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terça-feira, 12 de maio de 2009

Uma Pensão com História

Da Misericórdia ao Museu, passando pela praça. Sem doutores. Sem volteio. Nos bancos há sempre alguém sentado. Fazendo horas. Cortando na casaca. Contando estórias. Esperando por ontem, e o S. Sebastião na Corredoura à espera do dia 20 de Janeiro.
Felizmente há o Remondes disparando quadras. Certeiras.
- Lelo, o Remondes fez uns versos ao Anastácio! Estendeu a mão. Numa folha, arrancada a um caderno, doze quadras com o titulo “Uma Pensão com História”.
- Dá cá. Passo a limpo, tiro uma foto à pensão, outra a ti e publico no blogue da terra.
- Pega! Limitou-se a dizer.
- Vamos à foto!
- Este não entra. Não é de cá. Disse um do grupo.
Entraram todos.

Nota: há um texto do Nelson no post de 26 de Janeiro,"Moncorvo, Zona Quente em Terra Fria", sobre o senhor Anastácio (Marrana), meu vizinho, vindo de Foz-Côa onde, desde as Invasões Francesas, existia uma inquisição da arraia- miúda.




Uma pensão com História
Por José Manuel Remondes

I
A pensão do Sr. Anastácio
Era famosa e atraente
Não era nenhum palácio
Mas acolhia muita gente.

II
Acolhia viajantes
E também todo o estrangeiro
Por ali passavam negociantes
E gente de muito dinheiro.

III
Era o Sr. Anastácio Marrana
Proprietário desta Pensão
Que na época tinha fama
Era a melhor na ocasião.

IV
Muita gente por ali passou
Por Pensão Torre era conhecida
Mas já tudo acabou
Foi coisa bem esquecida.

V
Hoje está abandonada
Com o telhado a cair
Esta pensão tão falada
Não volta mais a servir.

VI
Muita gente ali comeu
E também ali dormiu
Muita coisa aconteceu
Fora o que nunca se viu.

VII
Quando o Sr. Anastácio se zangava
Andava tudo em reboliço
O empregado Casimiro é que pagava
Se não corresse bem o serviço.

VIII
Criadas ali não faltavam
Não porque fosse grande a féria
Mas muito trabalhavam
Porque nesse tempo havia miséria.

IX
O Sr. Anastácio ralhava
Mas tinha bom coração
Ali com fome ninguém ficava
O defeito era ser mandão.

X
Era duro com as criadas
Tinham que ser trabalhadeiras
Nem que fossem asseadas
Tratava-as mal com asneiras.

XI
Era esta pensão na altura
A melhor que Moncorvo tinha
Farta e com boa postura
Com boa comida e cama limpinha.

XII
Era uma casa bonita
Mas está a ficar danificada
Naquele lugar bem não fica
Só fica bem restaurada.

32 comentários:

Elizabet almeida disse...

É pena ver o estado em que está esta pensão, penso que ninguém é responsável e quando for abaixo e ferir alguém (por exemplo, eu) a quem me devo dirigir? Gostava de saber! triste historia esta da pensão do Sr. Anastácio que faz parte do património de Torre de Moncorvo e termos de ver esta situação numa zona nobre desta localidade, um povo que não sabe preservar os seus monumentos (e a pensão do “Sr. Anastácio”, é) não merece ter essa designação, é um povo triste, um povo melancólico com o seu passado, enfim. Tristeza como por exemplo a igreja de torre de Moncorvo, num total abandono a que se chegou, tenho pena, é assim o meu País, é assim a terra que me acolheu,
Mas tenho fé que um dia estas coisas mudem e que este País, esta terra tenha o esplendor que teve noutros tempos

Anónimo disse...

Dizem que a câamara tem um projecto para o velho edificio....Dizem que o IPPAR tem um projecto para a Igreja.O estado a que chegou a igreja, até doi a um ateu.Eu não quero que digam, quero que façam!E a entrada da vila com o solar dos Guerra?
Dizem na praça, que vão distribuir capacetes das obras para quem ande na zona histórica.
BOH!

