivéssemos junto ao mar, poder-se-ia cantar: "não há gaivotas em terra", mas aqui há barcos na margem.

O rio Sabor vai cheio - arco-íris sobre a "ilha do Espanhol".

A ponte da Foz ainda resiste emersa...

Na zona da praia da Foz, as águas parecem querer avançar... até ao Bar!
Fotos de Higino Tavares, a quem se agradece a cedência em exclusivo para "T.M. in blog"

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Douro outoniço

«...em todos os livros eu procurei o significado para essa luz que erra pelas águas como se pelos céus fosse...» - Francisco José Viegas, Regresso por um rio, ed. Europa-América, 1987.

Outoniça a luz, estira-se sobre o rio, salientando o amarelo das folhas das árvores que o marginam. Eis o Douro em plenitude, espraiando aquela majestade indiferente diante da qual tudo é pequeno. Oleografias perfeitas cujo verniz não estala.
Pelo fim da tarde destes dias frios, vale a pena descer até ao rio, espreitá-lo junto à Foz do Sabor, meditar um pouco sobre a beleza do mundo e a pequenez dos homens e acabar jantando numa das típicas tascas do peixe frito, canjirão cheio, e com verdadeiros Amigos em redor.
Porque não na Aurora? - fica a sugestão.
Fotos de Elisabete Almeida

domingo, 12 de julho de 2009

Foz do Sabor

Uma sugestão para estes acalorados dias de Julho: o ponto onde o Sabor e o Douro se abraçam...
Neste lugar tranquilo, sombreado por frondosas árvores, pode fazer um piquenique familiar, ou, numa tarde domingueira, "saborear" (já que de Sabor se trata) a leitura tranquila de um bom livro... ou aproveitar para tirar umas fotografias com a respectiva cara-metade... ou dar uma passeata de barco...

... ou ainda tomar uma bebida fresquinha no Bar da Praia da Foz do Sabor, na esplanada alta de onde se avista a caprichosa curva que o Douro descreve, rodeando o monte Meão... Ah, e o atendimento é simpático, eficiente e de sorriso encantador... parecerá que está em Cancun, mas sem o perigo de mexicanas gripes (a señorita, apesar de parecer índia navajo, é portuguesíssima, do vale da Vilariça)...

... mais uma nota de tranquilidade azul: um dos últimos barcos típicos do Douro, dos peixeiros que do rio fazem saltar as encantadoras boguinhas e excelsos barbiscos e que, depois de passarem pela sertã, fazem as nossas delícias, bem regados pelos preciosos néctares desta região...
Fica a nossa proposta. Garantidamente umas férias de luxo!
Ah, pode levar tenda e acampar.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Amarelas

Quem passa pela estrada municipal que faz a ligação entre a Foz do Sabor e a Horta da Vilariça, depara com este enorme campo de flores amarelas, entre a estrada e o rio. Parece que foram ali semeadas de propósito.Mais um encanto primaveril, desta vez em tons amarelos.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Papoilas

As papoilas representam bem a estação do ano em que nos encontramos, a Primavera.
Chegam-se mesmo a encontrar campos enormes cobertos de um manto vermelho, que as papoilas nos proporcionam.
A papoila, ou papoula, é uma flor da família das Papaveraceae, abundante no Hemisfério Norte, cultivada para ornamento, ópio ou comida.

Nós por cá, maravilhamo-nos com as lindas papoilas que embelezam de vermelho os nossos campos, ou mesmo a borda das estradas, como estas das fotografias, bem perto da Foz do Sabor.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

terça-feira, 31 de março de 2009

À Descoberta, até Felgueiras

Os primeiros dias de Primavera estiveram convidativos para um longo passeio. Foi o que eu decidi fazer, em companhia dos meus dois filhos, no dia 28 de Março.
O passeio iniciou-se no coração do vale da Vilariça, mais concretamente na ponte da Junqueira, precisamente onde começa o concelho de Torre de Moncorvo. Quem por ali passa quase nem se apercebe da existência de uma ponte mais antiga, uns poucos metros mais abaixo. Essa ponte foi destruída numa cheia que ocorreu a 17 do Junho de 1955, ainda assim se mantém desde então.

A primeira paragem foi na Junqueira. O dia estava frio, mas bastante agradável para passear. A primeira tentação foi trepar a um dos cabeços a nascente da pequena aldeia. Tivemos que desistir a meio, mas a tentativa valeu a pena. Conseguimos uma visão diferente. Estou mais habituado a ver a Junqueira do alto da aldeia abandonada do Gavião, espreguiçando-se indolente ao sol do fim da tarde.

