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quarta-feira, 13 de maio de 2009

Ainda a Fraga do Facho e o memorial a Constâncio de Carvalho


Pedimos as devidas desculpas por voltarmos ao tema, mas recebemos duas fotos que nos foram enviadas pelo nosso conterrâneo e aficcionado do Blogue, António Cristino, que têm o maior interesse pela sua já relativa antiguidade (são de 1973 ou 1974).
E por elas se nota que, nesse tempo, apenas existiam as duas pedras com a cartela em bronze, tal como hoje. O que falta são os pinhos, que entretanto arderam, dando lugar à presente plantação de carvalhos, como já referimos.

6 comentários:

Anónimo disse...

Recordo-me que próximo desse local de dois túneis de exploração do minério. A entrada estava tapada por silvas, depois de abrirmos caminho e munidos de umas tochas improvisadas lá conseguimos entrar. Um deles tem 70 a 80 metros, outro será um pouco maior. Mas exploração do minério na Serra do Roboredo será talvez um bom tema a ser esclarecido pelo Drº Nelson.
A.C.

Wanda disse...

Olá!
Quando estive em Moncorvo pela primeira vez, comprei um livro que descrevia as atrações e curiosidades da Vila e das Aldeias
Não sei se existe um catálogo ou livro atualizado, mas, deveria haver um guia, incluindo a Fraga do Facho e comentários sobre ela, como também, deveria ser comentado todas as atrações e patrimônios citados em livros.
Por exemplo:Na página sobre a Corredoura, falariam de Júlia Biló e de seus contos.Na página sobre a estátua de Campos Monteiro, fosse mencionada as suas obras, e assim por diante com os demais ilustres do Concelho, criando um roteiro cultural.
O Museu do ferro, e atrações das aldeias.
O que tenho visto nos sítios falando sobre a região, é apenas paisagístico, referentes ao Rio Sabor, Douro, Roboredo.
Só nos blogs tenho lido sobre a cultura regional.
Talvez eu esteja mal informada, mas faltam detalhes nas publicações sobre o turismo cultural nessa parte tão rica desse rincão.
Abraço
Wanda

São Paulo, 13 de maio de 2009

Anónimo disse...

Pequenas pista.

Wanda ,não está mal informada. Turismo cultural é difícil de definir e obriga a exercícios de modéstia que nem sempre se aceitam. T.C. é aconselhar as pessoas a ir beber um copo à tasca do Vilela nos Estevais e falar com as pessoas na rua,parar o carro no miradouro e ler os “Outros Contos da Montanha”;ir à biblioteca e ficar por lá umas horas ,acariciando livros ,lendo revistas ,passear por o jardim, levantar o livro “Douro Ilustrado” e ir ver um foral ao Arquivo Municipal; é assistir a uma sessão de leitura para idosos (contos do Sá Guê) ou para jovens organizada pela Biblioteca;é ir ao museu do Ferro , passear pela cortinha, esquecer-se por lá a ler Henrique de Campos, falar com o Drs Nelson e Rui Leonardo sobre a região ; passear pela ecopista até ao Larinho ,tomar um café na estação e ler “Os Montes Ermos” ;subir às antenas ,fraga do facho e capela de S .Bento, olhar …olhar, descansar ,comer do farnel (queijo Terrincho ,folar(bôla) acompanhado com “Quinta Visconde de Vila Maior” tinto e ler Rentes de Carvalho (é todo bom);comer uma açorda de peixe na Foz e andar até à praia fluvial para fazer a digestão, sentar-se virado para os dois rios e ler “Postigo Cerrado”;
ir ver os Frescos da Senhora da Teixeira , desfazer o folar e ler os contos da Júlia, todas as datas são boas;ficar uma noite na Quinta das Aveleiras ,levar o portátil para a janela , ver os dois mundos e, ler “Ares da minha Serra;”ir ao Felgar ver as ruas, solares e descer ao Sabor ,merendar pão de Carviçais , chouriços de Felgueiras, vinho do Peredo e ouvir José Mário Branco a cantar “Moncorvo, Torre ,Gente”;é passear pela Corredoura, tomar a bica na esplanada da pastelaria de cima , esperar que apareça a Majora e diga umas quadras ;comer “posta” no Artur em Carviçais, comprar o último livro doVictor Rocha ,saber o significado da expressão “Apita, Abílio”andar ao fim da tarde pela praça ,e conversar com o Remondes; visitar o lar Francisco Meireles com uma caixa de bolos, económicos e licor de canela e passar a tarde com o tio….
ir ao Posto de Turismo que foi casa da Roda ,entrar na igreja da Misericórdia em busca de flores do Constantino e levar a sua biografia para ler à noite na Campos Monteiro ,lugar mítico da vila ;ir a trás do adro ,olhar para a Lousa e sentar-se no muro encostado a uma coluna e ler poemas do Rogério, descer ao Lagar , comer cabrito assado, regado com Fraga do Facho” tinto ;comer amoras no Reboredo ,sentar-se numa fraga e olhar para a Vilariça e ler “Versos fora de Moda”;
visitar as Minas, ver o novo bairro entre pinhais, descobrir o lugar onde trabalharam milhares de pessoas e sentir o silencio da resignação;
visitar a Adega da Quinta da Palmeira e da Quinta de Vila Maior, provar vinho fino, seguir à Junqueira para almoçar, passar pela Vila Velha ,Derruida ,Santa Cruz da Vilariça e ler Fernão Lopes.
Pela sossega da noite passar pela outra biblioteca . Pedir, para começar, um ponche aquecido ,ver as fotos a preto e branco de Moncorvo .
Descer pela rua do Quebra-costas e pedir mais um nos Bons Amigos. Terminar na Elite a jogar matraquilhos acompanhados com balões de J.B.
Pequenas pistas ou um GPS rudimentar .Experimente!
M.C.

