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domingo, 12 de abril de 2009

Felgar, Março de 74

Como vários Felgarenses se têm mostrado interessados em ver / saber coisas de outros tempos sobre a sua terra, aqui vão o texto do Assis Pacheco e fotos minhas, em homenagem às tecedeiras, oleiros, fogueteiros e a todos que passaram pela Banda.




Nota : No dia 20 de Junho estará patente ao público, no Centro de Memória de Moncorvo, uma exposição da reportagem “Moncorvo, Zona Quente na Terra Fria”, de Fernando Assis Pacheco (texto) e Leonel Brito (fotos), publicada no jornal “República”, em Março de 1974 . As 17 páginas da reportagem serão exibidas em painéis .
Também vão ser expostas fotografias dessa época, de Leonel Brito, com textos de Rogério Rodrigues.

13 comentários:

Anónimo disse...

Duas palavras singelas para traduzir o prazer imenso que tive ao ler as palavras e ver as imagens: bem haja!

A. Manuel - Felgar

Anónimo disse...

Senhor Brito ,
Tenho seguido com entusiasmo a publicação no blog das reportagens de 1974.
Volte a Moncorvo e fotografe a sua terra de 2009 e verá as diferenças.
Obrigado .

Anónimo disse...

Como felgarense não posso deixar de agradecer ao também felgarense Leonel Brito a postagem destas excelentes noticias do n/ Felgar de há uns 35 anos.

Como muita coisa mudou, seria estulticia da minha parte tentar descrever essas transformações. Basta ler a peça e visitar a aldeia.

Por fim não posso deixar de homenagear e referir a tecedeira da peça - a sra. Elisa Praça, mãe do Afonso Praça - trazendo à colação o poeta felgarense Manuel J. Geraldes, ele que no Natal de 1998 rematava assim o fim de um poema, dirigido ao A.P. 50 anos depois,:

....
No fim, uma vida dá a mesma pessoa
Mas sinto melhor que ninguém,
que lá ao fundo,ainda ressoa,
o velhinho tear da tua mãe.

Trac, Trac.

saudações pucareiras.

Anónimo disse...

Para saber quase tudo sobre o Felgar.Passem por lá.E obrigado ,Cristino.
http://antoniocristino.no.sapo.pt/

Anónimo disse...

Fui visitar o site do sr.
António Cristino e confesso que fiquei muito emocionado com o carinho posto no mesmo e sobretudo com o maravilhoso repositório de memórias que ele contém . Aquele livro de visitas é um verdadeiro memorial do Felgar( parabéns ao Artur Salgado !)e eu próprio que não sou de Felgar mas de Moncorvo revivi a evocação de tanta gente com o mesmo entusiasmo que decerto os pucareiros o fizeram. Na verdade não pode haver identidade sem esta memória colectiva e este respeito pelas pessoas, as que já partiram e as que constroem agora o futuro.
Daniel de Sousa

Anónimo disse...

Lembro-me dos foguetes, das roletas e do pó na N.S. do Amparo.
Lembro-me do pimentão/ colorau.
Lembro-me do barco da capela.
Lembro-me do doutor Ruano e da sua pinga e melhor azeite.
Lembro-me do doutor Urgel Horta, que trouxe o F.C. do Porto a Moncorvo.
Lembro-me que nas festas de Agosto os foguetes e a Banda vinham do Felgar.
Lembro-me da minha mãe dizer:”Água fresca, só do Santo António e das cantarinhas do Felgar”.
Lembro-me do Afonso a comer peixes do Sabor.
Lembro-me de comer requeijão em casa de um amigo.
Lembro-me das mantas de retalho da dona Elisa.
Lembro-me de folgar no Felgar.
Lembro-me do Cristino na escola instalada no antigo hospital.
Lembro-me de nunca ter ido a Silhades.
Lembro-me dos textos de qualidade de um Pucareiro no blogue.
Lembro-me dos vídeos da Banda e do pelourinho.

Um Braganção

Anónimo disse...