Anónimo disse...

Lembro-me da Pensão Torre e dos enxames de caixeiros viajantes.
Lembro-me das obras do jardim no tempo do Dr. ,.Horácio e do fiscal António Batata. Construíram o lago e o repuxo e esqueceram-se da canalização.
Lembro-me do ar bonacheirão do senhor Anastácio.
Lembro-me da pensão das manas Pires (por cima da Praça Nova ,hoje Jardim) e da mesa redonda para todos os hóspedes .As manas eram família do Horácio Espalha.
Lembro-me da pensão Reboredo na rua do café Basílio e por cima do café do Rui, cuja mulher tinha um lugar de venda de peixe entre as Zirras e o Vilela, ao lado das Parrolas.
Lembro-me da pensão Grilo na rua do Peixe, junto aos bombeiros. Tinha um grilo pintado na tabuleta.
Lembro-me da tasca do Cadorna ,em frente da igreja ;da do Zé do Reis, com reservados para as tainas, onde hoje está uma empresa de contabilidade, na travessa das Amoreiras; da tasca da família do Viriato no inicio da Quebra Costas, antes do Grémio; da taberna do Júlio Ferrador (servia pregos?)no cimo da rua dos Palheiros; e da tasca do Carró, com púcaro de vinho ao lume ,peixe de escabeche e bom vinho do Peredo .Havia ,também ,uma tasca de peixe na ponte do Sabor. Era má e porca.
Lembro-me do café Moreira na praça das regateiras, com um bilhar no primeiro andar e uma escada em caracol prateada.
Lembro-me do café Basílio , dos combates de sueca e do café do Veiga junto à foto Peixe.
Pensões , cafés e tabernas era o que havia. Nenhum restaurante. Os passantes comiam na pensão, os da terra petiscavam nas tascas, e o café e o bagaço tomavam-se nos cafés da vila conforme o estatuto social e profissional.
Lembro-me de a minha mãe me dizer:” Vai ao Cadorna buscar um quartilho de vinho .Temos visitas”.
Lembro-me de às segundas os sapateiros não trabalharem e, ou estavam sentados no muro do adro a conversar e a ver quem passava, ou a beber no Cadorrna .
Um Braganção

Anónimo disse...

Daqui saudo o sr. Remondes que postou estes belos versos ,com direito a foto e tudo, sobre a pensão do sr. Anastácio Marrana - de rima exemplar e o seu quê de marotice ( " muita coisa aconteceu fora o que nunca se viu..."), não falando já de um cheirinho q.b.de
luta de classes ( " não porque fosse grande a féria ... porque nesse tempo havia miséria" , "tratava-as mal com asneiras") e um toque descritivo pós-moderno ("naquele lugar bem não fica"). Um assombro sr. Remondes ! E bote aí mais versos se fizer o favor!
Daniel

Anónimo disse...

O que fazer com a velha Pensão?
Outra Pensão?
Um bloco de apartamentos em condominio fechado?
Instalações para um polo do I.P.de Bragança?
Instalações para o Centro de Emprego?
Uma residencia privada para reformados?
Um clube de empresarios?
Uma residencia de estudantes?
Deitar abaixo para alargar o jardim?
um centro de lazer,leitura e investigação?
Uma casa de meninas de apoio aos trabalhadores da barragem?
Multi-sede dos partidos ?
UM SUPERMERCADO CHINÊS?
Ficar assim em homenagem aos proprietarios abcentistas?
Centro de convivio de ratos ,drogados e sem abrigo ?

Mais sugestões.

Júlia Ribeiro disse...

Eh, grande Remondes! Belas quadras.
A dizerem : venham mais, muitas mais. Um grande abraço.

Olá, Braganção: Que de lembranças ! Que são as minhas também: as manas Pires eram irmãs do Horácio Espalha e ao cimo da Rua dos Palheiros também havia a taberna do Codinha Rija, julgo que anterior à do Júlio Ferrador.

