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quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Desertificação

Distrito de Bragança está a "desaparecer"




FONTE:[RBA]

No distrito de Bragança nascem cada vez menos pessoas e morrem cada vez mais. É apenas uma das conclusões que traçam um quadro negro para o Nordeste Transmontano que podem ser lidas no Anuário Estatístico Regional do Instituto Nacional de Estatística, relativo a 2007. Analisando os concelhos do distrito brigantino é fácil constatar que os vários indicadores da população estão abaixo da média nacional.
O dado mais preocupante é quando observamos a taxa de natalidade e a taxa de mortalidade. Em Portugal, o valor médio está fixado em 9.7 nascimentos por cada mil habitantes, no distrito, todos os doze concelhos apresentam valores bem abaixo. Bragança, a capital de distrito, com 7.6 por mil, é compreensivelmente o concelho onde nasceram mais crianças, seguida de perto por Freixo de Espada à Cinta e Carrazeda de Ansiães com 7.4 e 7.2, respectivamente.
Torre de Moncorvo é o concelho onde nasceram menos crianças no ano de 2007, um valor de 4.3 nascimentos por cada mil habitantes. Mas se o número de nascimentos já é preocupante, o que dizer da taxa de mortalidade? Todos os concelhos de Bragança estão acima da taxa nacional de 9.8 mortes por mil habitantes. Vimioso, Freixo de Espada à Cinta e Carrazeda de Ansiães no ano passado tinham 19 mortes por igual número de habitantes. O que pode indicar um elevado envelhecimento da população nestas vilas. No tópico da Densidade Populacional, o valor é de 115 habitantes por quilómetro quadrado. No distrito, Mirandela é o concelho com o valor mais elevado, com 39 habitantes por quilometro quadrado. No extremo oposto está Vimioso, com apenas dez pessoas a viverem por cada quilómetro quadrado. Há, portanto, poucas pessoas no espaço geográfico do distrito de Bragança. Face a todos estes indicadores, não é portanto de estranhar que o crescimento da população no nordeste transmontano seja negativo. Se a nível nacional, o valor centra-se no 0.17 por cento, em todos os concelhos transmontanos esse valor é negativo. É fácil concluir que em Trás-os-Montes morrem cada vez mais pessoas e nascem cada vez menos.

8 comentários:

Anónimo disse...

Alguém sugeriu (creio q o Zé do Cabo) que se elegesse também o acontecimento negativo do ano. Bem, embora esta notícia se reporte a uma situação relativa a 2007, como só agora é dada a conhecer no tal relatório, acho que não há dúvidas que este é o facto mais negativo: o de sermos o concelho do distrito de Bragança com menor taxa de natalidade...
Se o verdadeiro Património de uma comunidade são as pessoas, parece então que o nosso património está a mingar... (e, sinceramente, não acredito que seja uma barragem que vá contrariar a tendência, pois ainda que os imigrantes/operários/barragistas possam contribuir para alguma taxa de nupcialidade, no final levam as esposas nossas conterrâneas daqui para fora, aumentando ainda mais a desertificação a médio prazo). Falando a sério, perguntamo-nos como se poderá suster este decréscimo populacional?

Anónimo disse...

Meu caro acho que, todo este clima que tem como base a notícia divulgada pela RBA, são os efeitos de anteriores senhores que pensaram que entrando para a União Europeia Portugal ficaria mais sólido mas verificando e comprovando que todo este Portugal é Lisboa e Porto e Litoral, nada mais interessa.
Parabéns ao autor da divulgação da notícia que entendeu colocar nesta página porque parte de nós desconhecia a realidade calada.
Farinha - Moncorvo

Anónimo disse...

Bô, não me digas?
São as politicas dos bichos....

Anónimo disse...

Caro Farinha, tem toda a razão. E a prova provada é que o fenómeno da desertificação humana do meio rural é transversal a toda a Europa da UE. Só que há países em q parece que é pior que outros, como é o nosso caso. Não esqueçamos que Espanha tem uma rede de cidades no interior que, de certo modo, "segura" o despovoamento e as assimetrias. Veja-se por exemplo, grandes cidades aqui bem perto: Zamora, Valladolid, Salamanca, a "segurar" polos mais pequenos mas mesmo assim significativos, tipo Lumbralles, Vitigudiño... - Nós por cá, temos um velho provérbio segundo o qual "Portugal é lisboa, o resto é paisagem", que explica muita coisa... E não são as auto-estradas q o sr. primeiro-ministro vem anunciar para aqui, que nos vão resolver o problema. Ou como alguém diz, só servirão para os transmontanos saírem mais depressa daqui para fora!

Anónimo disse...

Feliz navidad amigos.Desde Masueco a la otra orilla del Duero,vamos por el mismo camino.España tiene el indice de nacimientos mas bajo de casi todo el mundo,y eso que la mitad de los que aquí nacen,son de gente de otros paises.
En cuanto a lo de la Unión Europea;si los de madrid o valladolid no hacen nada por las Arribes del Duero,que están a 200 kmts;como lo van a solucionar en Bruselas que están a 2000.
Un abrazo a todos y feliz navidad.
Angel.

N. disse...

Viva Angel, amigo! espero que hayas tenido una buena fiesta de Navidad ahí por Mazueco (o Salamanca?). No sabia que el problema de la baja natalidad era tan profondo en España, pero lo que yo he dicho era que teneis una distribuición no tanto litoralizada. Talvés por que Madrid, el centro, es continental. Y a partir del centro hay más ciudades grandes y medias en el centro de la peninsula. Por aqui creo que hay sido una herencia del tiempo del imperio maritimo, las ciudades se han acercado del mar, mismo que hoy no haya más barcos, ni pesqueros ni de la pimienta... Y por dos o tres meses de playa, creo que no compensa a dejar el interior, pero la atracción de las luces de néon de las urbes (por aquí más cerca del litoral, es un hecho!...
Un gran abrazo para la otra orilla del padre Duero! hasta el nuevo año.

Anónimo disse...

Todos os transmontanos se sentem indignados com esta morte lenta a que os sucessivos governos nos têm condenado. Recentemente fundamos um novo partido em Portugal que pretende ser diferente, trata-se do Movimento Mérito e Sociedade, o MMS- distrito de Bragança elegeu o desenvolvimento do interior com desígnio nacional. Precisamos do apoio de todos para desenvolver este projecto!
Visitem-nos em:
mms-braganca.blogspot.com

Cumps,
Sérgio Deusdado

Anónimo disse...

Angel,
È verdade que os espanhóis depois do 25 de Abril de 74 começaram a construir casas na fronteira, na esperança que Portugal ia ao fundo e ficavam à beira-mar?

Zé do cabo

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