Este comentário é destinado ao autor /paginador do blog: A renovação constante do cabeçalho torna o blog em visita obrigatória.
A minha preferida é a imagem das casas defronte à igreja. Davam belos postais promocionais ,agora que tanto se fala de turismo da região do douro. Há um fervilhar de ideias desde inicio do blogue que não se podem perder. Alguém terá de as recolher ,seleccionar , estudar a viabilidade delas e as encaminhar para os centros de poder, responsáveis pelo desenvolvimento da região de Moncorvo.
Mas ,voltando ao Felgar; é altura de se pensar em uma exposição onde entrem as reportagens e fotos postadas por Leonel Brito, os filmes que um anónimo disse que existiam (em que figuram o Oleiro do Felgar, o ti "Roberto" (Rebouta), a mãe do Afonso Praça (de que já aqui postou um fotograma), o moleiro do Souto da Velha e outras coisas mais ...)os vídeos do blogueiro “Felgar”,os trabalhos recolhidos pelo Cristino, a recolha de versos dos poetas populares do Felgar recolhidos pelo “Pucareiro”,os textos e livros do Afonso Praça....convidando o Dr. Nelson Rebanda para falar dos oleiros do Felgar,Rogério Rodrigues para abordar a obra do Afonso Praça,O grupo Alma de Ferro ,para representar “O coronel que morreu de sentido”,um arqueólogo para falar de Silhades...e terminando com uma peixada no Sabor, na zona que fica submergida ,para mais tarde mostrar aos netos( e morder, com moderação, a língua ).
Claro que isto é um esboço de intenções e que tinha de ser lapidado.
L.R.

Anónimo disse...

L.R.,
Os passos dados nos paços do concelho,são passos perdidos?
Compreende!H.E.j.

Anónimo disse...

"Sobre a falta do barqueiro de Silhades, esta falta pode ser suprida pela excelente foto que está no blogue do Cristino, onde se vê o ultimo barqueiro, o filho deste e a barca no meio do rio sabor."
Cristino ,
envie por favor a foto do barqueiro, com um texto, para o mail do blog, para ser postada.E viva o Felgar! Terra de barro como o Adão.

Eva

Anónimo disse...

A foto da Barca de Silhades, cedida pelo Drº. Carlos Seixas e colocada na página pelo A. Manuel (também colaborador do Blog Á descoberta de Moncorvo), poderá ser ele a colocá-la neste Blog, desde que ele assim o queira.
AC.

Anónimo disse...

A.Manuel ,
a foto do barqueiro,já,por favor.Com um texto à maneira!

Anónimo disse...

Impressionante a quantidade e qualidade de informação aqui colocada neste Blog.
De tão ilustres colaboradores do blog apenas conhecia alguns (poucos), o Rogério Rodrigues, Leonel Brito e Nelson. Sabia do seu talento, trabalho e dedicação na divulgação das nossas terras e suas gentes.
De outros pouco ou nada conhecia e foi através do blog, que tive conhecimento dos livros escritos por, Vitor Rocha, António Sá Gué e Júlia Ribeiro, começando agora a ter o prazer de os ler.
Admiração por Daniel Sousa, que exercendo uma profissão tão Nobre mas tão intensa e desgastante , que provavelmente lhe absorverá grande parte do seu tempo. Mas mesmo ter tempo ainda para a escrita e poesia. Só com a serenidade e a generosidade que possui tudo é possível
Ah! Já me esquecia dos fotógrafos e do seu talento. Para eles apenas uma frase. “uma imagem vale mais que mil palavras”.
E já agora porque não publicar neste blog a reportagem que o Jornalista R.R. fez em 84 sobre Moncorvo (Zona quente em terra fria 10 anos depois), no seguimento do Março de 74.
AC

Anónimo disse...

Agradecemos as palavras de estímulo e apreço de AC. Partilhamos com ele a admiração pelo médico-poeta Daniel de Sousa, nosso conterrâneo que muito honra a sua terra e profissão; o mesmo a dizer sobre os nossos fotógrafos; concordamos também sobre a pertinência da postagem da tal peça de RR (publicada in "O Jornal"), pois complementa as anteriores (até pelo registo de uma evolução extremamente rápida). Impunha-se agora um novo olhar (2009? 2010) pelo mesmo autor/jornalista/nosso colaborador, conterrâneo e amigo, para se ter uma visão mais completa ainda da História Contemporânea de Torre de Moncorvo. E muita coisa entretanto mudou (a começar pelo encerramento da Ferrominas, o fim definitivo da linha do Sabor e sa sua conversão, parcial, em ecopista, as avenidas novas da vila e a morte das aldeias...). Claro que este trabalho de fundo transcende o blogue, e deveria ter campo aberto num jornal ou revista de âmbito mais nacional, sem prejuízo de o mesmo autor aqui nos "postar" umas sínteses. Fica o repto.
n.

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