Anónimo disse...

Olá

M.C., já me passastes o roteiro, está copiado e guardadinho para quando eu ai for.
Gostei do GPS
Algumas destas dicas já segui, já comi, já bebi, já ouvi e já li, mas com certeza repetiria cem vezes e ainda assim seria pouco.
Encantada!
Um abraço da amiga brasileira.
Wanda
São Paulo,13 de maio de 2009

Anónimo disse...

Caro A.C.,
de facto sabemos da existência dessas galerias nas proximidades da Fraga do Facho, podendo ser explorações de sondagens dos inícios do séc. XX, da fase da Schneider (assunto a esclarecer), ou então mais antigas; há outra galeria importante, essa datada dos anos 30 do sec. XX, perto do alto de Felgueiras, na zona da Cotovia (desta temos uma foto no museu, com alguns mineiros, quase todos do Felgar, e o Engº Schöenflick - foto que nos foi gentilmente cedida por sua filha, D. Ilse Semmler, Amiga do Museu do Ferro); há depois as galerias da Carvalhosa, com um eixo principal que atravessa todo o cabeço, numa extensão de mais de 200 metros; e no cabeço da Mua, outro complexo de galerias, com um poço interior com mais de uma centena de metros. Julgamos que se impõe a recuperação, vedação, sinalização e aproveitamento turístico de algumas destas cavidades (embora com certo cuidado para não perturbar formas de vida que aí desenvolveram o seu habitat, como algumas espécies de morcegos), devendo o acesso ser controlado e orientado através de guias (o Museu do Ferro tem feito algumas visitas guiadas, sobretudo à Mua e Carvalhosa, integradas nos programas Ciência Viva/verão).
Quanto à proposta da Wanda, estamos a trabalhar num pequeno guia desse tipo, tendo já uma versão em Inglês (o problema é que para se fazer uma coisa com qualidade é preciso dinheiro e ele não abunda, sobretudo agora com isto da "crise"...) - pelo que é mais fácil, barato e imediato, fazermos a divulgação da região aqui através do blogue (sem prejuízo, como disse, de se publicar um pequeno roteiro - vila e depois concelho); em todo o caso há dois folhetos desdobráveis editados há alguns anos pela câmara de Torre de Moncorvo (em que colaborámos) onde se encontra reunida a informação essencial, representada em dois mapas, sendo um da vila e outro do concelho.
Mas, para complemento, nada melhor do que o GPS que aqui deixou o/a A.C., agradecendo, pela parte que nos toca, a referência que nos faz (desnecessária, diga-se em abono da verdade). Mas o resto está muito certeiro - temos cicerone!

Anónimo disse...

Errata:
pelos vistos o roteiro GPS de Moncorvo (visita pelos cantos da terra), não é de A.C., mas de M.C. (fica a rectificação).
Abraço a todos,
N.

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