torredemoncorvoinblog@gmail.com

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

BANHO DE CULTURA EM MONCORVO

( Como o texto é muito longo, vou ver se sou capaz de o postar , em vez de o colocar como comentário. Se não conseguir, o defeito decorre da minha "nabice digital" ).

19 deste mês de Setembro foi um dia grande em Moncorvo ! Grande essencialmente para os anais culturais da terra, pois não é assim tão frequente assistirmos à apresentação de um livro "Torre de Moncorvo, Março de 1974 a 2009 ", que nos traz à memória a vida e as gentes de Moncorvo de 1974 até hoje. Mais de 35 anos estão ali, bem reais , bem vivos, nos notáveis textos do Fernando Assis Pacheco e do Rogério Rodrigues. O livro enriquecido com as magníficas fotografias do Leonel Brito, dá-nos ainda um belíssimo poema do Tiago Rodrigues, fechando então com os resumos biográficos do Rogério e do Lelo.

O dia não se esgotou com a apresentação do livro: a exposição dos paineis no Centro de Memória não são um simples enfeite: são para ver com muita atenção, ler e reflectir.

Mas o dia 19 continuou com a projecção dos filmes do Lelo " Encomendação das Almas" e Gente do Norte" , os dois documentários com texto do Rogério. Temática , cenário e tempo totalmente distintos, ambos nos marcam profundamente.

E o banho de cultura do dia 19 continuou, para mim e para alguns Amigos: fomos ver o Núcleo Museológico de Fotografia do Douro Superior. "Espaço de Cultura e Baú de Memórias" lhe chama o Professor Arnaldo Silva na revista nº 1 "Superior D'ouro". É, relmente, isso, mas é muito mais do que isso, pois ali encontramos o extraordinário trabalho de longos anos de um homem, um homem apenas, sem apoios nem ajudas, guiado somente pelo seu amor à fotografia. Mas o ideal é ir ver com os próprios olhos e não se ficar pelo que os olhos de outrem viram e as suas palavras expressaram. E terá a acompanhá-lo as claríssimas explicações do Professor Arnaldo e o cálice de vinho fino e as nossas amêndoas torradas e cobertas.

Pasme-se, mas o banho de cultura do dia 19 ainda não terminou: rua da Misericórdia abaixo, fomos dar ao arco da Senhora dos Remédios, uma das antigas portas da vila. Na casa anexa ao arco morava a nossa velha Mestra Marquinhas dos Remédios, mestra de várias gerações de crianças. Esta casa está quase recuperada para "Turismo de Habitação" e o seu proprietário, o Paulo Patoleia, está a fazer, segundo me pareceu, um bom trabalho. Pois o Paulo fez questão de colocar no interior da casa uma cópia da estorinha que em tempos escrevi sobre a nossa Mestra. E na parede exterior da casa destapámos uma pequena placa, que reza assim:

" Em memória da nossa Mestra Marquinhas dos Remédios,

retribuindo o afecto recebido".

Um grupo de raparigos.

Também aqui O Paulo nos brindou com uma saborosíssima merenda típica da nossa terra.

E, para terminar, no dia 20 - porque o 19 ia já muito longo - ainda fomos à exposição no Museu do Ferro. Só posso dizer que, para mim , foi espantoso o que fiquei a saber. Confesso que sem o guia excepcional que é o Nelson, eu não teria visto mais do que fotografias de montes, mais ou menos arredondados, mais altos ou mais baixos, não teria observado mais do que pedacinhos de barro, de bronze, de ferro... É incrível o que se aprende quando ouvimos alguém falar do que sabe com um entusiasmo sem limites.

Deixo aqui o meu bem-haja a todos estes Amigos que me proporcionaram horas de verdadeira cultura e com quem espero poder aprender sempre mais!

Não quero terminar sem dizer que os dias 19 e 20 deste mês de Setembro de 2009 foram ainda um espaço para o encontro de Amigos e para lembrar os que já não estão connosco, como os saudosos Assis Pacheco e Afonso Praça.

Júlia Ribeiro

9 comentários:

Júlia Ribeiro disse...

Olá, Amigo Nelson:
Já sou capaz de postar ! Mas não sei introduzir fotografias...
Quando tiver um bocadinho de vagar, explique-me como se faz, OK?
Júlia

Daniel de Sousa disse...

Longe como estou envio um grande abraço para todos e regozijo-me muito sinceramente por este dia grande de Moncorvo!
Daniel

Anónimo disse...

