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domingo, 18 de janeiro de 2009

Estevais Ano Zero








Pensando tratar-se da sua terra (Estevais, de Mogadouro), o Professor Rentes Carvalho adquiriu, em tempos, o documentário “Estevais, Ano Zero”. Era sobre Estevais da Vilariça, e ofereceu-o ao Nelson. O Nelson, reconhecendo o autor, teve a gentileza de lho regalar. Feito num dia de 1975, integrado na série “Arte e Ofícios” para a R.T.P..
Graças às novas tecnologias, transformei três fotogramas nestas imagens.
Nessa época não havia água canalizado na aldeia, razão porque as pessoas tinham que ir abastecer-se a uma fonte no meio da fragada, a 4 km..
O Senhor António, fez parte, em 1914/18, do Corpo Expedicionário do Exercito Português no sul de Angola. Depois de uma estada de três anos no Brasil, onde sofreu a crise de 29, regressou nesse mesmo ano, para sempre, à sua terra.
A rua era o recreio dos galináceos, que obrigavam os seus donos a pagar uma multa de oitenta mil e crôa à G.N.R. (a jeira, na Ribeira, era de cinquenta escudos).

O documentário pode ser baixado da internet, com o nome Estevais Ano Zero

Leonel Brito


6 comentários:

Anónimo disse...

Infelizmente por qualquer razão que me escapa não consegui fazer o downlaoad do filme, talvez por questão de direitos de autor ou azelhice minha .Mas o realizador , Luís Filipe Rocha , recorda-me muito dos anos quentes de 74 e 75, as campanhas de dinamização cultural ( nas quais não participei) todo um envolvimento cultural muito politizado que ele registou em vários documentários. Rocha para mim é sobretudo o autor desse fantástico filme que é o Cerromaior desse não menos notável Manuel da Fonseca e do Sinais de Fogo, os quais em diferentes épocas da minha vida muito me marcaram.Tenho pena de
não poder visualizar o documentário para o poder avaliar, mas não estarei decerto enganado se disser que o mesmo deve transmitir a imagem de uma realidade social e cultural de um povo ostracizado, ignorado, carenciado, sofredor , humilhado e ofendido , que procurava na emigração o seu sustento deixando atrás de si os velhos mas não a sua dignidade.Realidade que por muito tempo persistiu.
Se assim não for, então deveria sê-lo.Para memória.
Daniel de Sousa

Júlia Ribeiro disse...

Curioso, Amigo Daniel: sou muito mais velha, mas também a mim o filme "Cerromaior" disse muito, como já o livro me dissera uns 20 e tal anos antes. (Há entre o romance - o 1º de Manuel da Fonseca - e o filme quase 40 anos. Mas obviamente não se podia rodar
tal filme durante a ditadura. Mesmo o livro só se lia bem aferrolhado dentro de casa e passava-se logo a um amigo).

Nunca vi o filme "Sinais de Fogo" ( julgo que também é de L.F.Rocha), mas esse romance espantoso - o seu " magno romance" no dizer do próprio Jorge de Sena -( escrito em meados dos anos 60 , e só publicado quase 20 anos depois ) foi uma das obras que me marcou. Aliás, penso que marcou toda uma geração. (Ou , pelo menos, quem o leu).

E creia, amigo conterrâneo, que subscrevo inteiramente o seu comentário.

Um abraço
Júlia Ribeiro

N. disse...

O documentário "Estevais, ano Zero" é, de facto, um documento, do maior interesse etnográfico, antropológico e histórico-sociológico (e até arqueológico, pois estes arruamentos desgastados pelo tempo, certamente já desapareceram). Em boa hora o realizador Leonel Brito e o jornalista Rogério Rodrigues se meteram ao caminho e nos deixaram este registo bem datado. Obrigado a ambos.

Anónimo disse...

Hola amigos,la felicidad casi siempre está en las pequeñas cosas;enrollar un cigarrillo por ejemplo.Bellas imagenes,en una bella tierra.
Hoy sabéis, no hay buenas noticias.Se reunen en Zamora,(unas de las patrias del insigne Viriato),las autoridades de toda la Iberia,la centralizada , y la desentralizada para ponerse de acuerdo en no se qué.
Aquí la cultura popular hace su aparición:"Reunión de pastores,oveja muerta".
Paciencia.Un abrazo,Angel

Anónimo disse...

Viva Ángel! Como tenias razón, como siempre, hombre! la oveja muerta nos hay aparecido hoy, escuchando los tele-periodicos: más quatro barragens/embalses, ahora en el río Tamega, el antíguo Tamacus de los Galaicos.... Más un río perdido, un valle ahogado, con la Iberdrola rellenando sus bolsillos y entretanto, más unos cuantos en Lisboa vendiendo la "província" por platos de lentejas, en cambio de su sustentación politica y económica... y un pueblo estúpido que los aplaude y que se pone de rodillas en adoración al grande Dios Prugresso!.... Esperando también vender una copas de cerveja a los operarios de construcción y quedar ricos en poco tiempo, para compraren unos pisos en el lictoral y se marcharen en un rato para fuera de las tristes y pobres tierras del interior... Se llama a eso el Desarrollo.... (Véase lo que pasa en Alqueva). - Aqui tenemos más una oveja muerta!

Anónimo disse...

Fiquei muito curioso em relação a este documentário.

Aguém me pode indicar como o posso visualizar? Gostaria imenso de fazer uma referencia a ele no site da Adeganha

Cumprimentos,
Bruno Moreira
adeganha@adeganha.com

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