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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Dos animais

A galinha desconfiada.

por João Pinto

12 comentários:

Anónimo disse...

Oh Vasdoal, será uma galinha ou será uma pita??
- Oh Maríiiiia! vai lá a ber se a pita já pôs o ôbo!
(aposto que esta é de Chequeiros, num é? - tem pinta!... ou tem pintos?)

Anónimo disse...

Tal como a galinha, os políticos desconfiados e na sua mentira pegada, em que o seu discurso eleitoral se destina apenas a alcançar o poleiro.

Isabel Mateus disse...

A que virou costas, a desinteressada, parece-me que tem mais pinta(s! Pelo menos mais campesina... Uma quase pedrês, com ânsias de liberdade como a Bira.

Linda foto!

Anónimo disse...

"Certo dia deram por falta da Bira. Quando já todos na Granja lhe davam por sorte ter sido abocanhada pela raposa, eis que ela aparece lameiro acima triunfante com a sua ninhada. Parece que já a tinham visto acomapnhada pelos pintos nos Olmos, local onde, numa calma e íntima privacidade, chocara os ovos. O António contava-lhe doze; uns amarelinhos e biros como a progenitora, outros pretos e um pedrês que, pela crista, se bem que ainda diminuta, já se adivinhava um frango iminente como o galo maioral da capoeira, o autor da galadura do ovo que lhe viera a dar o ser."
- Se quiser conhecer o resto deste conto e de como acabou a galinha Bira, terá de ler os "Outros Contos da Montanha", de Isabel Mateus. Seguramente a modéstia não lhe permitiu referi-lo, mas desde já aqui fica levantado a ponta do véu de quem era a Bira, uma galinácea das Quintas da Granja, Felgueiras, Torre de Moncorvo.
A da foto é, seguramente, uma prima de Sequeiros (Açoreira). Isto é que são as burdadeiras pitas caseiras, que dão o burdadeiro sabor às alheiras!
n.

Anónimo disse...

Humm... a galinha pedrês parece-me que é reaça... está a fugir da galinha burmelha...
O panorama está complicado lá pelo galinheiro... Haverá pra todos(as) poleiro??

Isabel Mateus disse...

Obrigada, N.!

Anónimo disse...

Eu não sou uma galinha, mas o meu coração é um poleiro.

Júlia Ribeiro disse...

Pelos comentários aqui escritos, não há dúvida de que as pessoas se interessam pelos animais.
Acrescentei, apaguei e voltei a escrever : "Às vezes , infelizmente e para vergonha de todos nós, pelas piores razões".

Não é o caso e ainda bem.

Júlia

Daniel de Sousa disse...

Sem malícia,mas com marotice, aqui deixo aos meus amigos do blogue estas quadrazitas:

Se a pita, por ser brumelha,
Vos dá enfado, senhores,
Pintai-lhe a crista de velha
E arranjai pitas melhores

Da pata não falarei,
(Quem sou eu para o fazer?)
De poleiros nada sei
Mas muito há que dizer

Pois assim que a pita vá
Ao canto do galinheiro
Gente aí não faltará
Que lhe ocupe o poleiro

Anónimo disse...

Ah, agora já percebi a da galinha!... é que ouvi pr'aí um político dizer que "grão a grão enche a galinha o papo"! Ops!, desculpem, que já passou da meira-noite!

Angel disse...

Vasdoal y su acierto en retratar cosas mundanas,potes,lareiras.Por cierto ,y una gallina de estas en "pepitoria" con su majado de almendras,cuatro o cinco horas a la lumbre....Para chuparse los dedos.
Perdonarme por mataros la gallina.
Un abrazo.Angel

Júlia Ribeiro disse...

Olá, Daniel, que quadras fenomenais. Gostei muito desta sua faceta tão divertida .
Tenho ido frequentemente ao seu blog. Não deixo comentários ou porque teria de dizer sempre que é magnífico aquilo que o meu Amigo escreve ou porque me sinto tão pequenina perante ideias e reflexões tão profundas : aspectos da vida e da morte, do ser ou não ser, do efémero e do eterno (ou pelo menos eterno à escala humana, que é a minha ) . Acredite que me sinto bem depois de ler os seus textos e a sua poesia.
Obrigada e um abraço grande.
Júlia.


Já agora, aproveito a embalagem e vai outro abraço para o Angel com o meu perdão por se matar a galinha. E é tão só para a comer em bom cozinhado com amêndoas da cortinha da guarda.
O pior é que alguém está matando galinhas - várias - que poderiam ser as dos ovos de ouro...

Vou votar. Até logo
Júlia

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