Descemos de novo à aldeia e percorremos as principais ruas. Pouco depois, já quando partíamos em direcção a Moncorvo, alguém se sentiu incomodado com a nossa presença, adoptando uma postura muito hostil. São os contratempos de partir À Descoberta, nunca sabemos quem vamos encontrar pela frente.

Já em Moncorvo procurámos um restaurante para almoçar. Escolhi uma ementa mais ao gosto dos meus jovens acompanhantes, não queria “castigá-los” também com a refeição. Depois do almoço fizemos um passeio pela Corredoura. Tentei encontrar elementos dos contos da Júlia, bruxas, lobisomens, mas apenas me consegui recordar do calor das noites de Verão de quando ali vivi.
Subimos depois ao Museu do Ferro. O Nelson tinha recolhido em Freixo algumas imagens dos Sete Passos que me queria mostrar. Vistas as imagens (e muita conversa depois), continuámos o percurso, porque o nosso destino era Felgueiras.

De repente, o céu escureceu. Levantaram-se fortes rajadas de vento que trazia uma tempestade de areia Reboredo abaixo. Andam máquinas gigantescas a surribar os cumes que arderam recentemente! Começaram a cair algumas gotas. Procurámos refúgio na capela de Nossa Senhora da Teixeira.
A chuva já caía raivosamente, estava tudo escuro e revoltoso à nossa volta. Por momentos sentimos o isolamento do ermita que aqui habitou no século XVI. Esquecemos a chuva, o vento, para dedicarmos algum tempo a admirar os frescos que decoram a galilé. Vale bem a pena fazer uma visita a esta capela. Eu já a conhecia, mas foi bom visitá-la de novo, até porque pelo facto de ter que responder a uma série de perguntas dos meus acompanhantes me levantou muitas questões. Porque é que está ali, no meio daquele descampado, numa construção tosca, um vasto conjunto de frescos inspirados possivelmente em El Greco e na Capela Sistina? Porque é que esta preciosidade não está mais protegida?O tempo melhorou. Despedimo-nos da pietá, que nos franqueou a entrada, e voltámos à estrada. A paragem seguinte foi na Açoreira. Não deixa de ser curioso manter-se na Açoreira o culto a S. Marinha, também existente no concelho de Vila Flor e que remonta talvez do séc. IX. A sua festa é no Domingo de Pascoela, uma boa ocasião para se conhecerem algumas tradições da Açoreira.
A aldeia tem certamente origens bem antigas, como o provam as suas casas e palheiros em xisto.
A etapa seguinte esperava-nos a poucos quilómetros, Maçores. Percorremos algumas ruas da aldeia, mas o que nos marcou mais foram mesmo alguns palheiros circulares, em xisto, que perecem ter sido retirados de um filme sobre uma civilização antiga.
Deixámos Maçores em direcção a Felgueiras. A estrada, com acentuado declive, em pouco tempo nos colocou a quase 800 metros de altitude. O tempo melhorou ligeiramente mas nada que nos permitisse usufruir de toda a beleza que se pode contemplar deste ponto tão elevado. Pode-se “voar” até Peredo dos Castelhanos, e, com pequenos saltos de pardal, passar para Urros, depois Ligares, ou então olhar em sentido oposto e apreciar a Primavera que acorda em cada planta que cobre a serra de um verde rasteiro. Giestas, urzes, arçâs, estevas e sargaços são algumas das espécies que completam os espaços que os sobreiros, pinheiros e zimbros dominam.
Chegámos, por fim, a Felgueiras. A receber-nos estava a capela de Sta Edwiges, nome que sempre me causou alguma estranheza. Sei hoje que esta santa é a protectora dos pobres e endividados. A sua história é muito interessante e o seu papel social na ajuda dos mais necessitados é um bom exemplo para os dias que atravessamos.

Quase sem querer, cortei à esquerda nas primeiras casas. A minha intuição era de que o Lagar da Cera se situaria nessa direcção. Mesmo 14 anos depois, não me enganei! Embora em Felgueiras haja várias actividades económicas, é a cera que torna esta aldeia singular (também o trabalho do ferro teve grande tradição). Foi o lagar comunitário da cera que trouxe Santos Júnior a Felgueiras e que tem também levado a aldeia por várias vezes à televisão. O lagar, situado perto da ribeira de Santa Marinha (!), resiste ao tempo, mostra as suas rugas, mas não é tratado como merece. Se o projecto da sua recuperação foi distinguido em 1987, que se passou então? É pena que também este património esteja a perder-se pouco a pouco. Há que unir esforços. Não podemos esperar até que a sua preservação e recuperação sejam impossíveis.