Olá, Sr. Anónimo : Quanto ao que fazer da pensão do Sr. Anastácio, uma casa para estudantes, não seria má ideia. A não ser que hoje a oferta seja muita em Moncorvo.
Uma casa para reformados, também seria uma bela utilização a dar ao edifício. Porque não a "Casa do Professor"? (Estou a puxar a brasa à minha sardinha, eu sei. Mas as estatísticas provam que há muitas professoras em total solidão: ou porque nunca casaram ou porque enviuvaram). Já há "Casa do Professor" em Aveiro, em Setúbal, em Lisboa, Carcavelos, em fase adiantada de construção; no Porto quase concluída; em Leiria a construção começa para o ano que vem. E está a verificar-se uma coisa interessante e muito válida : professoras (e professores) aí residentes estão a prestar uma preciosa ajuda a professores jovens, no início de carreira. Pensem nisso: ainda aí vou parar...

Abraços,
Júlia

Anónimo disse...

Anastácio Sancho Marrana, ou o "velho Anastácio" como nós os putos o conhecíamos, era um velhote gordo, às vezes de chapéu e suspensórios (sendo uma imagem já longínqua a que dele tenho). Era o mais velho dos Marranas, família que deu dois presidentes de Câmara, já no pós-25 de Abril. Desapareceram de Moncorvo e a velha casa ruíu. Nos tempos áureos, ainda nos anos 30, parece que ainda aí ficou hospedado o Engº de minas alemão Gustav Schöenflick, que ia para as minas do Roborêdo num cavalo alugado ao próprio dono da pensão (serviço completo!). Já mais tarde, aqui pernoitaram geólogos em trânsito pela região, como o Dr. José de Almeida Rebelo (que sabe estórias giríssimas passadas nesta pensão), autor da folha da carta geológica referente ao concelho e que, ainda nos anos 60, trabalhou para a Ferrominas. Nos tempos mais antigos, até os juízes de fora eram clientes da pensão Marrana, afora os tais "enxames de caixeiros viajantes", como disse o Braganção. Oportunas e interessantes as outras "lembraduras" deste Braganção de título "roubado" aos próceres medievais que campearam pelo território bragançano (do actual distrito, incluindo Torre de Moncorvo), lá pelo séc. XII.
Sem ser tão remota, a pensão Marrana é um relicário de memórias da vila, sendo de lamentar, de facto, o seu estado actual.
Há anos que se ouve falar na sua recuperação para sede local do IEFP. Voto nesta solução por recear que, de outra maneira, estes serviços possam sair de cá (e já são coisas de mais a fechar: Telecom, GAT's, ...). De outro modo, votaria na sua recuperação para mais uma residencial (não há assim tantas cá no burgo, com preços acessíveis), recuperando-se o mais possível a arquitectura interna e a historicidade deste espaço. É que ninguém imagina o encanto da igreja e da rua do Cabo vista da varanda superior, apesar de, actualmente, ser já muito arriscado subir até esse miradouro. Em todo o caso verificámos aqui outras sugestões interessantes. Residência estudantil era uma delas, mas como há cada vez menos estudantes, receio bem que isso seja já uma utopia, mas, em alternativa, porque não uma pousada da juventude, reforçando o turismo do Centro Histórico (isto no cenário do IEFP desistir do projecto)? É mais uma achega, já que não nos agrada a sugestão da demolição pura e simples, para a alargamento do jardim, como alguém sugeriu, pois aquele corpo arquitectónico faz ali falta para o equilíbrio estético da envolvente.
Enquanto esperamos para ver o que acontece, aqui ficam as nossas felicitações ao Poeta, com um abraço amigo,
N.

Anónimo disse...

Felicitações ao Poeta e um agradecimento especial ao Leonel por nos trazer(postar),uma vez mais, "coisas" tão variadas e interessantes da nossa terra.
Abraços para ambos.

Um conterrâneo

Anónimo disse...