Parabéns Júlia! pela sua primeira "postagem" e pelo conteúdo da sua reportagem, melhor que a minha (excepto na referência ~ despicienda - que me faz!). Quanto às fotografias, há-de notar que sobre o rectângulo para o texto há um pequeno ícone azulado. Clique aí e siga o passos que o sistema lhe pedir. Para facilitar, coloque as fotografias no "ambiente de trabalho" do computador e depois é só esperar que o Blogspot as carregue - carrega-se depois no na palavra "concluído", que há-de aparecer e a foto vai para a caixa de texto. Só há um problema: se a arrastar para onde a quiser pôr, depois não expande, ao clicar-se sobre ela, ao ver-se o blogue. Mas isso resolve-se com outro truque que entretanto lhe explicarei. Depois é como andar de bicicleta!... sempre a pedalar (ou antes, sempre a postar, eheh). abraço, extensivo ao Daniel, que não sabe o que perdeu! (agora tem que vir cá buscar o livro e ver os filmes)
n.

Anónimo disse...

No Domingo vou ver a casa da nossa Mestra. Sei que vou gostar.

Maria da Querdoira

Anónimo disse...

Penso que não erro se dizer que o Senhor Paulo Patoleia não só colocou na casa a estoria sobre a Mestra Marquinhas dos Remédios, como também foi ele que colocou a placa que reza:

"Em memória da nossa Mestra Marquinhas dos Remédios,retribuindo o afecto recebido".

Um grupo de raparigos

Teria sido mais enternecedor se fossem efectivamente os raparigos a colocá-la com a permissão do Senhor Paulo Patoleia. Mas parece que foi ao contrário, o grupo de raparigos é que "autorizou" a colocar a dita placa na sua própria casa e... "assinou"!
Curioso.


Quanto ao banho de cultura, que as fontes não sequem! Parabéns a todos.


C.C.

Anónimo disse...

Há dias em que temos orgulho de ser Moncorvenses. Obrigada a todos os que escrevem , filmam, fazem fotos, e dão a conhecer Moncorvo. Fui ao cinema no Sábado, 19 de Setembro, consegui o livro , já o li. Não sei dizer coisas bonitas, mas gosto desta mancheia de gente com tanto talento: Rogério, Julinha, Lelo, Nelson, a Alma do Museu do Ferro, Dra.Isabel Mateus, Professor Arnaldo. A todos , bem hajam.
C. S.
E muito obrigada ao Sr. Presidente da nossa Câmara e à Dra. Helena Pontes, a Alma da Biblioteca.

Júlia Ribeiro disse...

Olá . Caríssimo Anónimo :

A IDEIA DA PLACA surgiu mesmo de "um grupo de raparigos" -- antigos alunos da Mestra Marquinhas dos Remédios e antigos alunos do Colégio Campos Monteiro - aquando do nosso encontro em Junho passado.
Escreveu-se o texto , foi lido e aprovado por unanimidade e aclamação e é precisamente o que está na placa da parede exterior.
Obviamente, aí não há assinaturas, dado que os autores são "UM GRUPO DE RAPARIGOS"

Depois o Paulo Patoleia, actual dono da casa onde toda a vida viveu a nossa Mestra, foi posto ao corrente da dita ideia pelo Leonel Brito (se não estou em erro) e esteve de acordo .
A TERNURA pertence , pois , ao tal "grupo de raparigos".

Quanto à estorinha que, há anos, escrevi sobre a nossa velha Mestra, fui eu que, no dia 20 deste mês, assinei a reprodução da mesma, que ora se encontra dentro da casa.

Penso que ficou tudo esclarecido.

Um abraço
Júlia

Anónimo disse...

Aguardo o livro para o poder ler. Sinto orgulho em ser transmontano, obrigado ao Rogério, Lelo, Nelson, Julinha, Isabel Mateus, prof. Arnaldo e todos os demais.
Bem hajam.
Ac

paulo patoleia disse...

Há sempre un anónimo iluminado que pretende tirar mérito ou luz mesmo a gestos simples como este... ainda bem que a drª Júlia tem «candeia» própria e não deixou cair este comentário em cesto roto e repôs a verdade. todas as reabilitações em casas efectuadas e a efectuar por mim no centro histórico procuram para lá da recuperação do edifício pesquisar a sua história antiga ou recente e nesse contexto a «Marquinhas dos Remédios» estava há muito decidido como nome a atribuir á casa numa vertente de turismo de habitação e (para isso haverá outra placa), quando fui abordado pelo Leonel de Brito e se acordou esta singela homenagem que contou com alguns ex-alunos da mestra onde destaco a tiua Beatriz Marruca de 92 anos que quiz estar presente para completar as três gerações de raparigos que a mestra educou. Foi quanto a mim uma homenagem oportuna, por coincidir com a vinda a Moncorvo das ilustre conterrãneas Drª Julia «Biló» e da esposa do Leonel de Brito, também ex-aluna da mestra.É cum pena que vejo estes ataques gratuitos, atribuido-me tamanha falta de inteligência e usurpação. assim e exercendo o direito que me assiste á resposta, paulo patoleia.

eXTReMe Tracker