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quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Grupo Desportivo de Torre de Moncorvo em fotografia

Queria divulgar um Album digital de fotografias que ilustram muitos momentos da vida do Grupo Desportivo de Torre de Moncorvo. Aqui podem ser encontradas fotografias da década de 50 até à actualidade; desde as tradicionais equipas de casados e solteiros até a imagens de momentos históricos como encontros com o FCP, com o Boavista ou Leixões; os campos de jogos, os convívios, até a forma de vestir (e conviver).
Esta recolha de perto de 350 fotografias, resulta do empenho, ao longo de vários anos, de Carlos Ricardo. É um património que pode ser acedido por qualquer um, e que pode também ser enriquecido por quem tenha em casa fotografias que decida disponibilizar para fazerem parte desta galeria.
Com autorização de Carlos Ricardo, aqui são apresentadas algumas fotografias
O endereço para consultar toda a galeria é:

http://picasaweb.google.com/gdmoncorvo

5 comentários:

N. disse...

Parabéns ao Camané por esta impressionante recolha! É o Centro de Memória do GDM. Porque não fazer uma selecção e publicar um Álbum comentado, tipo Fotobiografia ou História do Clube? Podia ser uma boa prenda para se oferecer aos árbitros (só depois do jogo!...), e um excelente cartão de apresentação para qualquer visitante!
Para além do factor humano, é interessante vislumbrar o urbanismo da vila, ao fundo, por trás do mítico estádio de "S. Paulo": por exemplo na 1ª foto, ainda se vê lá o lagar que estava onde agora estão os Bombeiros e a casa da primeira central eléctrica, infelizmente demolida há poucos anos, depois de ter funcionado como delegação escolar... E a cooperativa ainda lá não tinha os depósitos da binhaça...
Ah, e que dizer do contraste entre a bancada de fraga de xisto a actual, do estádio Engº. José M. Aires? e que dizer das senhoras e senhores finos, alinhados quase dentro do campo, para não perderem pitada do jogo, em vez da distância (embora mais elevada) da actualidade... Mudanças interessantes, para além da coloração das fotos e dos protagonistas do jogo.
N.

camne ricardo disse...

Meu caro amigo N, obrigado pelo elogio, eu não fiz mais do que o meu contributo por este grande clube que é de todos nós, pensei fazer uma Fotobiografia do G.D.M. no ano 2007 quando fez 50 anos (foi fundado no dia 01-04-1967), mas como deves compreender estas coisas não são feitas de um dia para o outro e há muitas pessoas que fazem parte da história deste grupo que não tem qualquer registo, por isso pedia a colaboração de todos, e se me fizessem chegar essas mesmas fotos através do endereço gdmoncorvo@gmail.com eu agradeceria muito, o grupo desportivo ficaria mais rico, agradeço também ao meu amigo (já falecido) Abel Mesquita, pelas excelentes histórias que me contou sobre a formação do grupo e as suas peripécias, até chegar ao que é hoje “Grupo Desportivo de Torre de Moncorvo”, personagens que fazem parte da história de todos nós, quem não se lembra do Horácio “espalha” que formou o 1º grupo desportivo que se conhece nesta terra e que dava pelo nome de “Académica Clube de Moncorvo”, depois de viver em Coimbra, ou nos anos 50 quando da visita do F.C.P., os comerciantes desta terra formaram o “Spor Clube de Moncorvo” e os celebres jogos casados contra solteiros, os jogos que se faziam entre as ruas, que depois no largo da corredoura fazíamos uma disputa entre os da “vila” e os “índios da corredoura”, até chegar aquilo que é hoje o “GRUPO DESPORTIVO DE TORRE DE MONCORVO”

Pensei nessa altura fazer uma breve história do desporto nesta terra, onde fazem parte várias associações como seja a “Associação de Santo Cristo” onde teve nos anos 80 o basket como referencia e o “Sporting Clube de Moncorvo” e outras associações deste concelho, mas não tenho elementos para fazer um trabalho digno desse nome, talvez, alguém se disponibilize para o fazer, seria uma mais valia

Desde já agradeço aos autores deste excelente blog a disponibilidade de dar a conhecer este endereço, e um dia, talvez faça aquilo que tu e todos nós desejaremos e seria uma mais valia para a história da nossa terra

Camané ricardo

Júlia Ribeiro disse...

