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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Pastagem Natural em Terras de Moncorvo - Raça Mirandesa

Ao passar pela Qtª Branca, no Larinho, na estrada que liga Moncorvo a Carviçais, chamaram-me à atenção estes lindos animais de raça mirandesa.

Apesar de ser raça oriunda da região trasmontana, os bovinos mirandeses estão já espalhadas por várias explorações de norte a sul do país.
A carne de bovino mirandês é a base da "posta à mirandesa", iguaria da cozinha nordestina. Apesar da qualidade, por vezes, é difícil abastecer o mercado, em expansão fora das fronteiras do Solar da raça.
Carne muito saborosa e suculenta. A carne destes animais é bastante utilizada na cozinha tradicional desta região, sendo de destacar a muito afamada posta mirandesa, que é uma forma de grelhar carne cujo único tempero é o sal, apenas para realçar o excelente sabor . Frequente é também o consumo sob a forma de vitela assada no forno, bifes à Alto Douro e vitela entronchada à transmontana. As restantes peças, menos nobres, são consumidas noutros pratos tradicionais da cozinha regional e nacional, designadamente no cozido nortenho, no cozido à portuguesa e em estufados vários.

Por terras de Moncorvo também se come uma bela posta à mirandesa, pois vale a pena passar em Carviçais no Restaurante "O Artur", onde a especialidade é a Posta à Mirandesa.

3 comentários:

Anónimo disse...

Não estou certo de que o segredo da posta seja só a grelha e o sal... mas de qualquer modo fica sempre um pouco esse segredo de cozinha que o transmontano gosta de cultivar. E a transformação de um tal naco de carne , generoso macio e ressumante, num esplendoroso festim de sabor é decerto uma celebração do divino que bem merecia aqui "posta" literária condigna.
Sobretudo quando a sua degustação se puder acompanhar de rúbido tinto aí da quinta da Ferreirinha na volta do Monte Meão, em boa companhia.
E já que para ir ao Artur são daqui da porta cem léguas, contento-me em ir ao "Beirão" que fica perto , também é mestre da posta e a faz a meu pedido, matando-me saudades.
Daniel de Sousa

Anónimo disse...

Não à publicidade,se por várias afirmações se zangaram digo o que porquê desta, existem vários aqui na minha zona sabem onde é, Miranda do Douro, podem visitar a GABRIELA em Sendim.

Anónimo disse...

Estes transmontanos são tramados! em vez de apreciarem a beleza destes pobres bichinhos, de olhar simpático (acho a vaquinha lindíssima!!! com aquela franjinha loira sobre a testa... para não falar no vitelinho), põem-se logo a salivar e a pensar em "postas"... Uma vaca é uma vaca, não é um hamburguer, nem uma posta, meus amigos! E que belos lameiros!... Para mim foi mais uma "descoberta", pois não imaginava que tínhamos ainda bovinos a pastar placidamente pelos campos (das cercanias) de Moncorvo. Um tempo houve, diziam-me os meus vizinhos da Corredoura mais velhos, que nesse bairro praticamente não havia casa de lavoura que se prezasse que não possuísse uma junta de bois. Só mesmo os mais pobres, que só tinham para vender a força do braço à jeira, e que constituíam o proletariado agrícola é que não tinham estes bichos; os lavradores, estes eram definidos pela posse da junta (de bois), dando origem a alcunhas que ainda perduram, como os "Vitelas"... E parece-me que a raça que havia era esta, a mirandesa, por serem mais fortes e robustos. Eles eram os verdadeiros tractores da Vilariça, antes dos Massey-Ferguson... E não era só para as lavras: milhares de toneladas (ou milhões) ao longo dos séculos, foram arrastadas, em carros de bois, de melões, cereais, cânhamos, todo o tipo de hortaliças, desde a Vilariça para os celeiros, para as feiras e para o mercado diário da vila; lá estavam os sulcos nas fragas do velho caminho que parcialmente o troço de ligação ao IP-2 tapou para sempre. Ah, e os milhares de toneladas de pedra, que foram das pedreiras do Larinho para a Igreja Matriz, para o convento franciscano, para os solares da vila, e, antes, para o castelo de Moncorvo?? quem jugam que os arrastou?? - estas possantes máquinas, meus amigos, seguramente os nossos"miandeses". - Por isso, foram uns bichos importantes para a história do nosso concelho, mais do que se possa imaginar. E não fora o já haver por aí várias estátuas, em Bragança, em Montalegre, a propósito das chegas e creio que mais do boi barrosão, acho que a "Mirandesa" bem merecia tb uma estátua. Se não em Moncorvo, nas suas terras de origem, a Terra de Miranda.
Mas, já agora, e indo ao encontro dos comentários anteriores, o meu avô, devoto adepto da teoria trasmontana segundo a qual "peixe não puxa carroça", lá ia dizendo que o único peixe de que gostava era do de lameiro!!! - "postas, só de peixe de lameiro", dizia ele, que era natural da aldeia de Bemposta (concelho de Mogadouro), razão pela qual, eu lhe perguntava se a terra dele não teria já a ver com a mítica posta? - "lá estás tu a mandar postas", respondia.
E com tudo isto esquecia-me de felicitar o fotógrafo e post-ador destas belas imagens e oportuna descrição. Boa Jorge, queremos mais destas!
abraço,
N.

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