Quando derrubaram o Castelo foi em nome do progresso.
Quando infestaram de casas as hortas ,entre a Corredoura e a vila ,foi em nome do progresso.
Quando arrancaram os balcões das casas,foi em nome do progresso.
E, em nome do progresso defendo a reconversão da pensão em casa multiusos;meninas ,travestis,stripers,alterne,acompanhantes,concursos de t-sirt monhada,despedida de solteiros/as...
Mudando de assunto:faltei ao lançamento do pequeno grande livro da nossa Júlia. Tento não faltar ,agora no dia 6.Como se faz a inscrição?Só para a festa blogueira,a do colégio começa a cheirar a rumagem tipo 5 de outubro.Até acabaram com a revista.Era fixe ,como diz o meu neto,que é guitcho.

Júlia,dia 6 ,apanhas o 91 pró colégio?
H.E.j

Anónimo disse...

Para quando a antologia dos poetas da Região de Moncorvo?
Um bom tema para dia 6 e, 7 se for caso disso.
Proposta: Rogério Rodrigues e Nelson Rebanda, fazem a recolha e selecção.( uma antologia não é o blogue)Entendeu? como diz o outro.
Júlio revê.
Leonel Brito trata da publicação.
Isabel Mateus divulga em Livrepool e a Wanda no Brasil.
L.R

Anónimo disse...

Divulgem ,por favor, mais poetas populares.Anunciaram a saída de um livro,em boa hora, editado pela câmara, de poesia.Agora venham alguns poemas!
O Pucareiro que envie, o que tem, da sua colecção dos poetas do Felgar.
Quadras da "Majora" que é da cordoira,terra da Júlia.
Uma leitora

Júlia Ribeiro disse...

E também a não esquecer: abordar a questão da placa para a Marquinhas dos Remédios, a Mestra de uma data de gerações em Moncorvo.
De acordo? Já somos 3: a Lélia, a Maria da Misericórdia e eu. Quem se junta a este ramalhete de raparigas que dizem sempre o que pensam? ( E não é um auto-elogio: é mesmo verdade, não é Amigas? )
Júlia

Anónimo disse...

Quem consentiu aqueles anúncios aberrantes em plena praça?
O Centro Histórico tem que ser respeitado e julgo que a Câmara tem andado no bom caminho.Serão aquelas latas coloridas anteriores à actual câmara?
Nao há lei que nos defenda (câmara incluida)destes "crimes"?Ou "Paço" despercebido?
Limpem a Praça que ainda é a nossa sala de visitas!
uma moncorvense com orgulho

Anónimo disse...

Boa malha!Redigir o texto para a placa da Mestra!Encomendar a placa e se a câmara se baldar pagamos nós.Entre Imburrentes, ex-alunos e blogeiros, alguns darão o passo em frente.Teimosos como o 91 pelas nossa convicções,não é Julia.Criar um roteiro de coisas a fazer,assim como uma lista de supermercado: antologia,placa,venda de livros,reeditar,novos autores,divulgar....
L.R.

Anónimo disse...

Então aqui vai um pequeno poema da B.J., escrito em 19/12/1919 e dedicado à sua mãe em dia de aniversário :

O sol na marcha luminosa voa,
lançando á terra magestoso olhar
passa cantando quem o ar povoa
ouvem-se em coro as aves a cantar.

O vento no bosque seu canto entoa
hoje este dia mil encantos tem
meu pensamento voa, voa, voa,
para junto de ti minha querida mãe

Leonel Brito disse...

Não pertencendo àquilo que se considera poesia culta ,os poetas populares são, na maioria das vezes, personalidades ricas ,conhecedoras profundas das diversas realidades da sociedade ,senhores de grande sensibilidade e filosofia de vida, que os leva a retratar a realidade social com a ironia própria de quem está sempre atento aos acontecimentos ,às situações que observam quotidianamente .A ironia ,a troça ,a caricatura ,mas também a dor pessoal e a injustiça (leia-se António Aleixo) estão normalmente presentes nos seus versos que, não sendo “cultos”,são incisivos, certeiros, muitas vezes moralistas.
Os motivos que os inspiram são variados ,e o traço dominante é a sátira ,não possuíssem eles o ADN dos autores das cantigas de escárnio e maldizer tão genuinamente portuguesas.
Da obra de Remondes, infelizmente só conheço estes versos, exemplo vivo do conceito que tenho da poesia popular .Daí o meu empenho em colocá-lo no blogue, como explico no post.
Leonel

Anónimo disse...