Que de recordações! Pelos anos '50 (teria eu os meus 10 ou 12 anitos) muitas vezes fui ver futebol "ao S. Paulo" . É que o campo pertencia à Corredoura. E eram só vantagens: não se pagava bilhete, ficava ao pé de casa, ia-se a tempo de escolher o melhor assento na fraga de xisto colorida de veios castanhos alaranjados , ouvia-se o ferozmente repetido berro de "corner" - que na voz dos da Corredoura soava realmente outra coisa - (ainda não se traduzia para "canto")- e ouvia-se o coro de "só mais um", e o mesmo coro ora vaiava ora puxava pelo "keeper" - (ainda não se traduzia para "guarda-redes" , tal como não era ainda traduzido o "off-side" ) . A pobre da mãe do árbitro era tão maltratada então como parece que continua a sê-lo ainda hoje.
Mas glorioso mesmo era o jogo contra "os de Fozcoa". Naquele caso não se tratava só de equipas: eram "os de Moncorvo contra os de Fozcoa" . Uma rivalidade tremenda. Por vezes terminava a pontapé não na bola, mas nas canelas do adversário. E entre os adeptos também havia sarrafusca.
Aí, estava na hora de as senhoras da vila fugirem. E se a bulha descambava para coisa feia , então as mulheres da Corredoura fugiam também, levando a reboque os raparigos que queriam ficar bem lá no alto das fragas para gozar o espectáculo.
Não sei como é hoje. Nem sequer sei como está o campo de S.Paulo.
Mas eu nunca mais fui ao futebol.

Júlia Ribeiro Biló

N. disse...

Caro Camané,
Penso que o material que já tens (e com o do Arquivo do Clube e as memórias do pessoal mais idoso), já é suficiente para uma boa fotobiografia (com uma introdução à história do futebol local). Talvez, numa primeira fase, só o futebol de 11, e, posteriormente, essa história do Desporto (basket, futebol de salão, xadrez, bilhar, estes últimos mais na classe de jogos de salão, mas em que houve por cá grandes barras!!)
Para o futebol de 11, olha, a Drª Júlia acaba já de dar uma achega! E nós também ainda nos lembramos do pessoal do Castelo da Maia a fugir pelas cortinhas, nos idos dos anos 80, num célebre jogo no velho campo do S. Paulo, quando o GDM esteve pela 1ª vez na 3ª divisão. E outras mais peripécias que convém não lembrar (muito), de falta de desportivismo.
Já agora, para essa história do Futebol em Moncorvo, não sei se sabes que há mais um conjunto de fotos interessantes no Museu do Ferro (poucas mas interessantes), por uma razão simples: nos anos 50 a Ferrominas também teve uma equipa, em que jogavam vários técnicos e engenheiros! Por exemplo, quem se lembra do Engº. Monteiro de Barros, com a sua barriga e mais velho, dificilmente o imagina de calções e camisola desportiva, ainda novo e elegante, numa fotografia de equipa!! Pois é verdade! e outros engenheiros de Lisboa, como Mendes Boga, topógrafos, e não sei se mineiros; mais recentemente, o Engº. Florentino (que foi um grande jogador!) arranjou mais algumas, dos seus tempos. - Ou seja, é preciso não esquecer que o pessoal ténico das minas (muitos deles "lá de baixo", como era o caso do engº M.Barros) deu também um notável incremento a uma modalidade que, aqui na província, dava os primeiros passos. Numa província eminentemente rural, o futebol foi mais uma nota de urbanidade que distinguia e destacava Torre de Moncorvo em relação às demais. Vai ao Museu e vê o que lá possa interessar. Lá está o Horácio "Espalha", devidamente equipado, e outros que não me lembra, mas que estão identificados.
Outra nota interessante q ressalta da análise das fotografias dos futebóis desses tempos, é a transversalidade social que o futebol propiciava: aí se vêm, no caso do clube da Ferrominas, os engenheiros e técnicos, mas também homens como Horácio "Espalha", que não conheci, mas que me pintam como uma espécie de Diógenes moncorvense, naturalmente gente do comércio, as tais senhoras finas a assistir, mas também as mulheres do povo da Cordoira, como refere a Drª Júlia Barros... Ah, e mesmo jornaleiros e empregados agrícolas, como o meu saudoso amigo e vizinho tio João "Falapão", que, no seu tempo (talvez anos 40), foi um grande guarda-redes....
Há depois ainda aquele período brilhante dos iniciados e juvenis, da lembradura da nossa geração (com o treinador sr. Teixeira, tendeiro), culminando, em tempos mais recentes, no glorioso historial do GDM/GDTM, cujo zénit (para já) foi a participação na Taça.
Por isso, há material mais que suficiente, e acho que não é preciso esperar pelo centenário do clube. Daria jeito era encontrar um documento sobre o primeiro jogo de futebol em Moncorvo, mas, dada a precocidade desta vila em tanta coisa, se calhar esse centenário até já se deu, mas, por falta de documento, não o assinalámos! (A pessoa indicada para o poder saber, e seria um grande colaborador neste trabalho, até vive em Moncorvo, foi/é um grande desportista, na área do hokey em patins, e até tem aparecido na revista da Universidade do Porto, como um dos veteranos desta modalidade: falo do Sr. António Alberto Carvalho e Castro). Fica a dica!
N.

N. disse...

Só uma ADENDA, para referir, de inteira justiça, o papel do Sílvio Carvalho, como treinador, além dos jogadores e das Direcções que há anos mantêm o GDTM na dimensão que tem, sob a liderança do Engº J.M.Aires.
Posso não ser muito adepto de futebol, mas a imagem de uma terra passa também muito por aí (não vivêssemos no país no futebol!), e, como tal, sei reconhecer isso, pelo que aqui fica exarado o meu incentivo.
N.

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