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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Códiga do Larinho


Cachos de Códiga do Larinho, fotografada na freguesia do Larinho (foto do Dr. Armando Gonçalves)

Parece terem terminado as vindimas e o môsto vai fervilhando pelas adegas das nossas terras durienses. Como toda a gente por aqui sabe, ele há muitas e variadas castas de uvas, sendo as mais conhecidas, no Douro, no grupo das Tintas, a tinta Roriz, Tinta Barroca, Tinta Francisca, o Tinto Cão, as Tourigas (franca e nacional), o Mourisco Tinto, etc; no grupo das Brancas: o Donzelinho Branco, Esgana-Cão, Malvazia fina, Rabigato, a Códiga, etc. - muitas das designações variam de região para região, mesmo de um concelho para outro, ou de uma freguesia para outra.
Estas castas são transversais a muitos dos concelhos do Douro, sendo difícil determinar a sua origem, pois estão aqui enraizadas algumas delas desde há séculos.
Todavia, há uma que, dada a sua especificidade, foi identificada com uma freguesia do concelho de Torre de Moncorvo: a códiga do Larinho (ver foto acima). Segundo alguns especialistas, será uma sub-casta, ou variedade da casta Códiga. O certo é que é a única que é específica do nosso concelho, embora naturalmente se possa ter já disseminado por outras terras do Douro.
Em tempo de vindimas aqui fica este apontamento (no seguimento do dos "arrotchos"), dedicado aos meus amigos Larinhatos, para que sintam ainda um bocadinho mais de orgulho na sua terra!

7 comentários:

Anónimo disse...

Estas castas prenhes de «terroir» fazem brancos excelentes. As castas Rabigato, Viusinho e Côdega do Larinho, fazem parte da nossas vinhas há muitos anos e adptaram-se na perfeição ás terras xistosas e ás temperaturas extremas e áridas que por aqui se fazem sentir. Um vinho feito com estas castas é sempre frutado de cor citrina e deve beber-se entre os 9 e os 11 graus e consumir-se enquanto jovem. Sem qualquer interesse na publicidade deixo aqui uma sugestão do melhor que já bebi e podem qrer já bebi muitos...«Grambeira 2008» se ainda encontrarem...
BACCO

Anónimo disse...

Caro (e divino) Bacco,
Sugestão aceite. o Grambeira é meu conhecido (tenho que estar atento a esse ano - 2008) e comprovo. O "Montes Ermos" branco também já tem saído bem bom. E, já agora que falamos nisso, no séc. XIX eram afamados os vinhos brancos de Moncorvo, a eles se referindo o grande estudioso da vitivinicultura duriense Àlvaro Moreira da Fonseca, em vasto artigo publicado nos Anais do IVP, em 1941. Daí que se devesse recuperar mais esta tradição dos vinhos brancos da nossa região, identificando as melhores castas para o efeito, e conseguindo uns vinhos leves, frescos e aromáticos, que entrassem mais no consumo corrente (dos verdadeiros apreciadores, entenda-se)
N.

Wanda disse...

Olá!
Que grandes idéias e sugestões e conhecimento!Eu que não tenho nada de enóloga, sempre aprecio um copito de vinho às refeições, assim como minha avó fazia.Ela viveu noventa e três anos, se eu viver dez a menos já me contento!
Como dizem os mexicanos:
"Dios vino… Y vino para todos"

Abraço
Wanda
São Paulo, 1 de outubro???já??2009

Júlia Ribeiro disse...

Que cacho tão lindo!
Pode ser excelente para vinho , mas está mesmo a dizer "comei-me".
Claro que depois do vinho feito, de certo se porá a dizer "bebei-me".
Gosto deste tipo de postagem.

Abração
Júlia

Angel disse...

El Gambeira de Carraceda de Ansiaes está casi siempre en las ferias de frontera,Freixo,Vitigudino,Trabanca, y en otras mas, por ello seguramente es de los mas conocidos en esta zona de acá.
Doy fe que el blanco de Carraceda con ese aroma que le da seguramente el Rabigato es extraordinario para el pescado.(Por ejemplo,los peces del Sabor.
Fuerte abrazo a todos.

atrásdaserra disse...

É boa sim senhor...
O meu pai é apreciador dessa casta e tem várias cepas, já com alguns anos, que produzem muitas e boas uvas. Como ele faz vinho à "antiga moda" transmontana - com mistura de variadas castas brancas e tintas - o resultado obtido é, na maior parte das vezes um vinho palheto, agradável ao paladar, com alcoól bastante e que acompanha bem grelhados de carne.
Foram muitas as vezes que esse vinho (primeiro comprado e ultimamente produzido pelo meu pai) serviu de "mata-bicho" nas frias manhãs de caça na Açoreira e na gélida serra de Urros.
Aquecia as frontes, agasalhava a alma e... e em coro diziamos: que rico palheto... ao que eu respondia: é do Larinho, do Benjamim...
E por falar em dessiminação, esta casta foi levada para a a região vínicola suíssa do Valais e deu-se bem com o clima. O vinho, esse nunca o provei... mas o do larinho è bom!!!
Provem

Anónimo disse...

Fala-se em uvas, fala-se em Vinho, e despertam-se as almas! As boas almas trasmontanas e brasileiras e salamantinas. Temos que seguir a sugestão do Angel e experimentar o tal de Grambeira com os famosos peixitos da Foz. Por outro lado, o nosso amigo Atrás-da-Serra é um entendido! Tem piada que já provei um granda vinho suísso, branco, precisamente, creio que das encostas dos contrafortes alpinos virados para o lado da Itália, e que era fabuloso! Não sabia é que que podia ter algo da códiga larinhata, assunto que vou tentar esclarecer junto do meu amigo Zé Roseira (que esteve associado ao produtor suísso Emmanuel Ricou).
Bem, é melhor não falar aqui muito da Códiga do Larinho, pois se se torna muito badalada, às tantas os americanos vêm logo cá buscá-la para a meterem na Califórnia, e ficamos a ver navios como aconteceu com o Vinho do Porto e com a Amêndoa...
N.

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