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terça-feira, 6 de janeiro de 2009

O Leva-leva e o peixinho frito do Sabor

Inteligente, com estudos, boémio, perdido da vida, chegou a Moncorvo e ai ficou para sempre. Beberrão e comilão, mas com grandes conhecimentos agrícolas, um hortelão de primeira. Um quintal amanhado por ele era um primor. E tinha sentido de humor.
Quando ia com o burro para a Quinta da Água, levava sempre no bolso um bilhete de cinema do cine-teatro, não fosse o cantoneiro pedir-lhe a licença camarária do burro.
É que a maioria dos cantoneiros não sabia ler, mas reconheciam o carimbo da câmara. E lá se safava.
O Leva-leva foi um dos meus heróis de menino.
Leonel Brito

14 comentários:

Anónimo disse...

No podía por menos Leonel.Esta foto afirma el dicho,que una imagen vale mas que mil palabras.
Y ese pez asomando a ambos lados.
La evolución del bocadillo.Pan con peces,pan con cacahuetes,pan con chocolate en crema.La degeneración.
Un abrazo. Angel.

N. disse...

Ah, e faltou dizer que o "Leva-leva" era um fanático do FCP: nos dias em que o Porto tinha jogos importantes, trajava-se a rigor, com calções, camisola, sapatilhas e andava com uma bandeira às costas do dito cujo clube... (cheguei a vê-lo assim, a passar ali ao pé do Tribunal, há uns bons anos...)

Julia Ribeiro disse...

Mais recordações: o "Leva-Leva". Sabem que chegou a estudar no Colégio dos Carvalhos? Foi mesmo um "perdido da vida" . Por vezes, o vinho lhe era tão pesado nas pernas e abrasador na cabeça, que se sentava encostado a uma parede e dormia a sono solto. Dele se dizia que não precisava de manta ou cobertor pois, até em noites de frio cortante - aquele frio que trespassa até aos ossos - dele se dizia que a geada derretia à sua volta por mais de meio metro.
Não sei se seria bem assim. Sei que, por mais de uma vez, não terá enregelado porque o taxista Cabeças o levou à Quinta da Laranjeira, onde o Sr. Luis Carvalho lhe dava guarida.
Mas quando a cabeça esfriava e o pensamento ficava mais claro, ia pagar a viagem. Era um homem honesto , o "Leva-Leva".


Um abraço ao Lelo que presumo seja o Leonel Brito . Se não é, peço desculpa pela 'gaffe'.

Júlia Ribeiro

josé ricardo disse...

também me lembro da personagem. mas queria, antes, enviar um abraço aos mentores deste magnífico espaço. irei, naturalmente, divulgá-lo com orgulho.

josé ricardo

Anónimo disse...

Júlia,
Sou ,de facto , o Lelo Brito.
Interiorizei de tal modo o "Lelo", que , quando fiz o exame de admissão ao liceu, perguntei ao professor vigilante na sala como se escrevia o meu nome (se Leonel ou Lionel),tão habituado estava a assinar Lelo nos "pontos" e a ser assim chamado por todos.

Releio os seus contos com o mesmo entusiasmo da primeira vez, sigo a sua participação no blog. Sempre com o orgulho de ter uma conterrânea da estirpe da Júlia.
Abraço-a com gratidão.
Lelo

8 de Janeiro de 2009 17:44

Júlia Ribeiro disse...

Ora , aqui está uma das vantagens da informática ( embora eu seja uma "nabiça" nestas lides) e da Internet : um abraço virtual que é tão sentido como um abraço real.
Até um dia destes, pois conto ir a Moncorvo com outro continho , aí por meados de Fevº , mas é principalmente para me sentir no torrão e encontrar velhos amigos e amigas .
Retribuo o abraço e gosto muito do que aqui vou lendo.

Júlia Ribeiro

Anónimo disse...

Nelson, Júlia, Rogério ,Leonel, Aníbal, Daniel e Angel,

Passei pelo blog como um meteorito. Estatelei-me na realidade.
Não volto.
Obrigado a todos.
Zé do Cabo

N. disse...

O quê?? O nosso amigo Zé do Cabo vai deixar-nos?? o principal animador do Blog e o nosso "homem-mistério"? - isto ficaria sem graça nenhuma!...
- mas afinal o que é que se passou? zangou-se connosco? pq? - faça lá o favor de rever essa posição...

Júlia Ribeiro disse...

Zé do Cabo, Amigo:

Que se passou? Quero que me conte como conhece tão bem o meu pai , esse tal que "Não é Doutor" e como conhece a minha mãe, aquela mulher cheia de vida e de coragem, "boa cozinheira" e "a melhor cobridora de amêndoa" de Moncorvo.
Tem de me contar tudo isso e quero oferecer-lhe o meu último conto, que é justamente a minha homenagem a essa mulher extraordinária. E, obviamente, preciso de descobrir quem é o meu desconhecido Amigo Zé do Cabo.
Ora volte lá e diga-nos das suas, combinado?

Um abração.
Júlia Ribeiro Biló

Anónimo disse...

¿Le habrán prohibido el porco,el vino,o tal vez fuese el meteorito fugaz, que guió a los reyes magos?,(por eso de las fechas navideñas,digo).
Se que al final le picará la curiosidad y no podrá faltar.Los amantes de D. Quijote,nunca te dejarían en la "estacada";y menos para un trago de vino en compañía.
Nelson, te mandaré un correo con unas imagenes de Mariquelo.Esta semana pasada subió a la catedral de Lisboa;con tamboril y gaita.Locuras de la edad.
Un abrazo.Angel

N. disse...

Hago mías las palabras de Angel! Esperemos que el meteorito venga a calir en Foz de Sabor y lo apagaremos de pronto con muchos guijarros de viño. Gracias por antelacción sobre las nuevas de Mariquelo. Veo que aún no hay gañado juício! pero espero que haya encantado los lisboetas, tocando arriba de su catedral - quizás una evocación del terramoto que motivó la tradición de los "mariquelos" de la Catedral de Salamanca (ya así se encierraría el ciclo de sus locuras, ehehe)
Abrazo,
N.

Anónimo disse...

Mas que raio de bicho mordeu o Zé do Cabo? alguém nos sabe dizer? em que "realidade" se estatelaria? (não é q não voltou mesmo...) - parece q também se internou no nevoeiro... Bem, continuaremos à espera do nosso D. Sebastião, com o mesmo ou outro nick. Onde quer que esteja, o nosso abraço e pedido de regresso urgente.
N.

Júlia Ribeiro disse...

A pedido (insistente) dos amigos : Zé do Cabo ao blog ! Já !
Está um abração à espera.

Júlia Ribeiro

Xo_oX disse...

Também acho que o "Zé do Cabo" faz-nos falta. Pode surgir com um heterónimo, mas o que conta é a alma, e essa, fruto da saudade, tenho a certeza que anseia pelo regresso.

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