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domingo, 5 de abril de 2009

Alminhas - Urros

As alminhas têm alguns ponto de contacto com as festividades que vivemos estes dias, a Páscoa. Páscoa também significa passagem, reunião do corpo com o espírito, êxodo ou passagem da morte para a vida. As alminhas representam também um lugar de passagem, o purgatório. Este culto tem raízes há vários séculos atrás e foi tão forte que ainda hoje encontramos em todas as aldeias pelo menos umas alminhas. Também estas representações estão normalmente em locais de passagem, encruzilhadas dos caminhos, ou então à entrada das localidades. Muitas lançam um aviso: "Vós que ides passando, lembrai-vos de nós que estamos penando".
Estas alminhas estão num muro, em Urros, a caminho do Santo Apolinário.

Quem estiver interessado neste tema das Alminhas, pode ler um texto que escrevi no Blogue - À Descoberta de Vila Flor.

5 comentários:

Anónimo disse...

Um levantamento das Alminhas do concelho de Moncorvo ,igual ao realizado em Vila Flôr pelo autor das "Descobertas..

Anónimo disse...

Por indicação do Aníbal ,li o seu texto postado no blogue Á Descoberta de Vila Flôr, que muito apreciei. Para um conhecimento mais aprofundado , sugiro: "O Culto dos Mortos no Nordeste de Trás-os Montes e Alto Douro",de Joaquim M. Rebelo.

Wanda disse...

Olá!

Achei muito oportuna e interessante a reportagem sobre as alminhas por estarmos em vésperas de Páscoa.
Também fiquei muito surpresa de aqui no Brasil não existir essa tradição das alminhas.
Tudo referente ao catolicismo que temos aqui no Brasil é igualzinho o que é em Portugal, mas essas alminhas , nunca tinha ouvido falar.
Buscando mais detalhes me deparei com estes versos que achei muito giros..

http://escola-freixinho.planetaclix.pt/alminhas_de_freixinho.htm

Abraços
Wanda
São Paulo, 5 de abril de 2009

Júlia Ribeiro disse...

Havia quem não só rezasse pelas Alminhas do Purgatório, como lhes acendesse uma vela ou uma lamparina de azeite. E, para além das orações e da luz acesa, havia ainda quem, por morte, deixasse em testamento algum bem para as Alminhas.
Lembro-me perfeitamente de seis oliveiras que existiam ao fundo do campo de futebol, depois da capela de S. Paulo e já no caminho para a Fonte Carvalho. Eram as “Oliveiras das Almas”.
As mães proibiam os raparigos de “irem à brecha” às Oliveiras das Almas. Seria pecado mortal.
A azeitona era apanhada, levada para o lagar e pesada . O azeite que a azeitona desse era destinado às lamparinas das Alminhas. Não sei o que aconteceu a essas oliveiras.

Júlia

Anónimo disse...

Fui ler o texto que escreveu no Blogue – Á Descoberta de Vila Flor sobre as Alminhas, do qual gostei bastante e muito aprendi sobre o tema.
AC

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