Perto do lagar pude apreciar um espaço agradável, com uma original fonte. O painel de azulejos, apesar de moderno, está bem enquadrado no conjunto. Noutros pontos da aldeia há outros espaços, igualmente arranjados, alguns resultantes da demolição de casas abandonadas.
As casas onde se produzem velas estavam fechadas. Percorremos a aldeia. Tal como tantas outras, são evidentes os sinais de abandono. As pessoas mostraram-se afáveis, prestáveis, embora curiosas. Só um céu negro e uma chuva forte nos impediu de continuar À Descoberta de outros pontos de interesse da aldeia. Foi sem dúvida um bom passeio (de reconhecimento).
Voltámos à estrada, em direcção ao Carvalhal.
Quando atingimos o ponto mais alto do percurso, 831 metros, alguns farrapos de neve vieram colar-se ao pára-brisas do carro. O frio era muito e abstivemo-nos de fazer mais paragens no percurso. Descemos à vila, atravessámo-la e seguimos até à Foz do Sabor. As sombras já começavam a cobrir o vale. Seguimos pela estrada das Cabanas até à Quinta da Silveira, e depois até à Ponte da Junqueira.
Lavámos um par de horas a percorrer 73 quilómetros de estrada, mas “Descobrimos” um bom pedaço do concelho! O dia, risonho de manhã, trocou-nos as voltas à tarde. Mas, mesmo assim, valeu a pena. Este é um reino maravilhoso que vale a pena descobrir.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Foz do Sabor

Descendo da estrada de Moncorvo para o rio Sabor, atravessando a ponte ,estamos na Foz do Sabor. Nesta aldeia do concelho de Torre de Moncorvo, encontram-se o Sabor e o Douro, dois rios que embelezam a aldeia e atraem grande número de visitantes na altura da época balnear.
Nas margens do rio Sabor, podemos encontrar barcos dos pescadores da Foz do Sabor, pois aqui comem-se uns peixinhos fritos, estaladiços, bem deliciosos e as tradicionais migas de peixe.




Merece a pena fazer uma visita a esta linda aldeia, pela beleza paisagística que o Sabor e o Douro nos proporcionam, pelos banhos na praia fluvial ou não seja para comer uns peixinhos fritos e umas migas de peixe.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Vale da Vilariça


Entre a Foz do Sabor e as Cabanas de Cima, olhei em direcção à Quinta da Portela. O cenário parecia uma pintura a óleo.

domingo, 20 de julho de 2008

I Encontro de Colaboradores do Blogue


Uma fotografia "provocadora" do vasdoal foi a gota de água que levou a este encontro de colaboradores do Blog. E foi importante. A verdade é que estamos a tentar criar uma equipa, mais baseada na produção de cada um, do que no conhecimento mútuo. Este encontro, à volta de um bom prato de peixes do rio, veio revelar a rosto e a pessoa, por detrás de cada "nome".
Foi assim, que nos juntámos na Foz do Sabor e nas Cabanas de Baixo, para nos conhecermos e trocarmos algumas ideias. A animação veio dos lados de Espanha, com o Angel a tocar tambor e flauta de tês buracos, arrancando sons que identifiquei como da raia, lembrando o planalto cheio de erva seca e o horizonte manchado de verdes escuros. De tão entusiasta para as “meriendas” imaginava-o mais forte, e bem disposto, como realmente é. Só tenho a agradecer-lhe a alegria e boa disposição, que juntamente com a sua esposa, partilhou connosco.
Estiveram também presentes vasdoal, a. basalouco, PARM e eu, o AGoncalves. Outros colaboradores que não puderam estar presentes, estão em dívida, e terão que se empenhar a fundo para não faltarem ao próximo encontro.
Espero que ninguém se lembre de postar uma boa posta mirandesa, ou um bom bacalau, sob pena de termos que marcar um novo encontro.
Até lá, vamo-nos encontrando, todos os dias, aqui, no blogue.

sábado, 5 de julho de 2008

o Rio

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Foz do Sabor

Encontro entre o Sabor e o Douro.
Na Foz do Sabor, aldeia do concelho de Torre de Moncorvo, podemos encontrar uma praia fluvial, que tem muita afluência na época balnear.
É um excelente sítio de lazer.


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