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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

O coração da vila

Praça Francisco Meireles, Outono de 2006 (foto N.Campos)

Se a igreja matriz é o ex-libris por excelência, o coração da vila é a praça Francisco Meireles, ou, simplesmente, a Praça.
Nesta vista, captada do miradouro do Castelo, vê-se ao centro o chafariz filipino (datado de 1636) depois da sua reconstituição e reposição na referida praça em 1999, mais de um século depois de ter sido daí removido (foi em 29.07.1890, conforme anotou o autor da "Caderneta de Lembranças").
Pegando no título de "post" anterior e ainda no seguimento do "Cultural Dream" esta foi, seguramente, a cereja no cimo do bolo da intervenção realizada no Centro Histórico da vila, nos finais dos anos 90.

3 comentários:

Daniel de Sousa disse...

A Praça foi a minha primeira janela para o mundo. Foi praça, mas também foi feira, coreto, procissão, foi muitas vezes vida, algumas vezes morte e desconsolo, foi segredo e foi paixão, grito e silêncios, canícula e tempestade, foi muitas gentes e muitas descobertas, partida e chegada, abraço e ternura, mas também raiva e distância. Foi um lugar de muitos lugares. Onde se volta porque os lugares afinal não acabam, nem se destroem. Quando os guardamos na memória.E os amamos.
Muito mais tarde descobri que, afinal, o mundo também é uma grande praça. Como esta Praça.

Anónimo disse...

Ao ler o post e o comentário do Daniel, somente tenho a dizer que esta cereja não é assim tão brilhante como as que ficam geralmente nos bolos perfeitos, porque afinal a Praça de que se fala, já não é a mesma Praça, e o chafariz, contribuiu para que isso acontecesse. Claro que também o decréscimo da população também contribuiu. Falta animação, espaço e o carisma que teve. Esta também já não é bem o indiscutível centro cívico da vila. Surgiram, ou reconverteram-se espaços que deram origem (ou reforçaram)a centralidades, e a praça acabou por perder protagonismo. Mas, é evidente que esta cereja contribuiu para isso.

Em suma, ainda bem que temos um bolo, que parece muito bonito por fora, mas que por dentro poderia ser mais doce e saboroso, se em vez de ser razoavelmente bem feito, fosse MUITO BEM feito!

Cmps.

E:L

Anónimo disse...

Os dois depoimentos anteriores são pertinentes. No primeiro, de Daniel Sousa, está a "sua" praça, local das suas memórias, o seu referencial de inércia, ponto de partida e imagem mnemónica da sua terra de origem - Torre de Moncorvo. Para ele, porque tem presente essa praça-memória, o que conta é o Lugar (no sentido de Marc Augé, por contraposição ao "non-lieu"), e não o afectam as eventuais transformações que o espaço possa ter tido, porque não deixou de ser um Lugar, pelo menos ao nível das suas representações.
Quanto a E.L. parece não se reconhecer nesta praça, criticando a reposição do chafariz e outras intervenções (noutros espaços, depreende-se) que, na sua opinião, retiraram protagonismo à Praça Francisco Meireles. Falta-lhe animação, refere, embora reconheça que isso também se deve à falta de gente (depreende-se que na vila).

Tentei neste espaço dos comentários expor aqui algumas ideias suscitadas pelos comentários referidos. Mas, alarguei-me de tal modo que, no final, ao tentar postar a(s) minha(s) opiniões, apareceu a fatal mensagem: “O seu HTML não pode ser aceite: Must be at most 4,096 characters”.
Que chatice!... Que fazer? Ou reduzir drasticamente o texto (o que dava cá uma “trabalhera”…), ou apresentá-lo como “post”? Acabei por optar por esta via, até porque como hoje é apresentado um livro e filme (o livro, com base em reportagens de Assis Pacheco, Leonel Brito e Rogério Rodrigues; o filme, de 1977, tem com realizador L.Brito, como já foi referido neste blog), versando a realidade de Torre de Moncorvo de há mais de 30 anos, e em que necessariamente a Praça desse tempo é mostrada, creio que se tornam oportunas estas reflexões.
Passemos então ao “post” – O coração da Vila II.
N.

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