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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

MONCORVO,Março de 74 a 2009

A cereja no bolo

A cultura, na generalidade das autarquias, não sendo uma prioridade, fica sempre bem, como cereja no topo de um bolo recheado.

E Moncorvo não foge à regra, com equipamentos culturais de boa qualidade.

Em 1997, o então Presidente da República, Jorge Sampaio, acompanhado pelo dirigente socialista Lopes Cardoso, já falecido e com origens em Moncorvo, inaugurou a Biblioteca Municipal, com pompa e circunstância, sedeada em solar de brasão picado.

Hoje, cataloga cerca de 20 mil livros e conserva os acervos documentais, parcelares na maior parte dos casos, entre outros, de Santos Júnior e Armando Martins Janeira. Também algum espólio, não tanto como seria desejável, do padre Joaquim Rebelo e doações do jornalista Afonso Praça, natural do Felgar, nomeadamente a colecção do semanário “O Jornal”, e ainda a colecção do quinzenário regional “A Voz do Nordeste” entregue pelo seu primeiro director, César Urbino Rodrigues.

Mas a Biblioteca não se esgota nos livros e na preciosa documentação de séculos de vida do município. Tem também uma ludoteca informática e computadores para trabalhos escolares, além de acesso gratuito à Internet.

Uma vez por semana, agentes da Biblioteca organizam leituras para idosos e, mediante o Plano Nacional de Leitura, tem saídas diárias para todas as escolas durante os três períodos lectivos.

Em Março de 2008, também em edifício recuperado, contíguo à Biblioteca, foi inaugurado o Centro de Memória, onde repousam, justamente, muitos dos fundos, doados ou adquiridos, que fazem parte da riqueza patrimonial e intelectual do município.

Ainda na composição do bolo e na sua decoração foi lembrada ao repórter a recuperação do Cine-Teatro, com uma programação heterogénea para públicos vários, a reconversão de um antigo Celeiro num espaço para manifestações teatrais, um Museu do Ferro, com um trabalho notável de recolha e divulgação de um município, cuja identidade assentou, durante muito tempo, na cultura do ferro. Por fim, foi criada uma companhia de teatro residente, amadora, a “Alma do Ferro”, um projecto de que já se vinha falando desde 2001.








Nota: texto de Rogério Rodrigues
fotos de Lelo Brito
do livro MONCORVO, Março de 74 a 2009

6 comentários:

Leonel Brito disse...

Como desde Maio não "posto", o resultado está à vista :este post está mal paginado .Peço o favor ao Vasdoal de o paginar de novo (bem,como ele sabe).

Júlia Ribeiro disse...

Olá , Amigos blogueiros e todos os demais conterrâneos:
Há uma eternidade que não visitava o nosso Blog! Tenho andado demasiado ocupada. E ainda dizem que os reformados não têm nada que fazer...
Chegada aqui, lido o texto do Rogério que nos dá conta do já assaz vasto universo cultural de Moncorvo, vistas as fotos do Leonel, só posso dizer que fico felicíssima.
No próximo Sábado lá estarei para dar uma grande abraço ao Rogério e ao Lelo, e um pensamento de saudade ao meu antigo colega e bom amigo Assis Pacheco.
E já me esquecia: há um outro espaço cultural que me dizem que é excelente e eu quero muito visitar: o Núcleo Museológico de Fotografia do Douro Superior, da responsabilidade do Professor Arnaldo.
Nao sei se a casa da antiga Mestra Marquinhas dos Remédios já está visitável.
Tudo isto enriquece Moncorvo e é motivo de orgulho para os moncorvenses da vila e os moncorvenses do coração.

Um abraço muito grande
Júlia

Anónimo disse...

Mau grado a "crije", façamos votos para que a Cultura continue a ser essa cereja no cimo do bolo. Passado o tempo das infraestruturas, é importante cuidar do espírito, tanto em função da comunidade residente, como dos que nos hão-de visitar - transformando a cultura em mais-valia económica.
Ora então até Sábado, para vermos estes trechos em letra de forma.
N.

paulo patoleia disse...

Mais um dia que se adivinha de festa, saudades amizade e cultura. O Lelo, o Rogério e o Assis bem merecem. Depois da projecção do ansiado filme «Gentes do Norte» convido a distinta conterrãnea Drº Júlia Ribeiro e demais convidados a visitar o nucleo da fotografia do prof. Arnaldo, e a casa do Arco da Senhora dos Rémedios «Marquinhas», torreão e singela capela, com memória á mestra e texto da autoria da Júlia. Em tempos em que tudo fecha... a abertura destes dois espaços privados, abertos ao turísmo num itenerário intra-muralhas medievais desta vila assim como a própria reabilitação destes edifícios degradados, com carolice e um grande amor á terra acrescentam mais duas cereja em cima do bolo. Abraço transmontano.

Anónimo disse...

Estou a ver que amanhã vai ser um dia em grande, para perdurar na MEMÓRIA de moncorvo! Lá estaremos em todas!

Viva a cultura!

cmps.

E:L

raquel disse...

Olá tive o prazer de estar ai,parabens a todos e principalmente a Lionel Brito que nos convidou , tive o prazer de conhecer moncorvo é linda e tem tudo é rica em tudo que tem ,a grandes terras ou diria cidades que não chegam aos vossos calcanhares...

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