Subscrevo inteiramente o que disse a Moncorvense com Orgulho - aquelas latas lá atrás, fluorescentes ou não, são uma vergonha, e a outro qualquer não lhas tinham permitido!!! (parece que às vezes parece que é preciso condescender com certos srs...)

Anónimo disse...

Também gostava de estar presente na festa blogueira.Abraçar a Júlia ,a Maria da Misericórdia,Isabel Mateus,Nelson,Rogério, Leonel,Daniel,Angel,H.E.j,Pucareiro,"Felgar"...todos.
Nota: o Zé já está melhor e também quer ir.
L.R

Anónimo disse...

Há mais latas e fios a limpar.Indicar estes crimes ao património é um dever civico.
E ha outros chocantes como aquele que está à entrada do Distrito de Bragança ,passando a a ponte nova do Pocinho.Diz:Estrada em mau estado.
Há 3 anos que lá está.
Se sabem ,pois até se gabam, anunciando,porque não arranjam a estrada!
M.C.

Anónimo disse...

O Remondes tem computador com internet?Quem o avisa, que andam por aqui uns melros a cortar na casaca.E, se gosta,caro Remondes é altura de umas quadras ao blog.
Mais originais,mais estórias contadas em verso.
M.C.

Anónimo disse...

Dizem que a Arquitecta da Câmara travou uma luta inglória para limpar a publicidade que insultava a dignidade do conjunto –Praça, Fonte, Castelo e Muralhas. Perdeu.
O proprietário ,que está de passagem,(é de Mogadouro) com hábitos de branco em Africa, disse Não! Fez finca-pé de autorizações obsoletas .Defendeu o seu contra o interesse colectivo. Menosprezou o esforço da Câmara no seu empenho em recuperar o Centro Histórico .Apostou no seu mau gosto e manteve os painéis publicitários de cores aberrantes, tipo loja de chino. A Câmara nada podia fazer. São direitos adquiridos…dizem
E nós, os que amamos a nossa terra, que apoiamos a Câmara em tudo que é bem feito(e é tanto…),como apontamos falhas, incorrecções, atrasos ,etc., não podemos fazer nada?
Claro que sim, cada um com as armas que tem: a Câmara com a força da lei, a loja com a arrogância do mau gosto e nós com a força da razão.
Proponho um boicote à loja até ao arranque definitivo dos neons e placas publicitarias.
Divulgar por SMS e e-mail e esperar. É também um teste à força da razão e ao impacto das novas tecnologias na região
Comentem e digam da vossa justiça.
Lelia Rebordina

Anónimo disse...

Mais um abaixo assinado para o dia 6.vamos ver quem se balda .Os encontros também servem para as boas causas, não é só almoços e saudades. E a malta do Colégio sempre mostrou unidade e amor à terra.
Marquinhas dos Remédios ,Centro Histórico e antologia dos Poetas Populares ,3 batalhas a ganhar. Venceremos!
Um ex-aluno.

Júlia Ribeiro disse...

Lélia, uma Moncorvense com orgulho,Maria da Misericórdia, M.C. , um ex-aluno, etc.
tudo pessoal de antes quebrar que torcer:
Vamos às nossas batalhas, em força. Preparar para dia 6 de Junho.

Abraços
Júlia

Anónimo disse...

