torredemoncorvoinblog@gmail.com

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Depois da neve... mais nevoeiro e geadas

 
"... brumas emergiam de longos vales 
que eram fábricas de algodão 
de um inverno eterno.
......................................
o reino da magia do tempo antigo
que se desvanece na memória 
de seres extintos"
(Henrique de Campos, Rio da Morte, 2000)

 
Aninhada no seu "edredon" nevoento, 
a "menina" começa a despertar...

Vai-se desnudando, libertando-se dos "cobertores".
Ei-la que emerge para um novo dia...
Algures na Terra Média.
Ao fundo, muito ao fundo, o pico da Mua,
de onde ferreiros mágicos arrancavam as pedras
para forjarem as espadas dos Elfos.


Geada e nevoeiros, na encosta da estrada para a Açoreira... 
Ao fundo, espreitando, lá está ela, tiritando ainda
(e com esta tundra na vertente, talvez Torres de Moscovo...).

Textos: Henrique de Campos
Fotos: de um fotógrafo madrugador, que quis permanecer no nevoeiro...

9 comentários:

Julia Ribeiro disse...

Mais poemas ! Mais poemas !
Ficamos à espera, Henrique de Campos.

Júlia Ribeiro

Anónimo disse...

O "fotógrafo madrugador" fez umas belas imagens.
De mãos dadas com as palavras escritas ficam ambas a ganhar !

Parabéns

A. Manuel

Anónimo disse...

Excelentes comentários poéticos para uma paisagem invulgar que alguém realmente madrugador aqui fixou.
Não conheço trabalhos poéticos de Henrique de Campos mas gostava de ler algo mais da sua autoria.
Outra questão ( e perdoem-me desde já a gaffe se não for verdade ) : o Autor não é o distinto arqueólogo que tem dirigido esse magnífico trabalho de recuperação e requalificação do património histórico, medieval e outro, de Moncorvo? É que se o for desde já lhe exprimo aqui o meu grande apreço pelo elevado nível do(s) seu(s) trabalho(s).
Daniel de Sousa

Anónimo disse...

Lo del fotógrafo madrugador,me estraña,con lo que le gusta la cama.
Prefiero la del "Desterro" de Henrique de Campos:

Naquela depressão ao fundo
cava-se o fatídico vale.

A terra do nunca.
O paraíso que não existiu.
.......
Ahora vamos a tirar el anzuelo a Zé de Cabo.
En la próxima postada ya sabeis,cazuela a la lumbre,cordero,porco,sopas de ajo....Y si no
pasate por la entrada (http://labodegadelasolana.blogspot.com/search/label/cocina)
y no comentes nada.
Un gélido abrazo.Angel

N. disse...

Pois é, o meu amigo H.C. é bicho muito esquivo e algo preguiçoso para escrever, por isso não tem grande obra - e tudo o que tem, salvo poucas excepções, é tudo muito deprimente! Sobre quem é (ou não é), não estou autorizado a dizê-lo. Já o fotógrafo é realmente muito madrugador, sobretudo se considerarmos que chegou aqui ao amanhecer, depois de uma longa viagem desde o Alentejo profundo. E é como o outro: também não me autorizou a dizer quem era - só posso garantir q é um moncorvense de primeiríssima água e que se move bem no mundo da Imagem (quero dizer, da captação da dita). - Por eso, Ángel, ese otro que dices mantiene intocable su fama de "amistad a la cama" por la hora de nacimiento del sol, pero sigue sendo un gran amigo de la Madrugada, que, como sabemos, siempre inspira los poetas (mismo los no Andaluces, de ahora). - Ah, y he dado una mirada por la ventana de tu bodega de La Solana... Pero qe cosas tan buenas!!!! tantos pecados calóricos a pedir una dura penitência de ir y venir pelo menos 4 veces al pozo de los Humos!!! Tienes ahí un verdadero Paraíso (que ese sí existe, mejor do que lo que dice Campos, en tu citación - ello te agradece y te manda un abrazo!): mismo los guijarros poderían ser pintados por un Zurbarán en un qualquiera bodegón del diecesétimo siglo! - Estoy seguro que Zé do Cabo no resistirá!!!
- Abrazo para Ustedes, siempre caliente, enquanto no acabe el Vino, esa dádiva de Dios, fruto del trabajo del Hombre, y que si es sangre de Cristo, una benedicación a quien lo ha muerto, y me darás más una copa de penitencia por decir esta heresía blasfema!!!
N.

India disse...

Henrique de Campos e as belas fotos do fotógrafo amador despontam em mim o amor que sinto e nego por esta região também tão deprimente...

n. disse...

Não negues, querida Índia, não o negues.... deprimente e tudo, é a melhor terra do mundo, acima de tudo porque é a nossa!...
bjs

Anónimo disse...

O fotógrafo é amador ou madrugador,ou as duas coisas?
Mais poemas,mais poemas...

Anónimo disse...

As fotos não abrem?

eXTReMe Tracker