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domingo, 16 de agosto de 2009

15 de Agosto - Festas da Vila e do Concelho

15 de Agosto. Dia de Festa na vila, a qual se pretende representantiva de todo o concelho. Que de todo o concelho, de toda a região, e de toda a "estranja" convergem os povos para verem a procissão passar, e, no fim, para se divertirem até horas tardas.
Aqui fica uma brevíssima reportagem de momentos processionais, aguardando outros contributos mais:

Pela Avenida Engº Duarte Pacheco (antiga rua do Cabo), não poderia nunca faltar o andor de Santo Isidro, padroeiro dos campos da Vilariça, outrora transportado num carro puxado por uma junta de bois, o qual foi substituído há já uns bons anos por um tractor. O tabuleiro onde pousa a imagem do Santo é semeado com cereal (é uma sementeira natural, nada de plástico!), evocando as antigas searas da Vilariça, que cabia ao Santo proteger, desde a sua capelinha, situada na Qtª. da Portela.


O Orgulho de ser Moncorvense... - Na cartela da direita, levada por um anjinho, lê-se: "Rainha dos Céus, padroeira de Torre de Moncorvo". E à esquerda, a menina assume: "Eu sou Moncorvense"! As cores azul e branco das crianças-anjos evocam as cores celestiais da Senhora da Assunção, que vem já atrás, em grande andor, puxada por mais um tractor.

Estralejam os foguetes, desta feita confundindo-se com alguns roncos de trovoada. Só ameaças. Caiem algumas pingas em jeito de benção e nada mais...
Passam as bandas... De sons afinados, tocam alternadamente: Felgar e Carviçais. Sem elas a procissão jamais teria o mesmo brilho. Vivam os músicos e seus maestros!

Já passaram os outros andores, mais pequenos, levados pelos devotos em promessa. Passa a multidão, enquanto outros assistem, até se integrarem no cortejo. Rostos devotos, compenetrados, carinhas larocas também, eis que aqui estão, cumprindo a tradição, passando, ou vendo passar a procissão...

Duas horas depois, um longo circuito que já torneou a vila - Rua do Cabo, avenida dos Combatentes, Avenida João Paulo II, R. Vasco da Gama, R. Constantino Rei dos Floristas, Praça, Rua dos Sapateiros, R. Tomás Ribeiro, Praça (de novo, mas pelo outro lado), Rua das Flores, e chegada apoteótica ao Adro. A multidão reune-se em redor da sua Padroeira.

Nossa Senhora da Assunção, junto ao seu templo, a grandiosa igreja matriz de Torre de Moncorvo. Os mordomos começam a recolher os andores. O da Senhora é o último, ficando em apoteose no adro, enquanto dos devotos colhem flores e deixam ainda alguns donativos, promessas cumpridas, ou pedidos para mais um ano de boa sorte, boa saúde, para cada um e para os seus...

Depois dos acordes finais, também os músicos se despedem. Cai a noite e a Rainha dos Céus despede-se dos fiéis que a vieram venerar. Mais um ano. Mais uma vez a Tradição se cumpriu.

Finda a procissão, fica a igreja e o antigo Rossio de Torre de Moncorvo (hoje Largo General Claudino), com as suas esplanadas já preparadas e à espera do cumprimento de outra tradição - esta, mais de cariz nocturno...

2 comentários:

Anónimo disse...

Obrigado Nelson pela magnífica reportagem da procissão.Cá de longe (como certamente muitos conterrâneos)foi-me possível ver, reviver e sentir todo esse envolvimento do ponto alto das festas da N. Sa. da Assunção. Diferenças - talvez o tractor a puxar o andor e as mesas para a "festa" restaurativa no largo. Mas semelhanças muitas, até as bandas de música e o circuito da procissão.Não deixei de notar o cartaz da menina " Eu sou moncorvense". Daqui lhe mando um afectuoso abraço, quem quer que seja, pelo significado da mensagem.
E não esqueço o fim de noite , durante muitos anos com vistoso fogo de artifício, agora contido pelos riscos de fogos. E o concerto da banda na praça na noite da festa, no coreto que havia nos meus tempos de miúdo.
Agora são outras bandas...mas espero que o entusiasmo seja o mesmo.
Daniel

Wanda disse...

Olá!
Ainda não participei dessa festa à Nossa Senhora da Assunção, mas , pelas fotos percebo a tradição e a alegria dos devotos por esse dia.
Nelson reportou divinamente o cortejo e a chegada da imagem à Igreja.
Eu sou morconvense adotiva, lá da Lousa, porque nas veias de meus filhos corre a descendência genética desse povo tão generoso.

Abraços!

Wanda

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