Júlia!
E eu? que digo que vou e não apareço, que espalho bocas como brasas, que tento puxar a carroça até à fraga do Facho se for preciso, que faço ?Apareço ,redimo-me perante ti, levanto o livrinho, e assino tudo .A razão está ,de facto do nosso lado. Alguém tem que escrever os textos(deitei à sorte e calhou-te a ti).Nem o gigante te salva! Eu ,que tenho má pinta saco as assinaturas aos imburrentes e indecisos. Bai ser fitxe como diz o meu neto que sai à avó. Já imagino os do costume a dizerem ,diante da placa da Mestre: fui eu que a mandei pôr!
Que se lixe ,o que nós queremos é a placa, a antologia e a praça limpa. Corremos com os dótores e não corremos com os pechisbeques de lata e plástico ?BOOH!
H.E.j

Anónimo disse...

Também assino.
Um braganção

Anónimo disse...

Também eu me sinto chocado quando vejo esses atentados de mau gosto no nosso Centro Histórico e nas aldeias.
Não podemos criticar o Governo ou a Câmara sempre e ficarmos de fora nós ,a sociedade civil. Dar força à Câmara para levar por diante estas medidas é uma atitude coerente ,independentemente do partido ou ideologia que estamos filiados, ou nos sentimos próximos.
Não haverá turismo de qualidade enquanto formos objecto de chacota pelos, que por equivoco, nos visitam.
Que importa o esforço e custos financeiros despendidos pela Câmara para recolocar a Fonte na Praça se sai aquele escarro na fotografia?
Limpem a Vila ,por Favor!
Obrigado ,Júlia e todos os outros que já se manifestaram.
Dia 6 será entregue à câmara um texto que aborde estes temas que tanto nos chocam .E não venham com a desculpa que é ano de eleições. Determinação, coerência, igual a assinatura.
M.C.

Leonel Brito disse...

Concordo com tudo que aqui foi dito e assino.
Leonel Brito

Leonel Brito disse...

Concordo e assino.
Leonel Brito

Júlia Ribeiro disse...

Mas como é que eu pude esquecer-me do Horácio Espalha Júnior?
Deve ter sido porque este malandrão não aparece tantas vezes como seria necessário e desejável e, quando eu vou a Moncorvo, o H.E.J. que é dele? Sumiu...
Será que desta vez aparece mesmo? Espero bem que sim.

Um abração,
Júlia

Anónimo disse...

Quando vou à nossa terra e deparo com aquele escarro na harmoniosa "sala de visitas", dá-me vontade de vomitar.Infeliz
mente, não é o único.
Abaixo todos os escarros,JÁ!
M. da M.

ANIMAÇÃO SOCIAL E SOCIOCULTURAL disse...

É com muita emoção que encontro este conjunto de referencias a Anastacio Marrana, meu avô e a Pensão da Torre. Foi lá que nasci e lá vivi até á minha juventude.
Ao nelsom uma palavra amiga e agradecida pela memória, a sátira e a acutilancia. A todos quanos recordam o Sr. Anastácio e se lembram da inscrição no topo do portão S.A.P. 1904 - que assinalava a data da recontrução da casa (Sebastiao António Petornilho - 1904)- e que os miudos da"vila" iam dizendo para irritar o meu"velho" Senhor Anastácio Pesa 1904 kilos!
Obrigado a todos!
João Marrana

N.Campos disse...

Caríssimo João!
como fico contente em reecontrar-te, por este meio (blogue). Faz tanto tempo! Creio que a última vez que falámos, aqui por Moncorvo, ainda vieste com o teu saudoso pai, Engº. Rui Marrana (acho que estavas com ele, no restaurante das Piscinas). Como disse num post lá atrás, pois ainda me lembro do teu avô Anastácio. E, tem piada, nem me ocorreu essa do SAP, realmente a malta dizia isso mesmo! Já agora esse portão é uma obra magnífica de ferro forjado e creio que terá sido obra do grande ferreiro moncorvense Abílio Cantés (já não sei onde obtive esta informação, mas fiquei com essa ideia).
Realmente é pena o estado calamitoso a que chegou a vossa casa. Oxalá se resolva o problema antes que venha ao chão.
Vê se apareces mais vezes cá pelas raízes. Até lá recebe um grande abraço do
Nelson

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