torredemoncorvoinblog@gmail.com

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Isqueiro da crise


Isqueiro dos tempos em que era obrigatório pagar licença. Este modelo permitia a fuga a esse peso no orçamento. Era constituído por um elo de cana com um leve corte em diagonal, na ponta. O combustível era formado a partir de um pouco de tecido queimado. A ignição fazia-se ao percutir um objecto de aço numa pedra encostada à boca da cana. Aceso o cigarro, poupava-se o combustível, tapando-o com uma rolha de cortiça.

Talvez não fosse má ideia adoptar novamente este modelo. Assim se evitariam muitos incêndios, porque não haveria paciência para pôr a engenhoca a funcionar, Além disso, poupar-se-ia mais combustível !

Este exemplar foi identificado em V.N de Foz Côa, mas tenho a confirmação de que em Moncorvo também se utilizava esta "boca incendiária".

Por curiosidade, já fiz uma réplica, mas não resultou. Talvez seja por isso que não fumo!!!!

4 comentários:

Anónimo disse...

Seria interessante descobrir alguém ainda capaz de fazer funcionar esta engenhoca. - Era sobretudo usada pelos pastores, nos campos. Reminiscências de um modo de fazer lume, típico da... Idade da Pedra! - Já agora informo que essa pedra era preferencialmente a pederneira (sílex). Lembro-me do meu pai falar neste tipo de "isqueiros" de pederneira.
N.

Júlia Ribeiro disse...

Até que enfim as palavras do Nelson despoletaram uma sinapse nos meus neurónios. (É assim que se diz, Daniel? Se não for, posso sempre dizer que sou leiga na matéria...)
Pendurada num prego , na porta do quarto da minha avó, havia um saquinho com uma pedrita lá dentro, que ela guardava e a que dava o nome de "pederneira". Era com essa pedra que o meu avô fazia saltar a chispa para acender o cigarro. Mas a engenhoca (para mim desconhecida) que o Vasdoal apresenta é muito mais interessante.
No entanto, no tal saquinho do meu avô só existia a "pederneira".
Obrigada ao Vasdoal por desencantar coisas tão curiosas e obrigada ao Nelson por nos recordar coisas há muito esquecidas.
Júlia

Anónimo disse...

Viva Drª Júlia! o seu testemunho sobre o tal saquinho do seu avô é também muito interessante e precioso. Ou seja, ficamos a saber que os métodos paleolíticos de fazer o fogo chegaram até ao séc. XX (apesar de imaginar que seu avô deve ter nascido no séc. XIX). Hoje, com os fósforos e isqueiros modernos é difícil imaginar como era complicado fazer o fogo - pelo que se pedia, por vezes, umas brazinhas à vizinha, para se acender mais depressa o lume.
N.

Lopes disse...

Após algumas férias digo que a verdadeira força de vontade é algo natural, quando o desejo de se realizar algo, fica maior do que tudo, quando acabar com um problema de uma vez por todas passa a ser o único foco, quando parece que nada pode impedir o avanço porque tudo fica pequeno diante do objectivo principal, a força invencível diante dos olhos do inimigo.

Um amigo meu que costuma sempre incentivar as pessoas e é dono de uma força de vontade muito positiva, enviou-me um mail e colocou uma questão conhecida, quando uma imagem diz mais que mil palavras o trabalho é uma forma positiva e muito inteligente.

Existem sempre pessoas que por vezes tentam explicar a verdadeira razão das palavras, mas nunca são capazes de as traduzir verdadeiramente da intensidade desejada na altura, é por essa razão fico entusiasmado com a força deste pequeno isqueiro.

O entendimento é a força da razão, ninguém é dono do mundo, todos juntos fazemo-lo crecer, além do mais o fundamental é dar a conhecer a região a quem a queira visitar, sem rodeos nem divagações.

Esquecer mão mas a alma diz, nunca esqueças quem te fez mal mas perdoa se fores capaz.

Cumprimentos

eXTReMe Tracker